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CHAPITRE II. LA COUTUME À TITRE DE SOURCE DE DROIT APPLICABLE

1. Le contexte constitutionnel canadien de 1867 à 1982

2.3. L’analyse de l’aspect psychologique (opinio juris)

Este item analisa os dados obtidos na pesquisa de campo realizada em 10 idosos (5 homens e 5 mulheres) que moram na Casa São José, apontada na aplicação da Bateria Psicomotora (Vítor da Fonseca ). Para tanto, reconhece-se que a psicomotricidade objetiva a recuperação e/ou manutenção das atividades funcionais, possibilitando a independência do geronte por mais tempo. As tarefas que constituem a BPM se subdividem em sete fatores, como: Tonicidade, Equilibração Lateralização, Noção do corpo, Estruturação Espaço- Temporal, Praxias Global e Fina, como demonstrado nas Tabelas abaixo.

Segundo Alves (2008), o tônus que prepara e guia o gesto é simultaneamente a expressão da realização ou frustração do indivíduo. O tônus apresenta-se como uma tensão que regula e controla a atividade postural como suporte do movimento. Todos os movimentos se apoiam num estado de tensão que no fundo é o meio pelo qual se torna possível o equilíbrio mecânico indispensável para que possa acontecer a coordenação entre os movimentos dos vários segmentos corporais, entre si e no seu todo. Assim, não pode haver movimento sem atitude, também não pode haver coordenação de movimento sem um bom equilíbrio. À medida que ele cresce e evolui, o equilíbrio torna-se cadê vez mais fundamental e a sua base de sustentação imprescindível para sua manutenção.

Tabela 27 Tonicidade no idoso, por gênero

Variável Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % %

Hipotonicidade 2 40,0 3 60,0 5 50,0 Hipertonicidade 3 60,0 2 40,0 5 50,0

Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

De acordo com a Tabela 27, observou-se que 60,0% do sexo masculino apresentam aumento anormal no tônus da musculatura lisa ou esquelética, ou seja, hipertonicidade, e diferentemente as mulheres exibem 60,0% de um estado caracterizado pela redução ou perda do tônus muscular normal, conhecidos como hipotonicidade. Esse cenário decorreu devido ao processo do envelhecimento.

Tabela 28 Extensibilidade no geronte, por gênero

Nível

Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B)

Membros inferiores Membros superiores Membros inferiores Membros superiores Membros inferiores Membros superiores

% % % % % % 1 - - - - - - 1 20,0 - - 1 10,0 2 - - - - - - 2 40,0 - - 2 20,0 3 3 60,0 1 20,0 2 40,0 1 20,0 5 50,0 2 20,0 4 2 40,0 4 80,0 3 60,0 1 20,0 5 50,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 5 100,0 5 100,0 10 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Em consonância com a Tabela 28, constatou-se a predominância da movimentação nos membros superiores dos homens com 80,0%, enquanto nos membros inferiores a movimentação situou-se em 60,0%. Já as mulheres possuem um perfil de mobilidade oposto, haja vista os membros inferiores e superiores, explicitarem 60,0% e 40,0%, respectivamente. Essa performance revelou uma movimentação perfeita, o que mostra uma realização perfeita, econômica, harmoniosa e bem controlada para os homens em membros superiores e para as mulheres em membros inferiores.

Tabela 29 Passividade em idosos, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 - - - - - - 3 2 40,0 4 80,0 6 60,0 4 3 60,0 1 20,0 4 40,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Diante do exposto na tabela 29, percebeu-se que o tônus de suporte e os deslocamentos exógenos através da mobilização dos quatros membros e suas respectivas extremidades é maior nas mulheres com 80,0%, do que nos homens. Ademais, acrescenta-se que a análise explicitou que as mulheres são mais ativas que os homens, devido aos cuidados com a saúde, às questões hormonais e ao menor envolvimento com situações de violência, e que, os homens realizam as tarefas perfeitamente e as mulheres de forma controlada e adequada.

A Tabela 30 evidenciou que em ambos sexos, 80,0% dos membros superiores possuem relativa persistência de rigidez muscular que pode aparecer até nas quatro extremidades do corpo caracterizado por paratonia, realizando o movimento para os membros superiores, de forma controlada.

