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Chapitre III. Les peroxydases à thiol dans la signalisation redox

B. Les peroxydases à thiol comme relais redox

2. Chez les levures

VANESSA CARLA DO CANTO. Acadêmica do cuso de graduação de Fisioterapia da Faculdade Ingá JOCIELY PARILHA MOTA. Docente do curso de graduação do curso de fisioterapia da Faculdade Ingá Endereço para correspondência: Rua José Clemente, 240 apt 402, Zona 07, Maringá, Paraná, Brasil. CEP: 87020-070. [email protected]

RESUMO

O assunto células tronco, vem sendo discutidos no mundo inteiro, e tem sido representado na mídia como o remédio que curaria várias doenças, como doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo-1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias. O sistema nervoso tem uma capacidade limitada de auto-recuperação, pois as células desse não são incapazes de regenerar. Por esta razão, há grande interesse na possibilidade de reparação do sistema nervoso por transplante de células-tronco, mas ainda não se sabe muito o que essas células são capazes de fazer quando se trata de Sistema Nervoso. Ocorre uma grande dicussão em relação ao tema, onde existe um conflito entre religião, cultura e ciência, o que gera polêmica e divergência entre a população. Além disso, os estudos específicos para essa área são muito escassos. Para realização desse estudo foi realizado uma revisão bibliográfica, nas bases de dados e revistas cientificas eletrônicas. O objetivo desse trabalho foi obter informaçoes de pesquisas mundias sobre células tronco, e saber da evolução dessa quanto a leis e opniões de diferentes religiões.

PALAVRAS-CHAVES: Células tronco, paralisia cerebral, sistema nervoso

ABSTRACT

The subject of stem cells, has been discussed worldwide, and has been represented in the media as the drug that would cure many diseases such as cardiovascular and neurodegenerative diseases, type-1 diabetes, strokes, hematological diseases, trauma, spinal cord and kidney . The nervous system has a limited capacity for self-recovery, because the cells that are unable to regenerate. For this reason, there is great interest in the possibility of repairing the nervous system by transplantation of stem cells, but not much is known that these cells are capable of doing when it comes to the Nervous

49 System. And studies specific to this area are very scarce. The aim of this study was to obtain information from mundias research on stem cells and learn about the evolution of the laws and opinions of different religions. For this study was only a literature review. KEYWORDS: stem cells, cerebral palsy, nervous system

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, o assunto Células Tronco vem sendo mundialmente discutido e exposto na mídia, e como a maioria das grandes novidades em tecnologia na área da saúde, está sendo superestimada se for considerada a realidade atual. Na verdade, o que se tem hoje é uma série de perspectivas, no qual nem todos os resultados obtidos nas experiências em animais podem ser extrapolados para a espécie humana, porém experiências clinicas têm, mostrado resultados alentadores, não deixando dúvidas de que as suas potencialidades são enormes (LUNA, 2007).

As células-tronco, também conhecidas como células-mãe são células que possuem a capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras. Quando uma das primeiras células do embrião sofre uma mitose e se divide, as duas resultantes podem ter a mesma composição genética e as mesmas características, assim essa divisão segue aumentando o número dessas e o tamanho do embrião. O interessante é que na célula mais primitiva, o zigoto, tem informações suficientes para que na medida em que essas células forem se dividindo, ocorra uma diferenciação dessas em tecidos muscular, ósseo e nervoso. Esse fenômeno de diferenciação celular permite que a célula resultante da divisão seja diferente da antecessora (ZATZ, 2004).

Há relativamente pouco tempo, pelos novos entendimentos propiciados pelo estudo da biologia celular moderna, foi sendo definido um novo tipo de mitose, a mitose assimétrica. Esta célula ao se dividir origina uma célula que se diferencia, e outra que mantém as mesmas características da célula original. Essa manutenção de características permite que haja um grupo de células que mantém as características ancestrais, ou precursoras, ou ainda tronco. Por essa razão denominadas Células-Tronco (FAGOT- LARGEAULT, 2004).

Devido a essa característica, as células-tronco são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo-1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias (SCHIWINDT et al., 2005).

