para si: 1.1 Stress 1.2 Entusiasmo 1.3 Frustração 1.4 Desânimo 1.5 Interacção 1.6 Outra: _________________________
O seu questionário terminou. Mais uma vez agradeço a sua preciosa participação, na certeza de que as informações prestadas (anónimas e confidenciais) serão uma mais-valia para a concretização do estudo que me propus efectuar. Bem-haja!
4.3.2 A entrevista:
No que concerne à elaboração da entrevista, ela pretende obter respostas que não estão disponíveis na literatura, ou seja, a entrevista deverá ser aplicada sempre que se procurem dados que não estão explicitados na literatura em geral, ou são de difícil comprovação. O facto de a entrevista decorrer frente-a-frente e a conversa poder ser conduzida e orientada pelo investigador possibilita ao entrevistado exprimir percepções, relatar acontecimentos e experiências e o investigador consegue centrar os seus esforços nas hipóteses de trabalho. Assim, poder-se-á fazer uma análise de conteúdo sistemática ao conteúdo da entrevista, testando-se assim as hipóteses de trabalho (Quivy e Campenhoudt, 2003). Apostámos na entrevista estruturada fechada, na medida em que a análise dos dados revela-se, desta forma, mais acessível, pois as respostas são fáceis de comparar, havendo mesmo a possibilidade de serem agrupadas, poupando tempo. Contudo, ela limita a escolha do entrevistado sobre as respostas possíveis. Parece-nos pertinente recorrer a esta metodologia de investigação no sentido de perceber a visão dos formadores acerca dos preconceitos, fobias e receios concebidos pelos docentes, acerca da utilização da plataforma Moodle. Sendo estes membros de entidades formadoras, responsáveis pela aprendizagem dos docentes, e sendo eles próprios docentes, acreditamos que os mesmos poderão fazer com que a investigação ganhe tempo e economize energias. O que faremos será um cruzar de dados (provenientes das várias entrevistas), com os dados recolhidos dos questionários, no sentido de se testar também a fiabilidade das informações obtidas.
A entrevista foi planeada de forma rigorosa. Assim, tivemos em conta os objectivos que pretendemos atingir, para que, no final da mesma, possamos estar certos de que a informação obtida vai ao encontro dos objectivos traçados anteriormente. O guião da entrevista foi concebido de acordo com as variáveis que se pretendam operacionalizar através da mesma. Será, por exemplo, o caso da idade dos docentes. Depois, tais variáveis são concretizadas em questões adequadas às metas que se pretendem alcançar (no caso, perceber, do ponto de vista do formador/docente, como é que os docentes definem o trabalho com a plataforma Moodle).
As questões formuladas estão encadeadas de forma adequada ao objectivo da entrevista. Neste âmbito, a entrevista é composta por dezassete questões, que visam explorar/contrapor os dados obtidos no questionário feito aos docentes de escolas públicas do 3.º ciclo e ensino secundário. Quisemos, por isso, perceber a de que forma é feita a planificação de uma acção de formação, no âmbito da utilização da Moodle, bem como compreender qual a imagem geral que os docentes têm face à
utilização da plataforma Moodle. Com a entrevista quisemos conhecer a utilização da Moodle no contexto de ensino e caracterizar o ambiente de aprendizagem, no âmbito das acções de formação de professores (modos de participação dos professores, interacção, tarefas, motivação…). O guião da mesma poderá ser consultado no Anexo IV.
A recolha dos dados revelou-se muito morosa e decorreu faseadamente, num período de tempo compreendido entre Agosto de 2008 e Fevereiro de 2009, conforme o demonstra o quadro que se segue:
Quadro 3: Procedimentos e Instrumentos Usados para a Recolha de Dados
Período Procedimento Instrumento Anexo
Agosto - Setembro de 2008 Contacto com os Conselhos Executivos das Escolas; Carta Anexo I Agosto - Setembro de 2008 Contacto com os Centros de Formação de Professores. Carta Anexo II Outubro de 2008 Aplicação do Pré- Teste da 1ª versão do Questionário
Questionário 1 Anexo III
Outubro/Janeiro 2009 Entrevistas aos formadores Entrevista Anexo IV Novembro/ Fevereiro de 2009 Aplicação do Questionário Final Questionário 2 Anexo V
Efectivamente dever-se-á referir que foi feita uma pesquisa acerca das escolas, pertencentes aos dois distritos em estudo, utilizadoras da plataforma Moodle. A selecção das escolas prendeu-se, como foi supramencionado, com a proximidade e acessibilidade das mesmas. Neste sentido, todas as escolas que contactámos são utilizadoras da plataforma Moddle há um ou mais anos e predispuseram-se, de forma quase imediata, a colaborar connosco.
Aquando dos primeiros contactos com os Conselhos Executivos das Escolas para além de se fazer uma explicação da natureza do trabalho, foi solicitada a autorização e a colaboração dos coordenadores dos várias departamentos e/ou Directores de Turma para a distribuição, monitorização da aplicação dos questionários e posterior recolha de dados, em cada uma das escolas contactadas. Em alguns casos a autorização foi dada de imediato por parte do Presidente, noutros o pedido foi sujeito a apreciação por parte do Conselho Pedagógico, tendo a autorização sido igualmente concedida. Em qualquer dos casos, o contacto com os professores foi mediado pelo Conselho Executivo, Coordenadores de Departamento e Directores de Turma de cada escola, o que obrigou à realização de diversos contactos, via telefone, pessoalmente, ou por intermédio de outros colegas de docência, a fim de se garantir uma taxa de retorno satisfatória.
A constituição da nossa amostra foi, como já se disse, baseada no procedimento da amostragem por conveniência, ou seja, participaram no estudo todos os docentes e formadores que se demonstraram interessados e disponíveis para tal (Mertens, 1998), e ainda que esta não seja a estratégia mais desejável, ela foi a mais viável e também aquela que é mais comummente usada (Mertens, 1998). O processo de tratamento dos dados foi feito com base na análise estatística, tendo-se recorrido ao Microsoft Office Excel e Acess, para análise da informação recolhida.
5.
Tratamento dos dadosRecolhidos os questionários procedemos ao seu tratamento. Foi construída uma base de dados, recorrendo ao Microsoft Access, tendo-se depois usado ao Microsoft Excel para se proceder à construção de gráficos, obtidos através do cruzamento de dados no Access.
63% 37%