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Installation Howto

Dans le document Ubuntu Installation Guide (Page 75-78)

Neste meio não é só o treinador que carece de formação, o dirigente também é um dos participantes activos da formação do jogador que, em muitos casos, não tem a instrução suficiente para lidar, da forma mais correcta, com as situações que lhe vão surgindo no dia a dia.

Segundo o E6: ―A formação que se tinha para director não era a mais adequada. Se calhar formação para director nunca existiu e se calhar nunca vai existir e eu acho uma estupidez hoje em dia isso acontecer‖.

Um dos nossos entrevistados referiu que para melhorar esta situação deveriam ser criados cursos que preparassem o dirigente para as suas funções específicas, principalmente aquelas que têm mais influência no crescimento do jogador.

Na perspectiva de E2: ―Eu concordava que provavelmente deveria haver cursos também para dirigentes‖.

Se o dirigente não estiver devidamente formado pode, mesmo que involuntariamente, danificar ou até mesmo acabar com a carreira do jogador. Porque, quanto menor for a formação do dirigente, maior é a probabilidade do jogador ter uma carreira de insucesso.

Quer por incapacidade financeira ou por uma política do clube, a maioria dos dirigentes não são profissionais, ou seja, têm os seus próprios trabalhos.

Desta forma, não se entregam de uma forma exclusiva ao cargo de dirigente nem são remunerados para tal.

Tal facto é evidente nas palavras de E4: ―São pessoas que por norma não vivem exclusivamente do futebol, têm os seus empregos e depois dedicam o resto do dia que falta a tentar da melhor maneira possível e da maneira que eles sabem, se calhar nem formados para isso são, dirigir o destino do clube‖.

Isto faz com que a pessoa que ocupa o cargo de dirigente possa não desempenhar as suas funções da melhor maneira. Seja por falta de tempo ou por falta de dedicação. Por um lado, como têm as suas obrigações laborais (que preenche grande parte do dia), há dias em que o tempo de que dispõe, para as responsabilidades do clube, é muito curto. Neste pouco espaço de tempo não conseguem cobrir todas as necessidades do cargo. Por outro lado, ao ter que se dedicar a sua profissão, o dirigente relega para segundo plano de prioridade as tarefas do clube. Além de tudo isto, também podemos referir a falta de motivação e a saturação que há depois de um dia inteiro de trabalho (extra-futebol). Desta forma, a disponibilidade física, mas fundamentalmente mental, que o dirigente tem para ainda (depois de ter tido que arcar com as responsabilidades do seu trabalho) lidar com o jogador é muito reduzida.

Assim, como acontece com o jogador, se o dirigente se dedicar a um emprego em detrimento do cargo desportivo, este torna-se secundário, já que a disponibilidade acaba por ser limitada, condicionando, concludentemente, os resultados obtidos (Brito et al., 2004).

Com tantas lacunas é obvio que a capacidade do dirigente para tomar decisões, que estejam ligadas a carreira do jogador, é diminuta. A escassez de instrução faz com que o dirigente tenha uma opinião própria muito frágil, e assim se deixe, facilmente, levar pelos outros.

Como menciona o E9: ―Os dirigentes para estarem no futebol deveriam ter formação, e não irem pelo que ouvem, ou seja, pelos empresários, pelos amigos, acho que deveriam ter uma opinião própria, uma avaliação própria para saber distinguir o que está bem e o que está menos bem, se o jogador tem ou não faculdades, não se podem deixar levar pelos outros‖.

Este falta de personalidade do dirigente e a facilidade com que se deixa levar pelo parecer dos outros pode fazer com que este tome decisões erradas sobre o jogador. Decisões estas que podem estar relacionadas com a entrada ou a saída desacertada do praticante do clube. Isto é, um jogador pode ter valor para ficar na equipa, mas só porque alguém conhecido do dirigente comentou que o mesmo jogador não tinha qualidade, este já não fica no plantel. Desta forma, podem-se perder bons jogadores.

