Les Facteurs alimentaires:
Figure 4 : Les différents types cellulaires de la prostate
I.6.2 MECANISMES IMPLIQUES DANS L’EVOLUTION DU CAP
Terça-feira (duas aulas de 50 minutos)
Sumário: Continuação do estudo sobre a Defesa do Direito Natural, do Contrato Social e da Separação dos Poderes. A Difusão das Luzes.
Conteúdos:
4. A Construção da Modernidade Europeia 4.2. A Filosofia das Luzes
Aprendizagens relevantes:
- Distinguir os meios de difusão do pensamento das Luzes;
- Valorizar o contributo dos progressos do conhecimento e da afirmação das Luzes para a construção da modernidade europeia.
Conceitos: Direito Natural, Estado, Despotismo Esclarecido
124 Vide Anexo 6.
125 Vide CD-Rom Anexo 27. 126 Vide CD-ROM Anexo 28. 127 Vide CD-ROM Anexo 29.
Recursos: Manual, projetor, computador, planificação da aula128, PowerPoint 129
Descrição da aula: Iniciámos a aula às 10:20h. E referimos, logo ao início da sessão que apenas alguns alunos nos tinham entregue o trabalho da semana passada. Começámos por relembrar os conteúdos lecionados na semana passada como forma de revisão da matéria. Explicámos à turma que durante a primeira parte da aula centraríamos a nossa atenção no estudo da defesa do direito natural, do contrato social e na separação de poderes. E que para isso, nos debruçaríamos em alguns autores como, John Locke e Montesquieu.
Para explicarmos no que consistiu o direito natural, relembrámos o “contrato” de J. Locke, entre o soberano e a nação. Demos a conhecer aos alunos Montesquieu e a importância deste para o direito, bem como, a sua concepção de poder. Solicitámos à turma uma análise em conjunto de um documento retirado do manual, O Espírito das
Leis, de Montesquieu. Através da análise deste excerto, os alunos entenderam que o autor
defendia que só o poder poderia limitar o poder, ou seja, para que não ocorressem abusos de poder como acontecia com os modelos absolutistas monárquicos, era necessário que o poder fosse dividido em três poderes, legislativo, executivo e judicial, de forma que, com esta limitação dos “poderes pelos poderes” originasse um menor descontentamento e desordem. Segundo este autor, só era possível a existência de um “bom governo” quando as leis promovessem e garantissem a liberdade dos indivíduos (ideia de um governo moderado).
Reforçámos este conteúdo referindo o papel relevante de Jean-Jacques Rousseau e a ideia que este tinha de contrato social. Explicámos à turma que, para a existência deste “contrato” era necessário a priori um esforço de conciliar a vontade particular, a do indivíduo, com a vontade geral, a da maioria. A última deveria sempre atender ao bem comum e ao bem público. A ideia deste contrato assentava na ideia que, os indivíduos estavam dispostos a entregar parte da sua liberdade à vontade geral, e que a mesma, defenderia o interesse do todo e do particular, através das leis. Assim, a vontade geral representava a soberania suprema e quem se negasse à mesma, poderia ser coagido pela
128 Vide Anexo 7.
coletividade. Para Rousseau, a liberdade não era fazer tudo o que se quisesse, mas sim, puder fazer tudo o que a lei permitisse. Pois, a lei era natural quando expressava a vontade geral, a da maioria. Por esta mesma razão, considerava-a como a expressão da razão humana e via o Estado como fruto deste contrato.
Explicámos à turma a importância do Estado para os iluministas fazendo alusões à forma como viam o povo e as elites obscurantistas. Finalizámos este tema explicando no que consistira o despotismo esclarecido, frisando que este tipo de governo havia sido inspirado pelos princípios iluministas do séc. XVIII, pois procurava conciliar o absolutismo monárquico com os valores do progresso e da razão. Comparámos o Antigo Regime com o Despotismo Esclarecido, e explicámos que enquanto para o primeiro, o direito divino encontrava-se a favor do despotismo, no segundo, a razão expressava a vontade geral e inspirava a assembleia para legislar. Concluímos, referindo que a razão de Estado estava ao serviço da conservação da ordem estabelecida e do seu poder pessoal, tendo por base, ideias de progresso, desenvolvimento de reformas sociais e económicas, politicas, educacionais, entre outras. Como forma de consolidação dos conteúdos tratados, pedimos que os alunos resolvessem os exercícios do manual, referente ao tema.
Uma vez que não acabaram de fazer os exercícios antes do intervalo, permitimos que os completassem no início da segunda parte da aula. Após a conclusão desses, procedemos à correção em conjunto com a turma, que serviu como revisão da matéria dada na primeira parte.
Solicitámos a ajuda de todos na compreensão do capítulo respeitante à difusão das Luzes. Questionámos sobre os principais focos de difusão do movimento iluminista. A maioria respondeu de forma esperada e indicou os principais meios que ajudaram à divulgação destes ideais, porém, para que ficassem com um maior conhecimento sobre estes (enciclopédia, bibliotecas e academias, imprensa, salões literários e a Maçonaria,
entre outros) referimos alguns aspetos e algumas ilustres personagens que ajudaram a
causa. Para reforçar a aprendizagem da matéria pedimos que os alunos resolvessem em pares, os exercícios propostos pelo dossiê de atividades do manual, os quais foram corrigidos, também, em conjunto, com a turma.
Dos trabalhos solicitados na aula anterior, por via slack apenas recebemos 6. Por essa mesma razão, entendemos que apenas serão disponíveis no website alguns dos trabalhos, feitos pelos grupos.
Concluímos que o manual, apesar de ser uma excelente ferramenta didática e de conter diversos documentos que auxiliam o docente na sua atividade, deve ser usado, sempre com conta, peso e medida. Entendemos que este poderia conter mais textos informativos porque, a maioria dos nossos alunos recorre ao manual para se preparar para os testes e, como retiram poucos apontamentos no decurso da aula, sentem dificuldades na compreensão e encadeamento da matéria apresentada.
Notámos que os alunos têm dificuldades na recolha e tratamento dos dados, por essa mesma razão entendemos que devemos trabalhar no sentido de reforçar estas competências.
Verificámos que a maioria dos alunos tem problemas na compreensão e análise dos diferentes documentos, bem como, na própria terminologia utilizada. Deste modo, acreditámos que todos os recursos disponíveis devem ser utilizados em prol da turma, de forma a motivá-los para o trabalho, com vista a colmatar estas lacunas.
O recurso ao PowerPoint surgiu como uma forma de suprimirmos essas lacunas, por compreendermos a importância que tem acederem a informação fidedigna. Como também, o recurso ao slack, pela partilha de informação. A utilização de ferramentas informáticas contribuiu para aumentar o interesse pela disciplina.
Considerámos o recurso às ferramentas informáticas como benéfico e estimulante para o processo de ensino-aprendizagem, desde que cumpra com as finalidades educativas e pedagógicas definidas.