B. Le monde invisible et ses implications
1. Un monde de guerre soumis au silence
Nesta pesquisa, para a produção de dados, recorreremos às técnicas da narrativa e do questionário.
De acordo com Gerhardt e Silveira (2009), é importante compreender que a entrevista difere do questionário pela posição do pesquisador (entrevistador): o questionário é respondido pelo entrevistado, não sendo necessária a presença do entrevistador. O questionário objetiva levantar opiniões, sentimentos,
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crenças, interesses, expectativas, situações experimentadas. É um instrumento de produção de dados composto por uma série ordenada de perguntas que necessitam ser respondidas por escrito pelo informante. A linguagem empregada deve ser ―simples e direta, para que quem vá responder compreenda com clareza o que está sendo perguntado‖ (GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 69).
Segundo Fiorentini e Lorenzato (2006), os questionários auxiliam como fonte complementar de informação, ajudam a caracterizar e a descrever os participantes da pesquisa destacando aspectos como: idade, sexo, estado civil, nível de escolaridade, preferências, número de horas de estudo, materiais ou temas preferidos, entre outros.
O uso de questionários tem pontos positivos, como reitera Gil (1999). Entre eles, estão:
a) possibilita atingir grande número de pessoas, mesmo que estejam dispersas numa área geográfica muito extensa, já que o questionário pode ser enviado pelo correio [eletrônico];
b) implica menores gastos com pessoal, posto que o questionário não exige o treinamento dos pesquisadores;
c) garante o anonimato das respostas, se for preciso;
d) permite que as pessoas o respondam no momento em que julgarem mais conveniente;
e) não expõe os pesquisadores à influência das opiniões e do aspecto pessoal do entrevistador (GIL, 1999, p. 122).
Por outro lado, os contras são:
a) exclui as pessoas que não sabem ler e escrever, o que, em certas circunstâncias, conduz a graves deformações nos resultados da investigação;
b) impede o auxílio ao informante quando este não entende corretamente as instruções ou perguntas;
c) impede o conhecimento das circunstâncias em que foi respondido, o que pode ser importante na avaliação da qualidade das respostas; d) não oferece a garantia de que a maioria das pessoas devolvam-no devidamente preenchido, o que pode implicar a significativa diminuição da representatividade da amostra;
e) envolve, geralmente, número relativamente pequeno de perguntas, porque é sabido que questionários muito extensos apresentam alta probabilidade de não serem respondidos;
f) proporciona resultados bastante críticos em relação à objetividade, pois os itens podem ter significados diferentes para cada sujeito pesquisado (GIL, 1999, p.122).
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Diante do exposto, sublinhamos que os pontos contrários apresentados por Gil (1999) ajudam a minimizar as possíveis dificuldades de sua utilização. Os argumentos contrários alertam o pesquisador para o cuidado na escolha das questões e chamam a atenção para a necessidade de levar em conta as particularidades dos participantes da pesquisa.
O questionário, segundo Fiorentini e Lorenzato (2006), pode apresentar perguntas que podem ser fechadas (oferecem opções para respostas), abertas (não oferecem opções para respostas) e mistas (contem perguntas fechadas e abertas).
Em nossa investigação, optamos por um questionário misto composto por perguntas abertas e fechadas, no qual buscamos apreender aspectos que impulsionaram a busca pelo mestrado, sua formação e a atuação profissional do participante, assim como suas perspectivas, dificuldades no ambiente de trabalho, vivências no mestrado com as TIC, o que mudou em sua prática de ensino envolvendo o uso das tecnologias após sua formação no mestrado e, por fim, a pretensão de querer prosseguir numa formação continuada.
Após o retorno do questionário e alguns apontamentos da banca no exame de qualificação que permitiram um diagnóstico inicial, propusemos aos participantes a escrita de uma narrativa em que enviamos algumas perguntas orientadoras que foram previamente construídas com a intenção de buscar pontos comuns e também diferenciados levando em conta as particularidades de cada participante, de forma a buscar respostas a pergunta diretriz e aos objetivos geral e específico.
Sendo assim, optamos pela escrita da narrativa que deve ser vista como possibilidade de resgatar determinadas informações e vivências sobre aspectos não mencionados no questionário, uma vez que determinados momentos da trajetória profissional trazem reflexões sobre o processo de constituir-se professor, de maneira contínua e ininterrupta.
Dessa forma, segundo Bolívar [200-], a pesquisa de cunho narrativo caracteriza-se em fornecer a trajetória de vida (atuais, passadas ou futuras), na medida em que pretende contribuir para narrar, pensar e reconstruir um evento como, por exemplo, a narrativa expressa uma dimensão emocional da
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experiência, uma situação que teve influência ou impacto na carreira profissional.
Além disso, para Nacarato (2015), as narrativas são (auto)formadoras para os docentes e não podendo ficar circunscritas apenas ao narrador e ao pesquisador, devem ser partilhadas com todos.
Cada vez fica mais evidente o quanto a pesquisa com narrativas de vida pode contribuir para a formação de estudantes e professores, tanto para o depoente, que narra sua trajetória, reflete sobre ela e toma consciência de sua identidade, como para o leitor e/ou pesquisador, que pode analisar as verossimilhanças das histórias narradas, reconstruir a história do currículo, da escola e da formação docente (NACARATO, 2015, p. 465).
Antes da elaboração da escrita de narrativa, foi realizada a leitura de cada dissertação e do produto educacional dos participantes, buscando fazer emergir compreensões, justificativas, objetivos e a trajetória profissional. Foi verificada ainda questões relativa ao que teria impulsionado a motivação para o desenvolvimento de suas pesquisas no mestrado.
Essas informações, em conjunto com o retorno do questionário e apontamentos sugeridos pela banca de qualificação, possibilitaram melhor triangulação para elaboração das questões orientadoras, voltadas a elaboração da narrativa e refinamento para análise dos dados, com o intuito de apreender as informações sobre as contribuições do mestrado profissional e as vivências dos professores com as TIC em suas práticas de sala de aula.
3.3 O contexto da pesquisa: Programa de Pós-Graduação em Educação