• Aucun résultat trouvé

Chapitre 5 : Modèle d’annotations 3D

5.4. Notre modèle d’annotation 3D

5.4.3. Spatialisation de l’annotation

5.4.3.2. Le point de vue géométrique

A economia industrial fez a sua contribuição sobre a explicação da cooperação inter- organizacional através do foco na organização industrial (Richardson, 1997 e Mariti e Smiley, 1983). Em termos de investigação tradicional, através da integração vertical e

27 horizontal, esta disciplina encontrou formas crescentemente incompletas ou formas de “quasi-integração” (Blois, 1972), as quais estavam relacionadas com as falhas de mercado e eram explicadas pela optimização dos custos de produção, isto é, economias de escala, de extensão, especialização e de experiência (Teece, 1980; Eccles, 1981).

Poder-se-á assim dizer que a abordagem sobre a economia industrial foi utilizada nos estudos sobre redes para entender como estas diferentes classes de custos de produção explicam a eficiência das redes. Por exemplo, economias de especialização e de experiência têm sido indicadas como relevantes factores para explicar porque é que uma rede de empresas separadas pode ser superior a uma empresa integrada (Eccles, 1981). As economias de escala, por sua vez, têm um papel óbvio, através das possibilidades resultantes do acesso aos recursos, ao fornecimento conjunto de serviços ou ao suportar de forma conjunta a realização de investimentos em I&D (Turati, 1990). Já a economia de especialização pode ser a base para a formação de acordos para utilização em conjunto de equipamentos e know-how (Teece, 1980).

Neste sentido, outra contribuição significativa para a explicação da rede é o reconhecimento quer da eficiência dos custos de produção quer o reconhecimento da redução dos custos de gestão. Segundo Rumyantseva e Tretyak, (2003) a economia industrial deu assim início a uma nova compreensão da rede, como uma óptima forma híbrida entre mercados e hierarquias (Williamson, 1985), (Powell, 1987), (Thorelli, 1986). Aqui, as variáveis que prevêem aumentos nos custos de coordenação do mercado e explicam a rede são os activos específicos9, a incerteza do contexto10 e a frequência

das transacções (Williamson, 1981), e também as dificuldades de medir a performance11

9 A especificidade do recurso emerge quando os relacionamentos requererem significativos e específicos investimentos em activos físicos e/ou humanos. A presença destes activos específicos transforma uma troca de um mundo de contratos clássicos, no qual a “identidade das partes é irrelevante”, num mundo de contratos neoclássicos no qual a identidade dos parceiros de troca é de importância crítica (Williamson, 1991). O trabalho empírico demonstra que a especificidade do recurso aumenta a complexidade dos contratos (Joskow, 1988).

10 A incerteza desafia uma troca exigindo às partes que se adaptem a problemas levantados a partir das mudanças inesperadas. Poppo e Zenger (2002) focalizam-se na incerteza que surge da rápida mudança da tecnologia, por exemplo.

11 A dificuldade de medição da performance dos parceiros de troca também gera perigos de mercado. Os mercados têm sucesso quando conseguem efectivamente ligar as recompensas à produtividade, isto é, podem medir a produtividade e podem pagar adequadamente por isso. Quando a performance é difícil de medir, as partes têm incentivos para limitar os seus esforços no cumprimento do acordo.

28

(Barney e Ouchi, 1986; Alchian e Demsetz, 1972) e as características dos agentes, nomeadamente a aversão ao risco (McGuire, 1988), (Davis, 1991).

Ainda segundo Rumyantseva e Tretyak (2003) a teoria da agência, originária desta ciência, fornece ainda uma análise detalhada das transacções entre as empresas e os seus empregados através dos relacionamentos de agência existentes entre eles (Jensen e Meckling, 1976). Os custos dos relacionamentos, ou os custos de agência, incluem as despesas de monitorização, nomeadamente as designadas para reduzir o oportunismo e os mecanismos de gestão. Estes últimos incluem várias formas de contratos, variando em termos de carácter, de formal para informal, explícito para implícito, e objectivo para subjectivo (Barney e Ouchi, 1986).

No campo da gestão estratégica, a maior parte do trabalho empírico e teórico sobre a gestão relacional expressa-a como um mecanismo self-enforcing. Dentro desta tradição, alguns ignoram o papel dos contratos formais (Mohr e Spekrnan, 1994; Saxton, 1997), enquanto outros vêem os contratos formais como um substituto mais caro para a gestão relacional (Gulati, 1995b; Uzzi, 1997; Dyer e Singh, 1998). Outros, ainda, argumentam fortemente que o uso combinado da gestão relacional e dos contratos formais é fundamentalmente problemático, desde que os controles formais sinalizam desconfiança e a gestão relacional está baseada na confiança (Macaulay, 1963; Ghoshal e Moran, 1996; Bernheim e Whinston, 1998). Ao contrário desta posição de substituição, os dados apresentados por Poppo e Zenger (2002) são consistentes com a conclusão de que os contratos e a gestão relacional funcionam como complementos.

Por sua vez, a explicação contratual mais influente da cooperação inter-empresarial é determinada através das economias dos custos de transacção (Theory cost economics - TCE) (Williamson, 1975). Um número extenso de diferente tipologia de gestão da TCE enfatiza o papel da transacção dos investimentos específicos como um factor fundamental para a explicação das falhas dos mercados que substituem por mercados intermediários ou mecanismos de gestão hierárquicos.

29 2.1.1.2 Ciência Económica: Economia Evolucionista

O fluxo das teorias evolucionistas dentro das economias é baseado nos trabalhos de Schumpeter (1934) sobre a inovação. Este focaliza-se nas principais trocas tecnológicas revolucionárias, classificando o preço e os outros atributos da empresa de importância secundária, quando descreve a evolução de uma indústria. Mais tarde, para Schumpeter, as inovações revolucionárias podem apenas ser antecipadas por empresas imperfeitas, assim como por vezes dadas empresas de uma determinada indústria podem sobreviver a uma inovação revolucionária e tornarem-se desse modo actores importantes numa indústria sucessiva. Outras vezes, uma inovação revolucionária terá o efeito de despertar a concorrência entre as empresas. O que as empresas podem fazer nestas circunstâncias é aprender. Em linha com este raciocínio, o trabalho de Alfred Chandler’s adicionou à tecnologia os custos da aprendizagem para explicar a rede (Nelson, 1993).

Uma combinação da economia industrial e das aproximações de Schumpeter sugere um modelo de ciclo de vida onde as indústrias começam como um resultado das revoluções de Schumpeter. A mudança revolucionária define a base tecnológica da indústria e os recursos organizacionais que são estrategicamente valiosos, definindo quais as empresas que são prováveis de terem êxito e/ou sobreviver e aquelas que têm que modificar a sua base de recursos para obterem sucesso. Assim, depois que a revolução de Schumpeter definiu as bases competitivas de uma nova indústria, a competição da economia industrial ficou analiticamente mais relevante, embora os choques Schumpeterianos que afectam, mas não deslocam a indústria, também sejam características importantes da paisagem industrial (Rumyantseva e Tretyak, 2003).