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2. L’acquisition-apprentissage des langues secondes

2.1 La linguistique appliquée et l’acquisition des langues secondes

2.1.2 La variabilité en acquisition des langues secondes

2.1.2.2 Motivation et auto-efficacité

O levantamento do número médio de equipamentos por família, efetuado pelo projeto Ecofamílias II, revelou que a televisão é de todos o que marca mais presença nas habitações. O consumo deste tipo de equipamentos nas habitações depende de variadíssimos fatores como o agregado, tipo de televisão, utilização diária ou o consumo associado ao standby.

Variação do consumo com o agregado

Dentro da amostra foram monitorizadas 36 televisões cuja variação do consumo consoante o agregado está representada na Figura 4.30.

Figura 4.30 – Consumo das televisões consoante o agregado.

Pela análise da figura não é possível chegar a uma conclusão definitiva. A variação do consumo não é muito linear com o aumento do agregado. De facto verifica-se um aumento geral do consumo das televisões na passagem dos dois para os três elementos no entanto, os consumos nas famílias com quatro elementos são ligeiramente menores.

Os três valores mais altos registados pertencem, respetivamente, a uma família com três elementos (12,089kWh), a segunda com cinco elementos (11,79kWh) e a terceira com dois elementos (11,034kWh). A maior dispersão de resultados encontra-se nas famílias com dois elementos em que o valor máximo registado foi de 11,034kWh e o mais baixo, também de toda a amostra, de 1,251kWh. A relação entre o consumo das televisões e o agregado é difícil de aferir dado que um indivíduo pode assistir televisão o mesmo número de horas que duas ou mais pessoas, ou simplesmente ter o mau hábito de ter a televisão ligada durante o dia mesmo que não esteja a vê-la.

Peso no consumo global da habitação

A representatividade que este (s) equipamento (s) tem no consumo final das famílias apresentou-se ainda mais variável. Os valores individuais situam-se entre os 1,1% e os 28,8% em que o intervalo dos 0,0% aos 10,0% inclui mais de metade dos aparelhos da amostra (18 televisões).

O valor mais alto registado numa habitação (29,4%) deve-se ao somatório do peso de duas televisões, em que uma delas foi a segunda televisão que mais contribuiu para o consumo global com 27,1% e um consumo de 8,68kWh. A televisão que apresentou o maior peso (28,8%) foi a segunda que mais consumiu (11,70kWh). O menor valor observado foi apenas 1,1% associado ao terceiro menor consumo registado (0,927kWh).

O segundo intervalo com o maior número de televisões situa-se entre os 11% e os 20% com 10 equipamentos. 0 2 4 6 8 10 12 0 1 2 3 4 5 Con su m o (k W h) Agregado

A Figura 4.31 mostra a representatividade de cada televisão no consumo global da habitação respetiva.

Figura 4.31 - Peso das televisões no consumo global da habitação e média respetiva.

No estudo feito pela DGEE,2004 é referido que o peso dos equipamentos audiovisuais (TV, VCR, Hi- Fi etc) no consumo global é de 9%. Já (Grinden, et al., 2008) afirmam que apenas a televisão é responsável por 9% do consumo total anual de uma habitação típica europeia.

Através da análise da figura verifica-se que esses valores se encontram abaixo da média dos dados recolhidos (11,2% na representatividade individual e 12,6% que englobam as habitações com mais de uma televisão). No entanto, removendo os dados das televisões cuja representatividade se situa acima dos 20% (apenas 5 televisões), a média do peso no consumo global destes equipamentos desce aos 8,8%.

Do parque de televisões monitorizadas foram encontrados os quatro tipos com uma distribuição que pode ser verificada pela análise da Figura 4.32.

Figura 4.32 – Distribuição do tipo de televisão na amostra.

O tipo de televisor mais predominante nas habitações da amostra é claramente o LCD, seguido do modelo mais antigo (CRT) em que foram ainda encontrados oito destes exemplares. Apenas duas das televisões encontradas eram plasmas e relativamente à tecnologia mais recente (LED), foram encontradas quatro televisões.

