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Partie 3 : Métabolisme énergétique mitochondrial

4.2 Une brève description des troubles de l’oxydation des acides gras

A escolha do método de colheita de dados vai depender do objetivo do estudo, das questões de investigação ou das suas hipóteses (Fortin, 2009). Estes podem ser, por exemplo, entrevistas, questionários, escalas, observação entre outas. Os métodos de colheita de dados deste estudo serão a entrevista semiestruturada e a aplicação de um questionário ad hoc de autopreenchimento.

comportamentos (Ghiglione, et al., 2005). Os métodos de colheita de dados serão a entrevista semiestruturada aos/às responsáveis pelos departamentos da acessibilidade dos municípios e aos/às Presidentes de Junta porque consideramos as suas competências específicas e pertinentes relativamente ao objeto de estudo e, a aplicação de um questionário ad hoc de autopreenchimento aos/às Presidentes de Junta uma vez que são estes que estão mais próximos do fenómeno em causa.

Para o estudo qualitativo utilizamos a entrevista. Savoie-Zajc (2003) e Fortin (2009) explicam que a entrevista consiste numa relação entre entrevistador, a pessoa que recolhe os dados, e o entrevistado, aquela que fornece a informação numa relação voluntária e de aprendizagem sobre um saber experienciado que permitirá compreender o fenómeno de interesse. As autoras distinguem diversas formas de entrevista segundo o grau de controlo do/da entrevistador/a e de preparação. Sendo que existem três tipos de entrevista: a entrevista não dirigida, a entrevista semidirigida e a entrevista dirigida.

Para a realização deste estudo optámos pela entrevista semidirigida uma vez que ao estabelecer um quadro de referência com as questões a abordar este método de colheita de dados também permite uma certa abertura e flexibilidade permitindo à pessoa entrevistada a oportunidade para exprimir de forma exaustiva o que sente ou pensa tornando mais explícito o seu universo permitindo descrever ricamente a sua experiência, permite ao/à entrevistadora uma compreensão profunda do mundo do outro captando as especificidades sobre o fenómeno e ainda organizar e estruturar o pensamento sobre o fenómeno em estudo graças à interação social e humana que esta técnica de colheita de dados permite estabelecer entre os interlocutores (Savoie-Zajc, 2003; Ghiglione, et al. 2005; Fortin, 2009).

Com a entrevista pretendemos que o entrevistado possa descrever as práticas e acontecimentos relativos ao fenómeno em estudo podendo transmitir as suas interpretações da situação e a leitura que delas faz mediante as próprias experiencias e dá a conhecer a forma como funciona a organização. Dá-nos o ponto de vista da pessoa em relação ao problema. Na perspetiva única dos indivíduos.

No âmbito da realização de uma entrevista é importante ter em consideração alguns fatores uma vez que podem comprometer a sua realização. Estes fatores enunciados por Ghiglione, et al. (2005) estão associados à situação pela escolha do lugar onde se vai realizar a entrevista e o tempo de que o entrevistado dispõe; fatores ligados ao próprio entrevistado como a sua motivação para o estudo; o sentimento de pertença a um grupo/organização e o seu capital verbal para se exprimir e compreender as questões; fatores relacionados com o entrevistador

como a clareza da mensagem, o estilo, o vocabulário, bem como o domínio do assunto, e, os fatores ligados à mensagem e à linguagem, na medida em que são convenientemente compreendidas.

Para a condução da entrevista seguimos as orientações de Savoie-Zajc (2003) que assentam em tres pilares fudamentais e que foram considerados nesta fase: o acolhimento no qual compete ao/à entrevistadora quebrar o gelo, explicar os objetivos e a importância de participar no estudo. Outra fase é a realização da entrevista propriamente dita através da utilização do guião de entrevista de forma flexivel e como orientador dos temas previstos abordar privilegiando a oportunidade do/a entrevistado/a em expor as suas opiniões. O guião da entrevista (Anexo I) foi constituído por três partes; na primeira efetuámos uma contextualização do estudo onde expusemos os respetivos objetivos, a segunda parte continha algumas questões de caracterização sociodemográfica como idade, profissão e habilitações académicas e, por fim na terceira parte as questões orientadoras da entrevista de acordo com os objetivos do estudo.

