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Simulations ab-initio

Dans le document Licence de physique L3 PHYTEM (Page 111-115)

5.3 La mati`ere comme une collection de particules

5.3.4 Simulations ab-initio

Para a prática dos experimentos continuados nas dependências do DEART/UFRN, resolvi adotar para o laboratório o nome “Elementos de Iansã como possibilidade de “treinamento” para atores/atrizes e potencializador de processo de criação”, alguns esclarecimentos sobre o nome se fazem necessários, primeiro estou considerando os elementos de Iansã como um todo, não apenas os que estão presentes em sua dança, uma vez que em algumas conduções acabo me atendo mais aos aspectos arquetípicos do que necessariamente aos elementos coreográficos em si, creio que isso amplia o entendimento do Orixá como base de ressignificação e espaço para explorar e expandir os horizontes criativos dos/as participantes.

Segundo aspecto a ser considerado é que estes laboratórios teriam uma característica diferenciada, onde nas duas primeiras horas trabalharia com a comunidade acadêmica interessada e o restante do tempo, trabalharia direcionada apenas com o elenco do espetáculo “O som que se faz debaixo d’água”, visando assim colaborar e instrumentalizar os/as artistas envolvidos/as na montagem, porém não foi o que ocorreu, então trabalhei apenas com o elenco da montagem

Opto aqui por utilizar o termo “potencializador” por ainda estar tateando como seria trabalhar mais profundamente este treinamento como uma possível metodologia de criação para cena, sem contar que minha interação junto ao Coletivo Cores será na perspectiva de apresentar e experimentar caminhos para criação, buscando suprir as necessidades do grupo e tentando atender as demandas apontadas pela encenadora Lina Bel Sena. Vale aqui salientar também que algumas cenas já haviam sido levantadas porém ainda precisavam ser melhor trabalhadas, assim sendo, este Laboratório também “potencializou” o que já havia de material existente, ficando a cargo da encenadora e do elenco escolher o que do Laboratório seria levado para a cena.

Junto ao Coletivo Cores e no decorrer de dois meses com encontros semanais periódicos, foram realizados nove experimentos, com diferentes finalidades e

resultados, porém, como forma de otimizar a leitura, trago aqui apenas os relatos dos experimentos que considero mais relevantes, uma vez que, alguns deles não chegaram a ser realizados dentro da proposta metodológica que venho experimentando. Mesmo que não conste aqui todos os experimentos, opto por listar a ordem do experimento e a data, mesmo que isso signifique um salto no tempo, afim de esclarecer como alguns elementos levantados num dado momento são retomados a posteriori.

1º experimento – 01/04/2016

A primeira prática para processo de criação ocorreu em 01 de Abril de 2016, com o elenco do Coletivo Cores, como já citado, a princípio eu abriria este “treinamento” à comunidade acadêmica, mas para fazer a sondagem e reconhecimento do elenco, optei em trabalhar apenas com os/as envolvidos/as com a montagem. Nesta atividade de sondagem a Condução foi feita com os três elementos de Iansã, mas de modo superficial, com o intuito de observar como cada um/a reage e/ou se identifica e/ou se distancia de cada um desses elementos. É importante considerar que, embora eu esteja a par de algumas coisas do processo, no momento do primeiro encontro para o “treinamento” eu ainda não tinha acompanhado nenhum ensaio, porém, no dia seguinte – 02/04/2016 – ao assistir o ensaio, pude perceber o elenco retomando algumas ações trabalhadas no dia anterior.

O dia foi meio atípico e um tanto desconcentrado, tanto para mim quanto para o elenco e acho importante compartilhar essa informação para que possa comparar o rendimento das práticas em dias mais concentrados. Quero trazer aqui também o fato de que desde o início de 2016 passei por alguns problemas de saúde que comprometeram minhas atividades físicas, em Janeiro uma entorse na musculatura das costas me impossibilitou de realizar meus “treinamentos” individuais durante algumas semanas e em Março contraí a febre Chicungunha, no período de prática com o elenco do espetáculo ainda estava me recuperando e sem condições de participar do alongamento e do aquecimento mais ativamente – uma vez que ainda sentia fortes dores nas articulações dos pés, joelhos e mãos – e essa impossibilidade física, ao meu ver, principalmente no primeiro dia de trabalho comprometeu a criação de uma unidade energética em sala de ensaio.

