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5. Répartition spatiale des contraintes en présence de micro-entailles

5.3. Impact des imperfections géométriques sur les champs de contraintes

5.3.2. Entailles de comparaison avec le fretting fatigue

Tendo em conta que a construção de uma situação simplificada dos DAM trata-se da implementação de um produto do conhecimento, considerou- se os cinco pontos necessários defendidos por Lopes, H. (2005) e Almada et al. (2008).

Quadro 5- Processo de implementação de um produto do conhecimento (Lopes, H., 2005 e Almada et al.,2008) C ON TE Ú D O D O P R OD U TO

Aceitabilidade inicial dos conteúdos

Nível de compreensão e a capacidade de utilização e que os produtores conseguem ter do produto

Recetividade à utilização do produto e perceção das mais-valias que o produto proporciona

Diferenciação de produtos ou produtos de diferentes gamas

MA T E R IA L E E QU IP A ME N TO

Custos de aquisição, manutenção, armazenamento e transporte (Exemplo) Decisores de compra

Capacidades e competências exigidas para a utilização dos materiais, equipamentos e novas tecnologias de comunicação

C A R A T E R IS TI C A S D OS P R OD U TOR E S E C ON S U MI D OR E S D O D E S P OR TO

Características individuais, formação, experiencia profissional e desportiva Estatuto profissional, económico, social

Tipo de mercado do desporto e respetiva atividade desportiva

D IS TR IB U IÇ Ã O E D IV U L GAÇ Ã

O Credibilidade e fiabilidade dos circuitos já existentes

Possibilidades de circuitos próprios ou mistos

Divulgação como meio de formação (utilizando produtores, consumidores, e instituições de desporto e produtos como cd rom, DVDs, documentários)

Integração nos currículos dos cursos de formação inicial e contínua

FOR

MA

Ç

A

O Perceção que os produtores têm da utilidade formação

Objetivos da formação (compreender o produto ou adquirir e conseguir utilizar os materiais, equipamentos e tecnologias de comunicação)

Diversificação das metodologias utilizadas (formação explicita e oculta)

Serão analisados abaixo, cada um dos fatores do processo de implementação, segundo Lopes, H. (2005).

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4.4.1.1. CONTEÚDO DO PRODUTO

Para o sucesso da implementação de um produto do conhecimento (DAM), deve existir uma preocupação com a sua aplicabilidade por parte dos seus intervenientes, neste caso os professores.

A interação deste com quem o produz e quem o consome permite que o desenvolvimento do produto (DAM) possa ser otimizado, procurando dar respostas aos problemas levantados.

Deste modo, há a necessidade que esta articulação seja feita por um especialista, alguém que percebe o produto (DAM) e o mercado a que se destina.

Este produto deve apresentar-se de forma simplificada e elementar pois a terminologia e fórmulas utilizadas poderão constituir uma resistência na compreensão e aplicação dos DAM, por serem pouco usuais.

O facto de os DAM exigirem uma análise permanente das situações e do contexto, impede muitas vezes que as situações sejam estereotipadas, com respostas prontas e automatizadas, dificultando a reprodução e a receita e estimulando a inovação.

Devem ser equacionadas as vantagens que os DAM trazem à escola e aos professores em particular, de forma a perceber em que medida estas mais- valias são por eles percecionadas, pois os professores podem não reconhecer as potencialidades no produto DAM, ou então entender que não trazem benefícios para a sua atividade.

Enquanto na primeira situação o não reconhecimento das potencialidades dos DAM pode dever-se à sua incompreensão ou então à não valorização das mais valias dos DAM. A segunda pode dever-se à perceção de que o custo de implementação se sobrepõe ao tipo de atividade que desenvolvem na escola.

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4.4.1.2. MATERIAL E EQUIPAMENTO

Neste processo de implementação, é necessário também equacionar o tipo de material e equipamento a utilizar, pois a aquisição de materiais, o seu armazenamento e mobilidade podem ser resistências neste processo.

Os professores podem acusar as hierarquias (escolas) por não disponibilizarem verbas, espaços, ou outros meios para a aquisição dos materiais e equipamentos necessários. Isto pode ser visto como o descartar de responsabilidades para a não adesão aos DAM, ou então ser de facto uma responsabilidade de terceiros, são situações distintas que devem ser identificadas.