Tabela 30 Paratonia em idosos, por gênero

Nível

Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B)

Membros inferiores Membros superiores Membros inferiores Membros superiores Membros inferiores Membros superiores

% % % % % % 1 - - - - - - - - - - - - 2 1 20,0 1 20,0 - - - - 1 10,0 1 10,0 3 2 40,0 - - 2 40,0 4 80,0 4 40,0 4 40,0 4 2 40,0 4 80,0 3 60,0 1 20,0 5 50,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 5 100,0 5 100,0 10 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Segundo a Tabela 31, verificou-se a presença de descoordenação e irregularidade da dissociação dos movimentos, isto é, da diadocosinesias, na medida em que 60,0% de ambos os sexos apresentam realização controlada e adequada dos movimentos para a mão direita e para a mão esquerda.

Tabela 31 Diadocosinesias em geronte, por sexo

Nível

Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B)

Mão direita Mão esquerda Mão direita Mão esquerda Mão direita Mão esquerda % % % % % % 1 - - - - - - - - - - - - 2 1 20,0 1 20,0 2 40,0 2 40,0 3 30,0 3 30,0 3 3 60,0 3 60,0 3 60,0 3 60,0 6 60,0 6 60,0 4 1 20,0 1 20,0 - - - - 1 10,0 1 10,0 Total 5 100,0 5 100,0 5 100,0 5 100,0 10 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Com base na Tabela 32, notou-se que 80,0% dos homens apresentaram sincinesias contralaterais e 60,0% bucais com realização bem controlada, enquanto nas mulheres a ocorrência desses condicionantes foi de 60,0%, com dificuldades de controle e bucais de forma controlada e adequada

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Tabela 32 Sincinesias

Nível

Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B)

Bucais Contralaterais Bucais Contralaterais Bucais Contralaterais % % % % % % 1 1 20,0 - - - - - - 1 10,0 - - 2 - - - - - - 3 60,0 - - 3 30,0 3 1 20,0 1 20,0 3 60,0 1 20,0 4 40,0 2 20,0 4 3 60,0 4 80,0 2 40,0 1 20,0 5 50,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 5 100,0 5 100,0 10 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Salienta-se que a análise do subfator da equilibração abrangeu a imobilização, o equilíbrio estático, o equilíbrio dinâmico, com vistas identificar o controle postural e a locomoção do idoso, que se conformam como inseparáveis para o controle motor.

Na Tabela 33 mostrou-se que em função das mulheres e dos homens conseguem permanecer numa mesma posição erétil, com simetria da cabeça e corpo, e de pés, joelhos, braços e mãos, ou seja, com imobilidade perfeita, harmônica e adequada.

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Tabela 33 Imobilidade dos idosos, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 1 20,0 - - 1 10,0 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 - - - - - - 4 3 60,0 5 100,0 8 80,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tendo em vista entender que o equilíbrio é a base primordial de toda coordenação geral e de toda ação diferenciada dos membros, isto é, expressa a colocação perfeita do centro de gravidade e a combinação perfeita de ações musculares com o propósito de sustentar o corpo sobre uma base, realça-se com Neto (2002), que o equilíbrio é estado de um corpo quando forças distintas que atuam sobre ele se compensam e se anulam mutuamente que do ponto de vista biológico, manifesta a possibilidade de manter posturas, posições e atitudes.

Ademais, destaca-se que em virtude do equilíbrio estático ser a capacidade para assumir e sustentar qualquer posição do corpo contra a força da gravidade configura-se em uma das qualidades psicomotoras mais importantes para o desenvolvimento humano, por proporcionar oportunidade de o mesmo estando parado, ainda encontrar-se com condições de usar outras qualidades psicomotoras. Tendo em vista essa performance, compreende-se que o equilíbrio estático está intimamente ligado à capacidade de imobilidade, ou seja, de conseguir um bom equilíbrio de corpo como um todo, principalmente durante a realização de tarefas com olhos fechados. Denota-se, outrossim, que as atividades para este subfator assentam-se no apoio retilíneo, na manutenção do equilíbrio na ponta dos pés, e no apoio unipodal, como expostas nas Tabelas 34 a, 34 b e 34 c.

