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Charges des E/S et performance

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5. Gestion du stockage

5.4. Caractéristiques de performance des disques durs

5.4.2. Charges des E/S et performance

Após o esclarecimento dos conceitos e teorias subjacentes à tese, inicia-se o processo de fusão entre as temáticas. O condutor das discussões aqui apresentadas leva à percepção da importância de entender as TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação – como promotoras da mediação multimidiática do conhecimento. Uma mudança que traz novos paradigmas de tempo e espaço e apresenta outros desafios:

“As novas tecnologias da eletrônica e do espaço não intervêm somente para inverter a escala de nossas percepções espaciais e temporais, para deslocar nossas referências fundamentais, para subverter nossa relação com o global e o local. Instauram uma relação de uma nova natureza. Ao invés de operar na superfície do globo, enquanto espaço real e concreto, organizado segundo as hierarquias da distância e as articulações complexas dos eixos preferenciais, elas agem através de um certo hiperespaço de acesso direto, instantâneo e generalizado” (CHESNEAUX, 1995, p.30-31).

Na discussão do papel das TIC e também nas muitas tentativas de experimentá-las, está em jogo sua utilização otimizada no processo educacional como midiatizadoras do conhecimento. Ninguém sabe o que poderá ser realizável, sejam por motivos financeiros, logísticos, pragmáticos ou também pedagógicos. Entretanto, é certo que existem providências técnicas necessárias, mas financeiramente dispendiosas, que deverão ser implementadas a fim de possibilitar a realização de determinadas mediações multimidiáticas do conhecimento. Também existem outros questionamentos no que tange ao tempo que os envolvidos com o conhecimento midiatizado precisarão para se acostumar à experiência, ou então se os docentes estarão preocupados com o assunto. Afinal, poderá ser que apenas um pequeno grupo considerará a mudança do processo comunicacional docente como necessária, enquanto a maioria permanecerá nas formas tradicionais do ensino. Concorda-se com PETERS (2001, p.233), “antes que o ensino a distância realmente domine essas novas possibilidades tecnológicas, certamente ainda passarão alguns anos e ainda deverão ser superados alguns empecilhos”.

Ainda balizando-se no pensamento de PETERS (2001), percebe-se que mesmo diante das dificuldades, a acomodação não convém. Como ressaltado anteriormente, a revolução digital não apenas modificará a EAD, mas a vida em geral. Por exemplo, até mesmo os aposentados precisam de um cartão magnético

para retirar seus benefícios mensalmente, pois as redes de computadores alcançam cada vez mais todas as atividades produtivas.

Então, é preciso entender que todos os níveis e modalidades educacionais, não apenas a EAD, estarão inseridos no contexto de mediação multimidiática do conhecimento. Devido às suas características técnicas, as TIC oferecerão possibilidades inéditas de interação midiatizada entre as partes envolvidas no processo de ensino e aprendizagem, bem como permitirão a interatividade com materiais de boa e má qualidade, em grande variedade. As técnicas de interação midiatizada (e-mail, listas, grupos de discussão, sites, entre outros) apresentarão grandes vantagens, pois permitirão combinar a flexibilidade da interação humana com a independência no tempo e no espaço.

No contexto destacado, um instrumento que ganha cada vez mais espaço é o computador, que por sua flexibilidade e amplitude de mídias possibilita a mediação multimidiática do conhecimento. Entretanto, para muitos docentes esta realidade ainda é algo inatingível:

“A força da comunicação tecnológica, com recursos de multimídia, combinando texto, imagem, som e movimento, é tal, que ainda conserva um certo caráter místico. É como se a história da informática reeditasse a história da escrita, em seu início sagrada e reservada a poucos iniciados.

Essa intimidação do professor, esse medo de chegar perto e experimentar, muitas vezes revela uma visão invertida de papéis e funções do sujeito que opera a máquina, ou seja, o professor não se percebe como agente, mas, sim, como paciente do riquíssimo instrumento que poderia ter em suas mãos, à sua disposição” (CORTELAZZO, 1996, p.114).

Ao ampliar a discussão sobre TIC na mediação multimidiática do conhecimento, INCONTRI (1996) destaca que o uso de instrumentos como o computador pode representar saltos significativos no processo educacional. A autora mostra que o CD-ROM adquiriu as características de uma nova espécie de livro que contém, além da mensagem escrita, imagens e sons. INCONTRI (1996, p.20) ainda salienta que, no progresso tecnológico vivido atualmente, o homem precisa sentir-se sujeito das mudanças, pois a tecnologia é apenas um impulso para a humanidade empreender uma nova revolução.

