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Détermination de la CMC par l’utilisation d’un colorant

3.3. Etude physico-chimique

3.3.2. Détermination des CMC

3.3.2.2. Détermination de la CMC par l’utilisation d’un colorant

Como é costume acontecer no curso de design da Faculdade de Arquitetura, o projeto deste semestre foi diferente para a turma da manhã e da tarde. Segundo os alunos, enquanto que o turno da manhã deveria desenvolver um conjunto de peças de chá ou café em cerâmica e vidro, o turno da tarde deveria criar uma peça de mobiliário inspirada num conto de Angela Carter. À questão “O que começas por fazer assim que o briefing é lançado?” é possível perceber as diferentes abordagens de cada aluno: A pesquisa nas redes socias/ internet parece ser o primeiro passo no começo do projeto para a grande maioria dos alunos.

Eles afirmam que começam por fazer uma pesquisa de mercado para perceberem o que já existe. Porém, a aluna Madalena afirma que começa por procurar um conceito através das suas experiências pessoais. Neste caso (tomar chá), é algo que faz parte dos seus hábitos em casa. Ela afirma que começou por tentar perceber as dificuldades e problemas desta “experiência” em casa para tentar encontrar uma ideia/solução.

Ela refere que se tentar pesquisar nas redes sociais acaba sempre por tentar imitar uma ideia que viu, e que após ter o conceito é que as utiliza para certificar-se que essa ideia ainda não existe. Segundo o aluno Marco, foram feitas algumas visitas de estudo a fábricas de vidro e cerâmica, e apesar dele ter feito uma pesquisa primária nas redes sociais, afirma que ver pessoalmente como são feitos os objetos foi o que lhe permitiu encontrar a ideia para o seu produto final. Ele afirma que as imagens nas redes sociais facilitam a “ilustração” da ideia em mente quando procurando a validação do professor. Estas permitem a criação de um moodboard permitindo a compreensão da ideia do aluno, quando os esboços e esquiços ainda não foram criados. As redes sociais mais referidas pelos alunos são o Facebook, o Pinterest, o Behance e o Instagram. O Tumblr também é referido

O Google images é também utilizado pelos alunos por ser uma fonte de pesquisa rápida e direta. Segundo os alunos, quando pesquisam nestas redes, as palavras-chave utilizadas são encontradas no briefing ou usam palavras associadas

à materialização do produto final que esperam desenvolver. Os alunos afirmam que a pesquisa é feita em inglês, dada a quantidade de informação disponibilizada neste idioma, oferecendo-lhes um leque maior de resultados.

O Guilherme conta que para impedir a divagação de informação, ele tenta restringir a sua pesquisa utilizando palavras-chave mais completas e específicas.

Quando perguntado “Quais as maiores dificuldades quando pesquisas nas redes sociais?”, os alunos afirmam que há excesso de informação desnecessária e que o desequilíbrio da relação quantidade/qualidade é uma grande desvantagem destas redes. Contudo, é importante relembrar que isto se torna um pouco relativo visto que cada individuo processa a informação de forma diferente, e uma ideia ou imagem pode não ter relevância para um individuo e tê-lo para outro. Outra grande desvantagem referida é a falta de informação sobre um determinado trabalho relativamente ao nome do autor e obra, técnicas, materiais, entre outros. Enquanto que as redes como Behance são muito protetoras dos direitos dos seus utilizadores, redes como o Pinterest ou o Tumblr não o são. Devido à quantidade de imagens nestas redes, os artistas e os seus trabalhos

perdem-se, facilitando a cópia e fazendo com que artistas não sejam valorizados pelo seu trabalho. O Behance é muito escolhido pelos alunos pois não só permite encontrar novos artistas, dando-lhes informação detalhada sobre um determinado trabalho, como também permite

a criação de um portefólio online onde podem expôr os seus trabalhos sabendo que estarão protegidos. Infelizmente, segundo os alunos, a barra de pesquisa desta plataforma deixa um pouco a desejar pois a filtragem de resultados não é precisa.

Para além disto, o Behance valoriza os trabalhos mais populares colocando-os no topo dos resultados, sendo possível encontrar muitas empresas de design e profissionais na área, fazendo com que trabalhos de pessoas que estejam a começar sejam enviados para o fim da lista de pesquisa. Isto torna difícil

o reconhecimento do trabalho de um determinado indivíduo. Segundo a Carolina, existe um controlo sobre a nossa pesquisa nestas redes. Ela dá o exemplo de um vídeo sobre vidro a que assistiu no Youtube e que posteriormente recebeu inúmeros vídeos relacionados com vidro nas recomendações.

Este tipo de controlo é bastante evidente em plataformas como o Youtube e esta imposição de informação poderá impedir o utilizador de ter acesso a outras áreas, reduzindo o seu leque de conhecimentos.

À questão “As redes sociais ajudam-te a encontrar soluções

materiais?”, os alunos concordam que as redes sociais se tornam inúteis quando tentam resolver problemas técnicos.

Para isto, é frequente recorrerem aos professores ou profissionais. Segundo a aluna Débora, existe uma grande falha no ensino do design na faculdade pois faltam bases técnicas. Ela acredita que a falta de informação e conhecimento fá-la apoiar-se nas redes sociais onde o conhecimento é mais vasto. O Marco afirma que utiliza conhecimentos e técnicas adquiridas anteriormente para ultrapassar problemas técnicos.

