enseignements issus de 25 années de journées du longitudinal
2. Un essoufflement des travaux sur les typologies de parcours
Entender como a inovação pode ser fomentada dentro da organização é de vital importância para a sua sobrevivência, visto que, para ser competitiva, deve ser capaz de responder precisa e prontamente às novas exigências do mercado, estando sempre atenta ao que os concorrentes estão fazendo e às novas tecnologias disponíveis e/ou emergentes.
A precisão na resposta é dada pela correta seleção de projetos de novos produtos que permitirão o crescimento da organização. De acordo com Patterson (1999), a taxa de crescimento do faturamento da organização é extremamente dependente de como os seus administradores identificam, lançam e gerenciam as atividades ligadas a novos produtos, de tal forma que consigam traduzir as estratégias em projetos de inovação de produtos.
2.2.2.1 Capacidade de inovar
A capacidade de inovar de uma organização consiste em como esta consegue acompanhar e responder às inovações que ocorrem no setor de atuação da empresa. O valor da inovação está em como as empresas mais avançadas atingem alto desempenho e lucratividade.
Segundo o manual de Oslo (2004), inovação tecnológica de produto é a implantação/ comercialização de um produto com características de desempenho ampliado, de modo a fornecer objetivamente ao consumidor serviços novos ou aprimorados.
Uma inovação de processo tecnológico é a implantação/adoção de métodos de produção ou comercialização novos ou significativamente aprimorados. Ela pode envolver mudanças de equipamento, recursos humanos, métodos de trabalho ou uma combinação desses, ou ainda a introdução de novidade e o aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, processos ou serviços (Lei de Inovação – Lei no 10.973/2004). O processo da inovação de produto inclui um conjunto das atividades que contribuem com o aumento da capacidade de produzir bens novos e serviços ou objetiva implementar novos modos de produção na inovação de processo. Em decorrência disso, o conceito da inovação tecnológica é associado à idéia de um fluxo, ou seja, geração, aplicação e disseminação das tecnologias (NIETO, 2004).
As empresas inovadoras buscam absorver e desenvolver soluções e inovações tecnológicas voltadas à melhoria da competitividade de seus produtos e processos diante do mercado, bem como ampliar suas condições de inserção no mercado internacional.
As empresas inovam ou para defender suas posições competitivas ou em busca de vantagens competitivas, através do incremento de novas idéias ao projeto do produto ou do desenvolvimento de novos projetos de produtos.
O desenvolvimento de novos produtos visa destacar as competências estratégicas e transmitir a visão de longo prazo explorando a capacidade de identificar e até antecipar tendências de mercado ou através do processamento e da assimilação de informações tecnológicas e econômicas nas competências organizacionais.
A empresa pode ser classificada quanto o seu comportamento reativo ou preventivo diante da inovação no mercado. A abordagem reativa é adotada por aquelas empresas que inovam a fim de evitar perder participação de mercado para um concorrente inovador. Já a abordagem preventiva é característica das empresas que buscam uma posição estratégica no mercado em relação a seus competidores.
As empresas líderes em tecnologia, segundo Cohan (1999), rapidamente criam um conjunto de novos produtos lucrativos, que representa uma quantidade substancial dos atuais rendimentos no decorrer de cada ano.
Ainda conforme Cohan (1999), em muitos setores voltados à tecnologia, empresas que criam e controlam um padrão industrial desfrutam de posições no mercado que resultam
em uma lucratividade muito alta. O poder de negociação horizontal mudou de fornecedor de tecnologia para clientes de tecnologia.
Outro elemento estratégico num processo de melhoria são os fatores ambientais, que necessitam ser rigorosamente observados, com o intuito de minimizar os riscos de intervenções da opinião pública ou de órgãos fiscalizadores e regulatórios.
Uma das formas de minimizar esses riscos é o desenvolvimento do projeto para a produção, o uso e o descarte do produto final ou mesmo da embalagem deste, observando as restrições legais e os principais stakeholders no assunto. Além dos aspectos legais, deverão ser implementadas ações que minimizem eventuais riscos.
