INPUT/OUTPUT AND CONTROL OPERATIONS
4.5 DIRECT MEMORY DATA CHANNELS The available direct memory data channels
- Pico estreito na região das β ou γ- globulinas, pelo aumento acentuado numa das classes de Ig. A elevação da IgG é a mais comum.
Para a determinação do tipo de paraproteínemia, benigna ou maligna, deve recorrer-se a uma imunoeletroforese ou imunofixação de proteínas.
Abreviaturas: ↑, aumento; ↓, diminuição; Ag, antigénios; Ig, imunoglobulinas.
6.3.
BIOMARCADORES DE NECROSE DO MIOCÁRDIO
A doença cardiovascular mais comum é o enfarte agudo do miocárdio (EAM), correspondendo a uma das principais causas de morte no mundo.
Atualmente, segundo o comité conjunto European Society of Cardiology/American College of Cardiology, o diagnóstico de EAM é realizado quando existe uma alteração dos níveis séricos dos principais marcadores cardíacos, em conjunto com sintomas clínicos sugestivos de isquemia miocárdica e/ou alterações no eletrocardiograma. Os principais sintomas de isquemia cardíaca incluem a angina de peito, palpitações cardíacas e falta de ar.
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Os marcadores cardíacos utilizados atualmente incluem a mioglobina, isoenzima MB da creatina quinase (CK-MB) e a isoforma cardioespecífica da troponina I (cTnI), correspondendo esta última ao marcador preferencial para o diagnóstico de EAM, já que é exclusiva do músculo cardíaco. Alguns dos marcadores são também utilizados na monitorização da resposta à terapêutica instituída após um EAM.
Durante a realização do estágio tive a oportunidade de determinar os marcadores cardíacos efetuados no LPCMA pelo equipamento Mini VIDAS®: mioglobina e cTnI (tabela 40). No entanto, como se trata de um Laboratório de Análises Clínicas, e não de um meio hospitalar, o número de amostras para este tipo de determinação é relativamente pequeno.
Tabela 40. Descrição e aplicação clínica dos marcadores cardíacos determinados no laboratório
Parâmetro Descrição Aplicação clínica
Mioglobina sérica
Marcador precoce de necrose miocárdica, sendo o 1º marcador a surgir na circulação sanguínea após 1 a 3 horas do aparecimento dos sintomas de isquemia miocárdica.
Possui alta sensibilidade, mas baixa especificidade; encontrada também no músculo- esquelético.
Útil para o diagnóstico precoce do EAM, apresentando um pico de concentração sérica à 6ª hora após o aparecimento dos sintomas.
cTnI sérica
Corresponde a uma isoforma cardíaca da troponina I, permitindo evidenciar uma lesão do miocárdio de forma altamente específica.
Biomarcador de eleição para a deteção de lesão do miocárdio. Útil para a estratificação do risco de ocorrência de enfarte do miocárdio e para a seleção terapêutica.
Abreviaturas: cTnI, isoforma cardioespecífica da troponina I; EAM, enfarte agudo do miocárdio.
6.3.1. MINI VIDAS®
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O equipamento Mini VIDAS® (figura 34) é um aparelho automatizado multi-paramétrico, que possui duas secções independentes, cada uma com capacidade de 6 testes. Este equipamento associa o método imunoenzimático em sandwich numa etapa, com a deteção final em fluorescência (ELFA - Enzyme linked fluorescent assay).
O cone de utilização (SPR®), que serve tanto de fase sólida como de suporte de pipetagem, encontra-se sensibilizado com imunoglobulinas específicas para o analito que se pretende dosear. Após diluição, a amostra do paciente é aspirada para o cone, onde se forma então o conjugado anticorpo-antigénio. De seguida, a amostra é transferida para o poço que contém IgG específicas marcadas com a fosfatase alcalina, que se liga ao complexo formado anteriormente, originando uma “sandwich” com o analito a determinar no meio. As etapas de lavagem que se realizam entre as várias fases eliminam os componentes não fixados.
Na etapa final de revelação, ocorre a hidrólise do substrato pela FA, com obtenção de um produto cuja fluorescência emitida é medida a um λ específico (figura 35).
O valor do sinal da fluorescência obtido, é proporcional à concentração de analito presente na amostra.
Figura 35. Representação esquemática da técnica Enzyme linked fluorescent assay, utilizada pelo equipamento Mini VIDAS® (Disponível em www.biomerieux-usa.com).
6.4.
TÉCNICAS MANUAIS
As técnicas manuais de rastreio para a pesquisa de Ac contra bactérias patogénicas baseiam-se em reações de aglutinação. A incubação dos Ag bacterianos fixados a partículas de látex com o soro do paciente, conduz à presença de aglutinação se o paciente desenvolveu uma resposta imune contra o respetivo agente etiológico.
Sempre que ocorre a presença de um resultado positivo neste tipo de teste é efetuada uma avaliação semi-quantitativa; para isso utiliza-se a amostra de soro do paciente, efetuando-
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se diluições sucessivas, sendo que o título aproximado de Ac no soro vai corresponder à última diluição mais alta que ainda apresente uma aglutinação visível.
Durante o estágio tive a oportunidade de realizar vários testes deste género, existindo maioritariamente pedidos de execução de RPR (Rapid Plasmin Reagin) e TPHA (Treponema pallidum haemagglutination).
6.4.1. TESTES MANUAIS PARA A DETEÇÃO DE SÍFILIS
A sífilis é uma infeção venérea crónica, causada por uma espiroqueta - o Treponema pallidum. Durante uma infeção por esta espiroqueta são produzidos dois tipos de anticorpos detetáveis no soro: anticorpos não treponémicos e anticorpos treponémicos específicos.
PROVA NÃO TREPONÉMICA PARA A DETEÇÃO SEROLÓGICA DE SÍFILIS
O teste RPR é um teste de floculação “não treponémico”, na medida em que deteta os Ac que não são específicos do Treponema pallidum. No entanto, a presença destes Ac no soro do doente está fortemente associada à infeção por esta espiroqueta.
Neste teste, detetam-se então os anticorpos anti-antigénios lipídicos não treponémicos (reaginas plasmáticas), produzidos em resposta ao material lipídico libertado das células hospedeiras danificadas, assim como ao material lipoproteína-idêntico libertado das espiroquetas.
A presença ou ausência de aglutinação macroscópica é examinada após agitação dos cards durante 8 minutos a 100 rpm (figura 36).
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Figura 36. Resultado obtido no controlo positivo, com visualização de agregados (à esquerda) e no controlo
negativo (à direita).
É recomendada a realização do teste de confirmação específico para Treponema pallidum (TPHA), sempre que o teste RPR seja positivo, de forma a descartar falsos positivos, que podem surgir em situações como gravidez, algumas doenças autoimunes e em indivíduos toxicodependentes.
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TREPONEMA PALLIDUM HAEMAGGLUTINATION
Para a confirmação da presença de anticorpos treponémicos específicos, utiliza-se então o teste TPHA, que corresponde a um teste qualitativo/de screening.