História das Células Tronco

Segundo Chen (2007), em 1963, JAMES EDGAR TILL, descobriu que as células transplantadas da medula óssea no baço de ratos se auto-replicavam. Com a pesquisa, o cientista canadense, hoje com 76 anos, ganhou o apelido de "pai das células- tronco" (BARROSO, 2007).

Com a sugestão da possível forma da duplicação do material genético, desvenda- se o segredo da transmissão dos genes e estava descoberta a chave da proliferação da vida. Torna-se possível entender o aparecimento de doenças genéticas, algumas transmitidas de pai para filho, outras recessivas e também descobre-se que algumas doenças podem ser diagnosticadas ainda no útero materno. Com isso, em 1969, é feito o primeiro transplante bem sucedido baseado no conceito da necessidade de transplante da aplicação de Antígenos Leucocitários humanos semelhantes (BARROSO, 2007).

50 As células tronco possuem três características importantes, que as distinguem de outros tipos celulares. Em primeiro elas são células não especializadas, que se renovam por meio de divisão celular. Outra característica é que são células não diferenciadas, portanto não especializadas. Por fim, sob certas condições fisiológicas e experimentas, podem ser induzidas a tornarem células com funções especiais, tais como células contráteis, células ósseas (BITTENCOURT, 2006).

A terapia celular, baseada na utilização das células tronco pode ser definida como um grupo de tecnologia que dependem da reposição de células doentes ou não funcionais por células novas. Os cientistas trabalham com dois tipos de células tronco, as embrionárias e as adultas. As primeiras, são derivadas de embriões que se desenvolvem de óvulos fertilizados ―in vitro‖ e doados a propósitos de pesquisas com consentimento dos doadores. São aquelas extraídas ainda na fase embrionária. Como características principais apresentam uma grande capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula. Embora apresentem esta importante capacidade, as pesquisas médicas com estes tipos de células ainda encontram-se em fase de testes (SANTOS et al., 2004).

Já as adultas, podem ser encontradas em diversas partes do corpo humano. Porém, são mais utilizadas para fins medicinais as células de cordão umbilical, da placenta e medula óssea e pelo fato de serem retiradas da próprio paciente, oferecem baixo risco de rejeição nos tratamentos médicos. Quando comparadas as células tronco embrionárias, as adultas apresentam uma desvantagem: a capacidade de transformação é bem menor. O papel primário das células tronco em um organismo vivo é manter e reparar o tecido na qual elas são encontradas. Diferentemente das embrionárias, que são definidas por sua origem (a camada de células interna do blastocisto), a origem das células adultas em tecidos maduros é desconhecida (BARROSO, 2007).

Muitos experimentos ao longo dos últimos anos tem mostrado que as CT’s de um tecido estão habilitadas a originar tipos celulares de um tecido completamente diferente, um fenômeno conhecido como plasticidade. Exemplos de tal plasticidade incluem células sanguineas que se tornam neurônios, células hepáticas que podem ser induzidas a produzir insulina e células tronco hematopoiéticas, que podem se desenvolver em músculo cardíaco (BITTENCOURT, 2006).

As fontes de células-tronco adultas incluem: medula- óssea, sangue, a córnea e a retina, o cérebro, músculos esqueléticos, polpa dental, fígado, pele, epitélio gastrointestinal e pâncreas. Muitas células do corpo, como as do coração ou da pele, estão destinadas a cumprir uma função específica. Até o momento, os cientistas não conseguiram isolar uma população de células-tronco adultas que sejam capazes de formar todos os tipos de células do corpo. Células-tronco adultas são raras, difíceis de identificar, isolar e purificar e não se replicam indefinidamente em cultura (SANTOS et

al., 2004).

