B. LES TRAITEMENTS COMPLEMENTAIRES
VII. ROLE DU PHARMACIEN
Electrodomésticos Classe A
Os electrodomésticos classe A são muito mais eficientes do que os restantes e contribuem para a optimização do desempenho energético-ambiental da habitação.
Uma grande parte do consumo de energia doméstica está concentrada na cozinha. Se consultarmos a Matriz Energética de Lisboa, no que diz respeito à factura energética doméstica, apercebemo-nos que os equipamentos de frio doméstico (frigoríficos e congeladores) são responsáveis por 18%, a preparação de refeições por 16% e a lavagem mecânica por 6%.
A dimensão adequada dos electrodomésticos e a sua utilização eficiente (por exemplo, as máquinas de lavar só devem funcionar quando estão cheias) são, certamente, um primeiro aspecto a considerar. Ao adquirir um frigorífico, por exemplo, devemos ter em conta se a sua dimensão é a mais adequada para armazenar a quantidade de produtos habitualmente necessárias em casa. Sendo demasiado grande, acabamos por consumir muito mais energia do que o necessário, mesmo que o electrodoméstico seja extremamente eficiente. A eficiência dos equipamentos que utilizamos tem sido uma área de grande aposta da Comissão Europeia e resultou na obrigatoriedade de afixar, em cada electrodoméstico que se encontra à venda, o respectivo desempenho energético e o consumo de água, desagregado em classes entre A e G.
Os electrodomésticos CLASSE A (de que existem também as classes A+ ou A++) são muito mais eficientes no uso da energia e no uso da água do que aqueles com outras classificações e contribuem para a optimização do desempenho energético-ambiental da habitação.
Na generalidade, são também mais silenciosos, o que os torna mais fáceis de operar fora das horas de pico de consumo (durante a noite, sempre que o ruído não seja perturbador), período este em que a energia é vendida a um preço inferior. Quando os electrodomésticos CLASSE A não estão em promoção, poderão ser ligeiramente mais caros do que aqueles com classes de desempenho inferior, mas compensará adquiri-los, porque a eficiência far-se-á imediatamente sentir na conta de electricidade, cujo valor será inferior. A eficiência dos electrodomésticos faz-se também sentir à escala do abastecimento, porque os picos de consumo se tornam menos extremos, o que permite às concessionárias de energia reduzir a quantidade de energia que injectam na rede.
Quando o funcionamento dos electrodomésticos eficientes é integrado num programa de gestão dos consumos domésticos, as economias tornam-se ainda mais evidentes. Quando uma máquina de lavar é preparada para arrancar ao final do dia, sempre que não necessitemos urgentemente do seu conteúdo, tanto importa se arranca de imediato ou se arranca a meio da noite, desde que o ciclo – silencioso – esteja concluído de manhã.
A compra de electrodomésticos CLASSE A é uma medida ao alcance de todos e terá uma maior expressão à escala do balanço energético nacional se for mais generalizada.
Iluminação de Baixo Consumo
A substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo e de muito baixo consumo – fluorescentes e LED – é uma das medidas mais fáceis e mais economicamente viáveis para reduzir o consumo de energia.
A substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo – fluorescentes – é uma das medidas mais fáceis e mais económicas para reduzir o consumo de energia e, consequentemente, as emissões de CO2 para a atmosfera no sector doméstico. Existem no mercado produtos que podem ser introduzidos já na fase de projecto e outros que o utilizador final também pode introduzir na sua habitação ou escritório, caso não disponha já de soluções de baixo consumo para iluminação. Estes produtos reduzem para um quarto o consumo de energia e a sua vida útil é treze vezes superior àquela das lâmpadas incandescentes convencionais.
No Sul da Califórnia, uma concessionária de energia optou por oferecer graciosamente mais de 1 milhão de lâmpadas compactas, de baixo consumo, aos seus clientes, para evitar o custo, muito superior, de investimento na construção de uma nova central de energia – que representa uma medida de eficiência energética menos onerosa, quando comparada com o custo da respectiva produção imediata de energia. Dado o preço destas lâmpadas ser, por enquanto, superior ao das lâmpadas incandescentes, a mesma concessionária de energia subsidiou, também na Califórnia, os fabricantes de lâmpadas de baixo consumo de energia de forma a conseguirem uma redução para um terço do seu preço de mercado e incentivou, desta forma, os consumidores a adquiri-las sem hesitação. Outras concessionárias nos Estados Unidos optaram por tornar estas lâmpadas mais acessíveis fornecendo-as em regime de aluguer – com substituição automática sempre que avariarem (Hawken, 1999).
As iniciativas, aqui referidas, são lideradas por concessionárias de energia, porque estas são as principais interessadas na eficiência bem como no controlo dos consumos e visam alcançar um mercado muito alargado.
Hoje já se encontra disponível uma tecnologia ainda mais evoluída que reduz, em comparação com as lâmpadas convencionais incandescentes, para um décimo o consumo de energia. Estas lâmpadas de muito baixo consumo, denominadas Diodo Emissor de Luz (“Light Emitting Diode”), LED, apresentam benefícios como a facilidade em controlar a qualidade da luz emitida, a longevidade, até cinquenta vezes superior àquela das lâmpadas incandescentes convencionais, e a sua dimensão.
Com a tecnologia LED, o potencial de redução de consumo à escala global é considerável, sobretudo se tivermos em conta que 19% da electricidade produzida no planeta é consumida em iluminação. Na aquisição de uma lâmpada LED, o investimento em questão nem deveria ser contemplado na óptica do período de retorno, que é suficientemente curto, pois os benefícios são muito relevantes para o planeta e o preço está ao alcance de todos. Para além do reduzido consumo de energia, uma característica de grande importância a ter também em consideração é a restrição de alguns materiais utilizados na produção de lâmpadas LED (como o mercúrio e o fósforo) por fazerem parte daquele conjunto de elementos dificilmente absorvidos pelos ecossistemas quando as suas concentrações são excessivamente elevadas. A implementação das lâmpadas de baixo consumo deverá ser acompanhada pela introdução de dispositivos que também permitem a redução do consumo de energia, sendo estes os reguladores de fluxo, temporizadores e sensores de presença.