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MATIERES ORGANIQUES

Encadré 3.5-3. Contribution des effets biogéophysiques à l’évolution du climat

3.7. Etat des connaissances sur les pratiques réputées « stockantes » en prairies permanentes

3.8.1. Travail (ou non-travail) du sol et stockage du carbone Auteurs : Jean Roger-Estrade, Denis Angers, Claire Chenu, Bruno Mary

3.8.1.4. Effets de l’abandon du labour sur le stockage du carbone

Considerando o crescimento progressivo do excesso de peso na população brasileira e os aspectos apresentados acerca dos determinantes do comportamento alimentar, o Ministério da Saúde (Brasil, 2005) produziu o Guia Alimentar para a População Brasileira, no qual apresenta os dez passos para a alimentação saudável para adultos. São eles:

1. Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições;

2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos naturais;

3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches;

4. Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde; 5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes,

aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis;

6. Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans;

7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação;

8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos;

9. Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições;

10. Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis.

Os guias alimentares são instrumentos de orientação e informação à população visando promover saúde e hábitos alimentares saudáveis. O estabelecimento desses guias tem por base o reconhecimento de que um nível ótimo de saúde depende da nutrição (Philippi, Latterza, Cruz, & Ribeiro, 1999; Sichieri, Coitinho, Monteiro, & Coutinho, 2000). Welsh, Davis, e Shaw (1992) ressaltam que a elaboração de um guia alimentar deve ser precedida de pesquisas que contenham o diagnóstico da situação nutricional e dados epidemiológicos que fundamentem as dietas, os objetivos, as metas nutricionais e um banco de dados contendo a composição dos alimentos escolhidos. Além disso, os autores ressaltam que os guias devem encontrar uma forma realista de suprir as necessidades nutricionais utilizando-se da dieta habitual de cada população, além de serem dinâmicos, permitindo o máximo de flexibilidade para a escolha dos alimentos.

Frente a essas questões, Philippi, Latterza, Cruz, e Ribeiro (1999) adaptaram a Pirâmide Alimentar Americana para a população brasileira considerando a escolha de alimentos da dieta usual e dos hábitos alimentares do país. A Pirâmide Alimentar Adaptada (Figura 2) distribui os alimentos em oito grupos (cereais, frutas, vegetais, leguminosas, leite, carnes, gorduras e açúcares) de acordo com a contribuição de cada nutriente básico na dieta. Para tanto foram estabelecidas dietas padrão com distribuição dos macronutrientes nas seguintes proporções: carboidratos (50-60%), proteínas (10- 15%), lipídios (20-30%). Cada nível foi apresentado em porções mínimas e máximas a serem consumidas de acordo com as dietas referidas. As autoras destacam que a Pirâmide Alimentar Adaptada pode ser utilizada como instrumento para orientação nutricional de indivíduos e grupos populacionais, respeitando-se os hábitos alimentares e as diferentes realidades regionais e institucionais.

É importante enfatizar que as recomendações apresentadas são voltadas para manutenção do peso adequado e prevenção de doenças em indivíduos saudáveis. Assim, indivíduos que apresentam condições crônicas como obesidade, diabetes, dislipidemias e hipertensão, deverão receber orientações nutricionais baseadas nos guias alimentares para população saudável, porém com especificidades qualitativas e quantitativas, de acordo com a condição apresentada.

Figura 2. Pirâmide Alimentar Adaptada para população brasileira. Fonte: Philippi et al. (1999)

A demanda por orientação alimentar tem crescido entre pessoas com excesso de peso e risco cardiovascular, enfatizando a importância de se discutir como o aconselhamento nutricional vem sendo realizado. Nesse aspecto, Gazzinelli, Gazzinelli, Reis, e Penna (2005) ressaltam que o aconselhamento nutricional convencional é fundamentado no atendimento individual e prioriza a transmissão de informações uniformizadas, o que em geral, é ineficaz para motivar mudanças mais significativas nos hábitos alimentares.

Na área de educação nutricional observa-se uma crescente demanda pelo desenvolvimento de estratégias educativas que permitam abordar os problemas alimentares em sua complexidade, tanto na dimensão biológica como na social e cultural e que envolva os educandos como sujeitos ativos do processo (Organização Pan-americana da Saúde, 1986). Isso é evidenciado em estudos que mostram que a implementação de propostas pedagógicas interativas intensifica a consciência sobre a necessidade da melhoria dos hábitos alimentares, e dessa forma pode auxiliar na incorporação de conhecimentos e novas práticas na alimentação (Rodrigues & Boog, 2006; Soares & Camargo Jr., 2007).

A partir da exposição teórica apresentada neste capítulo, conclui-se que diferentes aspectos psicológicos e socioculturais influenciam na formação e manutenção dos hábitos

alimentares. Tais características são particularmente relevantes em indivíduos com excesso de peso e risco cardiovascular, pois a alimentação constitui-se um importante fator a ser modificado no tratamento dessas enfermidades. No entanto, a adesão à dieta costuma ser baixa nessa população, devido às complexidades envolvidas no comportamento alimentar. Assim, o próximo capítulo irá discutir os diferentes aspectos biopsicossociais envolvidos no processo de adesão a regimes terapêuticos que envolvem a mudança de estilo de vida, com o objetivo de auxiliar a elaboração de programas de educação em saúde que sejam mais efetivos na mudança de comportamentos de risco como alimentação inadequada e sedentarismo.

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