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Chapitre 2 : La littérature sur la transition forestière

2.2 Seconde composante : l’étude du premier cercle de causalité

Nesta etapa da pesquisa, buscamos realizar uma caracterização dos jovens alunos e professores da disciplina de sociologia das respectivas turmas que participaram desta pesquisa, tendo como foco as relações entre esses sujeitos em sala de aula, intermediada pelo ensino de sociologia, e como estes se percebem em seus respectivos “papéis”. Tais observações se fizeram a partir da elaboração de um conjunto de questões ligadas às três dimensões que compõem a pesquisa, a saber: ensino de sociologia, Docentes e Jovens Alunos.

Nas questões ligadas à escola e ao ensino de sociologia, indagamos: Quais são os objetivos do ensino de sociologia no ensino médio? Em que medida esses objetivos são concretizados nas escolas analisadas? Como se dão as dinâmicas das aulas e a interação entre professores e jovens alunos neste ambiente? Quais são os sentidos que os jovens alunos atribuem à escola e especificamente ao ensino de sociologia?

Ao conjunto de questões relacionadas aos Jovens Alunos e ao ensino de sociologia, indagamos: O que é ser jovem-aluno em uma determinada e singular escola pública no Estado de Minas Gerais? Quais são os sentidos que os jovens alunos dessas escolas atribuem ao ensino de sociologia? Como se dá a relação entre os jovens alunos e os professores de sociologia sujeitos desta Pesquisa? Que referências e valores os jovens carregam e como, a partir desses, dialogam com o ensino de sociologia? As relações interpessoais dos jovens alunos são influenciadas pelas discussões e temas abordados nas aulas de sociologia?

No que se refere ao professor e a sua relação com a docência no ensino de sociologia, evidenciamos: Que caminhos levaram os professores em questão a optarem pela docência em sociologia na educação Básica? De que forma a sua experiência escolar desde a infância e as vivências em outras dimensões te fizeram docente? Que saberes de sua formação acadêmica constituem seu fazer Docente? De que maneira os programas e livros didáticos são incorporados em sua prática pedagógica? Como os saberes originados na sua experiência profissional influenciam seu fazer docente? Como os docentes avaliam a carreira e como essa avaliação se reflete na prática pedagógica? Há o movimento de associar as questões apresentadas aos jovens alunos, nas aulas de sociologia, às questões por estes enfrentadas em sua vida cotidiana?

Esse conjunto de questões norteou todo o processo da pesquisa, que vai da observação à construção e aplicação do questionário, bem como as entrevistas. Tais questões objetivavam analisar a relação professor e jovem-aluno, tendo como cenário as aulas de sociologia. Segundo Teixeira (2007), essa dupla relação é o coração da docência e o instrumento metodológico de observação constituiu nosso primeiro encontro com essa relação, que descrevemos nas linhas abaixo.

a) A observação

Na primeira fase da pesquisa, realizamos o acompanhamento das aulas de sociologia e outras atividades escolares (feira de cultura, sala dos professores, intervalo, entradas e saídas dos jovens alunos) das escolas participantes da nossa pesquisa, durante um bimestre letivo. Essa etapa permitiu-nos acompanhar o cotidiano de professores e jovens alunos dentro da sala de aula e demais ambientes escolares (pátio da escola, sala dos professores, feira de cultura, campeonato

esportivo, auditório etc.). O exercício de observação nos permitiu entrever as posturas destes sujeitos nos processos de interação entre si, com os demais sujeitos presentes no ambiente escolar e como os mesmos se relacionam com o ensino na disciplina de sociologia. O período da observação compreendeu o segundo bimestre do ano letivo de 2015, no caso da turma 3333 da escola A e o terceiro bimestre letivo deste mesmo ano letivo, observando a turma 3003 da escola B9.

Assim, essa fase da pesquisa se propôs conhecer in loco como se dão as relações no espaço escolar destes dois sujeitos centrais, para o ensino de sociologia, a saber: professores e jovens alunos. De forma pontual, o acompanhamento da turma 3333 da escola A, iniciou-se no dia 30 de abril de 2015. A turma observada nesta escola possuía um total de 28 jovens alunos frequentes, os quais foram observados dentro de sala de aula, durante os recreios e em atividades escolares como a feira de cultura e um campeonato esportivo. Nesta escola, os dias de visitação foram todas as quintas-feiras do bimestre em questão. Além das aulas, acompanhei o professor durante o intervalo e na realização de sua hora atividade10.

Na Escola B foi observada, a exemplo da Escola A, uma turma do terceiro ano do ensino médio do Turno da manhã, nomeada na pesquisa como Turma 3003. Nesta escola, o acompanhamento das aulas se deu em todas as quintas-feiras do terceiro bimestre letivo do ano de 2015, iniciando-se no dia 20 de agosto de 2015. Os professores e jovens alunos foram acompanhados nas aulas de sociologia, durante os intervalos e em outras atividades escolares como a feira de cultura e um campeonato esportivo.

Ao longo da observação, fui me aproximando dos jovens alunos e professores, buscando apreender a relação desses sujeitos entre si, especialmente quando essa relação era focada nas discussões trazidas pelos temas tratados nas aulas de sociologia. Esta etapa foi documentada em um caderno de campo que posteriormente teve seu conteúdo sistematizado e analisado, como poderemos verificar nos próximos capítulos deste estudo.

9Tendo em vista a importância de preservar o sigilo dos sujeitos participantes da pesquisa, as escolas

e as turmas participantes desta pesquisa foram apresentadas ao longo do trabalho de forma genérica, o que visa dificultar a sua identificação. Portanto são classificadas como escolas A e B e turmas 3003 e 3333, todas nomeações fictícias.

10Também chamado na rede Estadual de Minas Gerais de Modulo II , consiste em períodos - (1/3 da

jorna de trabalho do docente) – destinado a realização de atividades extraclasse como planejamento das aulas, correção de atividade, reuniões pedagógicas.

Esse momento da pesquisa foi importante para a elaboração do questionário. O contato com os jovens alunos ao longo dos bimestres permitiu um aprofundamento nas questões que eram interessantes de se perguntar aos estudantes. Mais que isso, abriu caminho para a segunda fase da pesquisa, que consistia nas entrevistas.

b) O questionário

O questionário foi aplicado a todos os jovens alunos frequentes das duas turmas participantes da pesquisa. Este instrumento foi composto por 38 questões divididas em quatro blocos: Dados gerais, Grupo Familiar, Condição Juvenil e ensino de sociologia. Tais questionários foram aplicados no final do bimestre em que as turmas foram acompanhadas, sendo respondido por todos os jovens alunos frequentes das turmas pesquisadas.

Os respondentes da Escola A foram 28 jovens alunos e da Escola B, 22. Após a aplicação, os questionários foram sistematizados com ajuda do software SPSS 16, permitindo a construção de gráficos e tabelas que compuseram a análise descritiva nos capítulos 3 e 4.