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5.3 Le fer dans les roches s´ edimentaires de VRR

5.3.2 Variabilit´ e du fer

delirium no doente de cuidados intensivos

Com o intuito de se verificar o efeito que a variável habilitações literárias tem sobre a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos foi aplicado o teste de Kruskall- Wallis. Embora os indivíduos que possuem o grau de ensino primário sejam os que apresentam maior prevalência de delirium nos cuidados intensivos (59,1%) verifica-se que são também os indivíduos que em maior percentagem não apresentam delirium (61,1%).

No que se refere à prevalência do delirium através do teste do Qui-Quadrado, verifica-se que não existem diferenças estatisticamente significativas (2=1,424; p=0,700). O teste de Kruskall-Wallis localiza as diferentes posições por ordem de cada caso, sendo os doentes sem habilitações literárias os que se encontram no topo do escalão, ou seja o melhor valor com influência no delirium. (K= 22,93, p=0,708) (Apêndice 6).

Verifica-se que no valor global não existem diferenças estatisticamente significativas e pode-se assim rejeitar H1, pois as habilitações literárias não influenciam a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos.

H1.6 – Existe efeito significativo da situação laboral na prevalência do delirium

no doente de cuidados intensivos

Com o intuito de verificarmos o efeito que a situação laboral tem sobre a prevalência do delirium foi aplicado o teste de Kruskall-Wallis (Apêndice 6). Os indivíduos que se encontram reformados são aqueles que apresentam valores superiores de delirium (50,0%), logo seguidos dos que estão empregados (31,8%), no entanto no teste são as domésticas que se encontram no topo do escalão, quando localizadas as diferentes posições por ordem de cada caso. Pelo teste do Qui-Quadrado, verificamos que não existem diferenças estatisticamente significativas (2=1,009; p=0,799).

Deste modo rejeita-se a hipótese H1, o que leva a afirmar que a situação laboral dos indivíduos não influencia a prevalência do delirium nos doentes de cuidados intensivos.

QUADRO 3 – Estatística relativa ao delirium com as variáveis sócio-demográficas

DELIRIUM

2 P

Sim Não Total

N % N % N % DELIRIUM 22 55,0 18 45,0 40 100,0 SEXO Masculino Feminino 16 6 72,7 27,3 9 9 50,0 50,0 25 15 62,5 37,5 2,182 0,140 Idade Média Desvio Padrão 58,32 16,92 58,72 17,70 58,50 16,17

Classes das idades

[< 54 anos] [55-74 anos] [> 75 anos 11 7 4 50,0 31,8 18,2 7 7 4 38,9 38,9 22,2 18 15 8 45,0 35,0 20,0 0,494 0,781 Estado Civil “Solteiro” “Casado” “Divorciado” “Viúvo” 6 27,3 1 5,6 7 17,5 10 45,5 15 83,3 25 62,5 6,907 0,075 2 9,1 - - 2 5,0 4 18,2 2 11,1 6 15,0 Residência “Meio Urbano” “Meio Rural” 6 27,3 6 33,3 12 30,0 0,173 0,677 16 72,7 12 66,7 28 70,0 Habilitações Literárias “Analfabeto” “Ensino primário” “Ensino Secundário” “Ensino Superior” 3 13,6 4 22,2 7 17,5 13 59,1 11 61,1 24 60,0 1,424 0,700 5 22,7 3 16,7 8 20,0 1 4,5 - - 1 2,5 Situação Laboral “Empregado” “Desempregado” “Doméstica” “Reformado” 7 31,8 4 22,2 11 27,5 3 13,6 2 11,1 5 12,5 1,009 0,799 1 4,5 2 11,1 3 7,5 11 50,0 10 55,6 21 52,5 Profissão

“Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas”

1 4,5 - - 1 2,5

“Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio”

- - 1 5,6 1 2,5

“Pessoal dos Serviços e Vendedores” 6 27,3 3 16,7 9 22,5 “Agricultores e Trabalhadores Qualificados da Agricultura e Pescas” 4 18,2 5 27,8 9 22,5 “Operários, Artífices e Trabalhadores Similares” 1 4,5 2 11,1 3 7,5 “Trabalhadores Não Qualificados” 5 22,7 5 27,8 10 25,0

Em suma:

 Verifica-se prevalência do delirium em 55,0% dos doentes de cuidados intensivos com predomínio na manhã do terceiro dia de internamento;

 A idade e o sexo não influenciam a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos;

 O estado civil não influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos;

 A zona de residência não influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos;

 As habilitações literárias não influenciam a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos;

 A situação laboral dos indivíduos não influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos.

