CHAPITRE IV. ICONICITE DANS L’ECRITURE CHINOISE
4.2 Composition des sinogrammes
4.2.1 Pictogrammes : Xiàng xíng
4.2.1.2 Iconicité pictographique dans les écritures modernes
As desordens que encontramos no indivíduo com DM podem ser consequência de atrasos de maturação, fixações ou regressões evolutivas, lesionais ou funcionais que vão levar à desorganização da motricidade a vários níveis, alternando a relação e a evolução de várias estruturas comportamentais. Ou por deficiência da actividade, ou por desordem do comportamento, a conduta motora encontra-se alterada, originando reacções de imaturidade, de instabilidade e até mesmo de debilidade, que são responsáveis pelo desajustamento motor ao nível das vivências corporais (Fonseca, 1988).
Para Conceição (1984), o desenvolvimento motor da criança com Deficiência Mental obedece à mesma sequência evolutiva das fases de desenvolvimento da criança dita normal, porém de forma mais lenta.
Na opinião de Fonseca (1988), os diversos graus de DM correspondem, no campo motor, a graduações que vão desde a debilidade motora leve, que se traduz em torpor do comportamento geral, até aos transtornos importantes ocasionados por lesões do sistema nervoso. Estas alterações profundas não podem ser recuperadas totalmente por nenhum tratamento, seja médico ou correctivo. Todavia, podem ser atenuadas com uma reeducação apropriada
que eduque os movimentos úteis ou desenvolva compensações que ajudem a equilibrar o défice motor.
Contudo, verificamos através da pesquisa bibliográfica que a produção científica neste domínio é escassa. Porém, podemos afirmar que tem vindo a aumentar o interesse em investigar o desempenho motor desta população especial nas últimas décadas. Deste modo, apresentamos de seguida alguns exemplos de trabalhos práticos realizados neste âmbito e suas principais conclusões.
Gomes (1992) realizou um estudo com o objectivo de verificar a influência do treino de folclore na melhoria do ritmo dos Deficientes Mentais. Sendo assim, recolheu uma amostra de 30 indivíduos portadores de Deficiência Mental Ligeira, praticantes e não praticantes de Dança Folclórica, que dividiu em dois grupos, o experimental (praticantes) e o de controlo (não praticantes). O teste seleccionado para estudar a capacidade de ritmo nesta população foi o Teste de Reprodução das Estruturas Rítmicas de Mira Stamback, de 1972, do qual fazem parte vinte e uma percussões rítmicas com um grau crescente de dificuldade. Este teste foi aplicado em ambos os grupos. Através dos resultados obtidos o autor concluiu que os indivíduos que praticam dança folclórica possuem uma noção rítmica superior aos que não praticam.
Pires (1992) propôs um programa de ensino para o desenvolvimento da coordenação geral no âmbito da Deficiência Mental Profunda. O programa proposto foi aplicado em quatro alunos deficientes mentais profundos com uma média de idades de 23 anos durante três meses, tendo sido efectuada uma avaliação inicial e uma final, para a validação do respectivo programa. Como metodologia, foi aplicado o teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky para avaliar o nível de coordenação geral e óculo-manual dos respectivos indivíduos. Após a comparação dos resultados da aplicação inicial e da aplicação final do teste, Pires conclui que a coordenação geral apresentou percentagens estatisticamente significativas, que a coordenação óculo – manual apresentou um aumento, apesar de não se ter mostrado estatisticamente significativo, e que houve uma evolução significativa da
avaliação inicial para a avaliação final no desenvolvimento da coordenação geral, revelando assim que o programa estava adequado às necessidades dos alunos.
Teles (2004) elaborou um estudo sobre a influência de um programa de actividades motoras orientadas na expressão da coordenação motora numa população com deficiência mental. Assim sendo, o seu estudo apresentou como objectivos: i) comparar os valores de coordenação motora antes e depois do programa de intervenção, em função do sexo, do grau de deficiência, da idade e da presença de síndrome de Down; ii) e em cada momento de observação, comparar os níveis de coordenação motora em função do sexo, do grau de deficiência, da idade e da presença de síndrome de Down. A sua amostra é constituída por 30 indivíduos com idades compreendidas entre os 17 e os 39 anos de idade, dos quais 13 com deficiência mental ligeira (7 do sexo masculino, 6 do sexo feminino), e 17 com deficiência mental grave (5 do sexo feminino, 6 do sexo masculino sem síndrome de Down, 6 do sexo masculino com síndrome de Down). Os instrumentos utilizados por Teles foram os seguintes: Minnesota Manual Dexterity, Bassin Antecipation Timing, Pursuit Rotor, Tapping Pedal, Mira Stambak, e Teste de Equilíbrio à Rectaguarda (KTK). Estes testes foram aplicados antes e após o programa de actividade física. Os elementos da amostra participaram num programa de actividade física que decorreu ao longo de 12 semanas, num total de 24 sessões de frequência bissemanal, com a duração de 60 minutos cada. As conclusões obtidas por Teles neste estudo relativamente à coordenação motora evidenciaram que em ambos os momentos de avaliação ocorreram diferenças estatisticamente significativas em todas as variáveis independentes, à excepção do sexo; quanto à avaliação entre os dois momentos, inicial e final, os testes de Sapateado e de Equilíbrio revelaram, para todas as variáveis independentes, diferenças estatísticas quanto à coordenação. Em suma, o programa de actividade física realizado pela amostra melhorou o desempenho ao nível da coordenação motora, sugerindo, deste modo, que a prática regular de actividade física por indivíduos com DM pode contribuir para a melhoria dos níveis da coordenação motora.
