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ACYCLICIT ´ E DES BAR ET COBAR CONSTRUCTIONS AUGMENT ´ EES

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Bar et cobar constructions

CHAPITRE 4. BAR ET COBAR CONSTRUCTIONS

3. ACYCLICIT ´ E DES BAR ET COBAR CONSTRUCTIONS AUGMENT ´ EES

O intraempreendedorismo é um comportamento empreendedor dentro de uma organização, utilizado para identificar novas ideias, filosofias e produtos para gerir as mudanças de forma rentável em um ambiente competitivo. Envolve, portanto, a procura de soluções novas e criativas para os desafios de negócios.

Já o conceito de “intraempreendedor social” aplica-se para definir uma pessoa que se dedica a desenvolver e promover soluções práticas para os desafios sociais e ambientais. Ele utiliza os princípios do empreendedorismo social dentro da empresa. Geralmente se caracteriza uma mentalidade "insider-outsider", isto é, além de trabalhar na empresa, procura informações, contatos e oportunidades externas para encontrar sinergias, colaborações e uma aprendizagem contínua.

Alcançar a sustentabilidade, porém, para que valor social, ambiental e econômico andem juntos, requer uma transformação sustentável que elimine os impactos negativos em toda a cadeia de valor. Neste sentido, os pequenos empreendedores têm muitas vezes uma só inovação (de produto ou de processo) e têm dificuldade para escalar. Assim, embora uma pequena empresa seja sustentável individualmente, não consegue transformar a indústria com isso. Por sua vez, o (intra)empreendedorismo social considera-se já como a versão moderna da RSE tradicional: aquela que combina um alto valor de negócio e elevado valor social. Ambos, os empreendedores sociais e intraempreendedores sociais, devem trabalhar juntos para alcançar os melhores resultados para suas organizações individuais e para o seu setor.

Assim, esta seção abordará três aspectos. Em primeiro lugar, a necessidade de empreender internamente nas empresas; em segundo, a necessidade de encontrar espaços capazes de criar valor social e econômico; e, finalmente, a oportunidade de ensejar projetos escaláveis e de grande alcance. Antes disso, não é demais lembrar que, com base nas competências e interesses-chave da empresa, é muito mais fácil maximizar o impacto social, e também beneficiar a empresa. Partir das necessidades e capacidades da empresa é o primeiro passo para criar valor compartilhado, e que os projetos sociais e de RSE criem inovação e vantagem competitiva para o negócio.

Nessa linha, Vernis (2009) expressa que a inovação social nasce dos próprios interessados, e com apoio nas competências-chave e geração de apoio no ambiente, procura uma combinação eficaz, eficiente e sustentável dos recursos para afrontar os desafíos que perpassam a sociedade. Seguindo esta ideia, pessoas, empresas e sociedade são fundamentais para a mudança. Isto retorna aos três aspectos referidos neste conjunto de ideias: apoiar os empreendedores internos; que as empresas criem valor compartilhado; fazer projetos escaláveis e grandes, com a colaboração da sociedade. Segundo o referido autor o empreendedor interno ou intraempreendedor social é uma pessoa que, trabalhando dentro de uma organização, procura oportunidades a fim de propiciar valor social e econômico desde sua posição pessoal e/ou organizacional. O SustainAbility3 publicou, em 2008, um relatório sorbe intraempreendedores sociais. Nele argumentava-se que, assim como as ONGs tradicionais podem ensejar mais impacto social se elas se tornarem empreendedoras sociais, a RSE tradicional pode aumentar seu impacto apoiando-se nos empreendedores internos. O estudo destacou, também, como o valor social é maximizado quando empreendedores e intraempreendedores sociais colaboram.

Assim, para a empresa, o mais importante, e também o mais difícil, é, em primeiro lugar, identificar esses empreendedores internos para apoiá-los.

A criação de valor compartilhado refere-se à ideia de projetos que ensejam benefícios, tanto sociais como para os negócios que os impulsionam. O valor compartilhado é criado com base em oportunidades de negócios para as empresas, apoiando-se conforme a necessidade social, nos recursos e nos conhecimentos da empresa.

No momento de definir projetos de RSE, muitas vezes, as empresas começam por identificar as necessidades sociais e procurar, posteriormente, como amarrá-los para o seu negócio ou marca. O conceito de valor compartilhado propõe um caminho inverso ao tradicional. Como prelecionam Porter e Kramer (2011), pode-se criar valor

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compartilhado com base em três estratégias-chave (novos produtos e mercados; redefinir a cadeia de valor; fortalecer os clusters locais) das quais já se falou neste trabalho.

