PARTIE IV. LES STRATEGIES DANS L’OPEN SOURCE : DES
1. La stratégie open source d’un groupe industriel : le cas Thales
1.1. Thales : du monde fermé à l’open source
3.3.1 Os critérios para instituir os recortes da análise
Os dados totais analisáveis da pesquisa (quatro horas de gravação audiovisual) foram separados, para efeito de análise, em recortes que variam entre 2 e 5 minutos, para facilitar o exame dos dados. Tais recortes surgiram por meio da observação exaustiva do corpus da pesquisa e da identificação da recorrência de alguns padrões conversacionais mais frequentes, tais como:
1) avaliações de tipo atitude35 sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o mundo; 2) humor de tipos variados (provocações, comentários irônicos, piadas);
3) narrativas pessoais (o falante frente a experiências problemáticas) e;
4) recontagem de eventos (o falante não está necessariamente envolvido na cena que conta, nem ela tem relação com um problema a ser resolvido).
Uma vez identificados os padrões conversacionais mais frequentes no corpus de pesquisa, passou-se à observação de que eles se agrupavam de diferentes maneiras, de acordo com as escolhas dos sujeitos de pesquisa, dando origem ao que denominamos formatos interativos. Os formatos interativos se constituem em momentos de produção de significados sobre alguma coisa – ou várias coisas encadeadas –, frequentemente organizados por meio de um debate/conversa sobre um tópico, assunto ou problema. Esses momentos de produção de significados podem conter um ou mais padrões conversacionais e podem também ter a predominância de um padrão conversacional, como por exemplo o humor. Na introdução do capítulo 4, vamos descrever os formatos interativos encontrados nesta pesquisa, com seus respectivos padrões conversacionais.
3.3.2 Os critérios da micro e da macroanálise dos dados
Após a divisão do corpus em cinco recortes, passamos à marcação do mesmo, ou seja, à transcrição dos dados, conforme descrito no item 3.2, separando as falas dos participantes em turnos sequencialmente numerados. O texto oral foi separado em orações para facilitar a análise, de acordo com os critérios da GSF. Aos participantes do grupo, instituímos nomes
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Esta categoria se refere às marcações atitudinais do sistema de avaliatividade, conforme descrito no capítulo 2, ou seja, expressões de julgamentos, apreciações e afetos.
fictícios, a fim de preservar suas identidades, mas conservou-se o nome original dos facilitadores, já que um componente da dupla (no caso, a mulher) figura aqui como pesquisadora, e o outro profissional psicólogo deu seu consentimento expresso para tal.
Os recortes foram microanaliticamente organizados a partir dos parâmetros da GSF, privilegiando a análise textual das metafunções ideacional e interpessoal. A microanálise da metafunção ideacional foi feita através da marcação e classificação dos Processos no contexto oracional. Como é comum em um corpus oral, muitas vezes os Processos estavam elípticos, mas poderiam ser recuperados pelo contexto e, em outros casos, não foi possível recuperar o Processo do contexto. Nos casos em que os Processos puderam ser recuperados pelo contexto, eles foram escritos e marcados com chaves ({ }), demonstrando sua ocorrência elíptica. Nos casos em que esse procedimento não foi possível, as orações não foram submetidas à análise de transitividade. A análise de transitividade será utilizada para investigar as formas de representação utilizadas pelos sujeitos de pesquisa.
A microanálise da metafunção interpessoal foi feita a partir da marcação e classificação dos itens lexicais atitudinais do sistema de avaliatividade. Ela será utilizada, principalmente, para investigar como os sujeitos avaliam a si mesmos, os outros e o mundo a sua volta. Os Recursos Semióticos diversos da fala foram analisados a partir de seu potencial de significado latente e de como eles tomam sentido na interação, seguindo a proposta de orquestração de significados que foi explicitada no capítulo 2.
A macroanálise dos dados parte da perspectiva sócio-semiótica, que pretende examinar a produção de significados a partir de suas origens, funções, contextos e efeitos. Para tal, investigaremos como são encenadas e negociadas as dinâmicas de poder e os posicionametos ideológicos expressos na interação em grupo, tematizando, sobretudo, as configurações vinculares e os jogos de posicionamentos, como anteriormente discutido, nos capítulos 1 e 2.
CAPÍTULO 4
RESULTADO E DISCUSSÃO
Neste capítulo, passamos à discussão dos dados da pesquisa que deu origem a cinco recortes, conforme descrito no capítulo 3, item 3.3.1 Como discutido nos capítulos anteriores, a discussão se guiará pela perspectiva multimodal, encargo que supõe considerar o que acontece dentro de um grupo como uma espécie de microcosmo, ou seja, considerar as formas rizomáticas que cada palavra, gesto, postura e expressão produzem de forma conjunta e/ou separadamente dentro do contexto sociocultural e de situação dessa interação, contexto esse marcado por relações de poder e posicionamentos ideológicos. Assim, dentro de uma concepção heterogênea e baseada na construção de significados produzidos pelos sujeitos de pesquisa, temos o objetivo de analisar a cadeia semiótica construída dentro do grupo para que responder às perguntas de pesquisa, quais sejam: as escolhas de representação dos sujeitos de pesquisa sobre o mundo a sua volta; suas avaliações (julgamentos, apreciações e afetos) sobre si mesmos, os outros e as coisas; e as dinâmicas de poder e posicionamentos ideológicos provenientes das produções de significados construídas por eles.
Para tal, os recortes feitos no corpus de pesquisa, denominados aqui como formatos interativos, serão analisados separadamente, para que, ao final, seja possível agrupá-los de forma a compor uma visão geral da interação no grupo que foi alvo da investigação. Conforme já foi explicitado no capítulo 3, os recortes foram feitos após a constatação de que havia determinados padrões conversacionais que se repetiam ao longo dos encontros do grupo filmado. Cada um dos cinco tipos diferentes de recorte levará um título, fazendo referência a uma frase proferida por algum participante durante as gravações. Esses títulos-frases foram escolhidos considerando os pontos altos da interação, ou seja, o momento em que um significado aparece repentinamente, subvertendo uma lógica de discussão, em outros momentos, quando se revela como um núcleo integrador de um tema debatido naquele contexto, ou até mesmo quando aparece mudando os rumos da produção de significados construída até então.
Como explicitado no item 3.3.2 do capítulo de metodologia, a forma da análise, bem como a sequência em que ela se deu seguem os critérios micro e macroanalíticos. A microanálise dos dados verbais, ou seja, a análise baseada na Gramática Sistêmico-Funcional com o mapeamento das metafunções ideacional – através do sistema de transitividade – e da