A experimentação e o aconselhamento por parte de profissionais e professores ajudam-no a encontrar soluções materiais.

Na segunda parte da entrevista, à questão “Voltas à pesquisa durante o teu processo de design?”, existem opiniões diferentes: O aluno Marco evita voltar à fase de pesquisa, pois acredita que voltar atrás é começar de novo. A aluna Débora por outro lado afirma que volta constantemente atrás e que o processo é um ciclo e que nunca estará fechado. A aluna Madalena evita voltar atrás, para isto certifica-se de que a ideia está finalizada antes da execução. A aluna Carolina afirma que sempre que avança e encontra novos problemas, vê-se obrigada a voltar à pesquisa. Ela afirma que à medida que foi desenvolvendo o conceito, este era constantemente adaptado e alterado para resolver problemas que iam surgindo. A aluna acrescenta ainda que o processo de design nunca é linear. A aluna Catarina afirma que apenas volta à pesquisa para definir pormenores.

Em relação à questão “Estás ciente do processo de design e das suas fases?”, é notório o conhecimento da existência deste.

Os alunos sabem identificar os passos envolventes na fase conceptual, porém à medida que vão descrevendo o processo, as restantes fazes são resumidas. A fase conceptual, (é unânime concordado por todos), é a fase que mais tempo consome. Segundo o aluno Marco, ele encontra grande dificuldade em “largar” ideias, forçando muitas vezes uma ideia para que resulte, mesmo sabendo que poderá haver soluções melhores.

Quando interrogados sobre a criatividade do seu produto final a nível global e pessoal, os alunos tinham opiniões variadas: os alunos Marco, Madalena e Catarina acreditam que o seu resultado final é criativo tanto a nível global como pessoal. Porém os três pensam já ter visto algo semelhante nas redes sociais. O aluno Marco afirma que é difícil ter controlo total

de tudo o que já existe. As alunas Débora e Carolina não consideram o seu produto final criativo a nível global, mas em termos pessoais encontram-se muito satisfeitas. A Débora afirma que encontrou uma ideia nas redes sociais e apenas lhe alterou a parte visual, e segundo ela, a vertente prática de um determinado objeto é o que lhe confere valor quando falamos em criatividade. Após esta questão, os alunos dão a entender que para algo ser considerado criativo, não poderá constar nas redes sociais (limitação do universo), deve ser, por isso, original.

À questão “O que é para ti algo criativo?”, os alunos referem palavras e adjetivos como “diferente”, “único”, “inovador”, “nunca antes visto” e “fora da caixa”. Para a aluna Madalena, algo criativo tem que ser funcional e afirma que nos dias que correm é muito difícil inovar. O aluno Marco acredita que “cada pessoa nasce com uma quantidade de informação e que ser criativo é sair desta e tentar absorver mais para conseguir inovar.”

A procura da criatividade é para o aluno Guilherme algo que contribui para a evolução de um designer. Já a Débora distingue criativo de inovador.

Os bloqueios criativos estiveram presentes em todos os processos dos alunos inquiridos, mas à pergunta “As redes sociais ajudaram-te a ultrapassá-los”, mais uma vez existem respostas diferentes: A aluna Carolina admite que a sua ideia acabou por ser adaptada de uma outra que viu no Pinterest. A Débora afirma que as redes a ajudaram a “respirar outro ar”, e ver coisas diferentes mesmo não sendo na área. Outras áreas poderão influenciar positivamente o trabalho, conferindo-lhe originalidade ao juntar coisas que nunca tinham sido vistas ou pensadas juntas antes. O aluno Marco acredita que quando estamos presos no nosso próprio projeto, uma vista de olhos nas redes sociais pode ajudar a perceber soluções para problemas.

O Guilherme afirma que teve que se desligar das redes sociais e pensar por ele próprio. Ele refere que a melhor maneira de ultrapassar bloqueios criativos é sair do computador e conviver com outras pessoas. Ele dá o exemplo da mãe o ter ajudado com uma ideia que, apesar de básica segundo ele, ajudo-o a resolver um problema. Tal como o Guilherme, a aluna Madalena afirma que de maneira a ultrapassar os seus bloqueios criativos, teve que pensar por ela própria. Segundo ela, o prazo é a razão de grande parte dos seus bloqueios. Para a Catarina, a consulta das redes sociais é uma atividade ativa e passiva simultaneamente. Para concluir, os alunos acreditam que as redes sociais são de extrema importância numa área como o design.

A exploração de mercado, a partilha de trabalhos e o contacto com profissionais ou colegas da área e a rapidez com que a pesquisa pode ser feita nestas redes são as grandes vantagens apontadas. A aluna Carolina afirma que ideias nestas redes sociais podem despertar a curiosidade de um designer a melhorar algo que viu, pois segundo ela, um projeto nunca está fechado. A Débora não só refere a importância destas redes, como também da internet em geral, e que estas são fundamentais para o conhecimento global.

Ela refere ainda a rapidez a que podemos aceder a conteúdos e a maneira como estas nos expandem os conhecimentos. O Guilherme afirma que as redes sociais são práticas pois levam pouco tempo a consultar, mas que esta consulta apenas deverá ser feita para se ter um panorama geral. Segundo a aluna Madalena devido à consulta diária, as redes sociais permitem-lhe absorver ideias, mesmo não estando a trabalhar, que mais tarde poderá utilizar, diminuindo o tempo de pesquisa, ou seja, são uma forma de obtenção de conhecimento constante.