A fim de propiciar o maior impacto social e econômico possível, há de se procurar projetos que sejam escaláveis e possam atingir grandes dimensões. A melhor maneira de fazê-lo é, geralmente, pela cooperação com organizações especializadas no desafio que se pretende abordar. Assim, cada vez mais surgem exemplos de empresas que colaboram com ONGs, associações, governos, universidades e outros. Esta abordagem tem várias vantagens, uma vez que permite: que a empresa focalize no que melhor faz, ou pode fazer (suas competências-chave), deixando o resto para uma organização externa e conseguindo alcançar maior eficiência e eficácia; aumento do volume e mais rápida escalabilidade, permitindo o aumento do valor social e valor econômico; e oportunidade única para comunicar os programas de RSE das empresas, obtendo maior visibilidade e associando a sua imagem à de uma organização de prestígio no campo social no qual incide.

O impacto sobre estes três aspectos exige mudanças. Em termos de pessoas, deve-se tentar gerar e apoiar empreendedores internos que procurem maximizar a criação de valor e que tentem escalar as boas iniciativas. As empresas precisam evoluir até o nível de premiar os empreendedores internos e incentivá-los; têm que procurar a criação de valor compartilhado em aspectos-chave para o negócio; hão de trabalhar de forma transversal e colaborativa. Ao nível da sociedade, as empresas devem tentar que outras organizações sintam a necessidade de se engajar na mesma direção – unindo forças, trabalhando e investindo na criação de valor para a sociedade, e procurando a colaboração com agentes externos para escalar as iniciativas e seus impactos.

Quadro 11 – Efeitos da Mudança e do Impacto Empreender Valor Econômico e Social Comunicar e Escalar M U D A N Ç A

Persona Tentar que as pessoas empreendam. Os empreendedores procuram maximizar a criação de valor. Os empreendores tentam escalar as boas iniciativas. Empresa

A empresa prima aos empreendedores e

incentiva-los.

A estrategia articula-se em aspectos chave para

a empresa.

Deve-se tentar trabalhar de forma

transversal.

Sociedade

Tenta-se que outras empresas empreendam

na mesma direção.

Há que comunicar os impactos à sociedade.

Para ter impacto há que escalar as

iniciativas. IMPACTO

Fonte: Fundación Luis Vives (2011). Cuaderno de Conclusiones: primer foro de investigación y debate sobre la responsabilidad social de las empresas. Innovación y Competitividad a través de la RSE (p. 38). Madrid: Fundación Luis Vives.

Quadro 12 - Conceitos de Responsabilidade Social Empresarial

AUTOR CONCEITO

Fridman (1970)

RSE é gerar lucro e retorno aos acionistas; RSE como ação de filantropia, que não esteja relacionado com o negócio da empresa. Motivação puramente moral (“fazer o bem”) e o alvo da ação é o acionista/dono, pois se sentirá bem com ação u ganhará status social; Idealismo ético onde as empresas devem beneficiar os stakeholders por princípios morais. É considerado mais louvável do ponto de vista moral; Visão progressista de RSE onde as empresas devem levar em consideração o interesse dos stakeholders nas ações, buscando par isso também o interesse instrumental de beneficiar a empresa no médio e longo prazo, pois evitará conflitos, ganhará credibilidade e, possivelmente, mais imagem positiva.

Carroll (1979)

RSE como ação de filantropia, que não esteja relacionado com o negócio da empresa. Motivação puramente moral (“fazer o bem”) e o alvo da ação é o acionista/dono, pois se sentirá bem com ação u ganhará status social.

Reed (1999)

Para entender a razão porque as empresas estão cada vez mais atentas ao que dizem os stakeholders e a interagir com a sociedade deve considerar conceitos importantes, como moral, ética e legitimidade.

União Europeia (2001)

A RSE é um conceito segundo o qual as empresas decidem voluntariamente contribuir para uma sociedade melhor e um ambiente mais limpo. A RSE refere-se as empresas em que integram de forma voluntária preocupações sociais e ambientais nas suas operações empresariais e na sua interação com as partes interessadas.

Ethos (2005)

O conceito de responsabilidade social aplicado à gestão dos negócios se traduz como um compromisso ético voltado para a criação de valores para todos os públicos com os quais a empresa se relaciona: clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, acionistas, governo, meio ambiente. RSE é a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresarias compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.

Oliveira (2008)

A RSE no contexto econômico constitui diferencial competitivo entre as empresas, podendo aumentar o potencial econômico. No contexto ambiental diminui o custo de energia, água, ou seja, economiza recursos ambientais e diminuindo riscos financeiros. No contexto humano da empresa cria ambiente de satisfação entre empregados e parceiros. No contexto social e trabalhista o bom tratamento dispensado aos empregados e suas famílias gera ambiente que motiva e aumenta a produtividade. Melhora a imagem da empresa no mercado e influencia a por consequência o comportamento dos consumidores sensíveis a questões sociais e ambientais. É diferencial para os acionistas do mercado financeiro.

Fonte: Elaboração própria, com base na revisão da literatura apontada no quadro.

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