CHAPITRE 3: MARQUEURS NON INVASIFS DE FIBROSE HEPATIQUE
2- MARQUEURS SANGUINS NON INVASIFS DE LA FIBROSE HÉPATIQUE
2.6 Scores de fibrose
2.6.3 Autres tests * Hepascore
Outra blastomicose foi observada primeiramente no Brasil. A cromoblastomicose seguiu a história do grupamento e passou por diversas mudanças em seu nome e por debates em torno de seus agentes. Fato peculiar na história dessa doença é a questão da especificidade. Hoje entendemos as doenças como entidades específicas, com agente
55Pier Andrea Saccardo (1845-1920), micologista e botânico italiano, foi professor de história natural botânica
na Universidade de Pádua.
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Rhoda W. Benham (1894-1957) nasceu em 1894 nos Estados Unidos. Foi uma importante professora de micologia. Em sua homenagem, foi criado o prêmio que leva seu nome, que é dado a micologistas que realizam importantes contribuições para a micologia médica.
etiológico próprio, mas, no caso particular dessa micose, alguns fungos de diferentes gêneros e espécies podem causar o mesmo quadro clínico denominado cromoblastomicose. A peculiaridade dessa entidade nosológica trouxe mais confusão ao tão controverso grupamento.
Em 1911, José Maria Gomes e Alexandrino Pedroso observaram, em São Paulo, o primeiro caso dessa doença e o publicaram somente em 1920. O agente descrito foi analisado por Alexandre Joseph Emile Brumpt57, professor de parasitologia da Faculdade de Medicina de São Paulo, que julgou se tratar de fungo do gênero Hormodendrum. Amostras foram enviadas para a Europa e Paul Verdun o classificou como Hormodendrum
pedrosoi, em 1921 (ALMEIDA, 1939).
Max Rudolph, médico alemão que viveu no Brasil, publicou seis casos da doença chamada “figueira”58 em 1914. Rudolph isolou fungos de cor escura, obteve culturas verdes ou enegrecidas e sucesso na inoculação em animais, mas não descreveu aspectos histopatológicos da doença (RUDOLPH, 1914). Os corpúsculos escleróticos encontrados no exame histopatológico, patognomônicos da doença, foram descritos um ano depois por pesquisadores americanos. O trabalho de Rudolph não é muito relatado em publicações sobre o histórico da doença e a maioria dos livros traz os trabalhos de Medlar e Lane como pioneiros.
Mas em 1915, foi publicado nos Estados Unidos o primeiro caso norte-americano estudado por Edgar M. Medlar59 (1887-1956), que pesquisou o fungo (MEDLAR, 1915a; 1915b) e C. G. Lane60, aspectos clínicos (LANE, 1915). Os dois trabalhos identificaram o agente Phialophora verrucosa. No trabalho de Gomes e Pedroso, em 1920, é publicado o primeiro caso observado por eles em 1911 e mais três casos vistos posteriormente. O agente também é considerado P. verrucosa e a doença chamada dermatite verrucosa (PEDROSO; GOMES, 1920).
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Alexandre Joseph Emile Brumpt (1877 –1951), parasitologista francês estudou zoologia e parasitologia em Paris. Foi professor da Faculdade de Medicina e diretor do laboratório de parasitologia de Paris. Realizou pesquisas na África e América Latina. No Brasil, foi professor de parasitologia da Faculdade de Medicina de São Paulo.
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O termo figueira também foi utilizado para expressar uma doença que acomete o gado, também conhecida como verruga bovina.
59 Médico do Departamento de Patologia do Hospital da Cidade de Boston. 60 Médico do Departamento de Dermatologia do Hospital da Cidade de Boston.
No Brasil, a doença foi estudada por diversos pesquisadores, entre eles: Olympio da Fonseca Filho, Arêa-Leão, Fernando Terra, no Rio de Janeiro; Flaviano Silva e E. Araújo, na Bahia; Jorge Lobo, em Pernambuco; Floriano de Almeida, em São Paulo; Oscar Pereira, no Rio Grande do Sul; e Aroeira Neves, em Minas Gerais. Esses estudos verificaram que a doença era mais comum no estado de São Paulo, acometia preferencialmente lavradores, do sexo masculino, entre 30 e 50 anos. Os autores a descreviam como dermatose parasitária de aspecto polimorfo, que podia se iniciar como pápulas, nódulos ou lesões verrucosas. Na maioria das vezes, acometia os membros inferiores secundariamente a traumatismos por vegetais, limitando-se à pele e ao tecido subcutâneo, sem grande repercussão sistêmica. Foram identificados alguns fungos que foram nomeados, criando-se gêneros e espécies. Os principais gêneros descritos nesse período foram Fonsecaea e Phialophora. Os pesquisadores descreveram exame microscópico dos parasitas marcante: os elementos parasitários, ora livres, ora fagocitados, observados na forma de corpúsculos redondos acastanhados. As culturas eram verde-escuras ou enegrecidas.
Hoje as espécies mais frequentemente causadoras da doença são Fonsecae pedrosoi e Cladophialophora carrionii, menos frequentemente, Phialophora verrucosa,
Rhinocladiella aquaspersa, Exophiala dermatitidis, E. jeanselmei e E. Spinifera (QUEIROZ-TELLES et al, 2008)
A história da cromomicose se encontra com a da doença de Lutz ao compartilhar o grupamento, pesquisadores, instituições e uma disputa que já estava em andamento, envolvendo a então chamada blastomicose brasileira. Floriano P. de Almeida e Olympio da Fonseca Filho debateram o tema blastomicoses intensamente nas décadas de 1930 e 1940.
Conhecida inicialmente como dermatite verrucosa, nome que designa a aparência das lesões, comuns, mas não específicas a esse quadro, a cromomicose também passou por mudanças de nome atreladas a de seus agentes. Em 1922, Fernando Terra, Magarino Torres, Olympio da Fonseca Filho e Arêa-Leão propuseram o nome cromoblastomicose aludindo às características tintoriais dos parasitas nos tecidos acometidos (Terra et al. 1922). Alguns autores utilizaram os termos blastomicose negra ou blastomicose pigmentada. Esses nomes remetiam ao grupo de blastomicoses descritas décadas antes e que ainda estava em estudo em diversos países. Almeida e Morris Moore61 realizaram
estudos sobre o tema em 1936 e usaram um nome mais simples: cromomicose. Esses pesquisadores descreveram gêneros e espécies para alguns dos parasitas causadores, como os gêneros Botrytoides e Phialoconidiophora e as espécies Phialophora macrospora,
Botrytoides monophora, Phialoconidiophora guggenheimia, Phialoconidiophora compactum (ALMEIDA, 1939).
A doença foi incluída nas classificações das micoses entre as blastomicoses, como fez Rocha Lima, que a incluiu nas suas descrições sobre histopatologia de blastomicoses exóticas (FIALHO 1946).