A tipologia da televisão tem influência no seu consumo no entanto, as horas que os aparelhos se encontram ligados durante o dia é também um fator determinante.

0 5 10 15 20 25 30 0 5 10 15 20 25 30 35 % Família 19% 6% 65% 10% CRT Plasma LCD LED

A Figura 4.33 mostra a média dos consumos por hora das televisões da amostra pela sua tipologia.

Figura 4.33 – Consumo por hora por tipo de televisão.

Analisando a figura verifica-se que o maior consumo está associado às televisões plasma. Estas televisões consomem mais energia que as LCD, o que associado a longos período de utilização, faz aumentar ainda mais esta diferença. O número de horas de utilização mais alto relativamente aos plasmas foi de 73h, associado a um consumo de 8,9kWh representando por hora 0,123kWh. O maior consumo de energia para este tipo de televisões foi de 12,012kWh com um período de utilização de 64h (0,188kWh por hora). No entanto apenas duas televisões plasma fazem parte da amostra o que não é representativo.

As televisões LCD constituem 65% da amostra que equivale a 20 equipamentos com uma média de consumo por hora registado de 0,197kWh, menos 0,048kWh que o consumo por hora dos plasmas e com menos de 20h horas de utilização média. Existe uma grande diferença entre o valor de consumo máximo e mínimo (11,79kWh e 0,749kWh respetivamente) que pode ser justificado pela diferença entre o número de horas utilizadas (43h) e pelo facto de as duas televisões em questão terem tamanhos muito diferentes.

Os registos dos consumos das televisões CRT mostraram-se ambíguos, do ponto de vista tecnológico, pois sendo a tecnologia mais antiga, foi o segundo tipo de televisão que teve o menor valor médio de consumo por hora registado.

A maioria das CRT tem uma dimensão de ecrã inferior às LCD, Plasma e LED necessitando assim de menos energia para funcionar, o que poderá justificar este valor. De facto dentro das oito CRT monitorizadas, três possuíam uma diagonal de ecrã inferior a 32cm.

Como seria de esperar, as televisões LED apresentaram uma média de consumo por hora inferior a todos os outros tipos de televisões, dada a elevada eficiência energética da tecnologia de que são feitas.

Consumo em modo standby

Uma das questões efetuadas às famílias era saber que equipamentos tinham por hábito deixar em modo standby e quais os motivos. O eletrodoméstico típico é a televisão, seguido da powerbox, router, microondas, aparelhagens, leitor de DVD e consola de jogos. A razão que leva as famílias a utilizarem este modo com muita frequência é sobretudo a comodidade.

Algumas famílias optam por deixar alguns destes equipamentos (sobretudo a televisão) em off-mode com o propósito de pouparem no seu consumo.

Com registo dos dados de consumo de 15 em 15 minutos dos aparelhos por parte do Cloogy©, foi possível observar e quantificar o consumo no modo standby das televisões das famílias da amostra. Os valores são muito próximos para a grande maioria dos equipamentos com a exceção de quatro televisões. O valor mais alto registado foi de 0,984kWh que pertence a uma televisão CRT de

0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10 0,12 0,14 0,16 0,18 Plasma LCD CRT LED Con su m o po r ho ra (k W h/h ) Tipologia

reduzidas dimensões (diagonal <32cm) e que foi a segunda televisão menos usada com apenas 20h. O consumo em standby deste aparelho representa 51% do consumo total durante o período de monitorização (168h totais das quais 148h a televisão encontrou-se no modo standby).

O segundo e terceiro valor mais elevado (0,679kWh e 0,308kWh) pertencem também a televisões CRT, uma de dimensão reduzida com 39h de utilização e a outra de dimensões maiores com 58h respetivamente. Por fim, a quarta televisão com maior consumo de standby da amostra foi uma LCD (0,270kWh).

As restantes televisões apresentaram valores de standby que oscilaram entre os 0,001kWh e os 0,151kWh.

