Chapitre 2. Installer MySQL
2.1. Notes générales à propos de l'installation
2.1.2. Choisir votre version de MySQL
2.1.2.5. Binaires compilés par MySQL AB
O turismo é também um setor em que a animação assume um papel muito importante, principalmente nos primeiros cinco anos do séc. XXI. Nesta época realça o poder que a animação poderá trazer ao turismo, associando o desenvolvimento local e o interagir das comunidades (Lopes, 2009).
A partir daqui, importa entender que a animação turística é capaz de promover um aglomerado de ações de carácter diverso (social, cultural e educativo) com o intuito de provocar uma participação ativa e envolvência da comunidade na sociedade, entendida como potenciadora para o desenvolvimento multissectorial, incluindo o autodesenvolvimento.
Assim, Animação turística um âmbito da animação sociocultural assume pactos com a evolução, a liberdade, a criatividade, a comunicação mútua, o ultrapassar os medos, receios, retraimentos, constrangimentos e a consideração do comum em vez do individual.
(Perez,2009:146) mencionou que “Um dos perfis profissionais que mais se consolidou e desenvolveu nos últimos anos, especialmente nos países com sectores do Turismo e do ócio desenvolvidos, é o da Animação turística”.
A atividade turística e a animação, têm um campo de intervenção e pressupostos semelhantes: transformar o tempo livre das comunidades em ócio, ou seja, “numa ocasião para viver experiências satisfatórias que se transformam em âmbito de realização pessoal, identificação e integração comunitária”.
Acrescenta-se ainda que novos tipos de animação turística estão a surgir, como é o caso do turismo de congressos, gastronómico, ecoturismo, mas ainda pouco desenvolvidos (Cuena, 2006:133).
Desta forma, nos últimos tempos a animação tem provado eficácia para a “revitalização da vida pessoal e social” sendo percebida “como um método de intervenção social, cultural e formativa”. Este feito é conseguido pelo cultivo
das “sementes no interior da pessoa e tendo em vista frutos de uma nova vida” (Jardim, 2002:17).
Garcia (1976) citado por Lopes (2009) afirma que o turismo é uma das potenciais atividades capaz de “promover o desenvolvimento local ou regional com uma relativa independência das políticas nacionais”. Como exemplo apresenta-se o caso brasileiro que não se preocupa apenas com a relação custo-benefício, mas opta por estratégias de marketing de modo a conseguir deslocar pessoas e mobilizar recursos do próprio território e das regiões mais desenvolvidas para as que apresentam maior carência, de modo a satisfazer as necessidades de lazer e entretimento da população.
Em seguimento do caso anterior, é possível dizer-se que a sociedade deve transforma-se “numa vendedora de bens e serviços, uma promotora dos seus produtos e do seu valor local”, uma vez que os valores e identidades destes “produtos” têm de ser “planeados e promovidos”; caso contrário, incorrem no risco de estagnação económica e declínio. Portanto, é importante para as localidades, face às necessidades de procura, anunciarem as suas qualidades, pois “se a procura é orientada, por exemplo, pelo sossego, paz e tranquilidade, estes devem ser os atributos do produto a ser comercializado para o segmento específico que se pretende captar” (Lopes, 2008).
Pode assim afirmar-se, que o turismo é capaz de provocar alterações nas localidades onde é desenvolvido por ter resultados liberalizadores, podendo deste modo ser percebido como facto social total (uma vez que é analisado por diversas ciências sociais), capaz de respeitar as mudanças sociais e culturais, como por exemplo, nos sistemas de valores, na melhoria do nível de vida e conforto, na descerramento de novas visões e manifestações criativas, etc. Dada a importância do turismo devidamente planeado na promoção do desenvolvimento (contribuindo para a diminuição da pobreza e progresso económico), surge o “Turismo Social” (Diaset al, 2011).
Segundo os mesmos autores, investigando a prática turística sob o ponto de vista sociocultural, partindo do “incremento de inúmeras interações sociais entre os diversos agentes que interagem”, é possível a ocorrência de
mudanças e progressos sociais e culturais, constituindo um fenómeno de união de “culturas e civilizações”.
Os autores anteriormente referidos, assumem que a multiplicidade de áreas que intervêm na preparação e concretização do turismo, apresenta grande potencial em criar empatias nas diversas repartições de atividade da dinâmica de uma sociedade que se norteiam para a “obtenção de benefício directo”, ou para a criação de organimos diversificados direcionados para o “património e história”.
Segundo Lopes (2008), nos anos 90, no Brasil, houve uma conferência onde se elencaram alguns princípios para o desenvolvimento sustentável:
1. O estado, nação ou região, devem considerar nas suas estratégias de desenvolvimento sustentável o planeamento do turismo e seu progresso; 2. A preparação da concretização do turismo deve adotar uma postura intersectorial e integrada, para assim conseguir o maior número de benefícios possível;
3. Os princípios éticos, não devem ser descorados pelos setores abrangentes, para que o respeito pela cultura, ambiente, modos de vida, tradições e normas de liderança, persistam;
4. O planeamento sustentável do Turismo deve atender à proteção ajustada do “ambiente natural e humano”;
5. O turismo deve ser praticado, assente numa base de justiça, para que a repartição dos benefícios e custos pelos producentes turísticos seja equitativa;
6. Para que as pessoas possam ter influência no desenvolvimento do turismo e nos efeitos causados por ele, é imprescindível que estejam disponíveis informações pormenorizadas, procuras, comunicados sobre a natureza do turismo, nomeadamente para as pessoas, previamente e durante todo o processo;
7. É indispensável entusiasmar a sociedade para arrogarem funções de comando, na preparação e evolução do turismo;
8. Antecipadamente, é fundamental realizar análises de planeamento multissetoriais (economia, social, ambiental, …), realçando tipologias da evolução do turismo e como estas se podem arrolar com a atualidade; 9. No decorrer da organização e concretização do turismo, deve ser
realizada uma avaliação, monitorização e mediação cautelosa, que dê possibilidade ao povo de beneficiar das oportunidades ou adequar-se às possíveis modificações (Vieira, 2007).
Caso estes princípios sejam cumpridos, (Lopes 2008:119) refere como impactos socioculturais positivos os seguintes exemplos: “valorização do artesanato, valorização da herança cultural, orgulho identitário, valorização e preservação do património histórico”. Contudo, apresenta aspetos mais desfavoráveis como a “descaracterização do artesanato, vulgarização de manifestações tradicionais, arrogância cultural ou destruição do património histórico”.
Desta forma, para reduzir o risco dos acontecimentos desvantajosos, é necessário organizar cuidadosamente o que fazer em cada região acerca do turismo. Só com estas práticas é que será possível conseguir vantagens económicas e promover e compreender os relacionamentos humanos de modo a criar oportunidades.