Uma das maiores lacunas apontada aos dirigentes é a falta de conhecimento sobre a prática desportiva (fundamentalmente sobre o futebol). Não estamos a falar de um conhecimento superficial, mas sim de um conhecimento profundo, que só aqueles que foram jogadores conhecem. E como grande parte dos dirigentes não foram jogadores não têm esse conhecimento de causa.

Segundo o E5: ―Os dirigentes, muitos deles, andam no futebol, mas nunca praticaram desporto (está a mudar ligeiramente), nunca estiveram dentro de um terreno de jogo com o stress e a pressão de um jogo importante‖.

Esta lacuna dificulta a percepção correcta do dirigente sobre os sentimentos do jogador (tristeza, alegria, ansiedade, euforia, etc.), sobre as reacções do jogador, sobre o que deve dizer e fazer em cada momento (sempre em congruência com o meio onde está inserido).

Em suma, há ocorrências dentro do mundo do futebol que só quem já foi jogador consegue descortinar e resolver da melhor maneira.

É fundamental para a estabilidade mental do jogador que as pessoas que o rodeiam tenham a capacidade de o perceber e compreender. Porque nem todas os dias são bons, nem todos os treinos/jogos correm bem, e são nestes momentos menos bons que o dirigente deve ter a sensibilidade suficiente para compreender que o jogador não é uma maquina que faz sempre tudo bem, e são também nestes momentos que o jogador precisa do apoio e dos conselhos do dirigente. Só que, infelizmente, pela falta de formação e pela falta de ligação ao meio, o dirigente não tem sensibilidade suficiente para perceber o praticante.

futebol, ao grupo, tenha sensibilidade e que perceba que o atleta x precisa ser tratado de uma determinada forma‖.

Com esta falta de sensibilidade do dirigente, o jogador sente-se mal tratado, incompreendido e mal auxiliado. Desta forma, o praticante vai sentir que não tem o acompanhamento certo e que dificilmente conseguirá ultrapassar os momentos menos bons.

Como forma de resolver esta situação deve-se introduzir, no futebol, dirigentes que tenham sido jogadores ou dirigentes que dominem completamente o meio.

Tal facto é evidente nas palavras de E2: ―Meter no dirigismo do futebol pessoas que estejam ligadas directamente ao futebol, pessoas que foram jogadores ou que tiveram uma ligação muito grande aos jogadores‖.

Assim, os jogadores serão tratados por pessoas que passaram por aquilo que eles estão ou vão passar.

Para que o alto rendimento seja alcançada, é essencial que durante os oito a dez anos anteriores (Coelho, 1985; Grosser e tal., 1988; Vicente, 1995; Nespreira, 1998; Raposo, 2000), os dirigentes tenham a tranquilidade e a perícia necessária para levar o praticante a alcançar grandes registos, entenda- se, sucesso desportivo.

Em muitas equipas, o dirigente tem o poder para decidir se o jogador fica ou sai da equipa. Este tipo de poder nas mãos de pessoas mal formadas ou sem conhecimento da realidade do futebol pode causar um grande prejuízo na carreira do praticante. Porque as lacunas que o dirigente tem, fazem dele uma pessoa com grande probabilidade de errar nas suas decisões, ou seja, pode fazer com que o treinador fique com um jogador sem qualidade ou pode fazer com que o treinador dispense um jogador com qualidade. E assim, pode-se perder um jogador com valor.

O E1 diz que: ―Eles próprios, tanto ou mais que o treinador, tiveram uma influência grande na minha trajectória. Porque eram eles que decidiam, são eles em sintonia com o treinador que decidem se querem este ou aquele jogador, isto influencia negativamente a trajectória de um jogador‖.

numa equipa, mas se o dirigente não quiser o jogador não fica.

Segundo o E7: ―Eu estava no clube certo, no momento certo e ia assinar mais três anos quando tudo se desmoronou. Isso como é óbvio, foram os dirigentes que o fizeram‖.

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