Chapitre 2. Installer MySQL
2.2. Installation standard rapide de MySQL
2.2.5. Utiliser l'assistant de configuration
Atendendo à crise financeira e económica vivida atualmente, é urgente pensar em metodologias de desenvolvimento que assentem em paradigmas técnicos e burocráticos, que possibilitem a efetiva participação de toda a comunidade. Não é correto a sociedade assumir uma postura de resignação, de partilha de sacríficos e sofrimentos, ela tem de tomar uma atitude ativa nas decisões que envolvam o seu próprio progresso. É certo que a solução para a maioria dos problemas vivenciados nos dias de hoje, assentam em decisões e práticas políticas, contudo cada cidadão deve mostra-se envolvido e de alguma forma é possível mediar essas decisões através do voto.
Decorrente desta perspetiva, “…não basta afirmar que a animação e o desenvolvimento sustentável produzem um turismo sustentado. É urgente um envolvimento activo e emocialmente positivo nos quotidianos individuais e colectivos” (Peres e Lopes, 2009:9).
Na sequência da revolução industrial, houve uma reorganização e criação de novas práticas de produção, verificando-se uma redução da necessidade de mão-de-obra humana, o que gerou mais tempo disponível para as pessoas. Este tempo liberto ,necessitou nova reorganização e passou a ter “valor económico” (Figueira e Dias, 2011).
Nesta conformidade, os municípios os melhores conhecedores dos atrativos do seu meio, estes deverão assumir mais responsabilidades no que respeita a colmatar as necessidades da sua população, sem causar incomodo, através da competitividade e de ações inovadoras e melhores serviços. Desta forma, deverão fazer uso do turismo, recorrendo a políticas e habilidades de desenvolvimento local, para se fortalecer, criar empregos e gerar lucro, acabando assim por potenciar outras atividades em diversos setores como a saúde e educação, melhorando a qualidade de vida do seu povo.
Realça-se esta responsabilidade social dos municípios porque, “quando os turístas regressam a sua casa, levam consigo a opinião sobre o local e o atendimento a que foram sujeitos, se ficaram satisfeitos ou não e, é nesse momento que a localidade pode perder ou ganhar, pois a divulgação boca a boca é o mecanismo de propagação das qualidades de um lugar.” (Figueira e Dias 2011:15).
Quando se atribui “uso turístico” a um espaço público, isto compromete-o para uma atividade económica que o converte em algo comercializável pelo setor privado. Assim, é possível encarar-se o turismo como um serviço produtivo, quando bem planeado e organizado, uma vez que os “lugares públicos podem aumentar ou diminuir as desigualdades sociais, em função de como são geridos os benefícios resultantes da transformação dos espaços públicos em espaços produtivos” (Figueira e Dias 2011:18).
2. EMPREENDORISMO SOCIAL
A pertinência e relevância desta investigação justifica-se pelo facto da exigência de criar preparar, acompanhar e estimular o desenvolvimento de respostas, inovadoras e sustentáveis, junto das famílias multidesafiadas- Estando o contexto sociocultural, político e económico em constante mutação e numa evolução de paradigma, julgamos que a pedagogia do empreendedorismo capacita as famílias multidesafiadas para responderem satisfatoriamente a essas transformações contínuas.
Assim, no final desta investigação, espera-se promover a educação para o empreendedorismo, dados os ganhos, tanto para as famílias, como para a sociedade em geral.
2.1. Relevância do Empreendorismo na atualidade
“Os empreendedores sociais têm assumido ao longo da história um papel determinante na mudança social e actualmente ocupam lugar proeminente na resolução de uma ampla variedade de problemas. Tendo por base ideias inovadoras, conseguem mudar paradigmas culturais e sociais, destacando se a capacidade para mudarem mentalidades, com base em ideias utopicas, valores e numa vontade enorme para as ver implementadas”(Jardim 2009:51).
Foi em 1755, que se registou pela primeira vez o termo “empreendedorismo”, por (Cantillon e Jardim, 2010).
Numa fase inicial (Silva,2009), refere que os estudos de empreendedorismo assentavam em teorias económicas.
Os estudos apresentados por Steveson e Jarillo (1990:18), categorizam-no em três tipologias, como se mostra a seguir:
Centra-se nos resultados das ações empreendedoras Realçam o empreendedor como indivíduo Procuram conhecer as habilidades de gestão e administrativas
Diagrama 2 : Tipologias de empreendedorismo
O “empreendedor” assume o papel de catalisador na evolução económica, uma vez que arrisca ao comprar algo que poderá ou não vender e mobilizando recursos de áreas menos produtivas, para áreas mais lucrativas (Marriot, 2006:6; Dess,1998:2).
Na época pós-medieval, o “empreendedor” era aquele que negociava sem mínimas garantias de sucesso. Contudo, essa metodologia foi ultrapassada, pois o empreendedor deverá ser alguém inovador, proactivo e com paixão pelo que faz, capaz de difundir a “destruição criativa”, ou seja, de conseguir mudanças: novos mercados, produtos e metodologias de fabrico, que possibilitem o crescimento. Dada a exigência deste método, os riscos a que os empreendedores estão expostos, são elevados, mas estes ao aceitarem o desafio estão cientes deles e desejam o lucro como recompensa das atividades praticadas.
Para além da vertente económica do “empreendedor”, há ainda que averiguar a vertente psicológica. Aceita que existe uma efetiva ligação entre as caraterísticas psicológicas (necessidade de sucesso, reconhecimento, poder e controlo) e empreendedoras (tendência a correr risco, a inovação, a atitude estratégica e a personalidade) do sujeito. (Silva, 2009).
O autor supra referido, distinguiu algumas características que um “empreendedor” deve ter e agrupou-as, de acordo com o diagrama que se segue:
Diagrama 3: Caraterísticas de Empreendedorismo
Atendendo a todas estas particularidades que um “empreendedor” deve ter, apresentou uma definição que refere que o empreendedor é aquele que faz acontecer, que se antecipa aos factos e tem uma visão futura da organização. (Jardim,2012).
Existem dois setores de investigação associados ao conceito “comportamento gerêncial do empreendedor”: um diz respeito às variadas etapas que o negócio atravessa e os problemas que são ultrapassados pelo empreendedor, para maturar a atividade; o outro procura sinais de êxito ou insucesso, atendendo à experiência do “empreendedor”, ao estratagema usado e a fatores externos. Importa ainda referir a importância da formação, no que respeita à administração estratégica dos projetos empreendedores, pois o sucesso depende ainda de caraterísticas inatas do empreendedor como instinto, apreciação, conhecimento, prática, entre outros. Desta forma, o empresário consegue uma visão estratégica do negócio. (Silva, 2009).
• Sujeito que estimula as pessoas para desafios;
• Indivíduo com iniciativa, atitude, persistência, positiva, responsável, corajosa, exigente, eficiente, calculista e empenhada.
Realização
• A pessoa deverá saber como direcionar o negócio para o sucesso;
• Assume caraterísticas como dedicado, informado, organizado e flexível.
Afiliação
• O sujeito consegue concretizar a atividade tal qual como a tinha organizado;
• Apresenta caraterísticas como a persuasão, a sociabilização, comunicação, independência, autoconfiança