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II. 1.3.4.2. Les techniques basées sur l’affinité

VI.8. Evaluation des cinétiques de production virale en culture cellulaire

Dimensões Características Observações

GERAL

Dimensão fundamental Económica Velocidade do desenvolvimento Rápida

Integração com outros sectores Elevada, em teoria Desde que o desenvolvimento turístico tenha sido

acompanhado por um reforço e diversificação das estruturas económicas locais,

nomeadamente por um processo paralelo de industrialização (de acordo com os pressupostos do modelo da dependência) Abertura às economias locais Elevada

Impacto nas economias locais Elevado, em teoria. Desde que o desenvolvimento turístico não tenha implicado a contracção de elevados empréstimos ao sector financeiro internacional. Perspectivas de desenvolvimento regional Centro-Periferia ORGANIZAÇÃO

Intervenção pública Alta O estado como promotor.

Papel do mercado Médio/Baixo O papel do mercado como factor de regulação varia consoante as perspectivas que animaram o desenvolvimento turístico no quadro da dependência: estruturalismo e/ou marxismo

Papel das comunidades locais Médio/Alto Desde que estas tenham massa crítica suficiente para tanto Planeamento e ordenamento Planeamento top-down Planeamento dentro de uma

perspectiva basicamente economicista e físico-espacial Quadro legislativo Forte Inerente ao próprio modelo da

dependência Controle do sector Interno

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

(Continuação)

TURISMO SOB O PARADIGMA DA DEPENDÊNCIA

Dimensões Características Observações

OFERTA

Mobilização dos recursos Media/alta/mista Predominantemente alta, embora já comece a despontar algumas preocupações com o seu carácter finito.

Nomeadamente no domínio cultural e no contexto das experiências com feição comunitária.

Natureza dos investimentos Internos Pelo menos nominalmente. Intensidade dos investimentos Forte

Propriedade dos meios Interna

Equipamentos receptivos Standartizados e massificados com algumas experiências diversas.

Na maioria dos casos seguem o modelo tradicional, podendo, contudo, evidenciar já algumas preocupações com a

diferenciação

Diversidade de produtos Média/baixa, mista O “Sol e Mar” continua predominante, apesar de alguns produtos emergentes

Densidade dos produtos Média/baixa, mista Na sua maioria ainda bastante centrados no atractivo principal Animação turística Media/baixa, mista Começam a despontar

preocupações no sentido de estabelecer pontes com as populações locais e com os locais de acolhimento Integração com outras áreas Média

Espacialização da oferta Concentração, com tentativas de dispersão

O modelo de concentração no litoral continua dominante, embora com preocupações de extensão a outras áreas tendo em vista a promoção do desenvolvimento regional Mercados alvo Áreas urbanas dos países

desenvolvidos Emprego qualificado Interno Emprego indiferenciado Interno (Continua)

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

(Continuação)

TURISMO SOB O PARADIGMA DA DEPENDÊNCIA

Dimensões Características Observações

Atitude perante o turista Um mal necessário, uma fonte de divisas

O turista é encarado de forma menos “material”, mas continua sendo tido como uma fonte de divisas. Nalguns casos, como uma correia de transmissão dos valores do Centro

PROCURA

Tipo de turista predominante Turista de massas, com segmentos de turistas mais exigentes e culturalmente mais apetrechados

Os turistas mais individualistas e exploradores começam a fazer a sua aparição

Práticas turísticas Tradicionais e

predominantemente pouco variadas

Embora comecem a surgir módulos acopláveis aos

produtos turísticos tradicionais e despontem novos produtos Contactos com a comunidade de

acolhimento

Médios, misto. As tipologias fechadas e de resort não facilitam o contacto com as populações locais, embora a abertura para tal seja maior

Organização da viagem Grupos, pacotes Predominantemente, embora a dimensão individual comece a ganhar algum peso

DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÃO

Mediadores turísticos Agências nacionais Por vezes, com acordos estabelecidos com os grandes operadores internacionais Divulgação Sobretudo externa

Informação turística Baixa/Média Pelo facto de começar a surgir uma outra forma de organizar a estadia, mais aberta e solta, a informação e sinalização turística começa a ser mais necessária

PARÂMETROS CAUTELARES

Sustentabilidade ambiental Pouco considerada (Continua)

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

(Continuação)

Sustentabilidade social Considerada em teoria Sobretudo, no domínio da conservação dos valores culturais nacionais e/ou locais Justiça territorial Considerada em teoria Há alguma preocupação em

dispersar a recepção turística embora, na prática, ela continue concentrada

Justiça social Considerada em teoria, variável. Não tanto na dimensão interna, mas mais em termos globais. Nas áreas em que o modelo de desenvolvimento da

dependência foi mais

influenciado pelas perspectivas marxistas, esta dimensão foi alvo de preocupações relevantes, pelo menos em abstracto

3.3.3 – Turismo e neo-liberalismo

Como vimos anteriormente, o advento da década de 70 do século passado trouxe consigo o despoletar de uma crise económica mundial, cujos efeitos iriam ter consequências importantes ao nível dos sistemas económico e político mundiais. As causas e consequências destes acontecimentos levaram, assim, a por em causa as ideias predominantes sobre o significado do desenvolvimento e como atingi-lo. Neste quadro, alterações profundas vão-se produzir, também no turismo e na forma como era encarada a sua relação com o desenvolvimento dos territórios.

Por outro lado, tenha sido pelos impactos que a crise económica despoletou na actividade turística mundial, tenha sido pelas insuficiências específicas dos modelos anteriores em que o desenvolvimento turístico de baseou, também no campo restrito do turismo se foi consolidando a ideia de que era necessária uma reflexão crítica dobre os seus caminhos e efeitos e, na sua decorrência, as necessárias formatações teóricas e operacionais.

