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plénums 3.6.5.1 Matériau

Section 3.8. Conception sans obstacles

3.8.3. Normes de conception 1 Signalisation

Verificou-se que a construção de uma ética global em uma sociedade estruturada sobre bases pós-moralistas constitui-se um grande desafio para a sociologia e as ciências da religião, em virtude da lógica do consumo tão determinante no funcionamento da sociedade atual. As propostas aqui apontadas são extremamente relevantes e refletem o esforço despendido por especialistas de diversas ciências na tentativa de encontrar meios que garantam as possibilidades de vida no futuro, com relacionamentos pacíficos entre os indivíduos onde as diferenças são toleradas e onde o espaço comum de vivência possa ser compartilhado e seus benefícios usufruídos com responsabilidade.

Em vista destes objetivos, como o colocado acima, questiona-se a respeito do futuro reservado a este tipo de sociedade. Para Lipovetsky, não se prevê a emergência de um “planeta homogeneizado” a se despontar no futuro. À problemática levantada pelo autor acerca de uma padronização planetária em virtude da contínua promulgação de hábitos de vida, gostos e marcas universais, ele considera que

... a idéia de erradicação das diferenças culturais pelo mercado não resiste ao exame dos fatos. As empresas compreenderam isso rapidamente ao desenvolver o princípio da

“glocalização”, integrando as diferenças, os esquemas culturais específicos das nações no panorama de sua estratégia internacional. A empresa global é aquela que torna seu o famoso “pensar global, agir local”, com a atitude unificada no plano estratégico aliando-se a abordagens que consideram os contextos e os universos simbólicos singulares.329

Lipovetsky atesta que essa postura de valorização de particularidades locais não irá sucumbir ante as contínuas propagandas do consumo, pelo contrário, em sua perspectiva

Deve-se desmentir semelhante interpretação, que não apenas subestima o peso da história nas construções identitárias mas também lê o fenômeno com óculos modernos de outros tempos no momento em que se passou a uma nova modernidade, aquela em que a patrimonialização e as reafirmações particularistas funcionam como meios de personalização, como maneiras novas de o indivíduo ser ele mesmo e ter orgulho disso.330

Neste sentido, não se vê em tais posturas a reafirmação de um novo apego ao tradicionalismo local, mas sim mais uma manifestação de valorização daquilo que para o indivíduo em seus anseios privados faz-se importante.

A hipótese de um futuro que revele “um mundo sem alma”, onde indivíduos constroem suas vidas num universo cujos valores foram exilados mostrou-se também insustentável. Para o autor, “quaisquer que sejam as manifestações de um individualismo extremado, é forçoso observar que não atingimos o grau zero de valores”.331 Lipovetsky respalda o seu argumento apontando para a manifestação de um “núcleo estável de valores partilhados”, entre eles, os direitos humanos, a honestidade, o respeito pelas crianças, a rejeição da violência e da crueldade.332

Não é também em direção a um mundo plenamente infantilizado, ou seja, com escassez de reflexões críticas e de apontamentos de problemáticas sociais, que define o curso da sociedade atual. O autor constata que

Afirmar que o hipercapitalismo conseguiu transformar os seres em puros consumidores passivos e infantilizados é enganar-se gravemente. É mostrar-se cego, aí também, às forças antagonistas, às tensões entre os valores, às demandas e motivações contraditórias que inervam a sociedade do hiperconsumo.333

329 Ibid, p. 114-115. 330 Ibid, p. 118. 331 Ibid, p. 135.

332 O autor cita como exemplo o crescimento de adesões nos trabalhos de voluntariado. Olhando para a realidade

na França, o autor coloca que o número de voluntários neste país já alcança os 12 milhões de pessoas. Ibid, p. 135.

