• Aucun résultat trouvé

Options de ligne de commande de mysqld

Chapitre 4. Utiliser les programmes MySQL

4.3. Spécifier des options aux programmes

4.3.1. Options de ligne de commande de mysqld

Como já foi salientado anteriormente, a escola deve ter abertura suficiente para promover o desenvolvimento das competências necessárias à vivência na actual sociedade de informação. A toda a hora e momento há novos desafios e novos conhecimentos, principalmente a nível tecnológico, que a educação deve acompanhar. Desta forma, caberá à escola ajustar-se à realidade dos seus alunos, modernizando os processos pedagógicos e diversificando as práticas de ensino e aprendizagem.

Nas palavras de Ponte (1998): ―Desenvolvida quase sempre no quadro de uma perspectiva pedagógica que valoriza os métodos de descoberta, e em particular as actividades de natureza exploratória e investigativa, a investigação tem confirmado que a tecnologia tem um enorme potencial ao serviço da renovação dos processos de ensino e aprendizagem‖ (107).

Esta perspectiva assume particular realce quando se vive sob um novo paradigma associado ao actual conceito de sociedade da informação, no qual as tecnologias assumem um papel primordial na produção e disseminação do conhecimento, bem fundamental para a produção de riqueza e melhoria qualidade de vida (Werthein, 2000).

Devido à enorme apetência e facilidade que as crianças têm perante as tecnologias que encontram em quase tudo o que as rodeia, seria um desperdício esquecer ou desaproveitar as potencialidades didácticas destes meios. Ao integrar estes meios na educação, está-se a contribuir para o desenvolvimento de competências tecnológicas ao mesmo tempo que se desenvolvem as competências essenciais de cada área disciplinar. Como afirma Ponte (2002), as tecnologias informáticas oferecem grandes possibilidades e desafios para a actividade cognitiva e social dos alunos e professores de qualquer faixa etária. Esta posição é prosseguida por Sousa (2005) que defende que ―a utilização dos computadores permite o abandono das tarefas mais repetitivas e a dedicação a tarefas mais criativas‖ (17). Acrescenta ainda que ―as tecnologias informáticas trazem não a limitação da capacidade de raciocínio, mas sim a possibilidade de novos conhecimentos e de desenvolvimento pessoal‖ (id).

A par dos manuais, do quadro e de outros materiais com fins didácticos, também as tecnologias de informáticas se devem apresentar como recursos válidos, capazes de serem utilizados em ambiente escolar. Já muitos professores se assomaram com preocupações neste sentido, assumindo papéis de investigadores ao estudarem sobre as consequências da inclusão das tecnologias informáticas no processo de ensino e aprendizagem dos alunos.

São inúmeras as investigações feitas no sentido de averiguar os efeitos do uso do computador na escola que apontam para resultados bastantes positivos. Clements (1987) e Davidson (1989), citados por Ventura (2008), concluíram que a tecnologia utilizada em contexto

escolar contribui para o aumento da interacção social, da aprendizagem cooperante, da auto- estima e do auto-domínio, ao mesmo tempo que facilita o desenvolvimento de conceitos e estimula o brincar simbólico das crianças. Os alunos aprendem a ser mais autónomos e responsáveis; aprendem a pesquisar, seleccionar, tratar, produzir e divulgar informação.

Recentemente, num estudo efectuado a nível europeu sobre o impacto das tecnologias nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, Steps (2010) nota, nos alunos, uma melhoria na aquisição de competências básicas, como a leitura, escrita e cálculo, mas também na assiduidade, participação, atitudes e comportamento, motivação, criatividade, comunicação, socialização e auto-confiança.

As enormes capacidades gráficas dos computadores estão a fazer com que o ensino seja cada vez mais apoiado por imagens. Miranda (2009) refere algumas vantagens da aprendizagem multimédia argumentadas por Richard Mayer, um professor de psicologia da Universidade da Califórnia que tem desenvolvido uma investigação sobre a ligação entre a cognição, instrução e tecnologia, com enfoque na aprendizagem multimédia. Este investigador juntamente com outros têm estado a ―construir‖ uma teoria cognitiva da aprendizagem multimédia baseada em três princípios:

 ―O sistema humano de processamento da informação inclui canais duplos para o processamento visual/pictórico e auditivo/verbal;

 Cada um dos canais tem uma capacidade de armazenamento limitada;

 A aprendizagem activa implica a execução de um conjunto coordenado de processos cognitivos durante essa mesma aprendizagem‖ (207).

A mesma teoria especifica cinco processos cognitivos durante a aprendizagem que levam a que, quando se produz uma apresentação multimédia, se tenha em conta: a selecção de palavras relevantes no texto ou narrativas apresentadas; a selecção de imagens relevantes das ilustrações apresentadas; a organização das palavras escolhidas numa representação verbal coerente e a integração das representações pictóricas e verbais com os conhecimentos anteriores.

