II. Innovation agronomique et diffusion du progrès en Lorraine avant les années 1820
A. Les grands favorables aux nouveautés
2. Vers une spécialisation ovine dans l’Ouest vosgien
The most sustainable building may be one that already exists. 1
(Grimmer et al., 2011, p.1)
De uma maneira geral, os edifícios anteriores ao século XX foram construídos de modo a cumprir um programa funcional e maximizar as fontes naturais de aquecimento, ventilação e iluminação, para responder a condições climáticas locais.
Reabilitação é um processo de intervenção nos edifícios que articula com contemporaneidade e eficácia as reparações ou as alterações que se fizerem, tendo em vista a preservação dos valores culturais, históricos e arquitectónicos.
Deve haver uma visão global relativamente à construção de uma unidade estética, como sempre fizeram os grandes mestres da arquitetura. Podemos referir Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe, passando na atualidade por Tadao Ando, Peter Zumthor, Siza Vieira ou Souto de Moura. As relações da construção com a reabilitação numa perspetiva de sustentabilidade são mais do que naturais: reabilitar implica reutilizar construções existentes com valor cultural mas com uma significativa poupança energética (a necessária ao fabrico dos materiais e da concretização da própria edificação), tendo implicações da maior relevância social e cultural (i.e. outras ecologias).
Em 1993 a UIA, União Internacional dos Arquitetos, consciente do problema da limitação dos recursos fez uma Declaração de Interdependência para um Futuro Sustentável que constituiu uma Declaração de intenções dos Arquitetos de colocar a sustentabilidade no centro da prática e responsabilidade profissional. 2
No entanto, o desenvolvimento integrado destes temas não tem sido acompanhado de uma investigação disciplinar que crie uma consciência crítica e operativa por parte dos diferentes intervenientes que intervêm no !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
1“O edifício mais sustentável pode ser um que já existe.” T.L.
edificado, nem pelos arquitetos enquanto fazedores de sínteses que têm de incluir à partida uma visão crítica, sistemática, integradora e ponderada das várias fases, operações e componentes do trabalho.
As investigações que relacionem os avanços havidos nas questões da ecologia da construção e da sustentabilidade com as praxis do projeto de reabilitação são ainda escassas, apesar dos avanços havidos em alguns centros de investigação e que se referem à temática de extensão do tempo de vida útil das construções (Life Span).
Uma aproximação feita a partir do âmbito patrimonial equaciona o modo como “tem vindo a ser desenvolvido e testado um modelo teórico de metodologia de reabilitação, consciente do ciclo de vida do edifício, respeitando o seu passado, presente e futuro.” (Roders, 2006, p.1.)
Nos Estados Unidos da América 3, relativamente aos edifícios históricos,
existem Padrões (definidos pelo Departamento de Regulamentos do Interior, 36 CFR 67) que incidem sobre a qualificação de todos os materiais e construções, antigos e recentes, tanto no exterior como no interior, bem como sobre a qualidade e características da paisagem em geral e especificamente sobre o edifício, o sítio e o ambiente.
As Normas devem ser aplicadas de uma forma razoável, equacionando a relação entre economia e viabilidade técnica. 4
Segundo essas Normas, as propriedades devem manter o seu carácter histórico e serem reconhecidas como um registo do seu tempo, uso e lugar. Devem igualmente preservar e conservar as alterações que tenham adquirido significado histórico por direito próprio, bem como características distintivas, acabamentos e técnicas de construção ou exemplos de técnicas artesanais. As deteriorações dos materiais e técnicas existentes devem ser reparadas em vez de ser substituídas. Se não for possível a reparação, deve efetuar-se !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
3!O Secretário do Interior é responsável por estabelecer padrões para todos os programas sob autoridade departamental e para aconselhar as agências federais sobre a preservação das propriedades históricas constantes ou elegíveis para inclusão no registo nacional de lugares históricos. Começaram a ser desenvolvidos em 1977.
4 As Normas do Secretário do Interior para a Reabilitação e as Orientações ilustradas para a Reabilitação de Edifícios Históricos foram produzidas por Anne E. Grimmer e Weeks Kay D., publicadas em 1992 e reimpressas em 1997. The Secretary of the Interior's Standards for Rehabilitation, 2011, p.1.
um desenho que condiga com o antigo e tenha o mesmo tipo de características cromáticas, tectónicas e visuais e sempre que possível, materiais.
É obrigatório proteger e preservar registos arqueológicos que possam ser afetados por um projeto.
Não se devem efetuar limpezas com tratamentos abrasivos que possam provocar danos aos materiais históricos.
As propriedades – edifício e envolvente - só devem ser adaptadas para um novo uso, se houver um mínimo de alterações às características do edifício, do seu sítio e meio ambiente.
Estas alterações ou ampliações não poderão destruir os materiais históricos que caracterizam essas propriedades, e terão de ser compatíveis com a volumetria, dimensão e escala do edifício.
Todas as obras terão de ser executadas de forma que seja possível a sua remoção futura, mantendo intacta a integridade do património histórico e da envolvente.
Dever-se-á efetuar um registo documental, físico e pictórico de todas as reparações e alterações executadas.
A experiência dos últimos vinte anos tem mostrado que não é fácil mudar o sistema de construção e a sua manutenção. É necessário romper com os maus hábitos adquiridos e aplicar critérios para reduzir o impacte ambiental promovendo o uso de produtos de energia renovável e dando prioridade à reciclagem e reutilização em vez da tendência tradicional de extração de materiais naturais.
Deve-se influenciar a seleção de materiais, aplicando-os onde mais podem contribuir economica e tecnicamente, para reduzir o impacte ambiental, evitando a contaminação da água, reduzindo a poluição e as emissões tóxicas e resíduos, bem como a utilização de energia e recursos naturais. É fundamental verificar o impacte ambiental nos edifícios desde as fases iniciais do projeto, para se evitar a perturbação e a poluição. De uma maneira geral em Portugal não existe um regime jurídico destinado à
reabilitação de edifícios. Existem de forma dispersa normas de exceção para as edificações que já existem e necessitem de ser reabilitadas.
As vantagens dos edifícios de carbono zero na luta contra as alterações climáticas e a dependência energética dos combustíveis fósseis convenceu as autoridades europeias a definirem metas.
Em 2014 5, e antecipando a reunião da COP21, a realizar em dezembro de
2015, a UIA, União Internacional dos Arquitetos, reuniu-se de novo, agora em Durban, África do Sul, tendo produzido a Declaração Imperativo 2050. A Meta de 2020 para edifícios Carbono 0 foi adiada mais 30 anos, e mesmo assim, não exigiram o cumprimento integral da Declaração, aprovada por unanimidade em 8 de agosto.
Apesar de ter tido uma ampla participação de Arquitetos dos diversos organismos internacionais, não teve qualquer divulgação, ficando no desconhecimento dos restantes arquitetos e do público em geral.
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