Algumas doenças que seriam beneficiadas com a utilização das células tronco embrionárias são: Câncer - para reconstrução dos tecidos; Doenças do coração - para reposição do tecido isquêmico com células cardíacas saudáveis e para o crescimento de novos vasos; Osteoporose - por repopular os ossos com células novas; Doença de Parkinson - para reposição das células cerebrais produtoras de dopamina; Diabetes - para infundir o pâncreas com novas células produtoras de insulina; Cegueira - para repor as células da retina; Danos na medula espinhal - para reposição das células neurais da medula espinal; Doenças renais - para repor as células, tecidos ou mesmo o rim inteiro; Doenças hepáticas - para repor as células hepáticas ou o fígado todo; Esclerose lateral amiotrófica - para a geração de novo tecido neural ao longo da medula espinal e corpo; Doença de Alzheimer - células-tronco poderiam tornar-se parte da cura pela reposição e cura das células cerebrais; Distrofia muscular - para reposição de tecido muscular e possivelmente, carreando genes que promovam a cura; Osteoartrite - para

51 ajudar o organismo a desenvolver nova cartilagem; Doença auto-imune - para repopular as células do sangue e do sistema imune; Doença pulmonar - para o crescimento de um novo tecido pulmonar (BITTENCOURT, 2006).

Clonagem e Células Tronco Embrionárias

Em 1997 foi anunciado o primeiro mamífero gerado a partir de células somáticas de um indivíduo adulto através da transferência nuclear, a ovelha Dolly. Em sua trilha foram gerados clones de camundongos, bovinos, porcos, entre outros. Esses mesmos mecanismos podem ser utilizados para a geração de tecidos específicos desse indivíduo, um processo chamado de clonagem terapêutica, no qual, o embrião clonado, gerado pela transferência nuclear (um conglomerado de aproximadamente 100 células), é dissociado no laboratório para a obtenção das chamadas células-tronco (CTs) embrionárias, células pluripotentes (que não tem capacidade de originar um novo individuo), que dariam origem a todos os tipos de células do embrião (FIGURA 1). As células-tronco podem se classificar de acordo com o tipo de células que podem gerar: Totipotentes, podem produzir todas as células embrionárias e extra embrionárias; Pluripotentes podem produzir todos os tipos celulares do embrião, menos placenta e anexos; Multipotentes, podem produzir células de várias linhagens; Oligopotentes, podem produzir células dentro de uma única linhagem; Unipotentes, produzem somente um único tipo celular maduro (GALLIAN, 2005).

Alterando suas condições de cultivo, pode-se induzir a diferenciação dessas células em tecidos específicos, como músculo, neurônios, hepatócitos e até óvulos e espermatozóides. Assim, as CTs embrionárias podem ser fonte de tecidos para transplantes. Nos últimos 15 anos, experimentos com CTs embrionárias de camundongo vêm demonstrando o potencial terapêutico dessas células diferenciadas in vitro. A utilização de um embrião clonado como fonte de CTs embrionárias permitiria a geração de tecidos geneticamente idênticos ao paciente, logo, imunologicamente compatíveis, eliminando-se o risco de rejeição do transplante (ZATZ, 2004).

A geração de CTs embrionárias imuno-compatíveis através da transferência nuclear e seu uso terapêutico in vivo (a clonagem terapêutica) já foram demonstrados em modelos animais. Resta agora decidirmos se essa metodologia será utilizada em seres humanos. A obtenção de CTs embrionárias envolve obrigatoriamente a destruição do embrião (blastocisto - um embrião pré-implantação de 5 dias - basicamente um conglomerado amorfo de 100 a 200 células), o que em certas culturas/religiões é inaceitável. Por isso, a clonagem terapêutica tem sido tema de grande polêmica em diversos países, inclusive na Organização das Nações Unidas (ONU) (PANKE, 2004).

A clonagem é um mecanismo de propagação da espécie, pode ser em plantas ou bactérias, ou seja, uma população de moléculas, células ou organismos que se originaram de uma única célula e que são idênticas à célula original e entre elas. A primeira demonstração foi a da Dolly, que abriu caminho para possibilidade de clonagem humana (SCHIWINDT et al., 2005).

Todos nós já fomos uma célula única, resultante da fusão de um óvulo e um espermatozóide. Esta primeira célula já tem no seu núcleo o DNA com toda a informação genética para gerar um novo ser, apresentando 46 cromossomos, e assim chamadas de células somáticas. Se em vez de inserirmos em um útero o óvulo cujo núcleo foi substituído por um de uma célula somática, deixarmos que ele se divida no laboratório teremos a possibilidade de usar estas células que na fase de blastocisto são pluripotentes - para fabricar diferentes tecidos. Não se trata de clonar um feto até alguns meses dentro do útero para depois lhe retirar os órgãos como alguns acreditam. Também não há porque chamar esse óvulo de embrião após a transferência de núcleo porque ele nunca terá esse destino (FAGOT-LARGEAULT, 2004).