Qualquer valor de standby registado ultrapassa largamente o valor limite estabelecido pelo Regulamento (CE) N.º 1725/2008 da Comissão, de 17 de Dezembro de 2008, para os equipamentos com modo standby, que entrou em vigor no início do ano presente. O Regulamento limita o consumo dos equipamentos em modo standby a 0,5W, exceto para os aparelhos que tenham alguma função de exibir informação e/ou exibição do estado e/ou função de reativação que não deverão exceder 1W. Os valores dos consumos em modo standby das televisões da amostra estão representados na Figura 4.34.

Figura 4.34 – Consumo das televisões em modo standby.

Dentro da amostra, os consumos em modo standby apenas da televisão representaram, em média, 0,32% do consumo global da habitação. Das representatividades verificadas, quatro destacam-se relativamente às restantes. O valor mais alto registado foi de 3,16%, associado a um consumo de 0,098kWh que está longe do valor mais alto identificado. As restantes três apresentaram um peso no consumo global da habitação de 1,73%, 1,46% e 1,17% com consumos de 0,984kWh, 0,679kWh e 0,270kWh respetivamente.

Cinco consumos foram identificados como os mais destacados, e como tal apresentam um potencial de poupança mais relevante como pode ser observado na Tabela 4.16.

Tabela 4.16 – Cinco consumos em modo standby mais elevados das televisões da amostra. Standby

Consumo atual

(kWh/semana) Consumo anual (kWh/ano) Poupança (€/ano)

1,027 53,404 7,50

0,679 35,308 4,96

0,332 17,264 2,28

0,270 14,040 1,99

0,151 7,852 1,04

O consumo associado ao standby é o mais fácil de ser eliminado, mesmo para as televisões que não tenho a opção de off-mode, visto que apenas necessita de uma tomada com corte de corrente.

0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 0 5 10 15 20 25 30 Con su m o (k W h) Televisão

A poupança económica mais alta verificada foi de 7,5€ anuais, por apenas se carregar diariamente num botão. Acontece que com a comodidade de se carregar no botão do comando, haver outros equipamentos ligados, ou por receio de desconfigurar algumas funcionalidades, a maioria das famílias deixa as televisões em standby. Das trinta famílias inquiridas, apenas cinco afirmaram desligar a televisão e outros equipamentos diretamente na tomada, sempre com o propósito de poupar no consumo de energia.

Se as televisões CRT apresentaram uma média de consumo por hora mais baixo relativamente aos plasmas e LCD, no que toca ao standby a sua média de consumo representa mais do dobro dos outros três modelos juntos. Neste caso os valores de consumo já podem ser justificados pela antiga tecnologia de que são feitas enquanto os modelos mais recente (LED) são os que consomem menos neste modo. As médias dos consumos no modo standby por tipo de televisão estão evidenciadas na Figura 4.35.

Figura 4.35 – Média do consumo em modo standby por tipo de televisão.

Quanto à substituição das televisões por um modelo mais eficiente, 22 das habitações possuem uma televisão de grandes dimensões (acima das 37 polegadas) pelo que a sua substituição por uma de tamanho equivalente necessitaria de um investimento mínimo de 499€ o que inviabiliza o retorno do investimento num período máximo de 5 anos. De facto, a família que apresentou o maior consumo da sua televisão, teve associado um período de retorno de 6,6 anos com um investimento de 499€. Conclusões

Efetuada a análise dos dados das televisões das famílias, foi possível responder a algumas das questões desta dissertação.

A média da representatividade das televisões da amostra foi de 11,45%.

Dado o elevado período de retorno estimado para as televisões, verificou-se que não se justifica a sua substituição, ainda que apresentem consumos elevados.

Relativamente à relação dos consumos destes equipamentos com as suas características, verificou- se que os plasmas são o tipo de televisões que consomem mais por hora de utilização, seguido das LCD e das CRT. Quanto ao consumo em modo standby verificou-se que as televisões CRT são as que consomem mais mesmo sendo de tamanho muito inferior às televisões plasma, LCD ou LED. Acerca do potencial de poupança, ainda que haja poupança de energia significativa com a sua substituição, esta é inviabilizada pelo elevado período de retorno do investimento.

0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 Plasma LCD CRT LED Con su m o (k W h) Tipo