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THEORETICAL BACKGROUND

No município de Pedra Branca, pratica-se no setor primário a criação de gado bovino, bubalino e suíno (Fotografia 46). Na pesca algumas espécies são comercializadas, como o trairão, tucunaré, pacu, entre outros. Na agricultura, plantam-se arroz, milho, feijão, cupuaçu, abacaxi, laranja, banana, melancia, pupunha e mandioca. Esta última destaca-se entre as demais culturas, pois destina-se à fabricação de farinha de mandioca, ingrediente básico na alimentação dos nortistas. No setor secundário, destacam-se as serrarias, beneficiadoras de

madeiras como acapu, maçaranduba, angelim, andiroba, dentre outras. Pelo setor terciário, respondem as mercearias, bares e boates.

De acordo com o IBGE (2010), as tendências socioeconômicas de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio são basicamente as mesmas, mas elas são distintas quanto aos números e valores, por isso se colocou em partes separadas. Primeiramente, destacou-se as tendências de Pedra Branca: na agropecuária, corresponde a 25,6 % do preço do mercado corrente, ou seja, são 13.918 reais de 54.360 reais; na indústria, corresponde a 13,77 %, ou seja, 7.484 reais do mesmo preço de mercado corrente; nos serviços, corresponde a 54,73 %, ou seja, 29.750 reais do mercado corrente; nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios, correspondem a 5,9 %, ou seja, 3.208 reais do mercado corrente (IBGE, 2010). De acordo com essa mesma fonte, o PIB Per Capita de Pedra Branca é de 9.225 reais.

Fotografia 46: Fazenda de criação de bovino no município de Pedra Branca do Amapari.

Autoria: Edinaldo Pinheiro Nunes Filho, 2008.

No município de Serra do Navio, a única atividade econômica de peso era o aproveitamento das jazidas de manganês. Por isso, o mercado de trabalho se apresentava bem definido e as faixas de renda correspondiam aos níveis salariais pagos pela empresa mineradora (DRUMMOND; PEREIRA, 2007). Os homens das regiões e vizinhanças exerciam suas atividades econômicas em função dos cursos d‟água, sua única “estrada”, via da exploração de produtos nativos das florestas, ou da pesca, em regime nômade e da maneira mais primitiva possível. Também, eram explorados pelo proprietário do armazém nas

esquinas dos rios, que comprava seus produtos por preços vis, escravizando-o com o pagamento de viveres.

Hoje, as tendências socioeconômicas são variadas em Serra do Navio. Na agricultura, destacam-se as culturas de mandioca, arroz, milho etc. (IBGE, 2010). Relevam-se, no setor secundário, algumas serrarias e padarias. No setor terciário, pequenos comércios e supermercados, além dos serviços de hotel, cartório de registro civil etc.

Os números de Serra do Navio sobre essas mesmas economias são totalmente diferentes. Na agropecuária, corresponde a 5,04 % do preço de mercado corrente, ou seja, 5.387 reais de 106.955 reais, como se pode notar, é menor de que na Pedra Branca; na indústria, corresponde a 52,07 %, ou seja, 55.688 reais do mercado corrente, e como se pode notar também é maior que o de Pedra Branca; nos serviços corresponde a 31,32 %, ou seja, 33.499 reais do mercado corrente; nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios correspondem a 11,58 %, ou seja, 12.382 reais do mercado corrente (IBGE, 2010). De acordo com instituto o PIB Per Capita de Serra do Navio é de 24.724 reais.

A fazer-se as comparações, nota-se que a economia de Serra do Navio é mais elevada do que a de Pedra Branca do Amapari, começando pelo preço de mercado corrente da cidade, em que o primeiro é superior ao do segundo. Outra característica interessante é que em Serra do Navio o maior índice da economia gira em torno do setor das indústrias e em Pedra Branca gira em torno dos serviços (IBGE, 2010). Se comparado aos outros municípios do Amapá, o preço de mercado corrente de Serra do Navio e Pedra Branca aparece em 6ª. e 12ª. posições, respectivamente, como mostra o Quadro 11, abaixo.

Não obstante, com a instalação do PROAM na região e instalação da MPBA, e com a operação da mina de ouro, no dia 25 de outubro de 2005, a situação econômica, social e migratória mudou bruscamente a feição urbana dos dois municípios. A conjuntura ocasiona problemas sérios de saúde, segurança, infraestrutura básica, saneamento ambiental e urbano (ANDRADE, 2007; DRUMMOND; PEREIRA, 2007). Assim, quando a MPBA iniciou suas atividades, contou com um complexo industrial com capacidade de produção de cinco toneladas por ano de ouro numa primeira fase.

Dimensionou-se o empreendimento para produzir seis toneladas por ano do metal. Contudo, as atividades de produção mineral da empresa foram suspensas temporariamente desde o segundo semestre de 2008, por conta da capacidade de exploração em superfície não ter sido atingida. Assim, o desemprego em massa tomou conta da região, sendo amenizado pela continuação da exploração do minério de ferro pela Anglo Ferrous Brazil, que absorveu parte dos funcionários demitidos da MPBA .

Quadro 11: PIB a preço de mercado corrente no estado do Amapá.

Fonte: IBGE (2010).

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Por outro lado, no ano de 2010 existe a previsão de início da segunda fase do projeto mineral da MPBA, que inclui a exploração subterrânea do minério. No início, o complexo operou pelo processo de lixiviação em pilha,117 mas quando a operação atingir a fase subterrânea passará para o sistema CIL118 (MPBA, 2005). Ao todo, a reserva provada e provável de minério de Pedra Branca do Amapari é da ordem de 1,53 milhão de onças de ouro e o teor médio de 2,30 gramas de ouro por tonelada de minério (MPBA, 2005). A vida útil estimada da mina de ouro era de onze anos de operação.

117

Minério oxidado.

118

Minério sulfetado.

MUNICÍPIO MIL REAIS

Macapá 3.365.004 Santana 764.966 Laranjal do Jari 222.655 Oiapoque 170.197 Porto Grande 120.444 Serra do Navio 106.955 Mazagão 82.665 Vitória do Jari 71.037 Calçoene 68.875 Tartarugalzinho 67.209 Amapá 60.281

Pedra Branca do Amaparí 54.360

Ferreira Gomes 32.736

Cutias 27.835

Itaubal 23.878