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LES GRAPHES COMBINÉS A contrario, la librairie graphique Java3D [Nadeau et al., 1997; Sun Microsystems, Inc, 2004b]

Les graphes combinés

CHAPITRE 7. LES GRAPHES COMBINÉS A contrario, la librairie graphique Java3D [Nadeau et al., 1997; Sun Microsystems, Inc, 2004b]

O efeito de estufa trata-se de um efeito que ocorre na atmosfera devido à presença de determinados gases (GEE) que absorvem a radiação infravermelha. A energia produzida pela luz solar e os raios ultra-violetas, que ao penetrarem a atmosfera aquecem a superfície terrestre, é reirradiada com radiação infravermelha que é absorvida pelos GEE, devido ao comprimento da sua onda (ODS, 2005) (figura 2.3).

Figura 2.3 - Efeito de Estufa (NASA, 2010)

O vapor de água (H2O) é o principal GEE sendo responsável por cerca de 2/3 do efeito de estufa natural. O dióxido de carbono (CO2) é o principal gás responsável pelo efeito de estufa ampliado, ou seja, de origem antropogénica com uma contribuição global de 60%. Em relação aos países industrializados o CO2 representa cerca de 80% das emissões de GEE. O segundo maior contribuinte do efeito de estufa ampliado é o metano (CH4) com uma contribuição de 20% sendo que desde a Revolução Industrial a sua concentração atmosférica duplicou. Relativamente ao óxido nitroso (N2O), em países industrializados é responsável por cerca de 6% das emissões de GEE. A sua concentração atmosférica aumentou cerca de 16% desde a Revolução Industrial, contribuindo entre 4 a 6% para o efeito de estufa ampliado. Por último os gases fluoretados dos quais incluem-se os hidrofluorcarbonetos (HFCs) (utilizados nos sistemas de arrefecimento e refrigeração); hexafluoreto de enxofre (SF6) (utilizado na indústria electrónica); e o perfluorocarbono (PFCs) (emitido durante o fabrico de alumínio e utilizado na indústria electrónica). E ainda existe os clorofluorocarbonos (CFCs), que além de serem gases fluoretados de efeito de estufa, também são responsáveis pelo empobrecimento da camada do ozono, sendo que a sua utilização está a ser gradualmente eliminada ao abrigo do Protocolo de Montreal de 1987, sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozono (CE, 2007). Relativamente ao CO2, CH4, N2O, HFCs, SF6 e PFCs, as suas emissões são determinadas pelo Protocolo de Quioto (UNFCC, 1998).

2.1.2.1 PROTOCOLO DE QUIOTO

Designa-se por Protocolo de Quioto o acordo internacional ligado à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (CQNUAC) adoptado em Quioto (Japão), a 11 de Dezembro de 1997 (UNFCC, 2009). O Protocolo propõe uma redução de pelo menos 5,2% das emissões de GEE até 2012 tendo como base os níveis de 1990, e para a sua entrada em vigor foi necessário o cumprimento de duas condições. O Protocolo teria de ser ratificado por 55 países e os mesmos teriam de ser responsáveis por, pelos menos, 55% das emissões de CO2 em 1990. Foi com a ratificação da Rússia em Novembro de 2004 que o Protocolo de Quioto entrou em vigor a 16 de Fevereiro de 2005 (UITP, 2009). Actualmente o Protocolo possui a ratificação de 186 países e da Comissão Europeia, representando cerca de 63,7% das emissões de 1990 (UNFCCC, 2009a).

A UE-15, no âmbito do Protocolo de Quioto, assumiu o compromisso comum de reduzir as suas emissões de GEE para 8% entre 2008 e 2012, relativamente aos níveis do ano base. Mas a UE- 27 não possui uma meta de Quioto comum para a redução das emissões. As figuras 2.4 e 2.5 mostram registos das emissões na UE nos anos 1990 e 2007, respectivamente. A Alemanha e o Reino Unido são os maiores emissores, representando cerca de um terço do total das emissões da UE-27. Estes dois EM alcançaram um total de reduções de 393 milhões de toneladas de CO2 equivalente, em comparação com 1990. Os principais motivos para a tendência favorável verificada na Alemanha foram o aumento da eficiência em energia e instalações de aquecimento e a reestruturação económica nos cinco novos Länder após a reunificação alemã. No Reino Unido, a liberalização dos mercados da energia e a subsequente passagem do petróleo e do carvão para o gás na produção de electricidade e medidas de diminuição de emissões de N2O, foram as principais causas do decréscimo das emissões de GEE. A Itália e a França são os terceiro e quarto maiores emissores de GEE, ambos com uma quota de 11%. As emissões da Itália são cerca de 7% acima dos níveis de 1990 em 2007 sendo que, desde 1990, as emissões aumentaram em particular devido aos transportes rodoviários, à produção de electricidade e calor e à refinação de gasolina. Em comparação com os níveis de 1990, a França alcançou uma redução de 6% em 2007. Em França, grandes reduções foram alcançadas nas emissões de N2O, contudo as emissões de CO2 resultantes dos transportes rodoviários aumentaram consideravelmente entre 1990 e 2007. A Espanha e a Polónia são os quinto e sexto maiores emissores da UE-27, sendo responsáveis por 9% e 8%, respectivamente, do total de emissões de GEE da UE-27. A Espanha aumentou as emissões em 54% entre 1990 e 2007, em grande parte devido ao aumento das emissões provenientes dos transportes rodoviários, electricidade e calor, e as indústrias de manufactura. A Polónia registou uma diminuição de emissões de GEE em 13% entre 1990 e 2007 (- 29% desde o ano base de 1988). Os principais factores para a redução das emissões na Polónia foram o declínio da indústria pesada e a reestruturação global da economia no final de 1980 e início de 1990, com a excepção dos transportes onde as emissões aumentaram (EEA, 2009).

Figura 2.4 - Total de emissões de GEE da UE-27 no ano de 1990, em milhões de toneladas (excepto o sector LULUCF) (EEA, 2009a)

Figura 2.5 - Total de emissões de GEE da UE-27 no ano de 2007, em milhões de toneladas (excepto o sector LULUCF) (EEA, 2009a)

Em Dezembro de 2009 decorreu em Copenhaga, entre os dias 7 e 19 a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, que resultou no “Acordo de Copenhaga”, negociado pelos dirigentes de cerca de 28 países desenvolvidos e em desenvolvimento e pela Comissão Europeia, os quais representam mais de 80% das emissões de GEE (CE, 2010). O objectivo principal da conferência era de estabelecer um compromisso internacional e juridicamente vinculativo como sucessor do Protocolo de Quioto, cuja fase actual termina em 2012, porém tal não sucedeu (CA, 2010).

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