(Chapitre IV) Le cadre méthodologique
4.3 Les test d’accord inter-annotateurs
Fonte: o autor – (1999) 4.3 - Manuel de Sá em Alcalá de Henares
Seguindo esta ordem de ideias, o Colégio Jesuíta de Alcalá funcionava já, há sete anos, quando Manuel de Sá regressou de Roma, na Comitiva de Francisco de Borja. Sob este ponto de vista, ele poderia ter tido a possibilidade de, por vezes, ter ministrado alguns cursos nessa Universidade. Esta possibilidade poderá ter decorrido entre os anos 1545- 1551. Se o Colégio (talvez a Residência) existia já em 1543, no dizer de Azaña (1986, pp. 570-575), e se Manuel de Sá era Bacharel desde 1545 e Mestre desde 1549, então não vemos dificuldade em admitir que ele possa ter ensinado em Alcalá.
4.4 - Um Documento Discutível: Relação dos habitantes de Alcalá do ano 1549
Deixando Gandia, em Agosto de 1999, dia do eclipse de sol, dirigimo-nos a Alcalá de Heñares para, aí, procurarmos algo relativo à estadia de Manuel de Sá. Como o tempo de que dispúnhamos era muito escasso, precipitámo-nos em direcção aos Arquivos de Santa Maria onde encontrámos um jovem arquivista que nos fez saber que, ali, pouco encontraríamos, mas, em todo o caso, indicou-nos um Manuscrito que nos espicaçou a
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curiosidade.
Esse manuscrito está identificado com a sigla Lg 274 que é uma Lista ou Relação dos nomes dos habitantes de Alcalá do ano 1549. No frontispício, à maneira de título, podemos ler com relativa facilidade o seguinte: Padrón de Vecinidad, Consta de veintiocho fogos
(Padrón de los Vecinos de esta ciudad de Alcalá de Henares, Ano de 1549).
Este documento levou-nos algum tempo a percorrê-lo devido, não só à qualidade da caligrafia, como também à impaciência de querer encontrar nele alguma novidade relativa ao autor cuja vida desejávamos desvendar. Foi à segunda leitura muito atenta que conseguimos decifrar um nome que, se não é, se assemelha bastante, ao de Manuel de Sá. O nome apresenta algumas curiosidades que, para sermos fiéis à sua leitura, apresentaremos uma fotocópia que nos foi cedida pelo bibliotecário.
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Ilustração 2: Padrón de vecinidad- consta de veintiocho fogos. Padrón de los vicinos de esta ciudad de Alcalá de Henares
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Ao examinarmos o documento, temos:
Em primeiro lugar, no lado esquerdo, dois sinais de difícil compreensão;
Em segundo lugar temos outras figuras ou siglas semelhantes que se repetem nas 1ª, 15ª e 22ª linhas. Estamos em crer tratar-se das letras F (maiúscula) e r (minúscula) (Fr) que bem
poderá significar Frater;
Em terceiro lugar, o nome de Manuel parece não apresentar alguma dúvida; em quarto lugar pode ler-se, logo a seguir ao nome Manuel, um ∏ (P) grego, seguido de um Y, talvez, e um traço horizontal, como se fosse para trancar o resto da linha;
Finalmente, na margem direita, podemos ler (Fr), seguido de um conjunto que não conseguimos decifrar, mas que parece apresentar a mesma configuração Y anterior, sendo cortado por um risco que vem de baixo e o atravessa duas vezes, indo terminar em espiral, podendo ser a abreviatura do rubricador como recortámos.
Hipótese: A primeira figura poderá significar Fraile ou Frater e o P grego poderá significar Português, enquanto Manuel seria o nome de Manuel de Sá. De facto, nessa altura, a Companhia de Jesus não tinha mais nenhum Manuel. Teria, depois um Emanuel Perez, mas o nome de Manuel, era dado normalmente (entre os irmãos) ao português. Segundo esta hipótese Manuel de Sá teria estado em Alcalá, em 1549.
5 - Outros Documentos
5.1 - Um documento ilustrativo
Manuel não tinha um lugar fixo de longa duração; ele ia aonde as dificuldades surgiam ou aonde os Colégios pediam os seus serviços. A sua intervenção, na Organização dos Estudos no Colégio de Oñate foi providencial. Este colégio estava em vias de ser
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construído, precisamente, em 1551, data em que a Comitiva de Francisco de Borja regressava de Itália, em direcção a Gandia.
Ali permaneceram por algum tempo, tendo escolhido para residência a Ermida da Madalena, como o atesta a carta que Borja escreveu a Inácio, no dia 23 de Abril. Foi, nesta altura, que se escolheu o lugar da futura habitação dos Jesuítas: después de haber andado
más de 15 días mirando la disposición de esta tierra de Oñate, como la de Vergara, se ha resolvido (...) que nuestra habitación sea en una ermita que se llama de la Magdalena
(Borja, 1908, Tom. III, p. 81).
