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Chapitre II. Expérimentations in vivo

I.7. Étude du niveau d’apoptose

O estudo II representa a análise da idade com a alternativa escolhida por estudantes e profissionais. Através da interpretação dos dados colhidos será verificado se a faixa etária influencia ou não a alternativa escolhida para a questão proposta.

Para que essa análise fosse possível obtivemos a idade mediana para cada grupo, a fim de possibilitar o seu cruzamento com as questões. Para o presente estudo existem quatro grupos analisados: Estudantes A (os estudantes que responderam as questões de 1 a 8), Estudantes B (os que responderam as questões de 9 a 16), Profissionais A (os profissionais que responderam as questões de 1 a 8) e Profissionais B (os que responderam as questões de 9 a 16). A análise foi

realizada através do cruzamento entre a mediana (idade) e as questões de 1 a 16, considerando-se o nível de significância = 0,05. Após essa análise uma segunda foi desenvolvida considerando apenas, entre toda a amostra, os 25% mais novos e os 25% mais velhos.

Para o grupo denominado Estudantes A, a mediana da idade encontrada foi igual a 25 anos. Isso quer dizer que 50% dos pesquisados encontram-se abaixo dessa idade e 50% tem idade superior a 25 anos. Já para o grupo denominado Estudantes B a mediana da idade encontrada foi igual a 24 anos. Isso quer dizer que 50% dos pesquisados que responderam as questões de 9 a 16 encontram-se abaixo

dessa idade e 50% têm idade superior a 25 anos. A tabela 8 apresenta o χ2 e o p-

valor obtidos através do cruzamento entre a alternativa escolhida e a idade dos estudantes A e B.

Tabela 8: Estatística do Estudo II - Estudantes

Questão χ χ χ χ2222 p-valor Q1 1,0975 0,705185 Q2 0,278799 0,59749 Q3 0,331338 0,5648 Q4 0,1631275 0,68629 Q5 0,0813435 0,77549 Q6 0,2502162 0,61692 Q7 0,1906943 0,66234 Q8 0,4027989 0,52565 Q9 0,3202 0,5715 Q10 0,5719 0,4495 Q11 0,0017 0,9672 Q12 0,8453 0,3579 Q13 1,6283 0,2019 Q14 0,1512 0,6973 Q15 0,0625 0,8026 Q16 1,7806 0,1821

Observa-se que, em relação aos estudantes, todas as questões propostas apresentam um p-valor acima de 0,05. Conclui-se, portanto, com 95% de confiança

pela aceitação de H0 e rejeição de H1. Isto significa dizer que a idade não influenciou

no comportamento A e B para nenhuma das questões. A tabela 9 apresenta o χ2 e o

p-valor obtidos através do cruzamento entre a alternativa escolhida e a idade dos profissionais A e B.

Tabela 9: Estatística do Estudo II - Profissionais Questão χ χ χ χ2222 p-valor Q1 0,0275 0,86819 Q2 0,0178 0,8939 Q3 0,00023 0,98796 Q4 0,1607 0,6885 Q5 4,74917 0,02931 Q6 0,3056 0,58042 Q7 0,0007372 0,97834 Q8 0,6428 0,42268 Q9 0,207829 0,64848 Q10 0,68604 0,40752 Q11 0,0144 0,90459 Q12 2,1736 0,1404 Q13 0,2151 0,64277 Q14 1,052308 0,30498 Q15 0,10644 0,74423 Q16 0,6205 0,43087

Em relação aos profissionais, observa-se que as questões 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16 apresentam um p-valor acima de 0,05. Conclui-se,

portanto, com 95% de confiança pela aceitação de H0 e rejeição de H1. Isto significa

dizer que a idade dos profissionais não influencia no comportamento A e B para estas questões.

Já a questão 5 apresenta um p-valor menor que 0,05. Conclui-se, portanto,

com 95% de confiança pela rejeição de H0 e aceitação de H1. Isto significa dizer que

idade influencia no comportamento, ou seja, a proporção de profissionais na categoria A e B apresenta diferença significativa, para esta questão, entre idade dos respondentes. O problema 5 trata de ganhos não monetários e apresenta o seguinte questionamento:

Você prefere:

A: 50% de chance de ganhar três viagens, para Inglaterra, França e Itália; B: Uma viagem certa para a Inglaterra;

Os resultados dessa questão evidenciam que a proporção dos respondentes mais velhos que se mostraram avessos a riscos para ganhos não monetários, preferindo o ganho certo a arriscar-se por tê-lo (efeito certeza), em consonância com o fenômeno da aversão à perda, é significativamente maior que a proporção dos

mais novos que tomaram a mesma decisão. Logo, pode-se afirmar, com base nesta questão, que os mais velhos são mais avessos a riscos para ganhos não monetários que os mais novos. Estes, por sua vez, são mais propensos a riscos que os mais velhos.

Contudo, apesar de alguns indícios de influência da faixa etária na aversão à perda, a análise mostra que entre os estudantes não houve diferença de escolha por idade, e entre os profissionais em apenas uma questão (5ª) foi observada divergência de comportamento dependente da faixa etária dos pesquisados, de um

total de 16 questões (aceitou-se H1 e rejeitou-se H0). Dessa forma, pode-se concluir

que a idade dos pesquisados não influencia o nível de aversão à perda.

