Part IV. Network-Related Configuration
Chapter 21. Network File System (NFS)
22.2. Configuring a Samba Server
Para mensuração do espaço aéreo naso e bucofaríngeo e do tamanho da adenóide utilizamos o método proposto por ZANELATO46, em 2003, o qual emprega os seguintes pontos cefalométricos (Figura - 4.2):
VALORES PADRÃO FACIAL N % Dolicofacial 39 32,0 Mesofacial 49 40,1 Braquifacial 34 27,9 Total 122 100,0
FIGURA - 2. Desenho anatômico das estruturas, ilustrando os pontos cefalométricos utilizados no estudo.
• S (Sela) – situado no centro geométrico do contorno da sela turca;
• Ba (Básio) – ponto mais inferior sobre a margem anterior do forame magno, no plano sagital mediano;
• ENP (espinha Nasal Posterior) – situado na extremidade da espinha nasal posterior, determinado na interseção da extensão da fissura pterigo- maxilar com o palato ósseo;
• Vsa (Via Aérea Súpero anterior) – ponto localizado na metade anterior do palato mole, na região mais próxima da parede posterior da nasofaringe;
• Via (Via Aérea Ínfero anterior) – ponto situado na intersecção da borda mandibular com a borda posterior da língua.
S
Ba ENP
Vsa
Foi traçada uma linha referencial, ligando o ponto S (Sela) ao ponto Ba (Básio). Dessa linha, saíram perpendiculares aos pontos ENP (Espinha Nasal Posterior), Vsa (Via Aérea Súpero anterior) e Via (Via Aérea Ínfero anterior), sendo essas linhas assim denominadas: SBa-ENP, SBa-Vsa e SBa-Via, medido somente o segmento de reta que se encontrava nos limites do espaço aéreo, facilmente visualizado na telerradiografia lateral.
Para a obtenção do tamanho da adenóide, foram demarcados dois pontos, localizados em suas extremidades. Em seguida, foi traçada uma linha referencial unindo esses dois pontos e, perpendicularmente a essa linha, traçou-se uma segunda linha, na maior porção da adenóide, medindo-se somente o segmento de reta, por meio de uma régua, que se encontrava no limite interno da massa adenoideana, conforme exemplificado na Figura 3.
Figura– 3. Desenho anatômico das estruturas ilustrando os pontos cefalométricos utilizados neste estudo
.
4.2.4 - Análise Estatística
4.2.4.1 – Erro do Método
Os dados foram submetidos ao tratamento estatístico por meio dos valores de freqüência absoluta e relativa, assim como os parâmetros de média e desvio padrão.
Para verificar o erro intra-examinador, foram traçadas e medidas novamente as telerradiografias de 25 pacientes, selecionadas aleatoriamente, e foi utilizado o teste “t”, pareado para a obtenção dos erros sistemáticos. Na determinação do erro casual, utilizou-se o cálculo de erro proposto por Dahlberg (Houston17, 1983), aplicando a fórmula abaixo:
n erro
d
2 2
∑
= onde, d = diferença entre 1a. e 2a. medições n = número de telerradiografias retraçadas
Os resultados das avaliações do erro sistemático, avaliado pelo teste “t” pareado, e do erro casua,l medido pela fórmula de DAHLBERG, são mostrados na tabela 2.
Tabela 2 – Média, desvio padrão das duas medições, e teste “t” pareado e erro de DAHLBERG para avaliar o erro sistemático e casual
1ª. Medição 2a.medição Medida média Dp Média Dp T p Sba - ENP 17,46 3,79 17,32 3,62 1,661 0,110 ns 0,31 Sba - Vsa 11,66 4,20 11,60 4,22 1,365 0,185 ns 0,16 Sba - Via 11,58 4,15 11,56 4,15 0,214 0,832 ns 0,32 Adenóide 4,10 2,30 3,98 2,30 1,659 0,110 ns 0,26
ns – diferença estatisticamente não significante
Não foi observado erro sistemático para nenhuma das medidas, e o erro casual variou na faixa de 0,16 a 0,32mm.
Para verificar se os dados têm distribuição normal foi utilizado o teste de KOLMOGOROV-SMIRNOV (tabela 3).