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Tabela 34a - Equilíbrio estático, com ênfase em idosos

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 2 40,0 - - 2 20,0 2 - - - - - - 3 1 20,0 4 80,0 5 50,0 4 2 40,0 1 20,0 3 30,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 34b Equilíbrio estático, com destaque para a ponta dos pés nos idosos, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 3 60,0 2 40,0 5 50,0 2 - - 2 40,0 2 20,0 3 - - 1 20,0 1 10,0 4 - - - - - - X 2 40,0 - - 2 20,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 34c Equilíbrio estático, com realce no geronte, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 3 60,0 4 80,0 7 70,0 2 - - 1 20,0 1 10,0 3 - - - - - - 4 - - - - - - X 2 40,0 - - 2 20,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

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De acordo com a Tabela 34a, observou-se que 80,0% das mulheres possuem equilíbrio estático com apoio retilíneo de forma adequada, enquanto os homens apesar de apresentarem o mesmo percentual, esse tipo de apoio acontece de forma perfeita e ou imperfeita, isto é, incompleta. Já consoante a Tabela 34b, notou-se que os idosos de ambos os sexos, com 60,0% e 40,0%, respectivamente, encerram dificuldades para permaneceram na ponta dos pés. Logo, realizam controle. Já na Tabela 34c, verificou-se que (60,0% )dos idosos masculinos e 80,0% dos femininos executam o apoio unipodal. Por conseguinte, esse contexto expressou a perda gradativa do controle postural e do equilíbrio, devido a mudanças significativas no corpo do idoso, como a perda da massa muscular, da força muscular, do aumento no tempo de reação, além das modificações que ocorrem nos sistemas perceptivos, como o visual, o proprioceptivo e o vestibular e no sistema neuromuscular.

Já o equilíbrio dinâmico manifesta corpos em movimento, com todas as forças atuantes, resultando em forças inércias iguais e dirigidas em sentidos opostos. Tal cenário significa que no estático não há sequer uma força agindo no corpo, e no dinâmico, forças iguais agem uma contra a outra redundando um estado de equilíbrio, que exige uma movimentação mais controlada e coordenada. Em virtude desse contexto, fez-se mister que a pesquisadora estivesse sempre atenta para eventuais desequilíbrios, falta de manutenção e de controle postural que pudessem possibilitar quedas e alguns movimentos compensatórios, impedindo a realização correta das tarefas. Sendo assim, expõe-se o equilíbrio embasado na marcha controlada e na evolução no banco, que se distingue em para frente, para trás e para o lado direito e esquerdo, constantes nas Tabelas 35a, 35b.1, 35b.2, 35b.3 e 35b.4.

Tabela 35a - Equilíbrio dinâmico, alicerçado na marcha controlada do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 1 20,0 - - 1 10,0 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 1 20,0 1 20,0 2 20,0 4 2 40,0 4 80,0 6 60,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

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Segundo a Tabela 35a constatou-se que 80,0% das mulheres possuem uma marcha harmoniosa e bem controlada, já os homens apresentaram marcha controlada bastante variável, seguindo da bem controlada, controlada, dificuldade de controle e descoordenada.

Tabela 35b.1 Equilíbrio dinâmico, na evolução do banco para frente

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 1 20,0 - - 1 10,0 4 3 60,0 5 100,0 8 80,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Na Tabela 35 b.1 percebeu-se que a marcha para frente realizada pelos idosos da Casa São José desenvolve-se de forma bem controlada, resultando em 100,0% para mulheres e 60,0% para os homens. A Tabela 35 b.2 revelou-se que os idosos apresentam discreta dificuldade para executar marcha para trás, ou seja, 80,0% das idosas e 40,0% variam de bem controlada a controlada, considerando o perfil dos idosos globalmente.

Tabela 35b.2 - Equilíbrio dinâmico na evolução no banco para trás do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 2 40,0 1 20,0 3 30,0 4 2 40,0 4 80,0 6 60,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

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Tabela 35b.3 Equilíbrio dinâmico na evolução no banco para o lado direito do idoso, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 2 40,0 2 40,0 4 40,0 4 2 40,0 3 60,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 35b.4 Equilíbrio dinâmico na evolução no banco para o lado esquerdo do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 2 40,0 2 40,0 4 40,0 4 2 40,0 3 60,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Já com base pós Tabelas 35b.3 e 35b.4, notou-se que 60,0% das mulheres conseguem realizar a marcha para os lados direito e esquerdo de forma bem controlada, enquanto apenas 40,0% dos homens finalizam tarefa de forma bem controlada e controlada para ambos os lados. Contudo, não obstante essa diferenciação, observou-se a presença igual para ambos os lados.

Todos os idosos não conseguiram realizar as tarefas que avaliavam o equilíbrio usando um só pé esquerdo; um só pé direito; pés juntos para frente e, pés juntos para trás com os olhos fechados.

Acrescenta-se que o fator lateralização expressa a dominância de cada idoso, através dos subfatores ocular, auditiva, manual e pedal, expostos abaixo.