Poderá não ser necessário a aquisição de materiais ou equipamentos específicos das matérias dos DAM para realizar certas atividades, basta adaptar o que já existe ou então criar os materiais, libertando assim a responsabilidade das hierarquias. Isto implica um maior compromisso por parte dos professores, pois exige o domínio das situações para poder moldar os materiais/equipamentos ao que se pretende. Até porque os materiais e equipamentos podem já estar ao dispor dos professores nas escolas, mas estes não saberem dar-lhes utilidade/intencionalidade.

Porém, as tecnologias não podem ser vistas como um empecilho no processo de inovação pedagógica, pois pode-se solicitar a colaboração de colegas que dominem estas ferramentas, ou mesmos os alunos para ajudarem neste processo.

O que importa é permitir que os professores de EF possam utilizar os DAM.

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4.4.1.3. FORMAÇAO

Seja devido aos conteúdos do produto (DAM), aos equipamentos e materiais necessários e às competências dos professores, é provável que os professores sintam necessidade de formação e acompanhamento. A formação pode e deve utilizar materiais e equipamentos para despoletar a interação entre os professores num espirito colaborativo, permitindo-lhes superar resistências através da entre-ajuda, partilha de ideias e experiências ao explorar/utilizar essas ferramentas.

Embora os materiais/equipamentos possam servir de centelha na formação, esta deve ser feita com ênfase no produto e no domínio das metodologias que os permitam operacionalizar até porque existem, como já se viu, alternativas para este aspeto (ver capítulo dos Constrangimentos e Oportunidades).

Os DAM ocorrem em contextos instáveis e por isso não existe lugar para respostas estereotipadas, a formação não pode passar pela mera transmissão de componentes críticas, mas sim pelo domínio de metodologias que facilitem a intervenção do professor no diagnóstico, prescrição e controlo das situações. Esse domínio implica que os professores compreendam o modelo dos DAM e as suas características (leitura da situação, da sua compreensão e da montagem de estratégias adequadas num contexto aleatório) e por isso a formação tem de abranger tudo isso.

Os professores deverão perceber a intencionalidade do produto para que o implementar com a mesma intencionalide e aproveitando as mais valias em termos de formação que este pode oferecer.

A aceitação de formação pode ser vista como reconhecimento da necessidade de desenvolver ou adquirir competências, mas também existe quem se conforme, acomode, e acredite que a afirmação profissional não se constrói com a melhoria da sua competência.

Os professores mais antigos e no topo da carreira poderão ser os mais acomodados e menos recetivos a mudanças, mas também poderão ser esses que ao atingirem a segurança do topo e o prestígio, tenham a disponibilidade para a mudança.

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4.4.1.4. CARATERÍSTICAS DOS PRODUTORES E CONSUMIDORES

DO DESPORTO

As características dos produtores e consumidores do desporto podem ser resistentes ou facilitadoras da inovação e mudança, por isso é necessário compreendê-las e identificá-las.

Podem existir características que impliquem com a resistência à mudança por parte dos professores de EF como o tempo de serviço, ao estatuto profissional e pessoal na escola em relação com idade, género, habilitações académicas, experiência profissional e desportiva.

No desporto, a maioria dos profissionais são do género masculino, esta realidade pode levar à afirmação do género feminino que através da adoção de uma inovação, poderão trazer-lhes vantagens competitivas, por outro lado poderão continuar a reproduzir o que é feito para se salvaguardar e serem aceites, evitando serem alvos de críticas.

Como se viu anteriormente no ponto anterior (formação), a resistência poderá ser maior naqueles que estão acomodados e satisfeitos com o seu estatuto e estabilidade profissional, económica e social, porém também poderão estar recetivos a mudanças pelas mesmas razões, por não se sentirem pressionados com instabilidade.

A experiência profissional e desportiva pode influenciar a recetividade à mudança, visto que o sucesso alcançado pode ser atribuído ao trabalho desenvolvido ou pelo contrário, a pouca qualidade desse trabalho ser associado ao fracasso. Assim a experiência e os resultados positivos do sucesso poderão reforçar a continuidade do trabalho desenvolvido e por outro lado, o fracasso desses resultados poderão enfraquecê-lo, aumentado a recetividade a experiências que permitam superar o insucesso.

