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Forme contractée Forme relâchée

4.2.3. Modification des propriétés mécaniques des GR

4.2.3.1. Par déplétion en ATP

a pesquisa nas redes sociais influencia a criatividade do produto final, os resultados não são conclusivos.

Um dos propósitos deste documento seria encontrar uma relação entre a utilização das redes sociais, e como isso poderia influenciar a criatividade do produto final através da avaliação do próprio aluno. Seria esperado que o aluno, ao pesquisar nestas redes, se deixasse influenciar/inspirar por uma ideia ou conceito (dada a quantidade de informação disponível) acompanhando-o ao longo do processo, comprometendo-o ou facilitando-o até chegar ao resultado final. Ao entrevistar os alunos, concluiu-se que independentemente da utilização das redes sociais como fonte de inspiração ou exploração de mercado, a maioria dos alunos (67%) parece estar segura da criatividade do seu trabalho tanto a nível global como a nível pessoal. Infelizmente não existe maneira de saber até que ponto são estes trabalhos executados pelos alunos realmente criativos dada a vasta quantidade de ideias e soluções existentes, e sem terem estes sido julgados ou avaliados por profissionais, ou sido implementados ou exibidos ao público. Outra grande barreira com que nos deparamos é a de que para existir objetividade completa quando avaliando o seu design, o designer é obrigado a desapegar-se emocionalmente da sua criação, e sendo o ser-humano uma criatura de natureza sentimental, este desapego é extremamente difícil.

Para além disto, dada a subjetividade da palavra “criatividade”, é difícil classificar um produto como sendo totalmente criativo. Sendo assim, apenas nos podemos apoiar na própria avaliação e opinião do aluno. Apesar dos seus comportamentos terem sido registados e analisados, na esperança de mostrar padrões que poderiam ajudar a detetar manifestações de ideias contrárias, seria necessário um grau de conhecimento de psicologia muito elevado para conseguir retirar conclusões mais relevantes e profundas.

Porém, foi possível verificar uma relação entre a criatividade e a utilização destas redes, mas não a podemos assumir como conclusiva dada a reduzida amostra de alunos entrevistados e dados todos os fatores acima referidos: todos os alunos que não utilizaram as redes sociais durante a fase de pesquisa, consideraram o seu design como sendo criativo. Os alunos parecem acreditar na sua habilidade de criar algo criativo quando as redes sociais não são consultadas.

Isto poderá ser pelas seguintes razões: a) como não existe consulta nestas redes, existe uma menor pressão para tentar criar algo que já existe, impedindo que o aluno seja influenciado pelas ideias e conceitos já existentes, permitindo-lhe encontrar soluções únicas; b) como não tem consciência do que já existe no mercado, considera o seu produto criativo dada a falta de conhecimento das soluções existentes para problemas da mesma natureza; c) traço de personalidade: um aluno confiante nas suas habilidades tem uma probabilidade maior de considerar o seu design criativo do que um com baixa auto-estima.

d) o design que desenvolveu vai ao encontra da sua definição de “criatividade”.

Apesar desta “inconclusão” podemos referir que cabe ao próprio designer tirar partido destas ferramentas e decidir a finalidade da informação daí retirada. Cada designer faz uso da informação disponível consoante os seus objetivos e valores para assim produzir algo que pode ser criativo ou não.

Baseando-nos na percentagem geral dos alunos entrevistados, podemos dizer que a utilização das redes sociais parece facilitar o processo de design. Isto poderá estar ligado à possibilidade de explorar e recolher ideias e soluções já existentes através destas redes, permitindo-lhes não começarem do zero e prosseguirem no desenvolvimento da sua ideia, dando-lhes algum avanço quando existe um prazo a ser cumprido.

9.1 A criatividade como um tema subjetivo

e difícil de definir

Apesar das avaliações dos alunos em relação à criatividade do seu produto final, quando questionados sobre a essência desta, mostraram grande dificuldade em responder.

Porém, após alguma reflexão e deliberação sobre a questão, palavras como “inovador”, “novo”, “diferente” foram

surgindo. Algo criativo poderá ser facilmente identificado (intuitivamente), mas revela-se subjetivo e tem interpretações diferentes de pessoa para pessoa. Sendo assim, tal como a palavra “design”, não existe apenas uma definição de criatividade,

contudo, os alunos parecem identificar características comuns quando avaliando um produto/objeto. Tal como afirmado anteriormente, concluímos que os alunos procuram inovação, novidade e diferença quando avaliam o nível de criatividade de um determinado objeto. Dito isto, a maneira que os alunos encontram para determinar se um produto é criativo ou não, é através da exploração de soluções já existentes nas redes socias: se o aluno não tiver encontrado nada que se pareça à sua ideia, então considera-a de criativa. Porém, apesar desta abordagem ser legítima, visto que grande parte de ideias já desenvolvidas é encontrada na internet, uma imagem ou fotografia poderá não ser suficiente para determinar a natureza de um design.

Isto poderá levar os alunos a deixarem-se influenciar pelo universo que as redes sociais representam, impedindo-os de perceberem a realidade e a possibilidade de existirem outras fontes de informação. O aluno ao utilizar apenas as redes sociais como única fonte de pesquisa é impedido de ver o grande plano, neste caso, todo o mundo que existe para além da internet. Contudo, algumas afirmações foram feitas por parte de três alunos que despertaram bastante interesse: segundo o Guilherme, a criatividade é “uma arma utilizada pelo designer para se

conseguir expressar” e que é uma reflexão da personalidade e dos valores do designer. Ao criar algo, o designer comunica através das suas ideias, refletindo as suas interpretações do mundo

Segundo a Cármen e a Juliana para algo ser considerado criativo, “deverá ter a “marca” do designer”, e tal como afirmado pelo Guilherme, deverá representar as suas ideias e valores. O lado humano do design é o que fará com que, clientes e utilizadores, se liguem ao produto ou serviço criado, fazendo com que exista uma relação emocional entre o design

e o humano. Perceber problemas e pôr-se na pele do utilizador permite ao designer criar algo realmente inovador, resolvendo problemas de maneira criativa e eficaz.

Fig.24- Eficácia da utilização das redes sociais para ultrapassar bloqueios criativos, investigador, 2018

10.

de design

O processo de design é algo que exige muita dedicação, deliberação, empenho e paciência, em que uma ideia/solução poderá resolver problemas, mas criar outros, obrigando o designer a refletir e reformular o seu processo, avançando e retrocedendo em busca da solução que vai ao encontro das necessidades do utilizador. Sendo assim, não é de estranhar que bloqueios criativos surjam durante o processo.

Os alunos depararam-se com bloqueios criativos durante o seu processo e a maioria afirma que as redes sociais foram utilizadas como primeiro recurso para a superação destes obstáculos. Os alunos afirmam que estas redes sociais permitiram a obtenção de soluções para problemas que apareceram mais à frente no processo e que os impediram de avançar. Contudo, quando as redes sociais parecem não ajudar, os alunos viram-se para o seu próprio pensamento e reflexão.

A comunicação direta entre outros permite a obtenção e partilha de novas ideias. O designer deverá ter a noção da realidade e perceber que estas redes não substituem a comunicação pessoal. Tal como afirmam alguns alunos, a utilização destas redes estava a deixá-los demasiado presos às soluções existentes

e ao pensarem por eles próprios, ou através da comunicação e partilha de ideias com outras pessoas, conseguiram superar

Fig.25- Importância das redes sociais no âmbito de Design, investigador, 2018

11.

a maior vantagem das redes sociais para o designer