Verifica-se, portanto, que à despeito das iniciativas desmedidas da cultura de consumo na tentativa de manter os indivíduos comprando freneticamente e plenamente dependentes de sua lógica, é possível o estabelecimento de medidas mais responsáveis que apontem para uma reversão no curso atual das coisas. Segundo o autor

Não se trata, portanto, de refazer o mundo, mas, no próprio interior do sistema tal como ele se impõe, de alavancar as forças positivas que ele encerra, a fim de reduzir ou mesmo anular os males de que é portador. O que é propriamente uma política. É preciso repetir: a cultura-mundo, por mais globalizante que seja, não é Una; é ambivalente, paradoxal, contraditória. Jogando com suas forças e suas tensões diversas, é possível inflectir o curso das coisas e configurar um mundo melhor. Não se trata de cultivar um sonho grandioso, mas de simplesmente alimentar o debate, fixar prioridades, traçar linhas. Uma tal política, que visa afastar a hipermodernidade da selva que ela tende a ser, não constitui uma política de civilização, mas poderia fazer desta uma ordem simplesmente mais “civilizada”.334

À luz da colocação acima, questiona-se a respeito de quais seriam as prioridades a serem fixadas a fim de que ações mais concretas sejam possíveis e rapidamente colocadas em prática. Seria a questão ambiental, tendo em vista a urgência de medidas que ela pede? Seria uma aproximação para o diálogo das grandes religiões, uma vez que muitos conflitos armados são fundamentados em pressupostos religiosos? Seria um retorno do conceito de sujeito, de sua valorização, de sua capacidade crítica mais que o simples reconhecimento de um indivíduo passivo e facilmente manipulado pelo universo sedutor da cultura de consumo? Seria a responsabilidade para com a vida alheia, como prefere Hans Jonas.335 É possível que o levantamento desta problemática reconduza mais uma vez a questão para o debate em torno de uma possível ética global, e como foi colocado anteriormente, tal proposta, ainda que seja seguramente relevante, necessita ainda de mais elaboração para que seus frutos saiam do plano puramente teórico das coisas e sejam vistos claramente no plano prático. No entanto, Lipovetsky deseja mostrar que há saídas mesmo num universo social puramente consumista. Como coloca o autor na referência acima, “fazer desta uma ordem simplesmente mais ‘civilizada’”.

O desafio em questão depende também de uma melhor compreensão da questão religiosa atual. A contribuição de Lipovetsky é fundamental, pois proporciona a identificação de uma religião secularizada, ou de uma espiritualidade secularizada, gravitando no cenário

334 Ibid, p. 149.

social atual. Impera atualmente práticas que correspondem prioritariamente aos anseios subjetivos. Há como que uma devoção prestada ao ego, um culto ao ego. O consumo e sua lógica se encarregam de disponibilizar os meios para que os reclamos privados sejam correspondidos. É a cultura do consumo que influencia também os comportamentos de indivíduos cuja pertença religiosa seja afirmada com veemência, e é propício também desta cultura a manutenção de uma lógica aonde as necessidades subjetivas sejam ressaltadas, para depois serem satisfeitas temporariamente, e então, mais uma vez despertadas, a fim de que o indivíduo permaneça cativo às imposições do consumo e assíduo na sua prática devocional interior.

Uma possível mudança no curso atual das coisas deve considerar as mudanças culturais que constantemente se dão em virtude do avanço das tecnologias, da multiplicação das capacidades de comunicação e da constante variedade dos mercados de consumo, e as inferências destas mudanças também no universo das religiões. Ações práticas para um melhor cuidado e atenção à questão ambiental, bem como o incentivo para uma aproximação para o diálogo entre as grandes religiões com vistas à permanência pacífica entre as crenças mundiais, não podem desconsiderar a realidade de que há uma sociedade estruturada em bases pós-moralistas alcançando cada vez mais universos sociais distintos a fim de unificar estes universos em padrões comuns. Entender como esta sociedade funciona, o que a sustenta, quais são os valores que ela veicula e qual o futuro que ela está formando, compõe o objeto de estudo de Lipovetsky em sua obra prioritária para esta pesquisa, A sociedade pós-moralista. Ainda que a questão religiosa não seja a principal preocupação de Lipovetsky, suas considerações são pertinentes, pois permitem uma melhor compreensão da sociedade atual para, a partir disto, obter-se uma melhor verificação dos movimentos e das mudanças ocorridas também no universo religioso de uma sociedade pós-moralista.

