INPUT/OUTPUT AND CONTROL OPERATIONS
4.3 STANDARD IDee DOUBLE WORDS AI though the IOCC configurations are usually
O antigénio específico da próstata (PSA) é uma glicoproteína produzida essencialmente a nível do epitélio glandular da próstata, podendo também ser encontrado a nível das glândulas para-uretrais, anais e no tecido mamário.
No homem, o PSA é responsável pela clivagem proteolítica das proteínas do sémen, conduzindo à liquefação do fluído seminal. Encontra-se em pequena concentração na circulação sanguínea, e principalmente sob duas formas que são detetáveis pelos testes imunológicos: a forma livre e a forma complexada com a α1-antiquimiotripsina. O PSA total corresponde à soma das duas frações.
Continuação da tabela 31
Parâmetros Características Interpretação clínica
T4 livre
- Corresponde à fração da T4 que se encontra disponível para ser captada pelos diferentes tecidos e assim exercer a sua função biológica. - Não sofre influências pelos valores
séricos das proteínas
transportadoras, sendo útil no diagnóstico de hipotiroidismo e hipertiroidismo em conjunto com a determinação da TSH.
↓ [T4 livre]: hipotiroidismo primário ou secundário, deficiência em iodo. ↑ [T4 livre]: hipertiroidismo primário ou secundário, sobrecarga em iodo.
Anticorpos antitiroideus (anti-Tg e anti- TPO)
Estes anticorpos encontram-se dirigidos contra a glicoproteína Tg e a enzima TPO, presentes no tecido tiroideu.
A sua determinação poderá ser prescrita para auxiliar na distinção entre uma doença autoimune da tiroide e outras formas de tiroidite.
Encontram-se níveis aumentados destes anticorpos em casos de doenças da tiroide de origem autoimune, como a Doença de
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Tabela 32. Interpretação e aplicação clínica da determinação dos níveis de antigénio específico da próstata
total e livre no soro
Parâmetro Interpretação clínica Aplicação clínica
PSA total
Aumento da [PSA total]:
- Patologia prostática, incluindo prostatite, hiperplasia benigna da próstata, trauma prostático, carcinoma prostático;
- Cancro da mama;
- Neoplasias das glândulas para- uretrais e anais.
- Método auxiliar na deteção de cancro prostático em conjunto com o toque retal em indivíduos com idade > 50 anos; - Teste complementar para o auxílio da monitorização do tratamento e prognóstico de doentes com carcinoma da próstata.
PSA livre
A quantidade de PSA livre no soro parece ser significativamente superior em pacientes com hiperplasia benigna da próstata do que naqueles com carcinoma prostático. Assim, a % de PSA livre determinada por comparação da [PSA livre] com a [PSA total], tem sido proposta como uma forma de diferenciar estas duas patologias.
A determinação da relação PSA livre/total deve ser prescrita pelo clínico quando o resultado do PSA total se encontra ente 4 e 10 ng/mL e a palpação prostática é negativa, de forma a perceber se é necessário proceder à biópsia da próstata. Abreviaturas: [ ], concentração; PSA, antigénio específico da próstata.
HORMONAS SEXUAIS/FERTILIDADE
β – hCG TOTAL
A gonadotrofina coriónica humana (hCG) corresponde a uma glicoproteína produzida inicialmente pelas células trofoblásticas sinciciais, sendo detetada no soro e urina 6 a 8 dias após a conceção. A sua função biológica consiste inicialmente na manutenção do corpo lúteo, possibilitando assim a síntese de progesterona e estrogénios necessários à manutenção do endométrio, até que a placenta assuma essa função por volta da 8ª semana de gravidez.
É também encontrada noutros tecidos, como o tecido testicular e trofoblástico, sendo que níveis elevados desta hormona em homens e em mulheres não grávidas podem ser sugestivos de neoplasia.
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Tabela 33. Interpretação e aplicação clínica da determinação sérica da hormona gonadotrofina coriónica
humana
Parâmetro Aplicações clínicas
β – hCG
- Excelente marcador para a confirmação precoce e monitorização da gravidez; - Permite estimar o número de semanas de gestação conforme a concentração obtida;
- Permite o diagnóstico e a monitorização terapêutica de tumores trofoblásticos e testiculares.
Abreviaturas: hCG, gonadotrofina coriónica humana.