Na verdade, muitas das iniciativas e espaços turísticos formatados à luz de pressupostos teóricos e metodológicos então correntes, começavam, agora, a

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

apresentar sintomas preocupantes de crise, nomeadamente através da queda das taxas de remuneração do capital para valores que, nalguns casos, se situavam em níveis inferiores às verificadas para a média de todos os sectores económicos das áreas consideradas.

Neste contexto, várias respostas foram ensaiadas: nos territórios desenvolvidos, promovendo o consumo turístico através da densificação, diversificação e aumento do valor dos produtos turísticos; nas áreas menos desenvolvidas, sobretudo através da racionalização do sector e da intensificação dos factores de massificação turística

(Tanja Mihalic, 2002125).

Este foi, por exemplo, o que sucedeu no México - em Cancún - que, tendo sido uma área desenvolvida turisticamente a partir de 1970 através de uma fortíssima intervenção do governo mexicano, foi, posteriormente, sofrendo alterações na sua filosofia de base e na sua estruturação territorial à medida que os capitais privados foram crescendo e o estado se foi retirando.

Por outro lado, é importante ter presente, também, que os reflexos do paradigma do neo-liberalismo económico no turismo - contrariamente ao que se passou, por exemplo, com o da dependência – traduziram-se, sobretudo, na organização do sector e na sua projecção enquanto vector de desenvolvimento dos territórios, e não, propriamente, no acervo conceptual do turismo. Na verdade, excepto da parte de algumas instituições internacionais, como muito pouco foi acrescentado pelo neo- liberalismo à teoria do turismo, e o que surgiu, sobretudo da área académica, foram críticas mais ou menos negativas.

Dentro do quadro geral do pensamento neo-liberal - a abertura dos países ao mercado mundial, a atracção de investimentos externos, a redução das intervenções públicas e o decréscimo da carga fiscal sobre as empresas e as mais valias em geral - o centro de gravidade do desenvolvimento turístico vai derivar para três aspectos fundamentais: criação de condições para o funcionamento das regras de mercado; abertura plena aos

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investimentos e à assistência exteriores; formatação enquanto actividade económica exportadora.

Estes último objectivo significou a secundarização – ou mesmo o desaparecimento – das já de si, então, limitadas preocupações do turismo enquanto factor de luta contra as disparidades territoriais e sociais, ou seja, a submissão do turismo aos resultados macroeconómicos globais.

Aliás, a dimensão do turismo enquanto sector exportador, levou a que numerosas agências internacionais, tais como o FMI e o Banco Mundial, colocassem o turismo no centro dos seus planos de ajuda ao desenvolvimento de muitos territórios, financiando a criação e/ou remodelação de infra-estruturas cruciais para o crescimento do sector.

Estes empréstimos, dirigidos ao financiamento do turismo, foram efectuados mediante as habituais contrapartidas:

a) A adopção de programas de ajustamento estrutural, tendo em vista sanear a

dimensão interna da economia, tida, como se sabe, como uma das causas fundamentais do insucesso dos territórios em termos de desenvolvimento – privatização das empresas turísticas e eliminação das instituições públicas ligadas ao sector, redução das contribuições sociais das empresas, flexibilização da legislação laboral, redução de impostos e taxas, redução das limitações impostas pelas políticas de ordenamento do território, desvalorização das moedas e outras iniciativas tendo em vista aumentar a competitividade externa do sector turístico e o aumento da remuneração dos capitais.

b) A abertura ao exterior, seja no domínio do investimento, seja no da operação

das grandes empresas multinacionais, seja no da assistência técnica ao desenvolvimento turístico efectuada pelas grandes instituições internacionais, veículos do novo modelo de organização económica – revogação das leis que limitavam, em muitas áreas, o investimento externo (caso de Marrocos, da Turquia ou da Tunísia, só para citar alguns com afinidades culturais entre si),

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

concessão de facilidades, incentivos e de garantias aos investidores externos, eliminação de monopólios estatais e sua colocação no mercado externo, efectivação de investimentos públicos com externalidades altamente positivas sobre a rendibilidade dos investimento externo, entre outros aspectos.

Os resultados da aplicação dos modelos neo-liberais ao turismo, com o reforço do papel do mercado e das forças da globalização, tiveram como consequências a redução do seu papel enquanto ferramenta de atenuação das disparidades espaciais internas aos territórios, a continuidade e, mesmo, reforço do processo de massificação e standartização, o acréscimo da dependência face ao exterior, a redução das taxas de retenção das receitas turísticas, o aprofundamento das desigualdades sociais, a redução da função social do turismo, o afastamento e alheamento das populações locais face aos processos de desenvolvimento turístico, numa palavra, o aprofundamento das diferenças entre a emissão e a recepção e entre os turistas e os residentes.

“(…) the global political context has evolved in such a way that the “end of history” (an expression used by Francis Fukuyama in the early 1990s to stress the triumph of liberal democracy) was followed by a period far less glorious than what had pompously been announced (…) the dramatic rise of neo-liberalism gave rise to (…) the open market and its many negative effects on the life of people and communities by deepening, among others, the gap between rich and poor, not only between countries but also within the countries themselves. In this broad context world tourism (…) continues to progress with some periods of slowdown (…). This is essentially mass tourism, which does not always bring along the positive effects expected and leaves important segments of the population aside. Through its industrial structure, mass tourism too often causes a profit benefiting the countries of the visitors to the detriment of the host population, a phenomenon which is increasingly denounced by those offering soft forms of tourism by stressing the responsibility and solidarity of

Capítulo 3- A globalização do turismo e a sua afirmação enquanto vector de desenvolvimento

the stakeholders involved.”. (Addendum to the Montreal Declaration “Towards a

Human and Social Vision of Tourism126”,2006:1).