IV. ETUDE THÉORIQUE DE LA FORMATION DE CL 2 ZR(ALCÈNE)
IV.3.3. Réarrangement de Cl 2 Zr(Et) 2 en présence d’un ligand donneur
IV.3.3.3. Traitement de l’effet de solvant par la méthode ONIOM
para o presente questionamento do Design fenomenológico. Mas como distinguir os projetos de vida? Csikszentmihalyi recorda que
«Os filósofos existencialistas fazem a distinção entre projetos autênticos e não autênticos. Os primeiros dizem respeito ao lema que uma pessoa que sabe que a escolha é livre e toma uma decisão pessoal baseada numa avaliação racional da sua experiência. A escolha que faz é irrelevante, desde que seja uma expressão daquilo que a pessoa genuinamente sente e acredita. Os projetos não autênticos são aqueles que se escolhem por obrigação, porque é o que toda a gente faz e, por conseguinte, não há alternativa.» (MC, 1990, p. 308)
Após uma breve introdução a alguns aspectos do projeto “existencialista” fará sentido perceber como é que este se pode enquadrar no conceito de fluxo da experiência ótima. Por outro lado, pretende-se aqui, recentrar do ponto de vista filosófico a questão do fluxo na sua natureza conceptual que é, em nosso entender, fenomenológica. Com efeito, Csikszentmihalyi afirma que a sua abordagem pode ser definida como fenome- nológica, ainda que admita a necessidade de a ter desenvolvido através de um modelo baseado em factos, ou seja, relatos, informação, e respectivo tratamento estatístico. Não poderiam as ciências sociais nem a psicologia permitirem-se efetuar o desígnio original da fenomenologia de Husserl, dirigindo-se “apenas às essências”. Csikszentmihalyi descreve da seguinte forma a relação do seu estudo com o método fenomenológico:
«Muitas disciplinas (...) abordam [a consciência] fornecendo assim explicações periféricas, como é o caso da neurociência, da neuroanatomia, da ciência cognitiva, da inteligência
artificial, da psicanálise e da fenomenologia. (...) Sem dúvida, continuaremos a aprender coisas importantes sobre a consciência através destas disciplinas mas, entretanto, resta- nos a tarefa de fornecer um modelo baseado em factos e que se exprima de forma tão simples que possa ser utilizado por qualquer pessoa. (...) A descrição mais concisa da abordagem, que creio ser a mais clara, para examinar as facetas principais do que acontece na mente de uma forma que pode ser útil na prática real da vida quotidiana, é
«um modelo fenomenológico da consciência baseado na teoria da informação.
Esta representação da consciência é fenomenológica por tratar diretamente com acontecimentos – fenómenos – tal como os experimentamos e interpretamos, em vez de incidir sobre as estruturas anatómicas, os processos neuroquímicos ou os intuitos incons- cientes que tomam tais eventos possíveis.» (MC, 1990, p. 329) [it.ac.]
Csikszentmihalyi acrescenta ainda que a sua utilização do conceito fenomeno- lógico, não significa a sua alocação a uma disciplina, corrente de pensamento ou a um autor específico, mas «somente que a abordagem do estudo da experiência é grandemente influenciada pelas visões de Husserl, Heidegger, Sartre, Merleau-Ponty e de alguns dos que as traduziram para ciências sociais, por exemplo, Natanson, Gendlin, Fisher, Wann e Schultz.» (MC, 1990, p. 329) Assim, para se basear em factos,ou seja, para obtenção de uma base metodológica mais credível do ponto de vista das ciências sociais, Csikszentmihalyi desenvolveu em 1976, em conjunto com Larson e Prescott o «Método da Amostragem da Experiência» (MAE). Esta inclusão de elementos estatísticos e da teoria da informação, proporcionou ao estudo sobre a experiência óptima e do fluxo uma ancoragem na realidade sem a qual, eventualmente, os seus conceitos não tivessem resistido e não passassem de mais uma curiosidade “New Age”. Com a metodologia do MAE procedeu-se desde os meados de 1970 a uma recolha e processamento estatístico sistemático de milhares de testemunhos que abrangeram países de diferentes continentes, tendo por base as mais diversificadas experiências pessoais. O estudo MAE revela na interpretação dos autores que o fenómeno das experiências descritas como ocorridas em fluxo é referido por pessoas de diferentes contextos geográficos, culturais e estratos sociais e que tipologia, a natureza e contexto das experiências de fluxo varia consi- deravelmente com muitos fatores, nomeadamente com a personalidade e a cultura de cada indivíduo e seu mundo.
Cada vez mais influente em diversas áreas, que vão do desporto à música, o tra- balho teórico de Csikszentmihalyi está associado a um ramo da psicologia designado Psicologia Positiva (positive psychology). De acordo com a definição do Positive
Psychology Center da University of Pennsylvania, dirigido por Martin Seligman:
«A Psicologia Positiva é o estudo científico das forças e virtudes que permitem aos indivíduos e comunidades a prosperar. (...) Este campo foi fundado na crença de que as pessoas querem ter uma vida significativa e preenchida, cultivar o que é melhor dentro de si, e melhorar as suas experiências de amor, trabalho e diversão. (...) Compreender as emoções positivas implica o estudo do contentamento com o passado, da felicidade no presente e da esperança no futuro. Compreender os traços individuais positivos consiste no estudo das forças e virtudes, como a capacidade de amar e trabalhar, coragem, com- paixão, resiliência, criatividade, curiosidade, integridade, autoconhecimento, a modera- ção, autocontrole e sabedoria. Compreender instituições positivas inclui o estudo das forças que promovem o melhoramento das comunidades, como a justiça, a responsa- bilidade, a civilidade, educação, nutrição, ética de trabalho, liderança, trabalho de equipa, propósito e tolerância.»xlvi(Positive Psychology Center, 2007)
Como Duane e Ellen Schultz relatam na História da Psicologia Moderna (Schultz & Schultz, 2005), a psicologia positiva continua a tradição da psicologia humanista de autores com Karl Jung, Carl Rogers ou Abraham Maslow. Em 2000, a American
Psychologist – a principal publicação especializada da American Psychological Association (APA) –, dedicou uma edição especial à psicologia positiva dando destaque à «felicidade, à excelência e ao funcionamento humano perfeito, conceitos raramente
encontrados nos trabalhos de Freud e de outros psicanalistas». Schultz e Schultz apresen-
tam um esclarecedor discurso de Martin Seligman sobre os argumentos e razão de ser da psicologia positiva:
«O tema da psicologia humanista, a noção de que os psicólogos deviam estudar tanto os melhores atributos humanos como os piores, tanto as características positivas como as negativas, foi reprisado na fala do presidente da APA, Martin Seligman, em 1998. (...) Num discurso, num simpósio sobre a ciência do optimismo e da esperança, Seligman observou que o incansável enfoque nos aspectos negativos cegou a psicologia para os finitos exemplos de crescimento, perícia, esforço e insight resultantes até mesmo de acon-
tecimentos dolorosos e indesejáveis da vida. Com opinião não muito diferente da que foi expressa por Maslow 30 anos antes, Martin Seligman ainda acrescentou:
Porquê as ciências sociais enxergam o potencial e as virtudes humanas – como o al-
truísmo, a coragem, a honestidade, a obediência, a alegria, a saúde, a responsabilidade e o bom estado de espírito – como ilusões absolutas, defensivas ou secundárias, enquanto a
fraqueza e as motivações negativas – como a ansiedade, a luxúria, o egoísmo, a paranoia,
a raiva, a desordem e a tristeza – são consideradas autênticas?”» (Schultz & Schultz, 2005, p. 420) [it.ac.]