- Considerações finais -

O que torna o pensamento de Lipovetsky tão singular é a maneira com a qual ele descreve fenômenos sociais que, em sua maioria, são marginalizados pela filosofia tradicional. Embora pertencente a uma tradição filosófica cuja atenção se encontra voltada à produção de uma crítica consistente à modernidade, Lipovetsky sobrepõe as análises já existentes com constatações relevantes a respeito de realidades como o luxo, o consumo e a moda, cujas manifestações singulares apontam para mudanças significativas nos modos de vida dos indivíduos.

Reconhecendo a corrente discussão em torno de uma nomenclatura que melhor defina o momento social atual, Lipovetsky rompe com os paradigmas já estabelecidos sugerindo que os tempos atuais são os tempos do hiper. Desta forma, para o autor, que já se considerou pós- moderno, o momento atual é o da hipermodernidade. Em sua perspectiva, em nenhum momento histórico passado presenciou-se uma ordem social tão singular e individual e, paradoxalmente, tão comum e coletiva, como a que se manifesta atualmente. As manifestações de um hiperindividualismo e de um hiperconsumo como lógicas determinantes na hipermodernidade atestam para a singularidade da configuração social atual.

Não apenas em relação a fenômenos como a moda, o consumo e o luxo, entre outros, mas também na dimensão ética o autor constata haver rupturas significativas com paradigmas pertinentes a tempos passados. Em seu estudo consistente a respeito da questão ética, Lipovetsky verifica que três grandes momentos definem o pensar e o viver ético nas sociedades. O primeiro deles é pertinente de tempos pré-modernos, quando a dimensão ética estava subordinada às imposições da religião, sendo esta a instituição determinante de tudo aquilo que era ou não ético. O segundo momento, no entanto, desvaloriza a competência da

religião como instituição detentora dos valores éticos fundamentais para localizar nas instituições modernas emergentes, como o Estado e a família, a autoridade na determinação e fundamentação da ética social. Lipovetsky, no entanto, ressalta que a lógica do dever, da obrigatoriedade, enfim, da valoração e consideração para com a vida alheia em toda e qualquer atitude ética, que se fazia presente em tempos pré-modernos, continua ainda a fazer valer os seus pressupostos mesmo com o advento da modernidade. Há, portanto, apenas um deslocamento das funções de regulação ética que passava da esfera da religião tradicional para as instituições modernas, no entanto, a mesma lógica do dever prevalece. O terceiro momento, enfim, é marcado por uma ruptura significativa com esta lógica do dever e é característico da hipermodernidade, ainda que as condições necessárias à sua manifestação tenham começado a se formar desde tempos passados. Mudanças nos hábitos do consumo, alargamento nas capacidades de comunicação, avanço irrestrito das tecnologias modernas, entre outros, são aspectos que deram bases de sustentação à estrutura social atual. Para o autor, no momento contemporâneo não há o predomínio de uma lógica do dever nas relações entre os indivíduos, mas há sim a manifestação de uma lógica do pós-dever onde a não consideração para com o bem estar alheio não acarreta consigo reprimendas sociais.

É a lógica do pós-dever que institui um tipo de individualismo pleno, ou consumado, que o autor denomina de hiperindividualismo. A singularidade deste tipo de individualismo se verifica na legitimidade alcançada pelo viver só para si sem que isso acarrete sanções ou estigmas sociais. É também um tipo de individualismo paradoxal, pois não reflete um comportamento irresponsável para com o bem estar próprio e também para com o espaço social compartilhado com outros indivíduos, mas sim uma postura responsável para com a vida e para com o meio apenas porque disto depende a satisfação e a realização pessoal. São sobre as bases deste tipo inusitado de individualismo que se constroem as relações sociais na hipermodernidade, os frágeis engajamentos altruístas, os novos hábitos de consumo e as novas maneiras de lidar com o corpo e com a saúde.

