6,__DESCRIPTION ET EVALUATION DES IMPACTS
6.3 LE MILIEU BIOPHYSIQUE
6.5.2 IMPACTS SPECIFIQUES: CADRE BATI ET UTILISATION DU SOL
Como o trabalho se propõe a analisar os desafios de uma produção segmentada, o item vai analisar, em separado, as visões dos entrevistados incluídos na classe A (renda acima de 20 salários mínimos) e B1 (renda acima de 10 salários). Embora apresente uma parcela menor de entrevistados – 07 da classe A e 09 da classe B1, totalizando 28% dos entrevistados, se faz necessário o conhecimento das opiniões deste público que a emissora pretende atingir, em sua totalidade.
O universo de entrevistados nas classes em questão engloba um total de 16 pessoas, sendo oito homens e oito mulheres. Deste total, seis tem entre 20 e 29 anos27; quatro tem entre 50 e 64 anos; três tem mais de 65 anos; dois tem entre 40 e 49 anos; e um está na faixa dos 30 aos 39 anos. As profissões do público em questão são
27 A grande incidência de jovens inseridos na classe alta, justifica-se porque o questionário pergunta sobre a renda familiar mensal, ou seja, refere-se ao grupo da residência e não ao indivíduo em questão.
advogado, auditor fiscal, economista, empresário, engenheiro, estilista, jornalista, produtor rural, psicóloga, publicitária, secretária e universitário.
Nas questões abertas, as percepções sobre a prestação de serviços apresentam-se, na maioria das vezes, aliadas a uma característica da comunicação em rádio.
Instantaneidade
“Cobertura jornalística de maneira rápida e com credibilidade. Entendo que o rádio precisa ser o primeiro a dar a notícia, independente do que esteja no ar. Acho válidas as inserções durante a programação, mesmo fora dos radiojornais”. Entrevistado 45, 21 anos, universitário.
Imparcialidade
“Em caráter principalmente informativo, imparcial e não tendencioso. A medida que uma mídia se porta imparcialmente, acaba conquistando a credibilidade e consegue o maior propósito, que é informar o ouvinte de forma clara”. Entrevistada 50, 56 anos, empresária.
Proximidade
“Utilidade pública e informações básicas sobre a cidade. Informação nacional, você tem outros meios para buscar”. Entrevistado 56, 65 anos, economista.
Democratização
“Rádio todo mundo ouve, então as notícias tem que ser de interesse geral, sem diferenciação de padrão social”. Entrevistado 54, 27 anos, empresário.
Notícia e Ambiente (em relação ao perfil específico da FM Itatiaia, cuidado com a informação para que não seja divergente do ambiente propiciado pela programação musical)
“Prestação de serviços de utilidade pública em geral deve ser feita nos intervalos musicais. A música ameniza as notícias, a realidade que quase sempre vem dura, ácida”. Entrevistada 49, 61 anos, psicóloga.
Em relação às sugestões da programação jornalística, assim como nos outros extratos sociais, o público em questão defende expansão e prestação de serviços. No entanto, a partir de outras ideias, lança a necessidade de a emissora criar laços com a cidade, a partir da valorização de suas instituições e pessoas. O público também se mostra exigente com a qualidade técnica e faz uma análise geral sobre a programação jornalística.
Expansão e prestação de serviços
“Mais inserções durante a programação. Acho que as entradas do Repórter Itatiaia poderiam ser de meia em meia hora. Sugiro também maior cobertura do trânsito em Juiz de Fora”. Entrevistado 45, 21 anos, universitário.
“Pela força que a rádio tem, deveria dar mais prioridade às questões de denúncia e cobrar mais dos órgãos públicos. Na minha opinião, não está tão próxima da população. Os noticiários deveriam abranger mais essa situação, em um tempo maior de emissão”. Entrevistado 54, 27 anos, empresário.
Valorização da cidade e seus empreendedores
“Rádio e jornais não valorizam devidamente as instituições de Juiz de Fora. Sugiro matérias com perfis de entidades e visibilidade para muitas ações de estudo e pesquisa, da UFJF por exemplo, que tem projeção nacional”. Entrevistado 46, 82 anos, aposentado e produtor rural.
