parcours professionnels
1. Les effets d’une formation sur des parcours professionnels
Com base nos autores estudados, derivou-se a gestão da produção em 10 categorias de análise: Tempo de Ciclo; Fábrica; Equipamentos e Tecnologias; Qualidade; Investimentos; Desempenho Operacional; Gestão Ambiental; Gestão de Saúde e Segurança; Desenvolvimento de Novos Produtos; Organização e Cultura.
Tempo de Ciclo: é o espaço de tempo que uma unidade de um produto precisa para
ser produzida. Segundo Black (1998), o nivelamento de quantidades consiste no ajuste dos lotes da produção e a sincronização dos processos com vistas à confiabilidade dos prazos e tempos, permitindo maior flexibilidade na produção.
Qualidade: é compreendida como ausência de erros, isto é, não cometer erros na
conformação dos produtos (SLACK et al., 1993). Para Takashina e Flores (1999), os indicadores da qualidade e do desempenho tornam-se o alicerce para a gestão por fatos.
Fábrica: a organização e a acessibilidade do ambiente de trabalho é um requisito
fundamental na gestão da produção. À medida que a organização apresenta uma disposição correta de suas máquinas, ferramentas e pessoal, cria-se uma sinergia das partes, proporcionando um desempenho mais ágil e eficaz.
Equipamentos e Tecnologias: é uma cuidadosa combinação de controles
computacionais, comunicações, processos de manufatura e equipamentos relacionados, que permitem ao setor produtivo responder de forma rápida, econômica e integrada às mudanças significativas no seu ambiente operacional (GREENWOOD, 1988).
Investimentos: são entendidos como toda capitalização aplicada aos meios produtivos
da organização.
Gestão de Saúde e Segurança: é compreendida com um conjunto de ações de uma
organização que envolve diagnóstico e implantação de melhoria e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho, visando propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para e durante a realização do trabalho. Quando se apresentam falhas, tornam-se possíveis interferências negativas sobre o rendimento, a produtividade e qualidade do processo.
Gestão Ambiental: constitui o conjunto de diretrizes e princípios que devem nortear
a definição e a aplicação de instrumentos legais e institucionais de planejamento e gerenciamento ambientais. A melhoria que possa ser conseguida na performance ambiental da empresa, por meio da diminuição do nível de efluentes ou de melhor combinação de insumos, sempre representará algum ganho de energia ou de matéria contida no processo de produção.
Desenvolvimento de Novos Produtos: é o estudo de desenvolvimento de produtos,
que, no âmbito estratégico, pode ser visto como uma permanente tentativa de articular as necessidades do mercado, as possibilidades da tecnologia e as competências da empresa, num horizonte tal que permita que o negócio da empresa tenha continuidade (COOPER; EDGETT; KLEINSCHMIDT, 1997). É influenciado diretamente por três objetos: custo, tempo e qualidade.
Organização e Cultura: pode ser ilustrada como um painel da identidade da empresa,
cujos valores constitutivos do perfil da organização assumem a forma de imagens, lendas, rituais, heróis e vilões, conflitos de papéis, áreas de tensão e resistência, dilemas comportamentais, referências, focos de liderança, padrões de atitudes, mitos e outras dimensões simbólicas,
conforme Rocha (1996). É a relação entre a organização/cultura que afeta os empregados. Segundo Galvani (1995), a motivação das pessoas está em seus valores mais elevados. O mesmo autor sugere alguma ação coerente com ela para que os resultados sejam imediatos. Fica claro, portanto, que o desempenho dos indivíduos dentro de uma organização está diretamente ligado à conformidade entre os seus valores pessoais e os valores da organização, ou seja, a cultura e o clima organizacionais.
Desempenho operacional: consiste num um sistema organizacional composto de um
complexo inter-relacionado de parâmetros ou critérios de desempenho, que são a eficácia, a eficiência, a produtividade, a qualidade, a inovação e a lucratividade (para os centros de lucro) ou orçamentalidade (para os centros de custo e organizações sem fins lucrativos) (SINK, TUTTLE, 1993). O grau de eficácia de um sistema deve traduzir a forma pela qual ele realiza aquilo a que se propôs e refletir os objetivos corretos por ele alcançados. Em outras palavras, a eficácia pode ser entendida como a realização efetiva das coisas certas, pontualmente e dentro dos requisitos de qualidade especificados. Sink e Tuttle (1993) estabelecem uma medida operacional para a eficácia pela relação entre resultados obtidos e previstos. Na visão do modelo, a produtividade é uma relação entre os resultados originados pelo sistema e os recursos que propiciaram a geração desses resultados. O conceito da produtividade como um importante parâmetro de desempenho pode ser ampliado, uma vez que incorpora os conceitos de eficácia, eficiência e qualidade. Segundo Tachizawa (2003), a tendência nas organizações é com o controle rigoroso e busca contínua pelo aumento da produtividade, e não mais com a eficiência e eficácia, assim consideradas isoladamente. Se, de um lado, o incremento dos níveis de eficiência exige um processo de aperfeiçoamento contínuo para a criação de melhores condições competitivas por parte das organizações, de outro se tem a produtividade como um conceito econômico que une a visão mercadológica de eficácia com a preocupação de rendimento operacional.
Cada uma das áreas de análise permite ser vista quanto as suas inter-relações com as outras. Sempre há o que deva ser considerado quando de se fixa em um campo (área de análise), relativamente as suas repercuções em outro. Esta é a lógica que respalda as assertivas que compõem os quadros. A título de exemplo de raciocínio para cada um dos conjuntos de quadros, descrevemos a análise para a relação entre Tempo de Ciclo. E uma das outras áreas de análise, a qualidade, o mesmo deve ser feito para fábrica, DNP, gestão do meio ambiente, Gestão da saúde e segurança e as demais áreas. Da mesma forma são apresentados os quadros do tempo de Ciclo e suas repercuções sobre o PCP.