Aquando do desenvolvimento de um método de colheita de dados através da entrevista a formulação das questões é um aspeto essencial. O tipo de questões efetuadas foram do tipo aberta dado que estas permitem maior liberdade de resposta fomentando a expressão do pensamento e, questões do tipo fechado através de questões dicotómicas (Sim/Não) (Fortin, 2009) uma vez que segundo Ghiglione, et al. (2005) estas deverão estar em proporção variável. E, por fim, a fase do momento do fecho da entrevista a qual é importante não ser feita de forma abrupta, evidenciar os aspetos que foram abordados e agradecer à pessoa a sua dedicação e interesse em participar na investigação.

Neste sentido, cabe ao/à entrevistador/a zelar pela qualidade das respostas para que a informação recolhida seja a mais alargada possível, proporcionar um ambiente de confiança aumentando a motivação dos entrevistados para as respostas (Fortin, 2009), utilizar expressões que denotem o interesse pelo que está a ser dito, utilizar o silêncio permitindo a reflexão e respeitar o silêncio do entrevistado Ghiglione, et al. (2005).

Para o estudo quantitativo utilizamos o questionário ah hoc. A construção do nosso próprio instrumento de medida prende-se com a necessidade de darmos resposta a questões muito específicas e particulares sobre a problemática em estudo (Fortin, 2009).

do estudo e os temas que queremos explorar; formular as questoes tendo em consideração qos enunciados devem ser compreendidos pelos/as participantes, devem ser claros e conscisos, permitir as respostas autênticas e neutras, minimizar as recusas de resposta e não conter dupla negação nem carácter prejorativo.

As questões elaboradas foram do tipo fechado dicotomicas (Sim/Não), questões-filtro (se

respondeu Não ou Não sabe/ não tem opinião passe para a próxima pergunta) e de escolha

múltipla. Como escala de medida que permite compreender como a pessoa se posiciona face a uma determinada característica, utilizamos a escala de Likert (Fortin, 2009): discordo

totalmente; discordo; não concordo nem discordo; concordo; concordo totalmente. É

atribuída uma pontuação de 1 a 5.

No final do questionário foi colocada uma questão aberta na qual se solicitava alguma opinião sobre algum assunto que a pessoa considerasse relevante e não tivesse sido abordada no questionário.

A etapa seguinte consistiu em ordenar e encadear as questões, o tamanho do questionário e a sua aparência geral. Posteriormente foi submetido o esboço do questionário a uma pessoa perita e efetuada uma primeira revisão. De seguida foi efetuado o pré-teste do questionário que foi aplicado a três peritos para aferir linguagem e verificar a sua eficácia junto de uma amostra da população alvo e que por este motivo não fez parte da própria amostra do estudo (Blais, et al., 2003; Fortin, 2009). Foram solicitadas sugestões e correções que considerassem pertinentes porém não requereram mudanças significativas. Como não existem instrumentos aplicados para esta problemática este questionário necessita de ser validado

O questionário foi constituído por seis partes: caracterização sociodemográfica dos/as participantes; representação da promoção da acessibilidade pelas autarquias; dificuldades dos/as Presidentes de Junta na eliminação de barreiras arquitetónicas; perceção das barreiras arquitetónicas existentes nos locais de acesso público; perceção sobre o cumprimento da legislação em vigor (Decreto-Lei nº 163/2006); realidades sobre barreiras arquitetónicas (Anexo II).

De acordo com Fortin (2009) a taxa de respostas do questionário pode influenciar a sua credibilidade e por este motivo diminuir a representatividade da amostra e aponta para uma taxa de resposta média entre 25% e 30% para questionários enviados por correio sendo que a taxa de resposta dos/as participantes deste estudo foi de 51,2%.