“Entrevistas curtas com personalidades da cidade que, de alguma forma, tenham ajudado e se sobressaído em áreas da atualidade. Criar matéria informativa que venha esclarecer o ouvinte sobre o dia a dia da cidade. Uma emissora que quer se voltar para as classes A e B deveria criar quadros que chamem a atenção desse público, como Gastronomia, por exemplo. Sem querer desmerecer o esporte local, há outros temas, de muito interesse deste público, que também é deficiente na programação. Entre eles, as atividades do Jeep Club”. Entrevistada 50, 56 anos, empresária.
“Talvez a inserção de um programa com entrevistas com pessoas de destaque na qual o ouvinte tenha oportunidade de conhecer o que pensam e fazem. Também um pouco
mais de entrevistas e opinião nas edições do Repórter Itatiaia e reportagens nos locais dos eventos que são noticiados”. Entrevistado 55, 47 anos, engenheiro.
Atenção à qualidade técnica – Público mais exigente
“Não há sugestões para o jornalismo. Na programação como um todo, menos fala do locutor, pra não ficar com cara de AM. Atenção à qualidade técnica, que tem apresentado interrupções na programação em horários variados”. Entrevistado 52, 57 anos, empresário.
Opinião sobre a programação
“Estou satisfeito com a programação jornalística. O Jornal da Itatiaia dá uma noção geral. Acho ideal intercalar com música, não fica cansativo”. Entrevistado 56, 65 anos, economista.
Em relação às questões fechadas, o público das classes A e B1 apresentaram duas opções como forma que mais ouvem rádio – oito casos pelo aparelho tradicional e oito pelo som do carro. Mais uma vez, chama a atenção a ausência da internet e smartphones que, para o público em sua totalidade, apresentado na análise anterior, também possuem baixos percentuais. O ambiente que as classes mais altas mais ouvem rádio são: Carro (08), Casa (05) e Trabalho (03). Seguindo a lógica da audiência no automóvel, o principal motivo apresentado foi a mobilidade, com 12 casos. Há ainda a cumplicidade e objetividade, com dois casos cada.
Analisando o radiojornalismo da FM Itatiaia de Juiz de Fora, a maioria das pessoas (10) pensam em Música e Notícia. Os demais se dividem igualmente entre somente Música e somente Notícia, com quatro casos cada. Em relação ao número de inserções, a maioria (09) também considera que o número de inserções é suficiente. Três pessoas consideram que são poucas inserções e quatro não sabem opinar sobre o assunto.
A grande maioria dos entrevistados considera que as notícias locais são de maior importância, com 11 manifestações. Três pessoas buscam mais notícias nacionais e duas pessoas consideram as regionais de mais relevância. Sete pessoas consideram a prestação de serviços como Forte; quatro não sabem opinar sobre o assunto; três pessoas consideram Regular e uma pessoa diz que o serviço no jornalismo da emissora é Fraco.
Os assuntos de mais interesse deste público analisado de forma segmentada são Política, Economia e Trânsito; e os de menos interesse são Concursos e Empregos, Denúncia de Ouvinte e Comportamento. Ao contrário da análise anterior, cujos resultados mostram uma uniformidade entre público geral e segmentado, a preferência por assuntos mostram algumas modificações, como pode ser observado na tabela a seguir:
Tabela 13 - Assuntos de preferência público geral x público segmentado
Público Geral Público Segmentado
Mais interesse Política;
Trânsito; Economia;
Política; Economia; Trânsito;
Interesse médio Saúde;
Concursos/ Empregos; Comportamento;
Esporte; Polícia; Saúde;
Menos interesse Polícia;
Denúncia de ouvintes; Esportes;
Comportamento; Denúncia de ouvintes; Concursos/Empregos; Fonte: Dados da pesquisa, 2016
A diferenciação de análise entre os dois públicos (geral e segmentado) se faz necessária para diagnosticar o que se possui em termos de audiência e montar estratégias para ampliar o público que se deseja atingir.