4.1.1 Relações que podem ser visualizadas entre as áreas tempo de ciclo e qualidade
A gestão da produção, que objetiva a obtenção de resultados, sejam eles produtos finais ou etapas intermediárias, está constantemente envolvida com a variável tempo e o conceito de ciclos. Ciclos são períodos de tempo dentro dos quais etapas do processo produtivo ocorrem. O domínio sobre esses ciclos encontra padrões que permitem prever custos e propiciam atividades com confiabilidade, o que resulta em padrões de qualidade superiores. A gestão da qualidade de processos e de produtos depende dos tempos envolvidos e de sua confiabilidade. Logo, a agregação de considerações e ações sobre ciclos tem repercussão na avaliação da qualidade.
Os produtos são constituídos de bens e serviços. Muitas vezes os bens são de qualidade adequada e os serviços, ao contrário, fazem com que a qualidade do produto fique comprometida. Entre os serviços, o de distribuição está respaldado por ciclos, assim como o abastecimento de suprimentos. Deficiências no suprimento denotam uma cadeia produtiva com problemas. A cadeia produtiva forma uma rede de cooperação na qual as contingências podem provocar necessidades de ajustes, muitas vezes em tempos muito curtos.
Cabe, pois, uma estrutura interligada, capaz de responder com eficiência para preservar a qualidade do agregado. A tecnologia de informação é um item de apoio essencial para manter, monitorar e configurar a idéia de rede, pretendendo obter informações e proporcionar decisões para ajuste.
RELAÇÕES ENTRE A ÁREA DO TEMPO DE CICLO E A DA QUALIDADE
1 2 3 4 5 CENÁRIO PARA ANÁLISE EVIDÊNCIAS
Os padrões de qualidade estabelecidos refletiram maior confiabilidade no tempo de ciclo de produção. Os Tempos de Ciclo de produção são confiáveis. A empresa desenvolveu uma rede de suprimentos confiável.
A empresa adota o uso de ferramentas da Tecnologia da Informação visando ao controle e à confiabilidade dos Tempos de Ciclo.
Idéias de melhoria
Quadro 1: Relações entre a área do Tempo de Ciclo e a da Qualidade Fonte: Do próprio autor, 2008.
4.1.2 Relações entre Tempo de Ciclo e Planejamento da Produção
Os ciclos de produção são determinantes sobre o planejamento em suas diversas etapas. Visando ciclos confiáveis, diferentes tipos de produtos e alternativas de processos redundarão em ciclos diferentes. Dessa forma, opções e ações corretas em um aspecto terão influência em outro e as muitas relações guardam conexão com ambientes cooperativos, capazes de integrar pensamentos e idéias.
Esses ambientes permitem o exercício de círculo virtuoso, que, somados com a teoria do caos e das relações complexas, contribuem para a análise do planejamento do tempo de ciclo de produção, pois as perturbações, consistindo nos fatores causadores da desordem, demandam as revisões e reconsiderações, que incansavelmente levam a estágios superiores de desenvolvimento da produção.
RELAÇÕES ENTRE A ÁREA DO TEMPO DE CICLO E O PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
1 2 3 4 5 CENÁRIO PARA ANÁLISE EVIDÊNCIAS
As decisões sobre novos produtos são compartilhadas entre diferentes níveis da organização antes de sua execução.
Os projetos produtivos levam em consideração variáveis como: capacidade, habilidade e nível de instrução dos funcionários.
São medidos os lead times de produção de novos produtos durante períodos de tempo para acompanhamento da evolução ou alteração da cultura no ambiente de produção. O planejamento da produção considera variáveis culturais, como: interação do grupo, auto-organização e cooperatividade dos indivíduos antes de apresentar cronogramas e metas.
Quadro 2: Relações entre a área do Tempo de Ciclo e o Planejamento da Produção Fonte: Do próprio autor, 2008.
RELAÇÕES ENTRE A ÁREA DO TEMPO DE CICLO E A PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO
1 2 3 4 5 CENÁRIO PARA ANÁLISE EVIDÊNCIAS
A capacidade produtiva é medida levando em conta a capacidade do parque fabril mais a capacidade de recursos humanos ao limite.
Programas de compensação por jornadas extras e superação de metas são encontrados na organização. A programação da produção possibilita intercalação de pessoas em diferentes pontos do processo, permitindo a multifuncionalidade do indivíduo ou da equipe.
Existe acompanhamento por feedback do nível de adaptabilidade dos indivíduos e sua capacidade de auto-organização diante da programação da produção. Idéia/Potencial de
Quadro 3: Relações entre a área do Tempo de Ciclo e a Programação da Produção Fonte: Do próprio autor, 2008.
RELAÇÕES ENTRE A ÁREA DO TEMPO DE CICLO E O CONTROLE DA PRODUÇÃO
1 2 3 4 5 CENÁRIO PARA ANÁLISE EVIDÊNCIAS
Os processos são, na sua totalidade, normatizados. Os controles permitem flexibilizações e adaptabilidade a situações não-previstas.
É percebido entendimento e aderência aos controles de produção.
Os controles refletem e permitem a capacidade de auto- organização das equipes produtivas.
Idéias
Quadro 4: Relações entre a área do Tempo de Ciclo e o Controle da Produção Fonte: Do próprio autor, 2008.