No que se refere à distribuição da variável “proveniência do doente” pela prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos, nota-se pelo teste do Qui-Quadrado (2=0,852; p = 0,356) que não existem diferenças estatísticas significativas entre os grupos. Sendo assim rejeita-se a hipótese H1, o que leva a afirmar que a proveniência do doente não influencia a prevalência do delirium nos doentes de cuidados intensivos.

Como resultado do estudo, verifica-se que a maior percentagem de doentes com delirium esteve internado por uma doença médica ou lesões e envenenamentos e em menor percentagem os doentes submetidos a cirurgia. Com o intuito de se verificar o efeito que a variável diagnóstico tem sobre a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos foi aplicado o teste do Qui-Quadrado de forma a indagar a existência de diferenças H3 – Existe efeito significativo entre o diagnóstico do doente e a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos

.

H2 – A variável clínica proveniência do doente prediz a prevalência de delirium no doente crítico.

estatisticamente significativas entre os grupos (2=5,701; p=0,05). Verifica-se que não existem diferenças estatisticamente significativas.

No entanto aceita-se H1, pois o valor de significância encontra-se no extremo e deste modo justifica-se que o diagnóstico influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos.

Com a finalidade de se verificar o efeito da variável medicamentos administrados na prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos, foi utilizado o teste do Qui- Quadrado, verificando-se que os doente a quem foram administrados antipsicóticos, 59,1% apresentaram delirium, no entanto todos os doentes sem delirium não fizeram toma de antipsicóticos, (100,0%). Analisando esta variável em relação ao delirium, através do teste do Qui-Quadrado, (2=15,758; p=0,000) verifica-se estatisticamente diferenças altamente significativas. Relativamente às benzodiazepinas pela leitura do quadro 4, infere-se que 50,0% dos doentes que tomaram estes sedativos apresentaram delirium, no entanto não se verificam diferenças estatisticamente significativas (2=2,037; p=0,154). Os analgésicos opióides foram administrados a 59,1% dos doentes com delirium, no entanto não se verificam diferenças estatisticamente significativas (2=0,331; p=0,565). Os anestésicos foram administrados a 54,5% dos doentes com delirium, no entanto não se verificam diferenças estatisticamente significativas (2=2,903; p=0,088). Os anestésicos opiáceos foram administrados a 4,5% dos doentes com delirium, no entanto não se verificam diferenças estatisticamente significativas (2=0,021; p=0,884). (cf. Quadro 4)

Deste modo, rejeita-se a hipótese H1 e aceita-se a hipótese H0, concluindo que a administração de medicamentos não influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos, no entanto, considera-se que a administração de antipsicóticos influência o delirium.

H4 – Existe efeito significativo entre os medicamentos administrados e a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos

Com a finalidade de analisar se o número de factores de risco influência a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos foi efectuado o teste do Qui- Quadrado. Verifica-se que todos os doentes com mais de 6 factores de risco apresentaram delirium (13,6%) apesar de não se verificarem diferenças estatisticamente significativas (2=3,232; p=0,664). (cf. Quadro 4)

Desta forma rejeita-se a hipótese H1 e aceita-se a hipótese H0, concluindo que o número de factores de risco que o doente apresenta não influencia a prevalência do delirium no doente de cuidados intensivos.

H5 – Existe efeito significativo entre o número de factores de risco que o doente apresenta e a prevalência de delirium no doente crítico.

QUADRO 4 – Estatística relativa ao delirium com as variáveis clínicas

DELIRIUM

SIM NÃO Total 2 p

N % N % N %