I.2. Représentation des primitives utilisées en imagerie médicale
2.3. Surface gauche
2.3.1. Surface implicite
Para melhor entendimento do algoritmo, é importante reportar aos conceitos de lógica. Pode-se dizer que lógica é a correção do pensa- mento, pois uma de suas funções é determinar quais as operações são váli- das e quais não são. A lógica é a ciência das formas do pensamento e pro- cura estudar a correção do raciocínio, visto que ele é a forma mais complexa
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do pensamento. A lógica está próxima da filosofia, pois esta procura saber por que se pensa de uma forma e não de outra. Assim, pode-se dizer que a lógica visa à ordem da razão. Sabendo-se que a razão pode funcionar de- sordenadamente, a lógica estuda e ensina como colocar ordem no raciocí- nio. Sendo o raciocínio algo abstrato, os seres humanos têm a capacidade de expressá-lo por meio da palavra falada ou escrita, a qual por sua vez se baseia em determinado idioma. Assim, um mesmo raciocínio pode ser ex- presso em qualquer um dos inúmeros idiomas existentes, mas será sempre o mesmo raciocínio, usando apenas outra convenção55.
As etapas do raciocínio para resolução de um processo podem ser definidas como a especificação de seqüências ordenadas de passos. A essa especificação dá-se o nome de algoritmo. Então, o algoritmo não é pri- vativo da informática, pois ele pode ser empregado para solucionar qualquer tipo de problema. É comum o uso de algoritmo na matemática, na engenha- ria, na informática, na robótica56 e em outras áreas. Na educação, os algo-
ritmos podem ser empregados para o ensino de matemática, devido a algu- mas potencialidades importantes: 1) generalidade - o algoritmo é válido para quaisquer números. Assim, para calcular 52 – 27 usam-se as mesmas re- gras que para calcular52.007.978 – 354.756; 2) eficácia – pode-se sempre conduzir a uma resposta certa, ou seja, desde que se usem bem as regras, tem-se a certeza de chegar a um resultado certo57.
Os algoritmos fazem parte da rotina das pessoas, mesmo sem elas perceberem. Por exemplo, o uso de um medicamento, uma receita culi- nária, a montagem de determinado móvel ou equipamento. Todos esses e- xemplos possuem uma seqüência de passos ordenados para atingir seus objetivos. Porém, não são automatizados e se forem executados por diferen- tes pessoas, geralmente, terão tempo de solução, qualidade e resultados di- ferenciados. Pode-se, então, descrever a automação como sendo um pro- cesso em que uma tarefa deixa de ser desempenhada pelo ser humano para ser realizada por máquinas, mecânicas ou eletrônicas. Para que uma tarefa seja automatizada, todas as etapas devem ser conhecidas e a máquina que executará esse processo deve estar apta para garantir sua repetibilidade ou
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reprodutibilidade. O objetivo maior da automação é garantir que o resultado de uma tarefa seja obtido por várias vezes, no mesmo espaço de tempo e com a mesma qualidade. Neste sentido, a automação dos algoritmos tem contribuído para melhorar os processos de trabalho.
Na área da saúde, os algoritmos têm usos diversificados, ge- ralmente na realização dos diagnósticos, na terapêutica, na clínica e nos es- tudos de consistência ou processamento de grandes bases de dados. Ferrei- ra e colaboradores apresentaram a proposta de um algoritmo para tornar mais precoce e preciso o diagnóstico de gravidez58. Outro estudo propôs o uso de algoritmo para apoiar a decisão da enfermeira na seleção de cobertu- ras segundo o tipo de lesão aberta em crianças e avaliar sua aplicabilidade, segundo a opinião de enfermeiras pediátricas59. Um algoritmo foi apresenta- do para a composição de dados por internação a partir do Sistema de Infor- mações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), possibilitando a consideração adequada da mortalidade hospitalar, sob a perspectiva de custos do SUS e tempo de permanência hospitalar entre pacientes crôni- cos/fora de possibilidade terapêutica e psiquiátrica60. Camargo Jr e Coeli de-
senvolveram um algoritmo para um sistema de relacionamento de grandes bases de dados da saúde, fundamentado na técnica de relacionamento pro- babilístico de registros. Eles verificaram que o tempo gasto com o proces- samento automático dos registros foi menor quando se empregou o progra- ma do que ao ser realizado manualmente, em especial, quando envolveram bases de dados de maior tamanho61.
Na vigilância e controle da malária, a OMS recomenda a con- firmação parasitária antes do tratamento da malária em áreas de baixo e moderado riscos de transmissão da doença. Porém, em áreas hiperepidêmi- cas, como nos países africanos, existe elevado número de sintomáticos. Nesses casos, os algoritmos têm sido usados para melhorar os cuidados na identificação da malária clínica, servindo também para reduzir o número de indivíduos que requer confirmação laboratorial antes do tratamento62. Pes- quisa a respeito do uso de algoritmo, realizada na Índia, verificou que os sin- tomas relatados pelos pacientes não eram bons preditores de malária63. Ou-
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tros estudos utilizaram o algoritmo para avaliar a identificação de malária clí- nica em crianças, principalmente em Gâmbia64, na Etiópia65, na Índia66, no Kênia67 e na Tanzânia68. A definição de uma árvore de decisão para detec- ção dos padrões espaciais dos riscos para malária foi concebida a partir da aplicação de um algoritmo, em uma vila da África Ocidental69. O emprego dos algoritmos vem sendo uma importante ferramenta para melhoria das a- ções de vigilância e controle da malária, sendo complementada com outras técnicas de análise epidemiológica, como a análise espacial em saúde.