Lopes e Santos (s/d, cit. Correia, 2005) ao analisar o nível de desenvolvimento de indivíduos com DM ligeira, moderada e severa de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos, nas habilidades motoras básicas, concluíram que as crianças portadoras de DM, apresentam um nível de desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais atrasado para a idade cronológica e que quanto mais elevado é o grau de deficiência, maior é o atraso no desenvolvimento das habilidades.
Vários autores (Cratty, 1974; Rarick et al., 1976; Drew et al., 1990, todos cit. em Maia, 2002) observaram que os indivíduos com DM são significativamente inferiores a seus pares “normais” no que diz respeito aos desempenhos na actividade física, isto é, o primeiro grupo tende a obter resultados inferiores nas habilidades motoras, como o equilíbrio, a locomoção e a destreza manual. No que respeita a estes estudos, podemos referir que existe uma tendência para os indivíduos com DM, apresentarem valores inferiores para as componentes da aptidão física (equilíbrio, locomoção, coordenação e manipulação), quando comparados com indivíduos ditos “normais”.
De acordo com Winnick (1995), as crianças com DM começam a andar e a falar mais tarde, apresentam uma estatura mais pequena e, usualmente, são mais susceptíveis a problemas físicos e a doenças do que as crianças ditas “normais”. Apesar de, em estudos comparativos, as crianças com DM apresentarem desempenhos inferiores às ditas “normais” nas seguintes capacidades: força endurance, agilidade, corrida de velocidade e tempo de reacção, o autor refere que, no entanto, alguns jovens com DM moderada podem apresentar desempenhos semelhantes aos seus pares ditos “normais”. Relativamente a testes de fitness e performance motora, o autor refere que os jovens com deficiência severa tendem a apresentar desempenhos inferiores aos seus pares ditos “normais” numa média inferior a quatro anos. Sugere ainda que a performance do sexo masculino geralmente é superior ao do sexo feminino, nesta população especial, à excepção da flexibilidade e do equilíbrio.
Winnick (1995) acrescenta que as crianças com Síndrome de Down (SD) apresentam uma melhor performance a nível da flexibilidade relativamente aos seus pares com DM.
Frith e Frith (1974, cit. Teles, 2004) realizaram um estudo em que compararam os valores de duas capacidades motoras básicas, através dos testes de Pursuit Rotor e do Finger Tapping, em crianças com SD, em crianças ditas “normais” e em crianças com autismo severo. Desta investigação concluíram que o grupo com SD não apresentou melhorias quando comparado com os outros dois grupos. Concluíram ainda que as crianças com SD são muito mais lentas na realização das tarefas relativamente aos grupos de comparação.
Segundo Eichstaedt et al. (1991, cit. Sherril, 1998), uma amostra de estudantes com deficiência mental ligeira e moderada com SD revelou, no seu estudo, que os indivíduos com SD demonstram um desempenho inferior em todos os testes de aptidão física, excepto no teste de flexibilidade “sit and reach”. Uma das habilidades menos desenvolvidas em indivíduos com SD é o equilíbrio, que apresenta um desempenho de um a três anos abaixo das outras pessoas consideradas “normais” (Sherril, 1998).
Outros trabalhos encontrados dentro da mesma temática, relacionam-se com a psicomotricidade. Esta, apresenta-se como um meio inesgotável de afinamento perceptivo motor (Fonseca, 1988), ou seja, de desenvolvimento motor. Um trabalho psicomotor influenciará o nível de coordenação motora do indivíduo, pois favorece o desenvolvimento das estruturas nervosas e sensório- quinestésicas, que se tornam indespensáveis para satisfazer com êxito os problemas postos pelas aprendizagens (Ferreira, 2000).