ANÁLISE CONSIDERANDO α = 10%

Considerando o nível de significância igual a 10% percebe-se que a análise do Estudo II não sofre alterações, pois apenas a 5ª questão apresenta um p-valor abaixo de 0,10.

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA FAIXA ETÁRIA CONSIDERANDO APENAS A AMOSTRA DOS 25% MAIS NOVOS E OS 25% MAIS VELHOS

Esta análise foi desenvolvida considerando-se apenas os 25% respondentes mais novos e os 25% mais velhos, desprezando os 50% intermediários, considerando um nível de significância de 0,05. A tabela 10 mostra a estatística dos dados obtidos para a amostra de Estudantes A e Profissionais A (que responderam as questões de 1 a 8).

Tabela 10: Dados do Estudo II – Estudantes A e Profissionais A Respondentes 264 Média 28,43 Desvio-Padrão 8,84 Mediana 26 Idade Mínima 18 Idade Máxima 61 25% ≤ 21 50% 21 < x < 33 Quartis 25% ≥ 33

Dos 264 respondentes das questões de 1 a 8, 25% possuem idade abaixo ou igual a 21 anos e os 25% mais velhos possuem idade superior ou igual a 33 anos. A

idade mínima foi de 18 e a máxima de 61 anos. A tabela 11 apresenta o χ2 e o p-

valor obtidos a partir dessa amostra.

Tabela 11: Estatística do Estudo II – Estudantes e Profissionais A

Questão χ χ χ χ2222 p-valor Q1 3,7191 0,0538 Q2 0,2169 0,6414 Q3 2,2219 0,1361 Q4 1,9512 0,1625 Q5 0,1314 0,717 Q6 0,0096 0,922 Q7 0,1962 0,6578 Q8 0,0074 0,9314

Em relação a amostra A, observa-se que as questões 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 apresentam um p-valor acima de 0,05. Conclui-se, portanto, com 95% de confiança

pela aceitação de H0 e rejeição de H1. Isto significa dizer que a idade dos

profissionais não influencia no comportamento A e B para estas questões.

Já a questão 1 apresenta um p-valor igual 0,05. Conclui-se, portanto, com

95% de confiança pela rejeição de H0 e aceitação de H1. Isto significa dizer que

idade influencia no comportamento, ou seja, a proporção de estudantes e profissionais na categoria A e B apresenta diferença significativa, para esta questão,

entre idade dos respondentes, quando se observam os 25% mais novos e mais velhos. O problema 1 apresenta o seguinte questionamento:

Você prefere:

A: 33% de probabilidade de ganhar 2.500, B: Ganho certo de 2.400; 66% de probabilidade de ganhar 2.400,

1% de probabilidade de ganhar 0;

Os resultados dessa questão evidenciam que o grupo dos respondentes mais velhos que se mostraram avessos a riscos para ganhos, preferindo o ganho certo a arriscar-se por tê-lo (efeito certeza), em consonância com o fenômeno da aversão à perda, é significativamente maior que a proporção dos mais novos. Em termos percentuais, 78% dos mais velhos escolheram o ganho certo, contra 61% dos mais novos. Logo, pode-se afirmar, com base nesta questão, que os mais velhos são mais avessos a riscos para ganhos que os mais jovens. Estes, por sua vez, se mostraram mais propensos a riscos para ganhos que aqueles. A tabela 12 apresenta a estatística dos dados obtidos para a amostra de Estudantes e Profissionais B (que responderam as questões de 9 a 16).

Tabela 12: Dados do Estudo II – Estudantes B e Profissionais B

Respondentes 251 Média 26,83 Desvio-Padrão 7,07 Mediana 25 Idade Mínima 18 Idade Máxima 56 25% ≤ 21 50% 21 < x < 33 Quartis 25% ≥ 30

Dos 251 respondentes das questões de 9 a 16, 25% possuem idade abaixo ou igual a 21 anos e os 25% mais velhos possuem idade superior ou igual a 30

anos. A idade mínima foi de 18 e a máxima de 56 anos. A tabela 13 apresenta o χ2 e

o p-valor obtidos a partir dessa amostra.

Tabela 13: Estatística do Estudo II – Estudantes e Profissionais B

Questão χ χ χ χ2222 p-valor Q9 0.0174 0.895 Q10 0.1177 0.7315 Q11 0.009 0.9243 Q12 0.0000000001 1 Q13 0.6108 0.4345 Q14 0.0272 0.869 Q15 0.2786 0.5976 Q16 0.0151 0.9022

Em relação a amostra B, observa-se que todas as questões apresentam um p-valor acima de 0,05. Conclui-se, portanto, com 95% de confiança pela aceitação

de H0 e rejeição de H1. Isto significa dizer que a idade dos profissionais não

influencia no comportamento A e B para estas questões, quando se observam os 25% mais novos e mais velhos.

A análise dos resultados do Estudo II, considerando-se apenas os 25% mais novos e mais velhos, mostra que houve diferença de escolha por faixa etária em apenas uma questão: a 1ª. Onde o grupo dos mais velhos mostrou-se mais avesso a riscos para ganhos que os mais jovens que se mostraram mais propenso a riscos para ganhos que os mais velhos. Contudo, tomando por base o total de 16 questões, pode-se concluir que, apesar de haver indícios do contrário, a idade dos pesquisados não influencia o nível de aversão à perda, ou seja, não existe diferença estatística no nível de aversão à perda por faixa etária.