Nesta prática contei com a participação de quatro pessoas, irei preservar os nomes de cada pessoa do elenco para manter a privacidade do processo e dos/as participantes, me reportarei aos/às presentes com as letras K, W, Y e Z, que serão mantidos para os relatos posteriores a esta experiência.

Como mantive a estrutura de aquecimento e alongamento executados nos experimentos do Emenda, assim sendo, irei concentrar minha atenção na descrição da prática do “treinamento” em si, relatando a Fase I apenas quando houver alguma excepcionalidade.

Após a Fase I – Preparação, pedi para que cada participante escolhessem um lugar na sala, fechasse os olhos e buscassem na memória uma referência de VENTO – que poderia ser desde brisa até tempestade – depois disso que se deixassem contaminar pelo som da música. À medida que o elenco foi se familiarizando fui dando as indicações para que cada um/a explorasse seu Eu-Vento com as ações de CORTAR, CHICOTEAR e ESPANAR e que lembrassem que essas ações poderiam ser executadas por qualquer parte do corpo, não apenas com os braços – como de costume. Primeiro experimentaram cada uma dessas ações em separado inclusive com repetições, em seguida pedi que criassem uma sequência envolvendo essas três ações e as repetissem, orientei que mantivessem a sequência, mas mudei o estímulo sonoro, no intuito de observar a mudança da qualidade de energia, oscilando a dimensão dos movimentos, do mais expansivo possível até o mais reduzido para minimizar e assim neutralizar as ações e encerrar o ciclo, sempre pedindo que ao final de cada reconhecimento do Eu-Elemento que refizessem mentalmente o caminho feito pelo corpo até a chegada naquele estado.

O segundo elemento trabalhado foi o BÚFALO, também iniciando cada pessoa do elenco num ponto da sala, de olhos fechados, se deixando contaminar pela música e tentando corporeificar seu Eu-Búfalo. Repeti então os comandos para que experimentassem como seria esse Eu-Búfalo CORTANDO, CHICOTEANDO e ESPANANDO, inicialmente cada ação de uma vez, depois experimentando uma sequência que comportasse as três ações. Nesse elemento pude perceber o nascimento de composições potentes, pois as ações executadas pelos/as participantes apresentavam muitas diferenças entre si. K trouxe movimentos muito aterrados com base bem aberta e eventuais batidas das mãos no chão, me sugerindo a ideia de chamada para um embate,

Y utilizava os quatro apoios para deslocamento no espaço, Z – embora com características de movimentos mais suaves – fazia movimentos pontuais com quadris e ombros e W neste dia não conseguiu acessar o estado energético do Eu-Búfalo embora já tivesse familiaridade com o Eu-Elemento por já tê-lo experimentado na oficina do Circuito Emenda.

Diferente do elemento anterior, ao mudar o estímulo sonoro, interferi em alguns momentos, ao som da música “Chover (ou invocação para um dia líquido)”97 do Cordel

do Fogo Encantado, pedi que experimentassem a sequência das três ações, explorando o espaço. Num dado momento da música, pedi que se preparassem para um ataque e que no meu comando atacassem seu alvo imaginário. Neste momento do exercício indiquei que se houvessem encontros, que eles não fossem ignorados e que se permitissem jogar, porém isso não ocorreu, cada participante parecia ter construído um jogo muito introspectivo e pessoal.

Fizemos uma pausa.

Retomando o “treino”, novamente pedi para que o elenco se colocasse no espaço – em lugares diferentes dos que ocuparam anteriormente – e de olhos fechados buscassem na memória a imagem de uma borboleta, nesse momento, para estimular suavidade, deixei de lado os tambores e o ritmo acelerado de Iansã, então optei por trabalhar com uma música em homenagem à Oxum e com a música vieram a delicadeza e atmosfera de água corrente. Nesse momento, creio que foi onde o elenco estava mais concentrado e também foi possível observar mais diversidade para as ações de CORTAR, CHICOTEAR e ESPANAR, inclusive com a mobilização de distintas partes do corpo, como mãos ou uma das pernas, além dos braços e costas.