FSH E LH
A hormona folículo-estimulante (FSH) e a hormona luteína-estimulante (LH) correspondem a glicoproteínas com funções importantes, incluindo a regulação do crescimento, maturação pubertária e a regulação da secreção de esteroides sexuais pelas gónadas de ambos os géneros.
A secreção pulsátil de FSH e LH a nível da adeno-hipófise é estimulada por uma única hormona hipotalâmica, a hormona libertadora de gonadotrofinas (GnRH). Depois de secretadas, a FSH e a LH ligam-se a recetores específicos presentes nos ovários e nos testículos, regulando a sua função gonadal.
Através de um mecanismo de feedback negativo, a LH e a FSH quando em elevadas concentrações, promovem a inibição da secreção de GnRH. Os esteroides sexuais, também por feedback negativo, regulam igualmente a produção gonadotrófica hipofisária. Assim, os níveis de FSH e LH circulantes variam durante o ciclo menstrual, em resposta aos níveis de estradiol, progesterona e testosterona, mas também tendo em conta a sua própria concentração.
Tabela 34. Características e interpretação clínica dos parâmetros determinados na avaliação da função
reprodutora feminina e masculina
Parâmetros Características Interpretação clínica
FSH
- Nos homens, a FSH regula a espermatogénese, atuando sobre as células de Sertoli.
- Nas mulheres, a FSH estimula o desenvolvimento dos folículos ováricos, e em conjunto com a LH, promove a secreção de estrogénios pelos folículos maduros.
O doseamento de LH e FSH, em conjunto com outros parâmetros como o estradiol e a progesterona na mulher, e a testosterona no homem, é importante no estudo do funcionamento do sistema reprodutor feminino e masculino, respetivamente.
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Continuação da tabela 34
Parâmetros Características Interpretação clínica
LH
- Nos homens, a LH estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig, regulando em conjunto com a FSH a espermatogénese.
- Nas mulheres, a LH é responsável pela indução da ovulação e a formação do corpo lúteo, que secreta progesterona e estradiol.
↑ [FSH e LH] + ↓ [esteroides sexuais]:
Homens – hipogonadismo primário, como Síndrome de Klinefelter, insuficiência testicular.
Mulheres – menopausa, hipogonadismo primário incluindo síndrome dos ovários poliquísticos e síndrome de Turner.
↓ [FSH e LH] + ↓ [esteroides sexuais]: Hipogonadismo secundário ou terciário. ↓ [FSH e LH] + ↑ [esteroides sexuais]:
Tumores ováricos, testiculares ou a nível da glândula suprarrenal com sobreprodução de esteroides sexuais.
Abreviaturas: ↑, aumento; ↓, diminuição; [ ], concentração; FSH, hormona folículo-estimulante; LH, hormona
luteína-estimulante.
ESTRADIOL
O estradiol é produzido essencialmente pelos folículos ováricos e corpo lúteo durante o ciclo menstrual, e também pela placenta durante o período da gravidez. Para além disso, é produzido em pequenas quantidades nos testículos e no córtex adrenal.
A sua principal função inclui a regulação da função reprodutora feminina, como o crescimento dos órgãos sexuais femininos e desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários femininos, e ainda a manutenção, em conjunto com a progesterona, do estado normal de gravidez.
Os níveis de estradiol séricos são importantes na avaliação da função ovárica e na avaliação do desenvolvimento dos folículos ováricos em casos de fertilização in vitro. Para além disso, a determinação dos níveis de estradiol é importante para o diagnóstico de amenorreia, puberdade precoce, início da menopausa, assim como na avaliação da infertilidade feminina e masculina.
PROGESTERONA
A progesterona é produzida principalmente pelo corpo lúteo do ovário nas mulheres com menstruação regular, e em menor quantidade pelo córtex adrenal. As principais funções da progesterona incluem a preparação do útero para a implantação e manutenção da gravidez.
Em termos de diagnóstico, a sua determinação é importante para avaliar a função luteínica (deteção da ovulação), determinar o risco de aborto espontâneo e ainda para detetar
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alterações a nível do ciclo menstrual. Em conjunto, a progesterona e o estradiol, permitem avaliar o ciclo menstrual da mulher, assim como permitem verificar em que fase do ciclo menstrual a mulher se encontra.
SEROLOGIA DAS INFEÇÕES VÍRICAS