Nas análises de Lipovetsky a respeito da hipermodernidade e da questão ética se verifica também a existência de elementos sobre religião. Nesta perspectiva, as constatações do autor permitem uma melhor compreensão também a respeito da questão religiosa em tempos hipermodernos. A sua compreensão do hiperindividualismo determinando as relações dos indivíduos com o próprio corpo, com o consumo, com as causas alheias e com outros indivíduos fornece elementos para que a constatação de uma religião secularizada e individual tomando forma no cenário social seja plausível. Não se trata de uma religião de caráter

institucional, qualquer tentativa de sustentar esta hipótese com as grandes definições de religião se mostra equivocada, mas sim de uma prática religiosa em torno de uma devoção constante para com o ego com vistas à plena satisfação de seus anseios. Neste sentido, é possível dizer de uma religião hipermoderna do pós-dever.

Considerar a singularidade da hipermodernidade é de fundamental importância para o tratamento de questões éticas divergentes, como as que dizem respeito à necessidade emergente da construção de um conjunto de valores comuns a todos os povos, ou simplesmente, a construção de uma ética global com vistas à preservação das espécies e da própria sobrevivência humana. Para que haja um consenso entre as consciências a respeito do estabelecimento de valores igualitários, faz-se imprescindível considerar os contextos sociais distintos nos quais os indivíduos manifestam suas vidas, bem como confrontar tais valores com os valores que a hipermodernidade veicula através das orientações do consumo e da manutenção de um indivíduo hiperindividualista. Além disto, há de se considerar também a dimensão religiosa implicada diretamente na questão ética em busca de uma solução prática e coerente para este dilema ético.

As considerações apontadas a partir de uma análise do pensamento de Lipovetsky, principalmente de sua obra em questão A sociedade pós-moralista, observando como as contribuições do autor são pertinentes também para uma reflexão crítica a respeito da questão religiosa, e também por proporcionar variadas possibilidades de confrontação de suas constatações com as teorias e propostas de outros autores, permitem alcances relevantes na discussão em torno de uma melhor compreensão dos movimentos e rupturas manifestados pela sociedade contemporânea. Sendo o debate em torno de uma nomenclatura para a sociedade contemporânea que seja coerente com aquilo que ela de fato manifesta, encerrando em seu significado valores, rupturas e paradigmas que ela propõe, ainda indefinido, a sugestão do autor do termo hipermoderno trouxe contribuições relevantes parecendo abarcar em sua sugestão, senão tudo, pelo menos, muito daquilo que a sociedade atual apresenta. Entre as diversas sugestões que aqui foram colocadas, a análise de Lipovetsky mostra-se perspicaz e convincente. Sua apreensão teórica do fenômeno social é refletida em seus textos de maneira muito clara apontando para exemplos práticos que justificam seus argumentos e validam suas hipóteses. Afirmar que Lipovetsky tenha, enfim, alcançado a proeza de encontrar um termo preciso que defina o momento social atual pode ser ainda precipitado e contundente, no entanto, é certo que a sua obra traz consigo uma contribuição singular de modo a proporcionar

novas possibilidades de avaliação e de compreensão do fenômeno social moderno a partir daquilo que ele próprio revela em todas as suas esferas.

Ainda que o autor não apresente uma teoria específica de religião, ou seja, ainda que a questão religiosa não seja a sua preocupação principal, as suas constatações permitem uma melhor reflexão a respeito das mudanças que na dimensão religiosa também são inferidas por pertencer também ao espectro social. As análises de Lipovetsky podem contribuir ainda para uma reflexão crítica a respeito de uma possível espiritualidade presente nos hábitos de consumo dos indivíduos. Podem ainda proporcionar um estudo sistemático do hiperindividualismo e da suposta religião do ego determinante na hipermodernidade, em virtude das constantes práticas de devoção a satisfação de anseios subjetivos que o autor ressalta. Podem também fornecer elementos para uma discussão a respeito da questão ética religiosa. Enfim, são alcances permitidos a partir dos levantamentos feitos neste estudo acerca do pensamento do autor.