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Segundo Neto (2002), o corpo humano caracteriza-se pela presença de partes anatômicas pares e globalmente simétricas, sendo que essa simetria anatômica se redobra por uma simetria funcional no sentido de que certas atividades só intervêm em uma das partes, como se escreve com uma só mão e os centros de linguagem se situam, na maioria das pessoas, no hemisfério esquerdo. A lateralidade consiste na preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo, como mão, olho, ouvido, perna; e a lateralização cortical na especialidade de um dos dois hemisférios quanto ao tratamento da informação sensorial ou quanto ao controle de certas funções.

Em função dessa assertiva, a lateralidade identificada nas Tabelas 36, 37, 38 e 39 decorrem do predomínio que outorga a um dos dois hemisférios a iniciativa da organização do ato motor, o qual desembocará na aprendizagem e na consolidação das praxias. Essa atitude funcional, que é o suporte da intencionalidade.

Tabela 36 - Lateralização, com ênfase no subfator ocular do idoso, por gênero

Lateralização Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % Direita 2 40,0 3 60,0 5 50,0 Esquerda 2 40,0 2 40,0 4 40,0 Direita e Esquerda 1 20,0 - - 1 10,0 Não existe - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Diante do exposto na Tabela 36, detectou-se que os idosos possuem predominância da lateralização ocular para as mulheres para o lado direito, enquanto os homens possuem um equilíbrio para ambos os lados, com uma discreta perda para os sexos masculino e feminino. Essa performance justifica-se pelo fato de que no idoso a visão fica mais turva. Inclusive com 80 anos, a capacidade de captar as informações e transmiti-las reduz em 75,0%, comparado com a visão do indivíduo aos 25 anos, pois a pupila fica menor e a distância focal aumenta e o cristalino fica mais denso e absorve mais os azuis, e, assim, passa a enxergar mais amarelo, aumentando a sensibilidade, o ofuscamento, ficando, assim, menos tolerante a brilhos.

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Tabela 37- Lateralização, destacando o subfator auditivo do idoso, por sexo

Lateralização Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % Direita 2 40,0 - - 2 20,0 Esquerda - - 1 20,0 1 10,0 Direita e Esquerda 3 60,0 4 80,0 7 70,0 Não existe - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 37 exprime que 80,0% das mulheres e 60,0% dos homens possuem uma audição equilibrada para os dois lados direito e esquerdo.

Tabela 38 Lateralização, enfocando o subfator manual do idoso e da idosa

Lateralização Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % Direita 4 80,0 5 100,0 9 90,0 Esquerda 1 20,0 - - 1 10,0 Direita e Esquerda - - - - - - Não existe - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 39 Lateralização do subfator pedal do idoso, por gênero

Lateralização Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % Direita 3 60,0 3 60,0 6 60,0 Esquerda 2 40,0 2 40,0 4 40,0 Direita e Esquerda - - - - - - Não existe - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

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Pós Tabela 38 e 39 mostram que a lateralização manual e pedal ocorre, preferencialmente para o lado direito em 100,0% e 60,0% das mulheres e 80,0% e 60% dos homens, respectivamente. Tal circunstância revelou que predominantemente o lado direito é mais usado para a realização de tarefas do dia a dia.

Com a finalidade de continuar a análise de avaliação da BPM, explicita-se o fator noção do corpo, que expressa o reconhecimento corporal e espacial no sentido de demonstrar as noções de movimentos corporais agindo livremente e bem a vontade do idoso. Esse fator compõe-se de cinco subfatores, como: sentido cinestésico, reconhecimento direito-esquerda, autoimagem (face), imitação de gestos e desenho do corpo, os quais se encontram mostrados abaixo.

Nessa perspectiva, patentea-se que as tabelas 40, 41, 42, 43 e 44 evidenciaram que os idosos da Casa São José apresentaram noção de movimentos corporais realizados de forma livre e bem a vontade. Tal configuração derivou do fato de que as relações entre o corpo e os objetos situados no espaço ao seu redor, assentam-se no sentido de direção já internalizada pelo indivíduo e na consciência de si própria e do desempenho que o mesmo cria no espaço, pois após a percepção global do corpo, segue a etapa de consciência de cada segmento corporal, realizada de forma interna (sentindo uma parte do corpo e externa (vendo cada segmento em um espelho, em um idoso ou em uma figura). Evidencia-se que a imagem do geronto permite-lhe perceber como eixo central (que se volta para um lado e para o outro) os dois demídios laterais: direito e esquerdo. Demonstra-se a real necessidade de cuidados e especialização por parte dos profissionais da saúde e as diferentes formas de atuação de cada profissional no que diz respeito às deficiências existentes aos cuidados dessa faixa etária crescente.

