4.10 S´ election spectrale et compression d’impulsions attosecondes
4.10.2 Compression attoseconde dans un film solide
A EPE e o ensino do 1.º CEB são duas etapas fundamentais ao longo do processo de educação, assim a sua articulação é essencial. Neste contexto, o novo paradigma da habilitação do docente generalista acarreta alguns novos desafios aos profissionais de educação, pois caberá a estes determinar similaridades entres estes contextos de forma a contribuir para um objetivo comum, ou seja, o de um desenvolvimento global e harmonioso da criança. Assim, é possível verificar no DL n.º 79/2014 de 14 de maio, as condições essenciais para a habilitação profissional para a docência. Este surge da necessidade de combater o insucesso escolar e de ter um corpo docente, que estabeleça a estabilidade e a
qualidade do ensino. Pretende privilegiar ainda, uma maior abrangência de níveis e ciclos de ensino, permitindo a mobilidade dos docentes. Considera-se que a EPE:
(…) é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em visa a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário (OCEPE, 1997, p.15).
Por outro lado o 1.º CEB constitui-se:
Como uma etapa da escolaridade em que se concretiza de forma mais ampla, o principio democrático (…) quer promovendo a realização individual de todos os cidadãos, em harmonia com os valores da solidariedade social, quer preparando-os para um intervenção útil e responsável na comunidade (ME, 2004,p.11).
Estas definições interligam-se atendendo a que as bases adquiridas na EPE servem de apoio ao 1.ºCEB, pois ambas pressupõem princípios sólidos na construção de indivíduos autónomos que futuramente possam desenvolver um papel ativo e responsável na sociedade. Neste contexto, estas duas etapas representam um período crucial no qual o profissional de educação deve proporcionar às crianças atividades significativas. Desta forma, deve ser considerado como princípios essenciais em ambos as valências: a intencionalidade educativa; a diferenciação pedagógica; a interdisciplinaridade e a construção ativa e cooperativa do conhecimento.
Intencionalidade educativa: Todo o processo educativo deve ser munido de intencionalidade, sustentada nas ações de observar, planificar, intervir e avaliar. Todas estas diferentes etapas devem estar relacionadas.
De acordo com o DL n.º 241/2001 de 30 de agosto, o professor no 1.ºCEB, “Organiza, desenvolve e avalia o processo de ensino com base na análise de cada situação concreta, tendo em conta, nomeadamente, a diversidade de conhecimentos, de capacidades e de experiências com que cada aluno inicia ou prossegue as aprendizagens” (DL n.º241/2001 de 30 de agosto, anexo n.º2). Neste contexto, é necessário que o profissional observe o seu grupo, o seu contexto social, pois só com esta observação in loco poderá recolher informações que orientem a sua intencionalidade educativa. De igual modo, o educador no EPE também, “concebe e desenvolve o respectivo currículo, através da planificação, organização e avaliação do ambiente educativo, bem como das actividades e projectos curriculares, com vista à construção de aprendizagens integradas” (Ibidem, anexo n.º1).
A planificação assume uma organização prévia de todo o trabalho que se pretende realizar, permitindo que o profissional possa gerir os conteúdos programáticos e o tempo disponível. Assim, com uma planificação, o profissional de educação poderá escolher as estratégias e atividades que melhor se adequam ao seu grupo de trabalho, permitindo uma gestão cuidada dos conhecimentos que lhes pretende transmitir.
É fulcral que, se tenha em consideração a coerência e clareza do plano, onde seja possível a adequação plena de cada aluno, permitindo que o ensino seja eficaz para todos, não esquecendo que cada indivíduo é um ser único e singular.
Diferenciação pedagógica: A escola é preconizada para todos, e para que seja uma realidade efetiva é necessário combater a informidade do ensino. Neste contexto, a escola para todos deve usar estratégias diferenciadas, de acordo com as individualidades de cada criança. O ensino diferenciado tem como principal objetivo maximizar as capacidades de cada criança, compreendendo o nível cognitivo em que cada uma se encontra. Neste sentido, é importante que exista uma preocupação por parte do profissional de educação usar estratégias diversificadas em ambos os contextos pedagógicos.
Interdisciplinaridade: Esta tem em vista o desenvolvimento global de cada criança, sendo da responsabilidade do educador convergir todas as áreas curriculares, ou seja, prever um fio condutor, bem como os conhecimentos adquiridos sejam significativos. Esta interdisciplinaridade deve ser adotada de igual modo no EPE bem como no 1.ºCEB, pois não deve considerar as “diferentes áreas como compartimentos estanques, acentua-se a importância de interligar as diferentes áreas de conteúdo e de as contextualizar num determinado ambiente educativo” (OCEPE, 1997,p.22).
Neste contexto, podemos afirmar que a interdisciplinaridade fomenta a articulação entre os diferentes domínios do desenvolvimento. Desta forma, com a interdisciplinaridade o aprendiz não constrói o conhecimento individual, mas sim em simultâneo com outros domínios, e o educador desempenha um papel de mediador desse conhecimento.
Motivação educativa: Diariamente, os profissionais de educação confrontam-se com diversas atitudes e comportamentos das crianças, com consequências direta e indireta na realização da sua profissão. E é neste sentido, que os profissionais devem desenvolver estratégias adequadas para que a motivação esteja sempre presente na sua atividade profissional. O profissional de educação deve ser criativo em todas as situações de
aprendizagem, demonstrando prazer e capacidade de ensinar. Pois, deve ter sempre presente que lhe caberá o papel de ser o facilitador para uma aprendizagem de sucesso. Reconhecer que a motivação é suscetível de mover o indivíduo a atingir algo, e desta forma deve mobilizar um conjunto de forças internas, que por sua vez fortaleça o estímulo, o que em educação a motivação é primordial. Não podemos esquecer que educandos motivados, motivam por sua vez os profissionais. E de acordo com Einstein (s.d.), “A arte mais importante do professor consiste em despertar a motivação para a criatividade e para o conhecimento” (citado por Estanqueiro, 2010, p.11).
A motivação é fundamental na educação, esta atua de forma construtivista na construção do cognitivo.