Embora o elenco estivesse visivelmente cansado, o dia de trabalho precisava ser finalizado e após observar a qualidade de energia onde cada componente do elenco se “encaixava melhor” pedi que K retomasse a energia do seu Eu-Búfalo, que W buscasse a energia do seu Eu-Borboleta e que Y e Z trabalhassem de acordo com a energia do seu Eu-Vento. Dispostos em círculo com todos virados para o centro, pedi que retomassem a sequência das três ações dentro de cada Eu-Elemento de olhos fechados e aos poucos abrissem os olhos e fossem estabelecendo relação com os/as demais participantes.

Naturalmente as duplas se estabeleceram e com o andamento do jogo todos/as jogaram com todos/as, em seguida pedi que tentassem estabelecer as relações em quarteto, e para finalização pedi que o grupo fosse se despedindo e buscassem um lugar na sala para deitar.

Na roda de conversa para finalização da atividade do dia, o ponto da falta de concentração de todos/as envolvidos/as veio à tona, reconhecendo aí uma série de fatores – que não vem ao caso – e o aspecto do cansaço ao final do trabalho. Alguns outros pontos foram trazidos à roda, como a sugestão de que os estímulos sonoros tivessem “mais tambor” e que sejam oferecidos mais estímulos dentro da Condução para o experimento das improvisações. Considero essas duas sugestões muito pertinentes por ser um feedback imediato dos elementos que venho trabalhando e a partir deles estruturar e organizar o próximo dia de “treinamento”.

No dia seguinte ao “treinamento”, pude, enfim, acompanhar um ensaio e alguns elementos sugeridos durante o trabalho do dia anterior apareceram, ou seja, mesmo pensando a Condução do “treinamento” de forma segmentada, para o elenco envolvido o processo de criação já vem fazendo parte da investigação pré-expressiva, onde, os elementos retornados por atores/atrizes são reconhecidos e reconhecíveis como desdobramentos do Eu-Vento, Eu-Búfalo e Eu-Borboleta por quem observa o ensaio sem ter acompanhado o “treinamento”.

2º experimento – 09/04/2016

O “treinamento” do dia 09 de Abril foi pensado especificamente para uma cena entre K e W, focado em apontamentos feitos pelo próprio elenco e pela encenadora. Para este trabalho realizado antes do ensaio propriamente dito estavam presentes K, W e Y.

Após o alongamento entramos no “treinamento” em si, começando com o elemento VENTO, pedi para que, de olhos fechados, cada participante escolhesse uma ação física que executa em cena, a partir do estímulo musical buscassem executá-la pensando na ideia de flutuação para o corpo, que era visível ao observar que essa sensação/sugestão de flutuação se concentrava nos membros superiores. Pedi também

para que expandissem os movimentos ao máximo – mantendo velocidade e energia – e que em seguida reduzissem ao mínimo até zerar a ação, a expansão e o movimento, mas que não se abandonassem, buscando manter a energia pulsante internamente.

Em seguida com outro estímulo musical, pedi para que buscassem ocupar o espaço caminhando e buscando diferentes apoios para os pés, mas que se mantivessem sempre triangulados, podendo ou não manter relação entre si, os deixando livres quanto às características do Eu-Vento de cada um.

Sem parar o jogo, pedi para que Y observasse enquanto trabalhava mais especificamente com K e W. Nesse momento pedi para que se colocassem frente a frente o propus o jogo do espelho, trabalhando inicialmente sob a influência da qualidade de energia do Eu-Vento, dando tempo para que se familiarizassem com os movimentos, tensões e velocidades propostos por cada componente da dupla e também para que chegassem num estado de unidade energética, a partir desde momento comecei a interferir com algumas indicações.