Tabela 40 Noção de corpo no sentido cinestésico, segundo o gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 - - - - - - 3 - - - - - - 4 5 100,0 5 100,0 10 100,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

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Tabela 41 Noção do corpo por reconhecimento direita/esquerda, do geronte por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 - - - - - - 3 1 20,0 - - 1 10,0 4 4 80,0 5 100,0 9 90,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 42 Noção de corpo enfatizando a autoimagem (face), segundo o gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 - - - - - - 3 - - - - - - 4 5 100,0 5 100,0 10 100,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Com base na Tabela 40, verificou-se que 100,0% de ambos os sexos têm a percepção de um ponto ou de um movimento realizado num segmento denominado sentido cinestésico, A Tabela 41 apresenta os reconhecimentos de direita e esquerda explícitas, logo evidenciou reconhecimento discriminativo de um hemicorpo e da linha média do corpo, a conscientização e o autocontrole dos membros direita e esquerda. Na Tabela 42, detectou-se que a autoimagem relaciona-se ao componente facial da noção do corpo, através do reconhecimento da localização e da diferenciação tátil do corpo. Nesse sentido, compreendeu-se que o idoso tinha a consciência de direcionalidade e harmonia dos movimentos no espaço. Portanto, concluiu-se pelas Tabelas 40, 41 e 42 que os idosos de ambos os sexos, realizam de maneira perfeita, bem controlada e controlada as atividades do cotidiano.

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Tabela 43 Noção de corpo, destacando a imitação de gestos, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - 1 20,0 1 10,0 2 3 60,0 2 40,0 5 50,0 3 2 40,0 2 40,0 4 40,0 4 - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Em conformidade com a Tabela 43, presenciou-se que 60,0% dos homens reproduzem os gestos com dificuldade de controle e que 40,0% das mulheres os executam com e sem dificuldade de controle, isto é, em níveis satisfatório e bom.

Tabela 44 Noção de corpo focando o desenho do corpo, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 1 20,0 2 40,0 3 30,0 2 3 60,0 3 60,0 6 60,0 3 1 20,0 - - 1 10,0 4 - - - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

A Tabela 44 exibe o reconhecimento global do corpo ao demonstrar 60,0% dos homens e mulheres desempenhando tarefa com dificuldade de controle. Esse panorama decorre das alterações na concentração, autoestima física e ao próprio envelhecimento.

Ressalta-se que a estruturação espacial intervém nas relações de localização, orientação e reconhecimento visuoespacial, na distância e na velocidade, enquanto a estrutura temporal intervém nas relações de ordem, duração, armazenamento e rememorização nos intervalos de tempo.

A percepção temporal permite, além da consciência e da interiorização dos ritmos motores corporais, a percepção dos ritmos exteriores. Esta passagem é indispensável para que

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o idoso possa tomar conta de seus próprios movimentos e organizá-los a partir da representação mental.

De acordo com Neto (2002), a organização temporal inclui uma dimensão lógica (conhecimento da ordem e da duração, acontecimentos se sucedem com intervalos), uma dimensão convencional (sistema cultural de referências, horas, dias, semanas, meses e anos) e um aspecto de vivência que surge antes dos outros dois (percepção e memória da sucessão e da duração dos acontecimentos na ausência de elementos lógicos ou convencionais). A orientação temporal como explícita nas Tabelas 45, 46, 47 e 48 é uma faculdade cognitiva importante porque ela forma a base da aprendizagem, e armazenamento mental do passado, presente e futuro. A memória humana focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com o envelhecimento. De maneira geral, deve ser estimulada e trabalhada para garantir sua conservação na velhice.

Tabela 45 Estruturação espaço-temporal, com destaque para a organização do idoso, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 2 40,0 1 20,0 3 30,0 4 2 40,0 4 80,0 6 60,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Através da Tabela 45, notou-se que 80,0% das mulheres conseguem calcular a distancia e os ajustamentos dos planos motores que pretende percorrer de maneira bem controlada, enquanto 40,0% dos homens executam, também, bem controlada e só conseguem realizar de forma controlada.