Tabela 3 -Verificação se os grupos têm distribuição normal das variáveis
Classificação Grupo Medida D P
Idade 0,119 >0,200 ns SBa - ENP 1,117 >0,200 ns Sba - Vsa 0,082 >0,200 ns Sba - Via 0,116 >0,200 ns Masculino Adenóide 0,115 >0,200 ns SEXO Feminino Idade 0,168 >0,050 ns
SBa - ENP 1,119 >0,200 ns Sba - Vsa 0,118 >0,200 ns Sba - Via 0,072 >0,200 ns Adenóide 0,160 >0,050 ns Idade 0,133 >0,100 ns SBa - ENP 1,139 >0,100 ns Sba - Vsa 0,090 >0,200 ns Sba - Via 0,073 >0,200 ns Bucal Adenóide 0,116 >0,200 ns Idade 0,138 >0,100 ns SBa - ENP 1,103 >0,200 ns Sba - Vsa 0,110 >0,200 ns Sba - Via 0,102 >0,200 ns Tipo de respiração Nasal Adenóide 0,129 >0,200 ns Idade 0,148 >0,200 ns Sba - ENP 1,118 >0,200 ns Sba - Vsa 0,137 >0,200 ns Sba - Via 0,107 >0,200 ns Dólico Adenóide 0,110 >0,200 ns Idade 0,175 >0,100 ns SBa - ENP 1,111 >0,200 ns Sba - Vsa 0,129 >0,200 ns Sba - Via 0,127 >0,200 ns Meso Adenóide 0,104 >0,200 ns Idade 0,178 >0,200 ns SBa - ENP 1,124 >0,200 ns Sba - Vsa 0,142 >0,200 ns Sba - Via 0,106 >0,200 ns Padrão facial Braqui Adenóide 0,153 >0,200 ns
ns – diferença estatisticamente não significante da normalidade
O teste de Kolmogorov-Smirnov mostrou que todas as variáveis estudadas
podem ser consideradas com distribuição normal.
4.2.4.2 – Comparações entre os Grupos
Para comparar as diferenças da Idade, SBa - ENP, SBa - Vsa, SBa - Via e Adenóide, entre os grupos masculino e feminino, e entre os grupos Bucal e Nasal, foi utilizado o teste “t” de Student.
Para comparar as diferenças da Idade, SBa - ENP, SBa - Vsa, SBa - Via e Adenóide, entre os grupos Dolicofacial, Mesofacial e Braquifacial, utilizou-se a Análise de Variância a um critério de modelo fixo.
Para verificar se existe associação entre os padrões Dolicofacial, Mesofacial e Braquifacial com o tipo de respiração (Bucal ou Nasal), foi utilizado o teste do Qui-quadrado (x2) e de comparações de proporções, como proposto em ZAR47, 1996.
A correlação entre a idade e as variáveis SBa - ENP, SBa - Vsa, SBa x Via e Adenóide foi analisada pelo coeficiente de correlação de Pearson.
RESULTADOS
presentação dos resultados encontra-se organizada em tabelas e figuras a seguir:
Tabela 4 – Comparação entre o sexo masculino e feminino das variáveis estudadas
e segundo a idade
A
MASCULINO FEMININO MEDIDAS Média Dp média Dp t P Idade 12,90 2,61 13,02 2,65 0,250 0,803 ns Sba - Enp 18,31 4,06 16,84 4,59 1,870 0,064 ns Sba - Vsa 12,34 3,91 11,13 4,78 1,523 0,130 ns Sba - Via 12,91 3,29 12,43 3,92 0,735 0,464 ns Adenóide 4,12 1,94 4,34 2,29 0,558 0,578 ns0,00 5,00 10,00 15,00 20,00
Sba x ENP Sba x Vsa Sba x Via Adenóide
Masculino Feminino
Figura 4 -Valores das variáveis: SBa - ENP, SBa - Vsa, SBa - Via e Adenóide, segundo o sexo
Como podemos verificar, na figura e tabela acima, a comparação entre os sexos masculino e feminino, pelo teste “t” de Student, não mostrou haver diferença estatisticamente significante entre as variáveis estudadas e nem segundo a idade dos pacientes.
