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Mettre à jour MySQL sous Windows

Chapitre 2. Installer MySQL

2.2. Installation standard rapide de MySQL

2.2.11. Mettre à jour MySQL sous Windows

Quando se fala num conceito que tem sofrido inúmeras transformações ao longo dos anos, desde a sua criação, como é o caso do Turismo, importa referir alguns marcos importantes na sua evolução, de acordo com o diagrama que se segue (Figueira e Dias, 2011):

Diagrama 8: Contributos da Organização Mundial do Turismo

A primeira definição de Turismo que surgiu foi em 1911 por Hermannvon Schullernzu Schattenhofen que afirmou ser “o conceito que compreende todos os processos, especialmente os económicos, que se manifestam na chegada, na permanência e na saída do turista1 de um determinado município, país ou estado” (Barretto, 2008:9).

Mais tarde, em 1942, Hunziker e Kraft sugeriram uma nova definição para o mesmo conceito: “conjunto de relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de pessoas, fora do seu local habitual de residência, desde que tais deslocações e permanências não sejam utilizadas para o exercício de uma actividade lucrativa principal, permanente ou

1 É todo o visitante temporário que permanece no local visitado mais de 24 horas (ONU). 2003 - Declaração da Djerba sobre o turismo e as alterações climáticas 2002 - Declaração da Quebec para o Ecoturismo

2000 - Seminário de turismo sustentável e Competividade nas ilhas do Mediterrâneo 1999 - Conferência internacional Sobre sustentável no Mediterrâneo(1999)

1999 - Comissão para o desenvolvimento Sustentável 1999 - Código Ètico Mundial para o Turismo

1998 - Conferência de Lanzarote sobre turismo sustentável 1998 - Reunião de Comité de apoio e qualidade da OMT 1997 - Declaração de Berlim

1995 - Carta de Lanzarote sobre turismo sustentável 1991 - Conferência Internacional das Nações Unidas 1989 - Declaração de Haia sobre Turismo

1988 - Carta de Columbia

1985 - Carta de turismo e Código do Turista

1982 - Acapulo Documents on the Rigths to Holydays 1980 - Declaração de Manila sobre turismo Mundial

temporária” (Cunha, 1997:8), que, mais tarde foi perfilhada pela Association Internationale dês Experts Scientifiques du Tourisme. A partir desta definição deve considerar-se o Turismo como prodígio social e não apenas económico uma vez que é estudado por variadas ciências sociais e expõe diversas utilizações e efeitos nas múltiplas sociedades, regiões e países, onde se fortalece, (Figueira 2002).

Entretanto, começaram a ser criadas inúmeras definições e o conceito foi evoluindo. Alguns investigadores consideraram que “o turismo não é um fenómeno nem um simples conjunto de indústrias porque é uma actividade humana que envolve movimentos e comportamentos humanos, o uso de recursos, a interacção com outras pessoas, económicas e ambiente”. Desta forma, (Papadopoulos,1986) assevera que o conceito pode ser analisado de acordo com diversas perspetivas como consequência “das suas estreitas relações com outras ciências sociais, incluindo a economia, a política, a sociologia, antropologia cultural, psicologia e mesmo o direito e a estatística” (Cunha, 2010:9).

Vários investigadores definem Turismo, como sendo “o conjunto das actividades lícitas, desenvolvidas por visitantes em razão das suas deslocações, as atracções e os meios que as originam, as facilidades criadas para satisfazer as suas necessidades e os fenómenos e relações resultantes de umas e de outras” (Cunha, 2009:14).

Decorrente de todo este percurso, o Turismo é uma atividade que, nos últimos anos, tem sofrido uma enorme expansão e proporcionadoreflexões e discussões acerca do seu desenvolvimento (Teles, 2011).