Candido de Dalmases (1983, p. 91) diz que:
El motivo fue, probablemente, porque en Oñate la Compañia estaba abriendo un colegio. Adosada a la ermita se construyó con grande rapidez una casita, donde el 8 de septiembre se instalaron, además de Borja y Miguel Ochoa, otros cuatro jesuitas. El siguiente día 14 fueron trasladadas procesionalmente a la ermita las reliquias que los recién llegados habían traído consigo de Roma.
Ora, um dos quatro Jesuítas que ficaram em Oñate, foi precisamente Manuel de Sá. É mesmo provável que este tenha acompanhado Francisco de Borja até Guipuscoa, Pamplona, onde Borja pregou a grandes auditórios, até ao fim de 1551 e que o tenha acompanhado ainda até Azcoitia, no dia 7 de Janeiro de 1552, e depois a Loyola (Dalmases, Idem, p. 94; Litterae Quadrimestres, 1894, Tom. I, pp. 493-494 e 4) e a Bilbau, no mês de Fevereiro do mesmo ano (Idem, p. 560). Esta probabilidade decorre do facto de Borja ter consigo os seus companheiros, entre os quais figurava Manuel de Sá, como sendo um dos quatro de Oñate. Aqui, era necessária também a presença de Manuel para a criação do Colégio, pois para esta obra precisavam-se homens experientes e doutos. Na verdade, para além da construção de pedra, havia que orientar a Organização dos Estudos desse novo colégio. Tal efeméride foi assinalada por documentos incluídos nos Escritos da Companhia (Epist. Mixt., 1899, Tom. II, pp. 564, 568). Baseados nestes factos tudo leva a crer que Manuel de Sá tenha estado em Alcalá de Henares, quer como professor no Colégio Jesuíta (parte da Universidade), quer como interveniente em outros assuntos. Esta é a primeira conclusão que podemos tirar a este respeito.
5.2 - Manuel esteve em Alcalá de Henares
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dos Jesuítas, como se deduz claramente de uma carta que, ele escreveu, precisamente, dessa cidade a Inácio de Loyola, no dia 25 de Novembro de 1551. Por ser um documento que descreve a vida dos Jesuítas nesse Colégio de Alcalá transcrevemo-la na íntegra, fazendo dela, depois um resumo para fazermos ressaltar os pontos fulcrais:
Muy Rdo. Padre en Xº. La gracia y paz de Xº Nuestro Señor sea siempre con V.P. y todos. Amen. En outra dé cuenta a V. P. de nuestra llegada aquy en el mes pasado (n.2 Epistolam hanc interiisse putamus) en esta la daré de lo que V.P. me ha mandado que hiziesse y escrivisse cada mes. Los hermanos saben y hazen los tonos, y predican cada noche para prouer el sermón, como V.P. ha ordenado, y aunque aora començamos se haze mediocremente y parece ay entre ellos algunos que tienen talento, y lo harán con el exercitio bien, proseguiendolo como se haze. Hazemos los tonos à las noches después de cena, porque à las fiestas después de comer ay conclusiones: à los domingos de teologia, y un día à la tarde, de lógica y philosophia.
Hay 4 que oyen theologia, que son: ele P.Emmanuel (Lopez), el Hº. Dionisio, el Hº. Alonso Lopez y yo. Los que oyen philosophia son: el P. Carrillo y el Hº Hernandez que van aora en el tercer año, y el Hº. Gil que acaba aora el curso; el Hº Duarte oye Lógica; ele Hº Caullar oye Gramatica. Estos días hay estado aqui el doctor Torres, y se holgava mucho de oyir los tonos, porque le parecia que era differente el modo de que les han mostrado en Salamanca, y le contentava este: háme pedido le diesse en escrito las reglas del predicar, que he traydo de Roma.
Por aora no se me offerece otro que escriva à V. P.; de lo que acerca desto passaré, y de como lo hazer y se aprovechan, le haré saber (no MSS le Haré à saber). Holgaria que V. P. escrivisse como quiere se haga esto de los tonos, y predicar, por no parecer el segundo y primer tono tan conveniente para que se aya de usar en esta tierra; y esto para quietude mayor de todos, sabiendo expresse la voluntad de V. P.. Y para que no aya ocasión alguna de infriarse ó no hazerlo con tanta devoción, siendo ciertos desta manera.
.El Señor nos dé gracia para que en esto y en todo hagamos su santísima voluntad. Amen. Suplico à V. P. húmilmente nos dé su bendición.
De Alcalá, à 25 de Noviembre 1551. Indignus filius in Xº, + Emanuel.
(Epist. Mixt., 1899, Tom. II, pp. 635-636. Ex autógrapho, in
Vol. C., Unico folio, nº 29, prius 449).
• Manuel escreve de Alcalá ao Padre Geral, Inácio de Loyola;
• Fala dos que ali estudam: 4 em Teologia, 3 em Filosofia, 1 em Lógica e 1 em Gramática;
• Ele inclui-se no número dos que estudam Teologia;
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nomeadamente o Cantochão ou Canto Gregoriano);