52 Em dezembro de 2001, a ONU decidiu elaborar uma Convenção Internacional Contra a Clonagem Reprodutiva de Seres Humanos, deixando claro que a clonagem como forma de reprodução de seres humanos é internacionalmente repudiada e uma ameaça à dignidade do ser humano da mesma forma que a tortura, a descriminação racial, o terrorismo etc. Durante as reuniões para a elaboração desse tratado internacional, com a participação de mais de 80 países, ficou clara a existência de um único consenso internacional: a clonagem não deve ser utilizada como forma de reprodução assistida em seres humanos (VARELA, 2004).

Segundo Fagot-Largeault (2004), a aplicação da ciência da clonagem na geração de embriões clonados para fins terapêuticos - a clonagem terapêutica - foi alvo de grande polêmica. Além dos dilemas ético envolvidos na destruição do embrião para a obtenção das CTs embrionárias, aqueles contra seu uso argumentam que, se permitida a geração de embriões clonados para pesquisa, isso abrirá uma brecha para a clonagem reprodutiva e surgirá um comércio de embriões/óvulos. Toda nova tecnologia está sujeita ao mau uso. Esse risco não justifica a interrupção do desenvolvimento daquela tecnologia. O que precisamos é de legislação e mecanismos de vigilância que nos protejam dos riscos do uso degenerado dos embriões/óvulos para pesquisa, sem impedir o avanço da mesma (NARDI, 2002).

As leis no mundo e as CT’s

Segundo Luna (2007), nos Estados Unidos o uso de embriões humanos, mesmo aqueles descartados nas clínicas de reprodução assistida, em pesquisas financiadas pelo governo é proibido. Essa posição é repudiada pela comunidade científica que, em 1999, se manifestou formalmente através de uma carta assinada por 67 cientistas premiados com o Nobel publicada na revista Science.

No Brasil, a nova Lei de Biosegurança, aprovada pela Câmara dos Deputados no início de fevereiro de 2004, proíbe "a produção de embriões humanos destinados a servir como material biológico disponível". Por outro lado, permite a "clonagem terapêutica com células pluripotentes", o que é uma grande contradição já que a clonagem terapêutica, como já vimos, necessariamente envolve "a produção de embriões humanos destinados a servir como material biológico disponível" (GALLIAN, 2005).

Já a África do Sul, a China, Japão, e México, permite qualquer tipo de pesquisa com embriões, inclusive a clonagem terapêutica (ZATZ, 2004).

Confusões conceituais à parte, é uma lástima que o país ceda às pressões de grupos religiosos e proíba de forma radical a pesquisa com embriões humanos, pois essa proibição total apresente um enorme atraso no desenvolvimento do país (UNESCOM, 2006).

Poderíamos criar mecanismos de vigilância e legislações que permitissem esse tipo de pesquisa por grupos qualificados, credenciados de acordo com sua capacidade demonstrada na área - isso foi feito com muito sucesso em relação ao acesso a materiais radioativos, por exemplo. O Brasil perde uma grande oportunidade de ter uma vantagem competitiva na promissora área de pesquisa com CTs embrionárias. A permissão controlada nos tornaria líderes nesse tipo de pesquisa na América Latina, atraindo pesquisadores de outros países que nos ajudariam na formação de novos pesquisadores nessa área. Depois de tantos anos de investimento em pesquisa, temos os cérebros, temos a infra-estrutura - agora nos falta a lei (LUNA, 2007).