Pode concluir-se assim que o turismo é uma realidade desde há muito tempo, contudo o conceito, caraterísticas e o âmbito de abrangência, tem vindo a sofrer alterações ao longo dos tempos como consequência da complexidade da atividade, influências, abrangências e mudanças na economia e tecnologia. O turismo pode ser classificado de diferentes formas (Andrade, 2009:14):

I. Interno – atividades turísticas realizadas pelos habitantes de um país, sem saírem do mesmo;

II. Externo – atividades turísticas realizadas pelos cidadãos além do país de residência, onde temporariamente são consumidores de produtos e serviços;

III. Recetivo – país estrangeiro que acolhe visitantes;

IV. Intermediário – “ quando se manifesta de forma sistemática e permanente nos logradouros existentes entre pólos emissores e receptores”;

V. Quantitativo – aborda o turismo no que respeita às suas proporções numéricas, quantitativas ou volumétricas.

b) Quanto ao tipo:

I. Férias – lazer e repouso;

II. Cultural - satisfação pessoal em relação a “emoções artísticas, científicas, de formação e de informação nos vários ramos existentes”;

III. Negócios – atividades comerciais e industriais; IV. Desportivo – participação em eventos desportivos;

V. Saúde – para conseguir (ou tentar) um estado de equilíbrio físico e psíquico (boa saúde);

VI. Religioso – satisfação de crenças pessoais como a fé, a esperança e a caridade.

c) Quanto à forma:

I. Individual – autofinanciado;

II. Organizado – “é o conjunto de atividades turísticas programado, administrado e executado por agências de turismo, associações, entidades de classe, clubes ou outra organização envolvendo um grupo de pessoas”;

III. Social – estruturado por organizações de caráter social, destinado a pessoas com dificuldades, como é as famílias multidesafiadas; IV. Intensivo - hospedagem “num único local, mesmo que efetuem

V. Extensivo – hospedagem e o conjunto de atividades em um mesmo núcleo, com a duração de pelo menos três semanas. Esta modalidade exclui as excursões e passeios a outros receptivos; VI. Itinerante – única viagem com paragem em vários locais por um

curto período de tempo.

Entretanto, torna-se imprescindível abordar a atividade turística que “é um fenómeno interdisciplinar que tem como base a movimentação das pessoas para locais diferentes daquele de sua residência em função de necessidades, desejos profissionais e pessoais”, que dado o seu crescimento permitiu uma análise mais alargada “que considere de forma equânime os aspectos económicos, ambientais e sociais, pois somente desta forma será possível uma aproximação mais ampla e concreta de seus reais impactos, positivos e negativos” (Pereira, et al, 2011:2).

Esta atividade possibilita, que o turismo se vá tornando gradualmente um ritual das famílias, uma vez que atende às duas necessidades superior da pirâmide de Maslow: autorealização e autoestima.

Contudo, a atividade turística pode apresentar uma perspetiva menos positiva, destacando, como sugerem os autores suprarreferidos, alterações dos hábitos de vida e níveis de consumo, aumento da prostituição, delinquência e toxicodependência, dilemas subjacentes ao fornecimento de água e colheita e tratamento de resíduos, ampliação dos níveis de poluição nas diferentes tipologias, entre outros (Figueira e Dias, 2011).

Toda pessoa é um turista em potencial, sendo preciso, porém, a ação da viagem turística para haver o turismo. E para isso, existem algumas condicionantes como: a vontade (animus) e a possibilidade. Assim, pode dizer- se que haverão razões que tornam uma pessoa turista e essas podem ser profissionais, religiosas, saúde, culturais, educação e prazer (Bonald, 1984). “O turismo de boa qualidade poderá desenvolver-se na medida em que tiver bons recursos humanos, e isso só será possível quando todos os cidadãos tiverem educação e saúde garantidas” e sejam socialmente responsáveis, pois

caso contrário poderão colocar em risco a identidade da própria cultura (Barretto, 2008:99).

De uma outra forma, pode dizer-se que é necessário que o turismo seja sustentável e ativo, ou seja, “refere-se a um nível de actividade de turismo que pode ser mantido a longo prazo, pois resulta em um benefício efectivo para os ambientes sociais, económicos, naturais e culturais da área em que ocorre” podendo ser encarado como uma ferramenta de complementaridade de multi setores para modernizar a dinâmica da região onde se desenvolve, sendo o princípio para a ocorrência de alterações positivas no dia-a-dia de variados atores sociais, com um papel de especial relevo no que respeita às empresas, (Fonseca, s/d:4).

4.2. Emergência do Turismo Social em Portugal como estratégia de