A primeira indicação foi para que K buscasse retomar a sua energia Eu-Búfalo – que já lhe era mais familiar – e que W retomasse sua energia Eu-Borboleta – que lhe é, aparentemente sua zona de conforto – para isso pedi que buscassem mais a qualidade de energia do que a forma desses elementos e que durante o desenvolvimento do exercício buscassem adaptações em seus corpos para que fosse possível imitar quem estivesse propondo o movimento. A segunda indicação foi para que K e W fossem mudando aos poucos a qualidade de energia, K buscando a qualidade do seu Eu-Borboleta e W seu Eu-Búfalo, foi possível observar a mudança não apenas do tônus muscular, mas as regiões do corpo que regiam cada qualidade de energia, como foi também possível perceber a transformação das características de movimento de uma qualidade de energia para outra, por exemplo: K apresenta muitos movimentos aterrados, quando muda a energia para o Eu-Borboleta os movimentos mesmo aterrados tornam-se mais sutis e delicados (Anima), enquanto W possui uma partitura característica para as mãos, que ao acessar a qualidade de energia Eu-Búfalo se fecham e se contraem sugerindo vigor e força (Animus) nelas ao invés de concentrar essas características nos membros inferiores como fazem a maioria dos/as que experimentam essa qualidade de energia.

Foi interessante observar também durante o andamento deste exercício, principalmente no momento em que K e W transitam de uma qualidade de energia para a outra, que a relação estabelecida pelo olhar e pela imitação fazia com que se dessem suporte, se ajudando nessa transição, eu seria capaz inclusive de dizer que havia claramente uma troca de energia estabelecida quem estava jogando.

Para a finalização do exercício, pedi que fossem neutralizando essas duas qualidades de energia, se despedissem e se afastassem no espaço. Finalizado o exercício, a encenadora deu seguimento ao ensaio.

Vale a pena compartilhar aqui que a necessidade apontada a ser trabalhada nesse exercício foi justamente a suavização de K para uma cena em específico e o acesso a uma qualidade de energia mais vigorosa para W. Mesmo não trabalhando nesse exercício em específico com os elementos de ação da Dança de Iansã, creio que as imagens do Búfalo e da Borboleta que já haviam sido trabalhadas e o acesso a estas qualidades de energia tenha colaborado para a realização da cena neste ensaio. Com este exercício em específico compreendo também que, é possível realizar um trabalho continuado com os elementos de Iansã, indo para além de sua dança, pensando em aspectos mitológicos e focando na personificação dos elementos da natureza por ela representados.

3º experimento – 15/04/2016

O experimento do dia 15 de Abril foi mais curto – quanto ao tempo de duração da prática – mas um dos mais intensos até o presente momento. Estiveram presentes K, W e Z – coincidentemente todo o elenco feminino do espetáculo se fez presente neste dia de trabalho, o que considero que foi bastante produtivo e muito curioso por poder identificar as três faces de Iansã que escolhi pesquisar – e iniciamos nossas atividades na mesma sequência da Fase I, com as mesmas músicas que venho trabalhando desde o início, porém para este dia em específico foquei minha atenção no alongamento dos membros superiores.

Neste “treinamento” resolvi resgatar um elemento coreográfico da Dança de Iansã ensinado por Mãe Nany durante suas oficinas, porém o apresentei à K, W e Z

como uma ação base que poderia ser experimentada e executada em qualquer dimensão, fosse ela pequena ou grande; em qualquer velocidade; qualquer direção; intensidade ou peso. Tratava-se de um movimento que descrevo como circular em que as mãos sugerem que trago algo para mim e os cotovelos ao abrirem conduzem as mãos para um movimento que sugere que eu esteja distribuindo algo.

Optei por sugerir a quem estava presente essa imagem do trazer para mim e do distribuir por serem as duas ações que Laban apontam como base das ações humanas e também pela metáfora do mito de Iansã que limpa o espaço trazendo para si o que está “sujo”, purificando-o e devolvendo para o ambiente a “limpeza”.