Deste modo, Ferreira (2000) estudou a influência da psicomotricidade no desenvolvimento motor e psicológico do deficiente mental. Neste âmbito, o trabalho baseou-se na aplicação da Bateria Psicomotora de Fonseca, a uma amostra de quinze crianças, divididas em dois grupos (experimental e de controlo), com idades compreendidas entre os dez e os catorze anos. Realizou-
se um pré e um pós-teste, entre um programa constituído por vinte e cinco sessões de psicomotricidade, as quais focaram algumas componentes, nomeadamente, a tonicidade, equilíbrio, lateralidade e noção do corpo. Os resultados obtidos demonstram que, de uma forma geral, surgiram melhorias do primeiro momento para o segundo momento nos dois grupos apesar das diferenças não terem sido estatisticamente significativas.
Rozario (2004) elaborou um trabalho no âmbito da psicomotricidade em jovens Normais (N) e com Dificuldades de Aprendizagem não Verbal (DANV), pretendendo alcançar o seguinte objectivo: analisar os efeitos de dois programas de psicomotricidade (um através da Educação Física Base e outro através dos Movimentos e Actividades de Dança), verificando como influenciam nas 1ª, 2ª e 3ª unidades de Luria e no perfil psicomotor em jovens N e com DANV. A amostra abrangia 56 jovens entre os 10 e os 11 anos de idade, divididos em dois grupos: o Grupo I de Movimentos e Actividades de Dança com 28 alunos (23 alunos N e 5 alunos DANV) e o Grupo II de Educação Física de Base também com 28 alunos (20 alunos N e 8 alunos DANV). Inicialmente foi feito um teste diagnóstico (Bateria Psicomotora – Vitor da Fonseca, 1975) a todos os jovens da amostra e, de seguida, aplicaram-se os dois programas. No final, realizou-se um teste final (a mesma bateria) de modo a recolher os resultados obtidos. Na primeira avaliação verificou-se que os alunos N apresentam um perfil psicomotor (PPM) idêntico entre o Grupo I e II, e os alunos DANV também, embora os últimos com valores inferiores aos primeiros, podendo-se afirmar que os grupos são semelhantes. No pós teste constatou-se que ambos os grupos tiveram progressos significativos, mas não se diferenciaram entre si. Em conclusão, este estudo permitiu revelar que não houve um programa melhor do que o outro, isto é, tantos os Movimentos e Actividades de Dança quanto a Educação Física de Base influenciaram positivamente os alunos N e DANV.
Noutros trabalhos de investigação como os de Beuter (1983), Salbenblant (1987), e Bruininks (1989), todos citados por Silva (2000), foram observadas
prestações inferiores em crianças com dificuldades de aprendizagem em comparação com crianças “normais” na velocidade e na coordenação dos membros superiores. As diferenças na proficiência motora foram também analisadas nas componentes da motricidade global, nomeadamente, na corrida de agilidade, no equilíbrio e na força.
Seabra Júnior (1994) apresentou um estudo sobre os efeitos de um programa de actividade física aplicado aos utentes de um hospital psiquiátrico com variadas perturbações mentais. O programa estava adaptado às características e limitações de cada indivíduo e incluía actividades como a ginástica e a natação, tendo-se verificado melhorias na orientação espacial na coordenação, na atenção e na motivação bem como mudanças nos aspectos sociais.
Aos indivíduos com DM que de uma forma geral têm menos oportunidades de vivenciar experiências, será importante proporcionar actividades que lhes permitam estar e manter contacto com várias situações. Estes indivíduos aprendem a uma velocidade inferior, quer devido às suas características, quer por não lhes serem facultadas oportunidades de vivenciar experiências diversas e variadas (Maia, 2002).
Alves (2000) refere que a prática de actividade física regular apresenta-se como um instrumento de grande importância na reabilitação e integração do indivíduo com deficiência, pois contribui para a aceitação das suas limitações, valoriza e divulga as suas capacidades físicas, reforça a sua auto-estima, dando-lhe alegria de viver e qualidade de vida, tal como a vontade para a acção. O mesmo autor defende ainda que um programa de actividade física regular aplicado nestes indivíduos combate eficazmente atitudes pessimistas criando disponibilidade para se aproximarem dos outros, para comunicarem e conviverem. Permite ainda a mediatização das suas possibilidades, incidindo sobre as suas capacidades em desfavor das limitações.
Perante o exposto podemos afirmar que prática de exercício físico regular deverá ser realçada, pois esta assume um papel de primordial importância no incremento da qualidade de vida quando trabalhamos com populações com DM. Quanto mais dinâmicas e adequadas forem as experiências dos indivíduos com DM, partindo da possibilidade de sentirem e agirem com o meio, maiores serão as possibilidades de enriquecimento motor, psicológico e social desta população.