Tabela 5- comparação entre os tipos de respiração, bucal e nasal,
das variáveis estudadas
ns – diferença estatisticamente não significante * - diferença estatisticamente significante (p<0,05)
0,00 5,00 10,00 15,00 20,00
Sba x ENP Sba x Vsa Sba x Via Adenóide
Bucal Nasal
Figura 5 - Representação gráfica dos valores médios das variáveis estudadas
para os grupos com respiração Bucal e com respiração Nasal
A tabela 5 e figura 5 demonstram que as variáveis SBa - Enp, SBa - Vsa e SBa - Via, dos respiradores nasais apresentaram dimensões maiores do que nos respiradores bucais, diferenças estas estatisticamente significantes. E, para os valores da adenóide, a diferença também foi estatisticamente significante, porém
BUCAL NASAL MEDIDAS Média Dp Média Dp t p Idade 12,97 2,51 12,95 2,74 0,032 0,975 ns SBa - Enp 16,50 4,60 18,54 3,97 2,626 0,010 * SBa - Vsa 10,53 4,26 12,84 4,28 2,991 0,003 * SBa - Via 11,75 3,79 13,54 3,25 2,803 0,006 * Adenóide 4,92 1,94 3,57 2,09 3,671 <0,001 *
maior para o grupo com respiração bucal. Não houve diferença significante para a idade média dos dois grupos.
Tabela 6 - Valores das variáveis das medidas estudadas para os grupos Dolicofacial,
Mesofacial e Braquifacial
ns – diferença estatisticamente não significante
0,00 5,00 10,00 15,00 20,00
Sba x ENP Sba x Vsa Sba x Via Adenóide
Dólico Meso Braqui
Figura 6 - Valores médios das variáveis estudadas para os
grupos Dolicofacial, Mesofacial e Braquifacial
DOLICOFACIAl MESOFACIAL BRAQUIFACIAL MEDIDAS
ESTUDADAS média Dp média Dp média Dp
F P Idade 12,77 2,08 13,27 3,13 12,74 2,39 0,557 0,574 ns SBa - ENP 17,42 4,70 17,27 4,64 18,06 3,68 0,343 0,710 ns Sba - Vsa 11,53 4,47 11,28 4,60 12,51 4,06 0,836 0,436 ns SBa - Via 12,38 3,57 12,92 3,63 12,60 3,76 0,238 0,788 ns Adenóide 4,58 2,34 4,14 2,00 3,97 2,05 0,813 0,446 ns
A tabela 6 e figura 6 demonstram que não houve diferenças estatisticamente significantes para as variáveis estudadas com relação aos padrões faciais.
Tabela 7 - Associação entre os padrões faciais com os tipos de respiração
X2 = 9,79; p = 0,007 * (estatisticamente significante) 0 5 10 15 20 Bucal Nasal Dolicofacial Mesofacial Braquifacial
Figura 7 - Associação entre os padrões faciais com os tipos de respiração
BUCAL NASAL TOTAL
PADRÃO N % N % N % Dolicofacial 22 56,4 17 (43,6) 39 100,0 Mesofacial 29 59,2 20 (40,8) 49 100 Braquifacial 9 26,5 25 (73,5) 34 100 Total 60 49,2 62 50,8 122 100
A tabela 7 e figura 7 demonstraram que existe maior proporção de respiradores bucais (com diferença estatisticamente significante) nos padrões dolicofacial e mesofacial do que no padrão braquifacial. Já, entre os padrões dolicofacial e mesofacial, não houve diferença estatisticamente significante.
Tabela 8 - Valores do Coeficiente de Correlação de Pearson entre a idade e
as variáveis: SBa - Enp, SBa - Vsa, SBa - Via e Adenóide
ns – correlação estatisticamente não significante * correlação estatisticamente significante (p<0,05)
A tabela acima demonstra correlação estatisticamente significante entre Idade e as variáveis SBa - Enp, SBa - Vsa, e Adenóide, porém não entre Idade e SBa - Via. Mesmo assim, os valores que são estatisticamente significantes indicam uma correlação fraca, com coeficientes (r) na ordem de 0,20.
VALORES CORRELAÇÃO
R P
Idade x SBa – ENP 0,23 0,012 *
Idade x SBa – Vsa 0,24 0,009 *
Idade x SBa – Via -0,13 0,141 ns
DISCUSSÃO
O espaço aéreo naso e bucofaríngeo apresenta um papel importante no estabelecimento do padrão respiratório do indivíduo com relação ao padrão de crescimento facial e a má oclusão. Para analisar o espaço aéreo e as diferenças no tamanho da adenóide, procuramos relacionar essas medidas com a idade, sexo, tipo respiratório e padrão facial de modo a auxiliar o ortodontista e ou odontopediatra no planejamento, tratamento e prognóstico das más oclusões.
A utilização na metodologia deste estudo de medidas lineares, por meio das radiografias cefalométricas, foi uma opção do ponto de vista prático, pois este exame faz parte da documentação básica ortodôntica para diagnóstico e plano de tratamento, sem custo adicional para o paciente. Essas avaliações mais completas do paciente têm como objetivo oferecer muito mais do que uma simples correção da patologia dentária, e sim um diagnóstico e tratamento integrado para obtenção da saúde e função bucal e oronasal, levando o ortodontista a encaminhar o paciente para uma avaliação com o otorrinolaringologista e fonoaudiólogo.