Um dos aspectos que têm fortes inter-relações com a ética nos negócios é a sustentabilidade. O termo produção sustentável, em geral, é associado a práticas produtivas adotadas que não prejudiquem ou comprometam a capacidade de futuras de gerações de atender as suas necessidades. Na prática, isso representa o simultâneo atendimento aos objetivos econômicos, sociais e ambientais. No projeto, é a melhor fase para se planejar a redução do impacto ambiental e as mudanças necessárias para a eficiente gestão dos problemas ambientais.
Para um projeto “verde”, ou ecologicamente correto, no processo de projeto para sustentabilidade, os projetistas devem olhar, desde a origem, as formas de produção e a toxicidade dos materiais, o conteúdo de energia e outros recursos necessários para produzir, utilizar e reparar o produto, incluindo a embalagem, e como este pode ser reutilizado, recuperado e reciclado após o fim de sua primeira vida econômica. Projetos “verdes” bem- feitos criam produtos que consomem menos energia e recursos naturais.
Os gestores da produção têm sido desafiados para o desenvolvimento de produtos mais adequados ambientalmente, ou seja, mais reutilizáveis, recuperáveis e recicláveis, passando, assim, a contribuir para a ênfase nos benefícios e diferenciais do produto em detrimento da utilidade básica na promoção desses produtos no mercado. Têm contribuído também para essa tendência as alterações legais de muitos países, visando coibir ou minimizar os impactos ambientais causados pelos sistemas produtivos industriais, o que leva cada vez mais à preocupação com projetos “verdes” ao topo da agenda dos executivos.
2.2.2.2 Controle de mudanças em produtos
Segundo Vargas (2005), é importante que todas as informações do projeto sejam documentadas. Essa documentação apresenta três objetivos básicos: registrar decisões e
aprovações, facilitar a revisão da estrutura do projeto e servir de base para futuros projetos da empresa.
Os registros não são apenas um documento formalizador e registrador de fatos, mas sim fontes de consulta sobre o projeto. Mesmo conclusões e registros de fatos errôneos devem ser mantidos, com o intuito de minimizar o risco de voltarem a acontecer em futuros projetos (VARGAS, 2005).
O controle de mudanças em produtos consiste no desenvolvimento de uma base de dados e instrumentos de apoio aos registros do produto, que visa gerenciar o histórico do desenvolvimento do projeto, o de alterações, o de ajustes e o de manutenções.
O desenvolvimento de um sistema de registro das informações do projeto objetiva desenvolver as competências de liderança e o controle, promovendo a avaliação e o controle do emprego dos recursos no projeto, além de facilitar o processo de controle e o de entrega do produto final (CLELAND; IRELAND, 2002).
Em linhas gerais, essa fase consiste, basicamente, na execução e no controle do projeto, ocorrendo o controle: de mudanças no projeto, do escopo e do risco, das aquisições, da comunicação, da qualidade e dos recursos humanos.
A elaboração de uma agenda para o projeto é de fundamental importância ao acompanhamento do projeto, pois nela é registrado o cronograma de execução previsto e feito o confronto constante entre o previsto e o realizado. Além da função de controle, a agenda é utilizada para o registro histórico das atividades informais, que afetam o planejamento, a execução e o controle do projeto, que, além de fonte de informações, se faz necessário em ações ou discussões sobre um item do projeto.
A manutenção do registro de acompanhamento da elaboração e execução das decisões corretas possibilita que, na gestão dos recursos humanos, seja desenvolvido um sistema de controle, bem como a recompensa mais justa possível aos integrantes da equipe de projetos.
Na existência de resolução de disputas, há a necessidade de registrar e arquivar todo e qualquer documento que tenha sido usado ou elaborado durante o processo de conciliação além de manter e preservar as informações confidenciais como tais.
A evolução dos sistemas computadorizados e os softwares de gestão de projetos facilitam o registro e a difusão das informações, fornecendo poderosos recursos de suporte ao planejamento e controle de projetos. As funções de um software, para Cleland (2002), consistem na gerência de informações relativas ao tempo e à gerência dos custos e de recursos humanos.