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Comparisons of DLM-QMF and Other Optimization Methods

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5.4 Experimental Results

5.4.3 Comparisons of DLM-QMF and Other Optimization Methods

Identificados os principais modos de aquisição de conhecimento por país, interessou-nos definir as principais áreas desse conhecimento (P.4: «Identifique algumas áreas do teu conhecimento do(s) país(es) que disseste conhecer?»). Pretendíamos perceber melhor a relevância dada aos modos de aquisição de conhecimento mais evidenciados pelos jovens inquiridos [Cf. Gráficos 4.13(a), 4.13(b), 4.13(c), 4.14(d) e 4.13(e) – Anexo 3].

Quando analisamos os dados, no seu conjunto, verificamos que a História/Geografia, as Tradições e a Religião constituem as principais áreas de conhecimento. Seguem-se o Desporto, a Música e a Política/Economia.

Ao lermos os dados dos jovens europeus, observamos que estes apontam como principais áreas de conhecimento entre si, por ordem de escolha, a História/Geografia, o

196 Desporto e as Tradições [Cf. Gráficos 4.13(a), 4.13(b) e 4.13(c) – Anexo 3]. De destacar o facto dos jovens portugueses e espanhóis apontarem como outras áreas de conhecimento relativamente à França, o Cinema, a Moda e a Literatura. Quanto aos jovens franceses, realçam, em relação à Espanha, a Literatura e a Música. Em relação a Portugal, evidencia-se uma taxa de Não Responde (32%) que, na realidade, interpretamos como um «Não Sabe», recorrente, aliás, em muitas questões.

Em relação aos países do Magrebe, os jovens europeus apontam a História/Geografia, as Tradições e a Religião como principais áreas de conhecimento [Cf. Gráficos 4.13(a), 4.13(b) e 4.13(c) – Anexo 3]. Especificamente sobre os dados dos jovens de Lisboa, é interessante verificar que, quer em relação a Marrocos quer em relação à Tunísia, a área de conhecimento Política/Economia aparece como outra área de conhecimento com alguma importância. Isto indica-nos que os jovens portugueses se apercebem, de certa forma, da importância destes países nas relações políticas, económicas e comerciais de Portugal (Esteves, 2009; Borges, 2007). Esta observação reforça, no nosso entender, a necessidade de se olhar de outra forma as realidades destes países. O que implica um investimento ao nível educativo em ambos os sentidos. No horizonte, está uma melhor gestão das mobilidades pessoais e profissionais nesta área geográfica. De salientar, ainda, uma taxa de Não Responde bastante elevada para a Argélia (51%) e relativamente elevada para a Tunísia (36%). Significa claramente a assunção de um mau conhecimento desses países e indica a necessidade de uma outra cooperação educativa entre Portugal e o Magrebe.

Quando observamos os jovens magrebinos, estes apontam como principais áreas de conhecimento relativamente aos países da Europa, a História/Geografia, o Desporto, a Religião e a Música [Cf. Gráficos 4.14(d) e 4.13(e) – Anexo 3]. Há, contudo, variações. Os jovens de Rabat evidenciam em relação à França como áreas de conhecimento, para além da História/Geografia (63%), por ordem de escolha, a Música (45%), o Desporto (38%), a Literatura (32%) e o Cinema (20%). Em relação à Espanha, evidenciam a História/Geografia (55%), o Desporto (50%) e a Música (36%). Em relação a Portugal, são apontadas o Desporto (52%), a História/Geografia (34%) e a Religião (17%). Para os jovens de Tunes, de realçar, em relação a Portugal, um fraco conhecimento bem evidenciado na taxa de Não Responde (46%) seguindo-se o

197 Desporto (25%), a História/Geografia (24%) e a Religião (17%). Relativamente à França, o país que conhecem melhor, para além da História/Geografia (66%), salientam, por ordem de escolha, a Política/Economia (41%), a Religião (41%), o Cinema (29%), a Literatura (28%) e a Música (25%). Relativamente à Espanha, para além da História/Geografia (55%), indicam a Música (49%), o Desporto (43%), as Tradições (34%) e a Religião (30%).

Uma primeira reflexão sobre a análise dos dados desta pergunta mostra-nos a relevância da História/Geografia como uma das principais áreas de conhecimento. Suscita-nos uma interessante reflexão quando pensamos no papel da escola como um dos principais meios para a aquisição de conhecimentos sobre os outros países e respetivas culturas261. Isto sugere-nos que a escola, através de uma certa relevância dada aos manuais escolares na área da História/Geografia, assume-se, como um meio, ainda «privilegiado», para melhor identificar alguns traços culturais de um país, do seu povo e da sua cultura, mesmo sabendo que, muitas das vezes, estes traços precisam regularmente de uma atualização ao nível dos conteúdos e das práticas pedagógicas (Bureau International d’Education, 2004).

A História e a Geografia, como, aliás, as Línguas ou a Filosofia, são disciplinas consideradas cruciais para o ensino da diversidade cultural (Bureau International d’Education, 2004). O estudo da História e da Geografia coloca os alunos em contacto com diferentes tempos e lugares, o que os incentiva a tomar consciência das realidades sociais e culturais de outras sociedades, e, em relação a estas, dos seus próprios preconceitos (Dewey, 2007b). Neste sentido, incentiva-os, ainda, a repensar os pressupostos de base da sua cultura e das culturas que contactam. O desenvolvimento da consciência intercultural veiculada, através destas disciplinas, produz uma disposição para a mentalidade cosmopolita, para um modo de pensar diverso (Abdallah-Pretceille, 2006). Manifesta-se numa atitude que enaltece o conhecimento da diferença e da aceitação de sociedades, culturas e tradições situadas para além das culturas e tradições de pessoas com quem se estudou ou se conheceu diretamente.

261 Cf. Ponto 4.1.1.2. A identificação dos modos de aquisição do conhecimento e as perceções

198 As Tradições, ou seja, os traços que instantaneamente se identificam com um povo e uma cultura, constituem uma outra área de conhecimento mais referenciada pelos jovens. É interessante verificar quão certos traços se associam aos respetivos países pelo que estes representam em termos da sua visibilidade. É o caso do Desporto que é posto em evidência por todos os jovens, em particular, pelos jovens de Madrid e de Paris quando pensam em Portugal: é um verdadeiro veículo de conhecimento de um país. A projeção internacional de jogadores de futebol como o caso de Cristiano Ronaldo ou de treinadores como o caso de José Mourinho identificam e facilitam, sobremaneira, o conhecimento de Portugal. Isso não significa naturalmente um melhor conhecimento a outros níveis nomeadamente sociocultural mas tem um efeito de «despertador» e, por isso, no nosso ver, positivo.

Quanto ao fator religioso evidenciado, sobretudo, pelos jovens de Rabat e de Tunes, devemos entendê-lo como referencial normativo pela relevância histórica que teve na construção da maior parte dos sistemas políticos árabes (Tozy, 2010; Izquierdo, 2009). Se a socialização religiosa é um objetivo em si nesses países, há que relativizar o peso da religião na medida em que muitos dos jovens muçulmanos adotam uma atitude religiosa por aspiração a uma espiritualidade que a sociedade não lhes traz desejando que essa dimensão sagrada na sua existência não assuma um uso político (Cunha, 2005). Nesta perspetiva, poderemos compreender o caráter essencialmente político e social das revoltas e manifestações populares no Mundo Árabe. A religião não é, deste modo, a solução a tudo e para tudo (Tozy, El Ayadi e Rachik, 2007).

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