No que se refere aos limites desta pesquisa, reconhece-se que, ainda que o pensamento de Lipovetsky seja instigante e forneça elementos para se pensar também na questão religiosa contemporânea, para que a questão ética propícia da religião seja mais bem apreendida faz-se necessário um diálogo da obra do autor com outros autores que tratam da questão religiosa. As problemáticas levantadas nesta pesquisa concentraram-se na questão de uma possível religião secularizada a se configurar no cenário social e também nas discussões em torno da construção de um projeto de ética mundial. Para estes fins, as análises do autor foram relevantes e satisfatórias, sobretudo quanto ao último aspecto concernente a uma ética global. Suas constatações a respeito da sociedade atual, dos modos de vida, das relações entre os indivíduos e destes para com os objetos e para com o próprio corpo, mostraram-se fundamentais na elaboração de uma ética mundial, pois caracteriza o indivíduo para quem esta ética será elaborada. Sendo assim, ignorar estas mudanças e os aspectos que caracterizam este indivíduo significaria construir uma ética para o vazio, em virtude da sua incapacidade de alcance das consciências. No entanto, ainda que algumas colocações do autor a respeito da suposta manifestação de um neofundamentalismo, leitura esta precipitada para ele, sejam satisfatórias e contribuam significativamente para a discussão da questão dos conflitos fundamentados em postulados religiosos, o estudo em questão mostra-se limitado como ferramenta oportuna para se pensar a questão religiosa de forma mais restrita. Suas contribuições dizem respeito a uma melhor compreensão do indivíduo para quem as religiões falam, os seus valores, anseios, modos de vida e, inclusive, necessidades de caráter religioso,

como um sentido para a vida e o anseio por significação existencial. Lipovetsky contribui para uma compreensão deste indivíduo que em suas faltas elabora a sua própria prática religiosa, constitui os seus próprios valores e cria os seus próprios ídolos. O que vem a partir disto pode ser mais bem elaborado a partir de outras pesquisas, e neste sentido, este estudo revela-se limitado.

Algumas prospectivas podem ser apontadas a partir deste estudo. A obra de Lipovetsky mostra-se relevante como ferramenta a proporcionar uma melhor compreensão do fenômeno social moderno. Compreendendo este fenômeno, bem como o indivíduo que nele circula, com maior clareza, aspectos estes permitidos pela obra do autor, novas reflexões podem ser elaboradas com vistas a explorar alguns de seus conceitos específicos. Os elementos de religião encontrados no pensamento do autor, como o culto ao ego, a espiritualidade presente no consumo e na relação deste com os indivíduos, a presença de um altruísmo indolor de massa nos engajamentos dos indivíduos em causas alheias, o pluralismo religioso e a busca plural pelo indivíduo religioso, entre outros aspectos, são constatações que podem ser desenvolvidas de forma mais específica a partir de outros estudos científicos.

Este estudo do pensamento de Lipovetsky, sobretudo do modo como o autor considera a questão ética e das possibilidades de se pensar também acerca da questão religiosa a partir de suas análises, mostrou-se sobremodo relevante para o crescimento pessoal no universo dos estudos das ciências da religião. As considerações trazidas por Lipovetsky ampliaram o universo pessoal de compreensão das mudanças constantemente ocorridas no cenário social atual, cujos reflexos se vêem também na dimensão religiosa, permitindo um olhar mais amplo acerca do indivíduo e de suas relações com a religião e com os seus próprios anseios de natureza também religiosa.

Verificou-se a partir deste estudo que a questão ética e também a questão religiosa apresentam grandes dilemas para os que se dedicam a estudar estas esferas da sociedade, revelando também que os estudos científicos existentes a respeito destes temas trouxeram contribuições relevantes, porém, faz-se necessário ainda um estudo contínuo de suas