Esta experiência e resultados obtidos dependem de vários fatores, desde os anos de atividade, as classificações, o desenvolvimento das instituições em que estiveram, níveis de competição, capacidade de compreender o que vivenciaram, opções tomadas.

E tal como a experiência profissional e pessoal as habilitações académicas também dependem não só do seu nível, mas de múltiplos fatores

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desde as instituições que as concederam, o enquadramento temporal em que foram adquiridos, grau de importância atribuída e as competências adquiridas.

4.4.1.5. DISTRIBUIÇÃO E DIVULGAÇÃO

A distribuição e divulgação do produto (DAM) é fundamental para alcançar todos os intervenientes neste processo e pode ser feito por canais de comunicação já estabelecidos ou através da criação de novos canais.

Ao utilizarmos canais de comunicação montados estamos perante situações de formação inicial obrigatória (ensino superior) ou formação contínua para progressão na carreira.

Estes canais facilitam o acesso ao produto, no entanto ele poderá passar despercebido no leque de oferta existente que atuam numa base teórica diferente, ou então poderá destacar-se dos seus “concorrentes” pela sua capacidade na resolução de problemas.

Poderão ser ainda desenvolvidos canais novos que exigem uma logística para a criação de credibilidade e que dependem dos meios utilizados, do tempo, da sua regularidade e da capacidade de resposta.

A própria divulgação pode ser vista como um meio e estratégia de formação, com a criação de canais de comunicação que poderão concretizar- se através da comercialização de CD-ROM, DVDs, apps,canais do youtube, entre outros.

Neste processo o produto tem de chegar ao mercado e por isso como Lopes, H. (2005) diz, importa articular o desenvolvimento do produto e a capacidade do mercado de o operacionalizar de forma rentável.

Neste sentido, pensa-se ser exequível criar produtos de DAM de forma simplificada que possibilitem solicitar intencionalmente comportamentos dessas atividades desportivas e que se consigam operacionalizar em diferentes contextos, seja escolar ou no turismo. Estas situações simplificadas em ambientes controlados, poderão facilitar a recetividade por parte dos professores e suscitar interesse escolar na implementação destes produtos.

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Uma vez que exista interesse dos professores, o produto terá de ser implementado e concretizado nas escolas, caso contrário o processo permanece pelas intenções, deste modo entende-se que existem mecanismos e condições institucionais que permitem o desenvolvimento destes produtos nas escolas.

Tendo por base a estrutura de suporte dos DAM, bem como os cinco pontos de implementação de um produto do conhecimento, criou-se uma ferramenta que auxilia na operacionalização deste produto (DAM) nas escolas.

4.4.2. EXEMPLO DE UM PRODUTO

Para a construção de um exemplo de um produto dos DAM optou-se por utilizar a atividade desportiva e matéria de ensino Orientação, e demonstrar não só a exequibilidade, mas também que é possível distinguir as solicitações exigidas dos alunos.

Apesar das escolas na RAM terem uma fraca oferta de DAM, verificou- se, conforme anteriormente referimos, que a matéria de Orientação, dos DAM presentes no currículo, parece ser a que é mais abordada por parte dos docentes. É neste sentido,que a atenção será centrada nesta matéria de ensino.

Porém, parece que a forma como é lecionada a orientação nas escolas não inclui todos os pressupostos que já foram abordados aquando da taxonomia da Almada, e que a deveriam tornar DAM.

Nomeadamente, o facto de ocorrer num contexto que é bem conhecido dos alunos leva por vezs à não solicitação da necessidade de ter de analisar as referências ao longo do percurso, para se adaptar e tomar decisões à medida que progridem, pois são disponibilizados aos alunos mapas simplificados de um contexto que lhes é familiar. Esta situação agrava-se ainda quando são utilizados pontos de orientação fixos nas escolas.

Todas estas condições na realização da orientação, leva a que o aluno não se foque na análise do contexto ao nível da orientação espacial exigida, para perceber a relação entre este, o mapa e o meio envolvente. Assim, a partir