Richard Mayer apresenta alguns argumentos a favor da aprendizagem multimédia. Defende que as pessoas aprendem melhor quando a informação é dada através de palavras e imagens do que quando é dada somente através de palavras. Ou seja, as mensagens educacionais multimédia têm mais probabilidades de conduzir a uma aprendizagem significativa do que as que não o são (Miranda, 2009). Não obstante, realça também o facto de que, sustentar as aprendizagens apenas em imagens atractivas não é garantia de que as aprendizagens sejam significativas.

Moderno já em 1992 enunciava que ―só há uma boa aprendizagem se houver uma boa percepção e esta só tem lugar se estimularmos devidamente os órgãos dos sentidos que estão na base da percepção: audição e visão‖. Ao ter como base alguns pressupostos da corrente construtivista, em particular da Teoria da Flexibilidade Cognitiva, e teorias pedagógicas, defende que o uso das tecnologias favorece a autonomia do aluno e adequa-se facilmente ao seu ritmo de

aprendizagem, indo ao encontro do seu estilo cognitivo que determinará, por sua vez, a forma como ele vai apreender, armazenar e descodificar a informação (cf. Carrier, cit in. Moderno, 1996).

Costa (2007) refere algumas conclusões de estudos empíricos, realizados no contexto da educação pré-escolar e com crianças até aos oito anos de idade por Haugland & Wright (1997, 2000, 2002), Clements & Nastasi (2002) e Siraj-Blatchford (2003), que mostram que o uso do computador pode ser iniciado desde tenra idade. Costa (2007), no que diz respeito às investigações de Clements (1999) e Clements e Nastasi (2002), refere que ―as crianças pequenas se mostram confortáveis e confiantes ao usarem computadores e revelam várias competências na sua utilização (…) e que o computador pode mesmo permitir estabelecer uma relação entre o concreto e uma representação.‖ (104). Menciona ainda que ―a partir dos três anos as crianças tornam-se mais aptas para explorarem o computador e a atribuírem significado e relevância às actividades nele desenvolvidas.‖ (id).

A investigação tem demonstrado, ainda, que o computador estimula o desenvolvimento da linguagem (Costa, 2007):

 ―os jogos de computador encorajam a produção de um discurso mais complexo e fluente (Davidson & Wright, 1994);

 as crianças são estimuladas a usarem a linguagem, sobretudo quando utilizam (…) programas de desenho, fazendo relatos enquanto desenham, deslocam objectos ou escrevem (Clements & Nastasi, 2002);

 as crianças contam histórias mais elaboradas acerca dos desenhos realizados em computador (Clements & Nastasi, 2002);

 a interacção com os computadores aumenta a comunicação verbal e a colaboração entre as crianças (Crook, 1998a; 1998b, Drogas 2007) e proporciona situações de conflito social propiciadoras de aprendizagem (Amante, 2003; 2004a);

 a estimulação de vocalizações em crianças com perturbações da fala tem também sido demonstrada (McCormick, 1987, cit. por Van Scoter et al., 2001).‖ (108, 109).

O uso das tecnologias parece ser uma ferramenta útil no combate ao insucesso escolar, uma vez que as crianças se mostram mais motivadas e interessadas, revelando capacidades até então desconhecidas. As crianças avançam ao seu próprio ritmo, pois as instruções são dadas individualmente. Campbell (1994), referido por Ventura (2008), defende que ―os computadores fornecem, muitas vezes, o ambiente de aprendizagem ideal. A sua paciência infinita, auxílio positivo e capacidade para se adaptarem ao ritmo de aprendizagem do utilizador podem maximizar a aprendizagem em relação a muitas pessoas‖ (41).

As tarefas que envolvem as tecnologias informáticas são maioritariamente bem sucedidas e, por essa razão, provocam nos alunos a elevação da auto-estima e a vontade de aprender cada vez mais. Promovem também o bom relacionamento com os parceiros, uma vez que a cooperação e a ajuda interpessoal são características das actividades com estes meios. Os alunos passam a ser mais curiosos pois os desafios são cada vez mais diversificados. Existe a possibilidade de

cada um expor a sua criatividade e de participar activamente na construção do próprio conhecimento. Outras competências como a atenção, a observação, a motricidade fina, a linguagem (leitura, oral e escrita) são desenvolvidas com o uso das tecnologias em contexto escolar.

Aquela que talvez seja a maior vantagem desta integração é o facto de democratizar algo que antes estava acessível apenas a alguns. Quando actualmente é exigido pelas entidades patronais conhecimentos a nível tecnológico, é primordial que seja a escola a desenvolver essas competências nos seus alunos.