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CHAPTER III: ALIGNMENT WITH NATIONAL POLICY FRAMEWORK AND METHODOLOGY

3.3. Alignment to NST1

Temos, aqui, uma unidade fraseológica que reflete a cultura do brinquedo, pois o item lexical “curica”, que faz parte da composição formal dessa unidade, tem no Maranhão, dentre outras acepções, a de pequeno papagaio feito de papel, mas sem talas de buriti, que se empina ao vento por meio de uma linha. Agrupando-se com “curica”, na composição do fraseologismo, temos o verbo “empinar”, que nos remete à ideia de “fazer subir, elevar”.

O exame desse agrupamento à luz do trabalho de Lakoff e Johnson (2007) sobre as metáforas orientacionais que dão a um conceito uma orientação espacial, cuja base é nossa experiência física e cultural, ajuda-nos a melhor entender o sentido do fraseologismo – prosperar, melhorar de situação, vencer na vida. De acordo com a proposta dos autores, a orientação espacial “para cima” se associa a conceitos positivos, isto é, a coisas que caracterizam, principalmente, o que é bom para uma pessoa. Nessa perspectiva, um status elevado é para cima, o bem-estar pessoal (felicidade, saúde, vida) é para cima.

No que concerne ao registro deste fraseologismo nas obras consultadas, verificamos que ele não consta na nominata de nenhuma delas, embora Houaiss e Villar (2001), Ferreira (1999) e o Michaelis (1998) registrem a unidade léxica “curica”. Para Ferreira (1999), curica com a acepção de “pequeno papagaio feito de papel, mas sem talas”

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é um brasileirismo do Amazonas e do Maranhão, enquanto que para o Michaelis (1998) é um regionalismo do Maranhão. Nascentes (1966), Câmara Cascudo (2004a) e Silveira (2010) também não registram a unidade fraseológica analisada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O material linguístico que compõe o corpus deste estudo se revela como uma fonte significativa de informações acerca do universo sócio-linguístico-cultural do Nordeste brasileiro, mais particularmente do universo paraibano, cearense e maranhense, uma vez que elementos de natureza social e cultural de uma comunidade, como evidenciado em nossa análise, podem ser a base, a referência para a criação de fraseologismos, como o são, por exemplo, a “ceará”, a “canga”, o “ariri”, a “curica”.

Essa atividade, criativa por excelência, em que o linguístico e o cultural se entrecruzam, encontra no processo de metaforização, como assinala Tristá (1988), uma das maiores forças de enriquecimento dos fraseologismos. Estes, como unidades do léxico, contam, parafraseando Zavaglia (2012), a história de povo para povo, dizem muito acerca de nossa forma de ser e estar no mundo.

As unidades fraseológicas apresentadas, extraídas de textos literários que têm como foco a língua oral, evidenciam quão enraizada está a fraseologia em nosso cotidiano, compondo nosso discurso diário e nele imprimindo as marcas de uma linguagem da proximidade, da expressividade.

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