Após o elenco presente experimentar esses movimentos, estabeleci algumas regras em relação ao deslocamento pelo espaço. Todas teriam que se manter distribuídas pela sala de modo que se mantivessem trianguladas, porém, cada uma estaria num nível diferente, trabalhando assim o nível oposto ao tipo de deslocamento habitual delas, de tal modo que K deveria mover-se em nível baixo, W em nível médio e Z em nível alto.

Em sequência, todas no mesmo nível experimentaram o deslocamento pelo espaço de acordo com a velocidade ditada por uma delas, fazendo com que cada uma adaptasse seu modo de deslocamento ao que estava sendo proposto pela colega, nesse momento também acrescentei a variação de nível para todas as participantes. Quando todas se encontrassem no nível baixo pedi que, além de trianguladas, a partir daquele momento as três se mantivessem conectadas olhando nos olhos. Junto com o estímulo sonoro novamente da música “Chover (ou invocação para um dia líquido)” sugeri a imagem de que elas são o vento que transporta as nuvens pesadas de chuva, nesse momento em que a ação se desenvolvia era impossível não fazer uma associação a outras figuras mitológicas como as Moiras98, as Parcas 99, as Valquírias100, as Fúrias101 ou até mesmo as Iyami Osorongá – já citadas no capítulo 2 – mesmo não estando num estado que sugerisse batalha ou leitura do destino, mas a presença daquelas três mulheres-vento traziam uma conexão que me parecia uma espécie de transe que

98 Entidades mitológicas gregas, elas eram as três irmãs responsáveis por tecer o fio do destino de deuses

e humanos.

99 Correspondente romano das Moiras.

100 Deusas da mitologia nórdica responsáveis por escolherem os maiores guerreiros mortos em batalhas

para conduzi-los ao salão dos mortos.

101 Correspondente romano às entidades da mitologia grega Erínias, que são a personificação da vingança

somente o teatro poderia proporcionar, comungando e compartilhando de um momento mágico, como bruxas, feiticeiras ou qualquer outra associação ao misticismo feminino.

A ação que elas desenvolviam nesse instante como mulheres-vento se tratava do erguer-se do nível baixo até o alto, espanando com os braços trazendo nuvens pesadas, mobilizando não só os membros superiores, mas promovendo o desequilíbrio dos pés em ponta provocando assim o deslocamento dos quadris em movimentos sinuosos. Esse exercício foi a preparação para um trabalho mais específico das cenas de cada uma das intérpretes-criadoras.

No segundo momento do trabalho, sem pausa e com outro estímulo sonoro, pedi para que cada uma das participantes escolhesse um lugar no espaço e inicialmente de olhos fechados escolhessem individualmente três ações físicas de suas cenas e buscassem executá-las tentando acompanhar o ritmo da música, buscando sempre o desequilíbrio, expandindo os movimentos ao máximo e exagerando na deformação do corpo no espaço, atingindo o ápice da estranheza da execução das ações. Sem estímulo sonoro, pedi para que tentassem “normalizar” a postura corporal até o que se propunham como ação física da cena, mas que tentassem manter o tônus e a energia do exercício proposto com deformidade. Também pedi para as participantes que se sentissem vontade e/ou necessidade, incluíssem ao exercício o uso da voz, o que foi feito por uma das participantes do elenco.

Para finalizar o exercício, pedi que novamente fechassem os olhos e buscassem tranquilizar a respiração e aos poucos irem deitando no chão e, por mais uma coincidência, neste exato momento começa a chover, peço para que, enquanto relaxam o corpo, que a mente permita-se observar o som da chuva enquanto rememora as ações executadas durante os experimentos.

Durante a roda final de conversa, o comentário mais recorrente foi da conexão entre elas no momento em que experimentaram juntas ser as mulheres-vento, porém, por outro lado, o cansaço do movimento contínuo dos braços teria atrapalhado um pouco o segundo momento do experimento, já que parte das ações físicas das cenas envolviam movimentos com os membros superiores.

A presença exclusivamente das mulheres nesse experimento e a observação de como elas resgataram corporalmente os elementos de Iansã que venho trabalhando,

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