Observamos neste estudo, na (tabela 4 ,gráfico 1) que o tamanho médio do espaço superior naso e bucofaríngeo encontrado nos indivíduos do sexo masculino foi de 18,31 mm, em pacientes com idade média de 12,90 anos e para o sexo feminino com média de idades 13,02 anos o espaço foi de 16,84 mm. A menor secção transversal deste espaço foi 12,32 mm para o sexo
masculino e de 11,13 mm para o sexo feminino, enquanto o espaço inferior foi de 12,91 mm para o sexo masculino e de 12,43 mm para feminino. A adenóide apresentou valores médios de 4,12 mm para o sexo masculino e de 4,34 mm para o feminino. Para todas as medidas não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, quando comparadas ao sexo.
Os resultados observados no nosso trabalho foram semelhantes aos encontrados nos trabalhos de LINDER-ARONSON; LEIGHTON21, (1983),McNAMARA25 JR. (1984) ÁGUILA; ÁGUILA2, (1993) , BITTENCOURT3,(2002), que não demonstraram a presença de dimorfismo sexual em relação ao tamanho do espaço buco naso faríngeo. ZANELATO46, (2003) realizou um estudo, a fim de postular um cefalograma faríngeo para ser utilizado pelo clínico como ferramenta para auxiliar no diagnóstico e tratamento de pacientes. Neste estudo foram avaliados: limite superior do espaço aéreo, menor secção transversal do espaço aéreo, o limite inferior, e o tamanho da adenóide. O autor também não observou a presença de dimorfismo sexual.
Uma provável hipótese para não evidência de diferenças dessas variáveis com relação ao sexo nos indivíduos deste estudo se deve em função da fase de crescimento ósseo e regressão da adenóide iniciados nesta faixa etária. Provavelmente num trabalho com pacientes em uma faixa etária menor, selecionados em função das fases de crescimento que ocorrem em idades diferentes, para o sexo masculino e feminino, seja possível analisar a influência do sexo no tamanho da adenóide e espaço aéreo naso e bucofaríngeo. No nosso estudo a idade não foi um critério de seleção, mas um importante dado
complementar para a análise das características dos pacientes com má oclusão de Classe II.
Apenas os autores HANDELMA e OSBORNE13, (1976), observaram diferenças entre os sexos em relação ao crescimento da nasofaríngeo no período de 9 meses a 18 anos e estas alterações ocorrem com aumento em altura e largura desse espaço. No período da pré-adolescência os autores registraram uma diminuição no espaço nasofaríngeo, provavelmente por causa do aumento da área nasofaringiana e redução das tonsilas faringeanas.
Na tabela 5 e gráfico 2 correlacionamos os tipos de respiração (nasal x bucal) com a idade e sua interferência nas variáveis estudadas. Observamos que a idade média dos pacientes não interferiu no tipo de respiração. Na análise das variáveis observamos que, para o tamanho médio do espaço superior da naso e bucofarínge foi observada uma diferença estatisticamente significante quando comparado os indivíduos respiradores bucais (16,50 mm ) com os respiradores nasais (18,54 mm). Nas medidas relativas a menor secção transversal deste espaço, os valores médios encontrados foram de 10,53 mm para o respirador bucal e de 12,84 mm para o respirador nasal, e nquanto para o espaço inferior no respirador bucal foi de 11,75 mm e para o nasal de 13,54 mm, diferenças essas estatisticamente significantes.
O tamanho médio da adenóide variou de 4,92 mm para o respirador bucal e de 3,57 mm para o nasal, o que caracterizou um aumento estatisticamente significante no tamanho da adenóide. Observamos nos nossos resultados uma correlação entre o tipo de respiração e as variáveis estudadas, sendo esse
resultado concordante com os encontrados por: BOMMARITO et al5., (2004),. DUNN; GREEN; CUNAT10, (1973).
WARREN et al43., (1984); HINTON et al16, (1986), observaram que o tamanho do espaço aéreo nasal igual ou menor que 0,4 cm2, pode ser insuficiente para a função respiratória, levando conseqüentemente a respiração do tipo bucal .