Portanto, a utilização da multimídia passa a ser um grande aliado para mediação do conhecimento. Mensagens e aulas completas podem ser repassadas aos alunos que residem longe da universidade, através de disquetes, CD-ROM, Internet entre outras formas multimidiáticas. O estudante não precisa se deslocar

freqüentemente até o estabelecimento de ensino. Basta adquirir o material, ter a tecnologia em sua casa para operar as atividades e, naturalmente, investir no aprendizado. Através da Internet, “programas de EAD, que já vinham sendo executados com a utilização de outros meios de comunicação (livros, jornais, rádio, TV etc.), atingem a idade da multimídia, uma vez que a Rede pode combinar as formas comunicacionais de todos e cada um dos meios que a precederam” (PALÁCIOS, 1996, p.40).

Então, se o ambiente de estudo dos alunos a distância estiver equipado com as TIC necessárias e uma conexão rápida para a mediação multimidiática do conhecimento, aparecerão as seguintes vantagens:

“a distância, que é intrínseca do ensino a distância, se torna, em determinadas fases, proximidade. O contato escrito é substituído, onde isso se faz necessário, pelo contato oral: a ‘letra morta’ então dá lugar à viva voz dos participantes ou dos docentes. A rígida seqüência, temporalmente determinada, na articulação do processo de ensino e aprendizagem dá lugar, por exemplo, a conferências de áudio e vídeo, ao diálogo simultâneo e dinâmico, resultando disso um discurso científico.

As novas tecnologias, portanto, ampliam o espectro das formas do ensino e da aprendizagem no ensino a distância numa dimensão quase inimaginável. Possibilitam aos estudantes formas de ativação jamais conhecidas antes, o que pode tornar a aprendizagem mais atraente e eficiente. E para os docentes amplia-se o espaço para decisões didáticas” (PETERS, 2001, p.230-231).

Todavia, não basta apenas constatar a importância e a viabilidade da utilização de instrumentos multimidiáticos na educação presencial ou a distância, pois “se faltar a base humana na Educação, nem todos os instrumentos pedagógicos e nem todas as realidades virtuais do mundo poderão resgatar o homem ”. (INCONTRI, 1996, p.20). É preciso discutir com os pares e analisar criticamente cada estratégia de aplicação das TIC no meio educacional como mediadoras do conhecimento. Ao utilizar sistemas multimidiáticos de qualidade é imprescindível um cuidado com relação à contextualização de cada realidade no sentido de evitar a sobrecarga cognitiva, que poderá inclusive desorientar o usuário (SILVA, 1998). É também indissociável a necessidade de capacitação dos docentes e técnicos que irão atuar com os novos instrumentos, “o salto qualitativo na sala de aula, com a introdução de programas de computador que avancem na aprendizagem do aluno, depende do acesso dos professores aos avanços técnicos/científicos” (CARVALHO & BARBIERI, 1997, p.19).

Em suma, as reflexões demonstram a capacidade e a velocidade de mutação das TIC, bem como destacam a necessidade de rever criticamente os postulados teóricos a cada modificação ocorrida no processo comunicativo. As transformações afetam a sociedade como um todo e por isso o campo educacional não ficará excluído (SANTOS, 1998). Um novo cenário comunicacional ganha centralidade pelo uso das TIC na mediação multimidiática do conhecimento e ocorre aquilo que SILVA descreve como a transição da lógica da distribuição, baseada na transmissão, para a lógica da comunicação, baseada na interatividade9:

“Essa transição da distribuição para a interatividade é o divisor de águas extremamente oportuno e muito bem-vindo. Ela exige novas estratégias de organização e funcionamento da mídia clássica e redimensionamento do papel de todos os agentes envolvidos com os processos de informação e comunicação. Do mesmo modo, exige a modificação da base comunicacional, que faz da sala de aula tão unidirecional quando a mídia de massa” (SILVA, 2003, p.57).

Então, é preciso manter o senso crítico e a percepção criativa alerta para poder compreender as mudanças no processo comunicacional advindas com a midiatização do conhecimento. Assim, é importante buscar uma implantação coerente da tecnologia como mediadora multimidiática do conhecimento, da maneira mais adequada a cada característica regional, de forma a impelir o usuário à utilização crítica e criativa dos meios disponíveis. Algo que exige mudanças no processo comunicacional docente no ensino superior presencial e a distância.

1.3. Mudanças no processo comunicacional docente no

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