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LES ETAPES DE LA FORMATION DU BIOFILM DE P. AERUGINOSA

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IL2.2 Facteurs de virulence sécrétés

III.3 LES ETAPES DE LA FORMATION DU BIOFILM DE P. AERUGINOSA

economia, constituíram-se várias sociedades e associações33. Dois desses

casos são a Associação Industrial Portuguesa34 e a Sociedade Promotora

da Indústria Nacional, que preconizavam a divulgação de novos processos de fabrico, a criação de bibliotecas, o incentivo à leitura e a organização de certames expositivos como forma de promover a indústria nacional35.

Os esforços que se vinham realizando desde a década de '30 para que se tivesse um conhecimento mais exato dos recursos naturais e das ca- pacidades produtivas existentes no país, determinaram a necessidade de se fazer um levantamento dos recursos geológicos existentes, dos quais até aí não se tinha um conhecimento exato. Tal como se vinha perspeti- vando no estrangeiro, o conhecimento da constituição mineral do subsolo passou a ser entendido como fundamental para as políticas desenvolvi- mentistas da época.

Com a França, a Inglaterra e os Estados Unidos a tomarem a dian- teira e a verem publicadas as suas cartas geológicas entre as décadas de '30 e '40, Portugal teve a primeira tentativa de realizar os levantamentos geológicos do território em 1848, com a criação da Comissão Geológica e Mineralógica.

A criação desta comissão deveu-se à iniciativa do engenheiro francês Charles Jean Baptiste Bonnet (1816-1867), que já tinha percorrido o nosso país e apresentado à Academia das Ciências de Lisboa uma memória sobre as suas viagens pelo Algarve36.

Entre as atribuições desta comissão, que, no geral, não foram cum- pridas, contava-se o levantamento geológico do reino com o objetivo de realizar uma carta geológica do mesmo, na qual se devia indicar os mi- nerais existentes que pudessem ser úteis à economia do país, bem como as matérias combustíveis, minas metálicas e nascentes minerais exis- tentes nas diferentes regiões. Contudo, Charles Bonnet pouco mais apre- sentou que uma carta geográfica do Alentejo e Algarve. Assim, o facto de a atuação da Comissão Geológica e Mineralógica ter ficado aquém do que se esperava determinou que a mesma fosse extinta em 1857.

33 Matos, Ana Cardoso de. “Sociedade e associações industriais oitocentistas: projectos e

acções de divulgação técnica e incentivos à actividade empresarial”. Análise Social XXXI, n.os 136-137 (1996): 397-412; Alves, Jorge Fernandes. “O emergir das associações indus-

triais no Porto (meados do século XIX)”. Análise Social XXXI, n.os 136-137 (1996): 527-544. 34 Sousa, Fernando de, e Jorge Fernandes Alves. Associação Industrial Portuguesa. Para Uma História do Associativismo Empresarial. Lisboa: Associação Industrial Portuguesa, 1999,

1-89.

35 Matos, Ana Cardoso de. “Os agentes e os meios de divulgação científica e tecnológica em

Portugal no século XIX”. Scripta Nova – Revista Electrónica de Geografia y Ciencias Sociales, 69 (29) (1 ago. 2000): 4-5.

36 Carneiro, Ana, Teresa Salomé Mota, e Vanda Leitão. O Chão que Pisamos. A Geologia ao serviço do Estado (1848-1974). CIUHCT 3. Lisboa: Colibri, 2013, 23-30.

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PARTE I - A EVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Sobre a situação pouco favorável em que se encontravam as minas portuguesas dão-nos testemunho alguns relatos da altura, como é o caso do barão de Forrester (1809 -1861)37, que, ao referir-se aos mármores

portugueses no contexto da grande exposição de 1851 em Londres, refere:

Os mármores portugueses são excessivamente duros e consequente- mente caros a trabalhar, não obstante a sua beleza e características várias, a despesa de transporte é tão grande, que acaba por impedir que possam no presente entrarem em competição com os mármores de outros países. Finas variedades já trabalhadas (o delicioso trabalho do senhor Déjante de Lisboa) foram mostradas na grande Exposição de 1851, e uma coleção de espécimes está em posse do senhor W.H. Ivens (St. Peter’s Chambers, Cornhill,) cujo parente senhor W.S. Burnet de Lisboa, tem trabalhado de forma mais empreendedora em algumas extensas pedreiras de mármore nos subúrbios de Mafra e enviou muitos blocos finos a este país. A soma total das exportações de mármore de Portugal não excede £250 por ano38.

Menciona ainda que Portugal, apesar de ser um país contemplado com todo o tipo de recursos minerais, ainda tinha a exploração dos mesmos num estado muito rudimentar. A propósito das exportações de Portugal para o Reino Unido, refere que no ano de 1848, a rubrica de pedras ta- lhadas e de mármores ascendia a 1.047$800 réis, ou seja, 216.19 libras39.

Também no contexto da Exposição Universal de 1851, L. G. (Luís Gonzaga?) Gama Lobo apresentou um texto em que expôs algumas das razões porque considerava que os mármores portugueses estavam pouco explorados e eram pouco requisitados pelo estrangeiro, explicitando que:

A duas causas principalmente se deve atribuir este desconceito, ou antes falta de pedido, dificuldades de transporte e imperfeição de trabalhos. É evidente que a exportação deste produto pode fazer-se em matéria bruta, ou em obra acabada, do primeiro modo a explo- ração tomaria maiores dimensões e o seu comércio tornar-se-ia mais avultado, mas o custo de transporte, além da falta de boas vias de comunicação e de aparelhos para a condução e grandes pesos, seria excessivo.

É sabido que uma arroba de aqui para Lisboa paga de frete duzentos réis pelo menos: um corte de mármore por consequência, que tivesse de peso uma tonelada, pagaria só pelo transporte, naquele porto o mais idóneo, se não o mais próximo, dez mil e oitocentos réis: isto é, o duplo ou triplo que aqui poderá custar em simples desbaste, e já da mão do canteiro, que a explorou por sua conta: e quereis

37 Joseph James Forrester, grande negociante inglês de vinhos radicado no Porto, que

D. Fernando II tornou barão, publica a obra resultante da sua viagem à exposição de 1851. Nesta obra, faz a análise sobre as trocas comerciais entre Portugal e a Inglaterra, defendendo, entre outros aspetos, a abolição da Companhia de Vinhos do Porto e as me- lhorias das redes viárias do país.

38 Forrester, James Joseph. Prize Essay on Portugal. London: John Weale, 1854, 8. 39 Forrester. Prize essay on Portugal, 160.

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