Adversamente, KLUEMPER; VIG; VIG19. (1995), destacaram que não se pode afirmar que a morfologia facial é dependente do modo de respiração. E, que as medidas cefalométricas do espaço da via aérea superior e a presença de obstrução do espaço pela adenóide não são indicativos confiáveis para a diminuição da respiração nasal.
Com relação ao padrão facial encontramos na revisão da literatura que existe uma maior tendência de alterações na região nosofaringeana nos pacientes de face longa, que apresenta um o padrão de crescimento vertical, levando a obstrução nasal com conseqüentes alterações no crescimento e desenvolvimento facial. O paciente com padrão dolicofacial apresenta um aumento significativo da altura facial anterior, face longa, atresia maxilar e palato profundo, além de uma porcentagem elevada de má oclusão Classe II, divisão 1.
Na avaliação da tabela 6 e figura 3 podemos verificar com relação ás medidas estudadas, segundo a idade dos indivíduos e os padrões faciais (braquifacial, mesofacial e dolicofacial) que as medidas variaram, de acordo com a tendência de crescimento facial dos pacientes na idade estudada. O que nos demonstra que o padrão facial é definido provavelmente pelo componente
genético, não havendo influência direta com a idade. Esses achados são concordantes com os descritos por STEELE et. al35., (1968).
Os indivíduos dolicofaciais apresentaram valores de 17,42 mm para o espaço superior da nasofaringe, para a menor secção transversal desse espaço foi de 11,53 mm, e para o espaço inferior foi encontrado o valor de 12,38 mm e para o tamanho médio da adenóide o valor foi de 4,58 mm. No padrão mesofacial os valores encontrados foram de 17,27 mm para o espaço superior, de 11,28 mm para a menor secção deste espaço, e para o espaço inferior o valor foi de 12,92 mm e para o tamanho médio da adenóide encontramos valor de 4,14 mm. Já, no padrão braquifacial os valores encontrados para o espaço superior foi de 18,06 mm, para a menor secção transversal o valor foi de 12,51 mm, e para o espaço inferior o valor foi de 12,60 mm e para o tamanho médio da adenóide 3,97 mm. Com isso, observamos que as variáveis não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre e os diferentes padrões faciais. Os pacientes que apresentaram redução do espaço nasofaringeano se concentraram nos padrões dolicofaciais e mesofaciais, já, os braquifaciais apresentaram valores maiores desse espaço. Esses resultados foram semelhantes aos observados por: JOSEPH et al18., (1998) que realizou uma pesquisa comparativa para avaliar as dimensões da nasofaringe, orofaringe e hipofaringe em pessoas dolicofaciais e mesofaciais. O estudo foi feito, por meio de análise cefalométrica em telerradiografias em norma lateral, utilizando uma amostra de 50 pacientes, sendo um grupo de 23 mesofaciais, (grupo controle) e outro de 27 pacientes dolicofaciais. Concluíram que o grupo dos dolicofaciais apresentou dimensão ântero -posterior da faringe mais estreita do que o grupo controle. Como também,
SUBTELNY37 (1975); enfatizou que as amígdalas hipertróficas podem criar uma obstrução na via aérea bucofaringeana. Com isso, como conseqüência, foram observadas algumas alterações na postura da mandíbula para baixo, podendo induzir a uma mordida aberta anterior, com maior velocidade de crecimento vertical. QUICK e GUNDLACH27, (1978); avaliaram 113 pacientes por meio de telerradiografias, sendo 62 pacientes com o ângulo (38o) alto do plano mandibular e 51 com ângulo (26o) plano mandibular baixo, com pouca ou nenhuma incidência de ri nite alérgica, sinusite maxilar ou desvio de septo entre os grupos. O resultado dos dois grupos indicou que a cavidade nasofaringeana era pequena nos pacientes de face longa; com isso, afimou que adenóides moderadas podem causar obstrução respiratória nesses pacientes. Autores como: WOODSIDE; LINDER-ARONSON45, (1979); MCNAMARA JR24., (1981); VARGERVIK et al42., (1984), SANTOS-PINTO31, (1984); SANTOS PINTO et al32., (1993), CABRERA; CABRERA7, (2000), também encontraram correlação entre as alterações do espaço nasofaringeano e o padrão facial.
