2.2 Utilisation d’antennes microphoniques
2.2.4 Comportement d’une antenne lin´ eaire vis-` a-vis du rail
Com o Ano Europeu do envelhecimento ativo, em 2012, surgiram inúmeras propostas de exercícios e atividades físicas para idosos, além das imensas atividades e comemorações promovidas, particularmente em Portugal, originando debates e espaços de reflexão dirigidas a esta temática. Contudo, observamos que perversamente, o mediatismo instalado por detrás deste conceito e deste evento, gerou a nível social e de movimentos socioeconómicos e políticos, oportunidades de negócio a altas potências económicas da área da saúde e do desporto, que em pouco ou nada favoreceram a pessoa idosa ou o processo de envelhecimento ativo. Em muitos casos, podem ter sido levadas a cabo iniciativas
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enriquecedoras e que contribuíram para o início de uma mudança de paradigma, que necessita ser ainda muito trabalhado para que existam resultados visíveis.
Neste sentido, importa salientar que alguns investigadores têm vindo a desenvolver o seu trabalho neste âmbito, sendo as suas opiniões unânimes, relativamente à visão dos benefícios inerentes à prática do exercício físico diário. Estes estudos determinam ainda, que esta atividade assume uma importância fundamental na rotina semanal do idoso, sendo que cada sessão deve ter uma duração entre 30 a 50 minutos, dependendo da idade e da condição física daquele.
Assim, numa fase anterior à iniciação da prática desportiva, dever ser realizada a avaliação do estado físico da pessoa idosa, no sentido de se adequar um plano de exercícios compatível com a sua condição física mas também com os seus hábitos e estado de saúde. A pessoa idosa deve portanto, ser avaliada/ observada por um médico ao nível do aparelho cardiovascular como locomotor.
Tal como acontece noutros estádios da vida nesta dimensão, também os exercícios eatividades físicas para a população idosa, podem ter diversos formatos, ou seja, sessões individuais, a pares ou em grupo.
Alguns cuidados pertinentes e a ter em consideração neste domínio, passam pela integração e pratica dos exercícios, que deve ser realizada de forma lenta e gradual, respeitando acima de tudo, os limites físicos e psicológicos de cada um. Alem disso, parece- nos importante referir que outras condições devem ser asseguradas, como, manter o corpo hidratado através da ingestão de água, o uso de vestuário adequado e confortável para a prática de exercício, ou seja, que permita estabilidade no sentido de evitar lesões indesejadas e liberdade de movimentos, assim como, alimentar-se convenientemente antes e após a sessão ou atividade.
Os melhores tipos de exercício físico adequados à pessoa idosa são os que se relacionam com atividades aeróbias, que por sua vez devem ser adaptadas a cada um, tendo em conta as capacidades físicas que apresentam, sendo a marcha livre, a modalidade mais aconselhável entre as atividades aeróbicas dirigidas aos idosos.
Segundo Ermida (2000, p.100), para a pessoa idosa conseguir melhores resultados da sua atividade física, “(…) o plano de exercício deve incluir não só exercícios aeróbicos mas também exercício de força e resistência, procurando assim conseguir a manutenção ou
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a melhoria do estado cardiovascular mas também o aumento da massa e da força musculares”.
De referir ainda que, a prática de exercício físico na terceira idade deve ser acompanhada e supervisionada por um profissional qualificado.
Alguns exercícios são determinados segundo os objetivos a atingir ou a trabalhar com os participantes, a médio/longo prazo. Neste sentido, observamos que na sua maioria tratam-se de exercícios simples que promovem as capacidades de resistência e bem-estar do organismo. Existem portanto exercícios, cujo objetivo integra exercícios que promova o desenvolvimento da resistência cardiovascular; o fortalecimento do quadríceps e do bíceps femoral; ou o fortalecimento da zona dorsal e tríceps.
Em termos de benefícios específicos, compreendemos que a melhoria do estado de saúde global do indivíduo é evidente, com a pratica do exercício físico. Assim, conforme refere Nahas (2001), a prática regular de exercício físico melhora a condição fisiológica; psicológica e social do indivíduo, reduzindo, minimizando e prevenindo situações de doença. Neste sentido, Rodrigues et al. (2005) corroboram desta visão, acrescentando que a prática regular da atividade física quando participada em grupo diminui os casos depressivos entre os idosos, nomeadamente porque estes são estimulados a socializarem com os pares, situação favorável à procura de novas amizades e interesses comuns.
O exercício físico favorece ainda a prevenção de doenças cardíacas, como temos vindo a observar, bem como, o aumento dos níveis de HDL, ou seja, “o colesterol bom” e a redução dos níveis de LDL, ou seja, “o colesterol mau”. Ajuda a melhorar o humor, devido à liberação de uma hormona designada de endorfina, responsável pela sensação de bem-estar no organismo humano, e ajuda também a aumentar a funcionalidade do sistema imunitário. Além destes benefícios para a saúde do indivíduo, Raso (2007) refere outros que os complementam e que são igualmente importantes, como o aumento do consumo de oxigênio, o controlo glicémico mais ajustado, o aumento de energia e de movimento, logo a diminuição de dores, o aumento da taxa metabólica basal, diminuição no trânsito gastrintestinal, redução da massa gorda e crescimento da massa magra.
Matsudo (2001), refere ainda que no âmbito do equilíbrio e da marcha, os efeitos e resultado do exercício físico na pessoa idosa, são fundamentais, na redução de situações de risco de quedas e fraturas, elevando de forma significativa sua qualidade de vida, uma vez
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que desta forma, existe, menos situações de dependência do idoso, nas suas atividades diárias.
No universo psicológico do idoso, os benefícios que o exercício físico produz assume grande relevância na sua vida, uma vez que influencia significativamente a qualidade da mesma. Estes benefícios constituem-se essencialmente por sensações de bem-estar, como a satisfação e energia, que inerentemente transportam para a saúde do idoso, contributos positivos que lhe permitem desenvolver outras capacidades como a autonomia e a socialização.