4.2 M´ ethodes de reconstruction tomographique
4.2.3 Les m´ ethodes du maximum de vraisemblance (ML) et du maxi-
Os elementos modais resultam da manifestação individual das modalidades de comunicação, tex- to, imagem, áudio, cheiro e textura que, juntas e de forma complementada constroem a narrativa.
Todas estas modalidades são parte integrante do enredo. Sem elas, a história não funcionaria, visto que cada uma contém informações narrativas específicas que não estão presentes apenas no texto verbal.
A imagem, ou melhor, a ilustração é a modalidade protagonista no álbum narrativo que, para além de atrair o leitor e de reforçar a compreensão daquilo que é contado pela palavra, pode apresentar di- versas funcionalidades de acordo com a forma como se articula com o texto, tendo sido identificadas oito funções distintas, exemplificadas na secção 7 do capítulo 2.
Esta modalidade é apresentada maioritariamente na forma estática, no entanto foram identificados casos em que a ilustração, inicialmente estática, sofre uma pequena animação resultante do manuse- amento do livro, conforme é verificado na tipologia livros pop-up.
Relativamente à tipografia, esta varia consoante os objetivos dos autores, quer para distinguir o discurso direto das personagens, salientar determinadas palavras-chave, expressar entoações, emo- ções, entre outras, apresentando-se de diversas maneiras na sua composição, tendo sido identificados neste estudo quatro tipos de linhas de texto, refletoras da tipografia como matéria prima moldável nas mãos do designer ou ilustrador.
O áudio é também uma característica verificada em álbuns narrativos, no entanto pouco explora- da, talvez devido à complexidade da sua integração no formato impresso. A utilização do áudio re- sume-se a pequenos botões integrados em algumas páginas que, ao serem pressionados, despoletam um som electrónico relacionado com o conteúdo, como é exemplo no álbum A Toupeira que queria
saber quem lhe fizera aquilo na cabeça.
Os aromas ou cheiros possibilitam outra perspetiva da narrativa, estimulando outro dos nossos sentidos básicos, o olfato, permitindo criar uma maior envolvência entre o leitor e a narrativa. No en- tanto, a única referência por nós encontrada não vai de encontro ao conceito do álbum narrativo pois o aroma a morango, encontrado no Livro com Cheiro a Morango, não influencia, nem é parte integrante das diferentes narrativas no seu interior, apresentando-se de forma descontextualizada.
Por fim, as texturas são uma outra característica encontrada nos álbuns narrativos, que apelam ao sentido do tato como forma de vivenciar uma diferente experiência de leitura, como é exemplo no álbum O Livro Negro das Cores.
Os e-Books, como produtos multimédia, suportam uma variedade de modalidades de comunica- ção, que podem variar das simples combinações de texto e imagem, como na versão Classic Edition em Alice for iPad, a sofisticadas combinações de animação, áudio e interatividade, como em The
Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.
Estes elementos integrados de forma complementar permitem a leitura da narrativa de uma forma mais completa e imersiva, possibilitando estimular mais do que um sentido em simultâneo.
As modalidades identificadas nos e-Books traduzem-se na forma de texto, imagem e áudio, po- dendo ser manipuladas diretamente por um utilizador.
O texto, à semelhança da versão impressa, é reduzido, cabendo às restantes modalidades o com- plemento deste. Porém, o pouco texto existente, e ao contrário do verificado nas versões impressas, não é tão moldado e trabalhado graficamente, apresentando-se na maioria dos casos de forma rígida e de igual configuração em todos os ecrãs, salvaguardando o único exemplo de referência, a linha de texto icónica no e-Book The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (figura 136).
No entanto, a tipografia utilizada nos e-Books torna-se vantajosa na medida em que permite rela- cionar o texto com o áudio, através do destaque visual dos seus caracteres à medida que os mesmos vão sendo traduzidos pelo áudio, fomentando a aprendizagem da leitura junto dos mais novos.
Outra das vantagens é a possível tradução dos textos para os diferentes idiomas, que possibilitam o acesso à narrativa por diferentes utilizadores.
A imagem, repartida entre as formas estática e animada, é a modalidade protagonista neste género editorial e, para além das funções que desempenha na forma como se articula com o texto, pode, no caso dos e-Books, depender da forma como é articulada com outras modalidades ou até mesmo com o próprio utilizador, tendo sido verificadas animações dependentes e independentes do utilizador.
No que se refere às animações dependentes do utilizador, foram identificadas duas formas distin- tas: a livre manipulação de objetos no ecrã auxiliada através dos dispositivos de input; e a manipula- ção limitada de objetos que tanto pode apresentar restrições em termos de espaço no ecrã, como em termos de visualização no ecrã e como em termos de movimentos no ecrã.
Já as animações independentes do utilizador são caracterizadas ou na forma repetitiva, em loop, ou por uma única sequência animada.
O áudio é a modalidade de comunicação que mais se diferencia em relação à versão impressa, pois nesta edição assume outras funções narrativas para além das referenciadas no álbum impresso.
Nos e-Books são possíveis dois tipos de áudio, o estático que é caracterizado por um som fechado e limitado a uma sequência, independente do utilizador, e o dinâmico que é caracterizado por um som que é dependente da interação do utilizador junto dos diferentes elementos narrativos.
No que se refere ao áudio dinâmico, este pode ser interativo, na medida em que é despoletado através da interação direta do utilizador, como são exemplo nas falas dos personagens em The Three
Little Pigs, adaptativo na medida em que é desencadeado através de uma mudança interna em am-
biente de jogo, ou gerativo/procedimental, na medida em que é acionado a partir de um determinado processo computacional, como são exemplo nos sons correspondentes à passagem da luz vermelha para verde do botão de transição de ecrã em Bartleby’s Book of Buttons.
Relativamente à diegese da narrativa, foram identificados os sons diegéticos, que se referem aos sons provenientes da história como os diálogos, ambientes ou objetos, os sons não diegéticos, que não se fazem ouvir dentro da história como a voz do narrador ou música ambiente.
Propriedades narrativas - Elementos modais Analógico Digital texto - linha desalinhada - linha icónica - linha em perspectiva - linha invertida - texto - linha desalinhada - linha icónica
- destaque visual em relação ao áudio - distinta entre personagens
imagem - estática - função economizadora - função narrativa - função narrativo-dinâmica - função amplificadora - função expressiva - função intertextual - função imersiva
- função silenciadora do texto - - animada - manifestada no tempo imagem - estática - em movimento sequencial - animada
- dependente da participação do utilizador - livre manipulação no ecrã
- manipulação limitada - restrições espaciais - restrições visuais - restrições de movimento
- independente da participação do utilizador - em loop - um única sequência áudio - áudio- estático - dinâmico - áudio interativo - áudio adaptativo - áudio gerativo/procedimental sons diegéticos - sons tran-diegéticos sons não diegéticos
- sons extra-ficcionais - sons tran-diegéticos
cheiro -
textura -