Observando a análise dos padrões faciais e o tipo de respiração (tabela 7 e gráfico 4) concluímos que existe maior proporção de respiradores bucais, (com diferença estatisticamente significante) nos padrões dolicofacial e mesofacial comparados ao padrão braquifacial. No entanto, não houve diferença estatisticamente significante entre os padrões dolicofacial e mesofacial. Autores como KLUEMPER; VIG; VIG19, (1995) e WATSON; WARREN E FISCHER44, (1968) e DIAMOND9, 1980 não observaram correlação entre o tipo respiratório e o padrão facial dos indivíduos, ao realizare m um estudo para avaliar a relação entre respiração e morfologia
craniofacial. Os autores concluíram que não se pode afirmar que a morfologia facial é dependente do modo de respiração e que as medidas cefalométricas do espaço da via aérea superior e a obstrução do espaço pela adenóide não são confiáveis para indicar a diminuição da respiração nasal.
TRASK et al40., (1987); com a finalidade de avaliar as diferenças esqueléticas e dentárias entre pacientes com padrão respiratório nasal e bucal, realizaram um estudo clínico e radiográfico, utilizando uma amostra de 25 pacientes respiradores bucais e 25 nasais. Os resultados mostraram grandes diferenças esqueléticas e dentárias. No sentido vertical, observaram aumento significativo da altura facial nos respiradores bucais, em relação aos nasais. Como também BRESOLIN6, (1983); RAKOSI et al29, (1993); SANTOS JR30., (1996); LINDER-ARONSON e BACKSTRÖM20, (1960); GROSS12, (1974); SUBTELNY37, (1975); SCHULHOF33, (1978); QUICK e GUNDLACH27, (1978); WOODSIDE e LINDER-ARONSON45, (1979); SUBTELNY38, (1980); HARVOLD et al14., em 1981; MCNAMARA JR24., (1981); SOLOW et al34., (1984); SANTOS-PINTO31, (1984); MARTINS et al23, (1988); UNG et al41., (1990); TOURNE39, (1990); SANTOS PINTO et al32.,(1993); BIZETTO et al4., 2004; demonstraram em seus estudos, haver uma maior freqüência de respirador bucal nos pacientes com padrão de crescimento vertical.
Na Tabela 8 estão dispostas às correlações entre a idade dos indivíduos da amostra e as 4 variáveis: SBa - Enp, SBa - Vsa, SBa - Via e Adenóide.
Os nossos resultados demonstraram que o espaço aéreo apresenta uma correlação entre a idade e as variáveis estudadas o que foi comprovado pelo coeficiente de correlação de Pearson indicando que quanto maior a idade do
paciente maior o espaço médio superior, menor secção transversal da naso faringe e quanto menor a idade maior o tamanho da adenóide.
Nesta pesquisa os pacientes foram selecionados na faixa etária dos 12 a 21 anos, onde o crescimento da adenóide estava provavelmente concluído ou em fase de redução de tamanho, assim quanto maior a idade dos pacientes menor o tamanho da adenóide, ou seja maior o tamanho do espaço aéreo.
A literatura relata trabalho de, SUBTELNY36 (1954) que afirma que o tecido adenoideano cresce com grande velocidade até aproximadamente dos 2 aos 3 anos de idade, e após esta idade diminui de velocidade até atingir o seu tamanho final. Em média dos 10 – 14 anos alcança o pico do tamanho da massa adenoideana e o crescimento é concluído. O tecido adenoideano inicia o processo de redução de tamanho até ficar completamente atrofiado na idade adulta.
Em 1975, HENRIKSON; LINDER-ARONSON; WESTBORG15, estudaram pacientes com faixa de idade de 6 a 15 anos e foram observadas alterações ânteroposteriores da naso farínge com maior intensidade nos pacientes pré- puberal e durante a puberdade. HANDELMA; OSBORNE13, em 1976, observaram a dimensão da tonsila faringeana, nasofaringe e do espaço da nasofaringe e as alterações que ocorrem as custas do aumento em altura e largura desse espaço. No período da pré- adolescência ocorre uma diminuição no espaço da nasofaríngeo, provavelmente por causa do aumento da área nasofaringeana e
redução das tonsilas faringeanas.
Em um estudo realizado por ADAMIDIS; SPYROPOULUS1 (1983); CROUSE et al8. (1999), relataram que ocorre uma diminuição da quantidade de tecido
linfóide na faringe, devido a uma normal involução da adenóide e amígdalas, e isso pode aumentar o espaço bucofaringeano.
Em 2003, ZANELATO46 em sua dissertação de mestrado não observaou correlação do tamanho da adenóide com a idade cronológica dos indivíduos da amostra. Talvez esse fato tenha ocorrido em função de em nosso trabalho utilizarmos uma amostra maior e com má oclusão apenas de Classe II, divisão 1, apesar da faixa etária e metodologia terem sido a mesma.