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Modèles d'illumination surfacique

LANCER DE RAYONS

III.1. Lancer de rayons - études bibliographiques

1.1. Techniques d'ombrage

1.1.2. Modèles d'illumination surfacique

Os algoritmos podem ser empregados para solucionar proble- mas em qualquer ramo do conhecimento, seja na matemática, na engenha- ria, na educação, na informática, na saúde ou em outras áreas. Neste estu- do, o algoritmo possibilitou, inicialmente, resolver uma questão na área da informática, com o processo de automação do diagrama de controle de dis- tribuição por quartis, que teve como resultado o SIMAM. A partir deste sis- tema informatizado, pôde-se analisar a variação estatística da incidência da malária na AB.

A revisão de literatura mostrou que em relação à malária, o uso de algoritmos é mais freqüente para identificação da forma clínica da doen- ça, em países com alta transmissão, conforme ocorre em Gâmbia64, na Etio-

pia65, na Índia66, no Kênia67 e na Tanzânia68. Outro algoritmo aplicado para

definição da árvore de decisão dos padrões de risco para malária em uma vi- la da África Ocidental69 utilizou método complexo de regressão que não fa-

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sistemas de alerta de epidemias, publicadas em 200141, 200442, 200599 e 2012100, não apresentam modelo de algoritmo para automação desses sis- temas, mas propõem a utilização de planilhas eletrônicas manuais que aten- dem aos propósitos de controle da malária nos países hiperepidêmicos. Es- ses modelos porém, estão sujeitos ao atraso no processamento e falhas no tratamento manual dos dados. Estudo realizado no Brasil mostrou que o tempo gasto com o processamento utilizando algoritmo automatizado foi menor que aquele realizado manualmente, especialmente, quando envolveu grandes bases de dados61.

O algoritmo tipo Descrição Narrativa, utilizado neste estudo, é o mais antigo e de maior simplicidade, sendo considerado como “receita de bolo”55, podendo ser compreendido pela maioria das pessoas. A simplicida- de e a praticidade deste método possibilitou a solução de uma questão até então não resolvida, que foi a automação do diagrama de controle de distri- buição por quartis, resultando no sistema de monitoramento da incidência da malária na AB, cujas informações geradas permitiram análise aprofundada da variação da incidência da endemia na região, por município, e ainda, no âmbito sub-municipal (distritos e áreas especiais). O processo de automação do algoritmo garantiu agilidade e qualidade nos resultados do diagrama de controle, de forma válida e reprodutível, possibilitando subsidiar o processo de monitoramento com confiabilidade, por meio do SIMAM.

Sistema de monitoramento da incidência da malária na AB (SIMAM)

A originalidade do SIMAM está na possibilidade de inserir uma ferramenta automatizada na rotina da vigilância da doença, permitindo o monitoramento em tempo real, da incidência da malária, pelos gestores mu- nicipais, estaduais e federal, por meio do método estatístico do diagrama por quartis. Devido à simplicidade do método utilizado, os profissionais que atu- am no controle da malária em todas as esferas do SUS, poderão utilizar o sistema nas suas rotinas de trabalho, com confiança. O sistema mostrou a possibilidade de aplicação do diagrama de controle, não somente para de-

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tecção das epidemias, como é amplamente empregado na literatura e nos serviços de saúde, mas também, para monitoramento da redução efetiva da incidência da doença e das situações de alerta onde a incidência permanece dentro dos limites esperados, sem resposta positiva às ações de controle. O diagrama de controle por quartis apresenta alta sensibilidade suficiente para identificação das epidemias43. Porém, a especificidade do 3º quartil em 75%, eventualmente, poderá disparar alarmes falsos positivos, os quais a princí- pio, não trarão prejuízos para o controle da malária, por demandar maior o- portunidade no início das ações de contenção do fenômeno epidêmico. A uti- lização de dados secundários e a subnotificação de casos poderiam reduzir a sensibilidade do diagrama na detecção da variação da incidência da malá- ria, porém, estes aspectos não são suficientemente prejudiciais, pois no con- trole da malária, a medicação é distribuída gratuitamente a todos os pacien- tes, o que reduz o risco de sub-registros.

A utilização do número de casos para construção do limite su- perior do diagrama de controle converge com a definição de epidemia ado- tada pela OMS21 e por outros autores como Medronho & Perez6 e Pereira101.

O número absoluto de casos é recomendado também pela OMS, para de- tecção de epidemias de malária e foi utilizado em países como a Tailândia36, o Quênia37 e o Peru102. Contudo, na detecção de um foco de malária em Zâmbia103 foi utilizada a taxa de incidência parasitária. Acredita-se, porém, que essa taxa de incidência apresenta limitações em relação ao caráter focal da endemia, pois reduz a sensibilidade do diagrama de controle tornando tardia a detecção das epidemias em áreas com grandes populações e vas- tas extensões territoriais, além de dificultar a detecção da reintrodução da doença em municípios livres de transmissão, onde a presença de poucos casos implica em taxa de incidência próxima de zero.

A série de dados mensais utilizada para o cálculo do LSC do diagrama está de acordo com o que preconiza a OMS, Medronho & Perez6 e Pereira101.Este procedimento também foi adotado por Cullen e colaborado- res36, os quais, a partir de uma série histórica de 7 anos, excluíram 2 anos com maior número de casos. Este critério foi utilizado também por Braz e co-

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laboradores43. Porém, Hay e colaboradores37 não excluíram os anos epidê- micos, adotando, simplesmente, os cinco anos anteriores ao ano de monito- ramento. Devido à dinâmica da malária, que apresenta grande variabilidade de um ano para o outro e característica variação sazonal esperada, como ocorre na maioria dos municípios da AB, considerou-se importante manter o conjunto de 7 anos anteriores ao ano de monitoramento, com exclusão dos 2 meses com maior número de casos, em cada ano, para melhorar o poder de mensuração da estimativa, aumentando a sensibilidade do diagrama de con- trole por quartis.

Uma vez garantida a qualidade, a agilidade, a validade e a re- produtibilidade do SIMAM, em relação à detecção das epidemias, os demais processos de detecção da redução e da incidência esperada da malária pu- deram ser avaliados com a mesma confiabilidade, sendo essas característi- cas confirmadas, inicialmente, por meio de teste piloto da ferramenta.