Segundo Panke (2004), em 28 de agosto de 2003 foi realizado, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o evento: "Discussão sobre pesquisa utilizando células-tronco embrionárias humanas", onde foram debatidas questões éticas sobre o uso ou não das células-tronco embrionárias para a pesquisa com fins terapêuticos. Um dos objetivos do

53 evento foi esclarecer a comunidade em geral sobre o assunto, para que cada cidadão possa ter sua opinião a respeito da questão. Foram abordados os seguintes tópicos: o que é célula-tronco; sua possível utilização em pesquisa e na atividade clínica; legislação brasileira sobre o assunto; questões éticas envolvidas; entre outros. O evento contou com a participação de diversos pesquisadores e profissionais da área da saúde, da ética, da área jurídica, bem como representantes do governo federal na área da saúde. A discussão foi aberta a todos os participantes. No final houve uma pesquisa interativa, onde o público participou emitindo sua opinião sobre o assunto (GALLIAN, 2005). Células Tronco e o Sistema Nervoso

Segundo Paula et al., (2005) o sistema nervoso, diferentemente de muitos outros tecidos, tem uma capacidade limitada de auto-reparação. As células nervosas maduras apresentam-se incapazes para regeneração, e as células-tronco neurais, embora elas existam, tem uma limitada habilidade para gerar neurônios funcionais em resposta a uma lesão. A maioria dos tratamentos das lesões neuronais limita-se ao alívio dos sintomas e a prevenção de danos adicionais. Por esta razão, há grande interesse na possibilidade de reparação do sistema nervoso por transplante de células-tronco. Os primeiros estudos com células tronco neurais em lesões hipóxico-isquemicas foi em realizado em modelo animal, e os autores observaram que na região de penumbra da lesão, as células provenientes do animal doador se transdiferenciaram em oligodendrócitos (4%) e neurônios (5%), que são os tipos celulares mais suscetíveis aos danos hipóxico-isquêmicos. Os resultados também sugerem que o transplante de célulastronco restaura parcialmente algumas funções cognitivas e motoras.

Figura 1. Esquema da clonagem terapêutica

Quando essas CTs são usadas no período agudo de uma lesão, ou no período inicial de uma doença degenerativa, os resultados se mostram fantásticos, a recuperação é fantástica. Mas toda vez que usamos essa célula em lesões já estabelecidas e cicatrizadas, os resultados são precários. No sistema nervoso a mesma coisa; quando induzimos uma epilepsia crônica, como nos experimentos com ratos, há um retorno,

54 uma diminuição dos pulsos desses neurônios de produzirem crises, mas não há melhora das lesões já estabelecidas (MENDES-OTERO, 2009).

Segundo Chen (2007), em 2002 foram apresentados resultados de experimentos em ratos adultos, com células tronco isoladas do sistema nervoso central transplantadas, que apontaram a possibilidade de tratamento futuro de para doenças neurodegenerativas. Outras linhas de pesquisa com células tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células tronco medulares. Um estudo foi feito pela equipe do departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação das células tronco medulares.

Células Tronco Adultas e Reabilitação

Segundo o Jornal da Globo (2007), Cuba realizou o primeiro transplante com células-tronco no sistema nervoso central em um homem paraplégico de 32 anos, e esse evoluiu satisfatoriamente três meses após ter sido submetido à técnica inovadora. O médico neurocirurgião relatou que esse recuperava as funções dos membros inferiores e conseguiu marcha com auxilio de órtese. Em 2003, um tetraplégico, 23 anos, fez um transplante de células tronco da própria medula, e com isso, pode-se reverter parcialmente o quadro de sensibilidade de pernas e dedos dos pés, além de conseguir esperar em pé, com ajuda de um andador, a chegada da noiva ao altar.

Giuliano está entre os cerca de 300 brasileiros que já foram submetidos a experiências com células-tronco. De 1999 até hoje, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) recebeu aproximadamente cinqüenta projetos para a aplicação terapêutica de células-tronco adultas. Os resultados positivos desse investimento colocam o Brasil numa posição de destaque internacional nesse campo, junto com países como Alemanha e França (NEIVA, 2005).

No estudo de caso de Luan et al (2005) com um paciente com seqüela grave de paralisia cerebral, observou-se um melhora no padrão de movimento e na inteligência, após transplante de células-tronco neurais.

Recentemente, Yasahara (2008) observaram melhora de 25% no equilíbrio de ratos submetidos a um modelo experimental de paralisia cerebral, quando comparados a