• Aucun résultat trouvé

VIDEO DATA SIGNATURE ANALYZER

Dans le document " .. :..II? rv (Page 151-155)

Após uma síntese e pequena discussão sobre os assuntos tratados na sessão

anterior, a primeira atividade consistia em analisar e discutir a matriz BOSa (Figura 31) onde foram reunidas todas as possibilidades de melhoria apontadas pelas

participantes no livrete-sonda.

105

Figura 31. Matriz BOSa com as respostas dadas pelas participantes.

BA: Ai! Eliminar sumos e gorduras, porquê?! HA: E gomas também deviam ser eliminadas… (…)

CA: Aumentar água… a gente se não tiver sumo em casa… HA: A água não tem sabor nenhum…

CA: Sumos, fui eu que pus… sumos com gás… porque a gente bebe muito… BA: Se vamos eliminar muita coisa… a tudo aquilo que a gente come… eliminamos tudo… porque nós temos maus vícios. (…) Se são com gás ou sem gás, têm corantes e conservantes, fazem mal.

EU: E têm muito açúcar.

BA: (…) Se eu não beber sumo porque… caso não tenha… meto água com 3 colheres de açúcar… vai dar ao mesmo! (…) Eu sou gulosa e não sou diabética! O meu maior prazer é estar deitada à noite a comer chocolate! (…) Podem dizer que eu sou maluca, mas eu sou mesmo (risos)…. Eu se tiver mole, com sono… e começar a comer doces, eu arrebito, dá energia. (…)

Não é a primeira vez que eu tou sem fazer nada, eu pego vou ao supermercado, compro um chocolate e começo a comer. Daqui a bocado já tou com o speed todo…

EU: Pois… e depois já não tem fome!

BA: Já não tenho fome… mato dois coelhos de uma cajadada só!

EU: Não lhe faz bem… substituir uma refeição que se calhar podia ser mais saudavelzinha…

BA: Sim, mas a refeição custa 5 euros e o chocolate custa 1! (risos) Qual é a diferença?”

(…)

EU: Porque é que vocês não gostam de peixe?

BA: (…) Nós somos… é aquilo que eu estou a dizer. Nós não somos pobres-pobre- pobres, porque nós não somos sem abrigo… isso é um ponto. Os nossos pais, e se eu tiver errada corrijam-me… também não são pobres-pobres-pobres. Há

dificuldades… mas nós temos por hábito… pode faltar tudo, menos comida na mesa… certo? E os nossos paizinhos habituaram-nos a muita carne… o gosto da carne é melhor… então nós, agora adultos, esquecemo-nos da parte do peixe. (…)

106

BA: Filha, eu também leite, leite assim, não como. Mas bebo leite com 4 colheres de chocolate e 4 colheres de açúcar. (…) Por isso, como vê, a gente somos pobrezinhos mas a nossa boca não. (…) vai dizer que o leite não tem o mesmo efeito…

EU: Não sei! Não faço a mínima ideia! Não percebo, não estudei!… eu queria que vocês entendessem também… quando eu estou a falar do projeto e o tema da alimentação equilibrada e poupança familiar… eu não sou especialista nessas áreas! Eu tou a tentar é trabalhar com vocês, tentarmos pensar em coisas que até podem ser mais da minha área… mas eventualmente, teremos interesse de falar com pessoas que percebem disto, para nos explicar o que é que está correto e o que é que não está correto. [grupo focal 2]

Algumas das participantes vão reconhecendo a adequação de várias das respostas aos seus casos específicos. Se comer sopa e variar as ementas foram os principais desafios debatidos na primeira sessão, na segunda, com um grupo diferente (apenas uma das participantes participou em ambos), a discussão sobre os objetivos de mudança focou-se na necessidade de aumentar o consumo de peixe e de diminuir o consumo de açúcar, nomeadamente, sob a forma de sumo. Uma questão que surgiu também na sessão anterior tem que ver com uma aparente consciência de que o consumo de alimentos aconselhados, como o da água e do leite, é igualmente válido e aparentemente benéfico, ainda que combinados com grandes concentrações de açúcar.

EU: Como é que sabes isso, que não é saudável? MA: Porque tem chocolate…

EU: E o teu leite? Também não tem chocolate, MA? MA: Tem… mas… é leite! (ri) [grupo focal 1]

Contudo, a BA, participante mais velha, oferece grande resistência à possibilidade de mudança. Apesar de demonstrar alguma consciência em relação aos seus maus hábitos alimentares, para a BA, a escassez de dinheiro e o consumo de açúcar, enquanto fonte de prazer e energia, formam uma dupla de argumentos que suplanta qualquer anseio de alimentação equilibrada. Por momentos, esta participante chega mesmo a desviar a conversa para dicas e produtos menos saudáveis, que

representam deleites gastronómicos para ela. Mas acaba por retomar o assunto da alimentação equilibrada e fazendo uma sugestão para as moças mais novas, da qual, nitidamente se exclui:

BA: … Tudo o que a gente come é prejudicial à saúde…Tudo! Porque nem que seja 1 salada… mas a gente na salada mete sal, azeite e bastante vinagre!

(…)

BA: … 1 croissant representa 4 pães…! CA: A sério?! e a gente come e fica igual! HA: Eu como e ainda fico com mais fome!

BA: Mas vocês têm que ter consciência que o representa 4 pães. Se comer 2 são 8. Mais vale comer 2 pães do que estará a comer… Eu ainda no domingo comi 8 pães! Eram 2 croissants… Mas é verdade… Quer dizer, nem todo o organismo…

107

Eu: Reage da mesma maneira… sim, sim.

BA: Há umas pessoas, por exemplo, que eu tenho 1 boca santa… Não como de tudo, mas como de tudo o que gosto… E não tenho problema nenhum em engordar… pelo contrário.

Eu: Mas às vezes as pessoas podem não ser gordas… Pois, a questão não é só essa… por exemplo, eu não sei se é verdade, se não… mas dá que pensar… Existem estudos que falam que o consumo de açúcar, que é 1 das principais causas do aparecimento de cancros… por exemplo…

BA: Mas eu tenho 1 coisa boa… para recompensar o cancro por causa do açúcar, eu tomo muito café… que também dizem que 2 e 3 cafés previne o cancro… eu como tomo mais…

Dans le document " .. :..II? rv (Page 151-155)