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Tabela 46- Estruturação espaço-temporal com enfoque no modo dinâmico do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 2 40,0 1 20,0 3 30,0 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 - - 3 60,0 3 30,0 4 2 40,0 1 20,0 3 30,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Alicerçado na Tabela 46, quanto a estruturação dinâmica identificou-se que 60,0% das mulheres realizam de forma controlada a capacidade da memorização visual a curto prazo, quando relacionadas a estruturas simples, de fácil memorização, e que 40% dos homens desempenham de forma perfeita ou imperfeita a mesma tarefa.

Tabela 47 Estruturação espaço-temporal com ênfase na representação topográfica do idoso, segundo o sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 3 60,0 1 20,0 4 40,0 2 1 20,0 1 20,0 2 20,0 3 1 20,0 3 60,0 4 40,0 4 - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

De acordo com a Tabela 47, detectou-se que ambos os sexos possuem capacidade de orientar-se em um determinado lugar. No entanto, salienta-se que as mulheres orientam-se controladamente e os homens de forma imperfeita.

83

Tabela 48 - Estruturação espaço-temporal por estruturação rítmica do geronte, segundo o sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 5 100,0 5 100,0 10 100,0 2 - - - - 3 - - - - 4 - - - - Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Reconhece-se que a Tabela 48 explicita que 100,0% de ambos os sexos apresentam imperfeita qualidade de percepção auditiva e memorização no curto prazo. Todavia, evidencia-se que a estruturação espaço-temporal é abonado devido o idoso encerrar maior cadência, menor tempo de passo e menor tempo de apoio simples e de duplo apoio, haja vista que essas características são atribuídas às consequências do processo de envelhecimento e ao próprio sedentarismo.

Realça-se, outrossim, que a praxia global compreende os subfatores a organização, oculomanual e óculo pedal, dismetria e a dissociação, analisados através das Tabelas 49a, 49b, 50, 51a, 51b, 51c e 52.

A praxia global esta relacionada com a realização e a automação dos movimentos globais complexos, que se desenrolam num determinado tempo e que exigem a atividade conjunta de vários grupos musculares (FONSECA, 1995).

Tabela 49a Praxia global por meio da coordenação óculo-manual do idoso, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 - - - - 3 1 20,0 4 80,0 5 50,0 4 4 80,0 1 20,0 5 50,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

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Tabela 49b Praxia global, destacando a coordenação óculo-pedal do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 - - 1 20,0 1 10,0 3 - - 2 40,0 2 20,0 4 5 100,0 2 40,0 7 70,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 50 Praxia global, através da dismetria do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 1 20,0 4 80,0 5 50,0 3 2 40,0 1 20,0 3 30,0 4 2 40,0 - - 2 20,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 51a Dissociação, enfatizando os membros superiores do idoso, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 1 20,0 - - 1 10,0 3 1 20,0 1 20,0 2 20,0 4 3 60,0 4 80,0 7 70,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

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Tabela 51b Praxia global, enfocando membros inferiores do idoso, por sexo

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 2 40,0 - - 2 20,0 3 - - 1 20,0 1 10,0 4 3 60,0 4 80,0 7 70,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Tabela 51c Praxia global, evidenciando a agilidade do idoso, por gênero

Nível Homens (A) Mulheres (B) Total (A+B) % % % 1 - - - - 2 2 40,0 - - 2 20,0 3 - - 2 40,0 2 20,0 4 3 60,0 3 60,0 6 60,0 Total 5 100,0 5 100,0 10 100,0

Fonte: Pesquisa de campo (2011).

Embasado na Tabela 49a, constatou-se que 80,0% das mulheres e dos homens apresentam uma organização manual através da percepção visual controlada e bem controlada.

E, por outro lado, pela Tabela 49b notou-se que 100,0% dos homens possuem perfeita coordenação dos membros inferiores, enquanto 40,0% das mulheres desempenham a coordenação de forma bem controlada e controlada.

A Tabela 50 mostrou que 80,0% das mulheres são incapazes de realizar movimentos coordenadamente com controle satisfatório, enquanto 40,0% dos homens desenvolvem essa habilidade de forma controlada e bem controlada.

As Tabelas 51a e 51b expõem que 80,0% das mulheres e 60,0% dos homens têm capacidade de diferenciar vários gestos membros superiores e inferiores de forma bem controlada.

E na Tabela 51c, verificou-se que 60,0% de ambos os sexos movimentam-se com perfeita agilidade. Embasado nesse estudo, infere-se que a praxia global é a expressão da