2-2) Les effets du développement urbain :
6) Les risques majeurs :
Outra dimensão analisada é a da busca de soluções para melhorar o ensino. Para caracterizar este esforço, estudaram-se três aspectos em particular: a monitorização da evolução das aprendizagens ao longo do processo de ensino; a implementação de experiências didácticas; e a reflexão e a aprendizagem (do próprio professor) sobre o ensino e a aprendizagem (dos alunos).
A grande maioria dos regentes monitoriza a evolução das aprendizagens dos respectivos alunos apenas através do que percepcionam durante as próprias aulas, o que nos parece manifestamente pouco, principalmente atendendo a que estes docentes referem também uma generalizada falta de participação dos estudantes durante as aulas.
Apenas nos casos C, E e I há uma monitorização sistemática das aprendizagens ao longo do processo de ensino, Esta monitorização ocorre de modo informal e relativamente continuado nos casos C e I, através de diálogos intencionais entre o professor e os seus alunos. No caso E, esta monitorização ocorre de um modo menos continuado, em cerca de três momentos (para cada aluno) ao longo do semestre, mas num ambiente de avaliação mais formal, como já foi referido anteriormente.
Dentre os casos analisados, detectou-se a implementação de experiências didácticas em quatro casos.
No caso C, para além da contextualização com base na História das Ciências, foi implementado trabalho experimental relativamente aberto, em que os alunos não têm um limite de tempo imposto e não são guiados por um protocolo tipo receita (como é mais frequente), mas sim pelo professor que estabelece um objectivo e depois vai orientando os grupos de alunos na sua prossecução.
No caso E as aulas são convencionais, mas a avaliação não o é, incorporando características interessantes. De facto, os alunos, para além de serem avaliados por
testes escritos, são-no também (se assim o desejarem) através de trabalhos de casa frequentes (tipicamente, exercícios do tipo dos realizados nas aulas TP) e de três avaliações orais ao longo do semestre, em que têm de responder a questões colocados pelo docente. As perguntas não são previamente conhecidas pelos alunos, que têm de elaborar e justificar a sua resposta, muitas vezes em diálogo com o professor. Como foi referido em 4.3.2.4, a intenção desta avaliação é simultaneamente de diagnóstico e de ajudar os alunos no seu processo de aprendizagem.
No caso G, a experiência implementada tem a ver essencialmente com a introdução duma componente multimédia nas aulas teóricas, suportada em apresentações construídas com o Microsoft PowerPoint. Estas apresentações incluem pequenos vídeos e software de simulação interactivo. Para além das aulas, os alunos têm acesso a estes recursos através da Internet. Aliás, outra componente inovadora neste caso é a utilização da Internet em apoio ao ensino e à aprendizagem.
No caso I, o regente assenta o ensino no diálogo permanente e aberto com os alunos, a ponto de se afastar do plano inicial da aula se a iniciativa dos alunos assim o determinar. O diálogo e a discussão são aqui os meios centrais. Para além disso, os conteúdos leccionados (de extensão reduzida, comparativamente com os programas dos restantes casos) são seleccionados com base na relevância para o curso.
No que se refere ao esforço de reflexão dos docentes e à sua aprendizagem sobre o ensino e sobre as aprendizagens dos estudantes, todos os docentes entrevistados disseram reflectir sobre o seu ensino, mas a maioria (casos A, B, D, F, H, J, K e L) reflecte de um modo não sistemático e/ou sem grandes dados de partida para além das suas próprias percepções e bom senso.
Apenas nos casos C, E, G e I foi possível detectar um esforço de reflexão mais alicerçado, embora com grandes diferenças entre os quatro casos. Assim, nos casos C e E os regentes respectivos têm algum interesse pelas questões didácticas, sendo que ambos referem estudar alguma literatura e participar em fóruns onde as problemáticas relativas ao ensino e/ou à Didáctica das Ciências são abordadas. O regente do caso C desenvolve investigação sobre a História das Ciências e a sua utilização no Ensino das Ciências e o regente do caso E já publicou alguns trabalhos relativos ao ensino da Física.
O regente do caso I demonstra sensibilidade especial para as questões do ensino da Física ao curso em análise (EBG), provavelmente devido à sua experiência de ensino
no estrangeiro (12 anos) e à sua experiência como investigador numa área com afinidade com o curso referido.
O regente do caso G faz um esforço de reflexão pessoal, essencialmente relativo ao seu próprio ensino, que passaria relativamente despercebido, não fosse o facto de referir fazê-lo sistematicamente e escrevendo anotações que consulta com frequência, nomeadamente quando volta a leccionar os mesmos temas, no sentido de tentar uma melhoria contínua.
A análise desenvolvida até aqui merece ser sumariada, de modo a ser possível fazer um ponto de situação. Assim, a tabela 4.5 apresenta um quadro-resumo com as categorias ou subcategorias de análise e os casos que se salientaram em cada uma delas. No caso da categoria “Organização do ensino” não houve propriamente casos que se salientassem. Pode dizer-se que a organização em termos de tipos de aulas é semelhante, tirando a opção nos cursos de EFQ de colocar a componente prática ou experimental em disciplinas separadas das Físicas Introdutórias (o que acontece em quatro dos nove casos). No caso dos cursos de EBG, apenas um dos três casos analisados tem componente prática incluída na disciplina de Física Introdutória. Os restantes casos não têm componente experimental ligada ao ensino da Física.
Tabela 4.5: Quadro-resumo dos casos que se salientaram até agora em cada uma das
categorias ou subcategorias de análise.
Categorias/subcategorias de análise A B C D E F G H I J K L
Organização do ensino (4.3.1)
Tipos de actividades lectivas (4.3.2.1) + + + +
Materiais de estudo fornecidos e recomendados (4.3.2.2) *
+ + + + + +
Conteúdos (4.3.2.3) + +
Avaliação da aprendizagem dos alunos (4.3.2.4) + + + +
Avaliação do ensino (4.3.3) + + +
Monitorização sistemática das aprendizagens dos alunos (4.3.4)
+ + + Implementação de experiências/inovações didácticas
(4.3.4)
+ + + + Reflexão e aprendizagem dos docentes sobre o seu
ensino e a aprendizagem dos alunos (4.3.4)
+ + + + 1 1 6 0 7 0 5 0 7 1 0 1
Legenda: + indica os casos que se salientam (Entre parêntesis indica-se o número da secção respectiva
no capítulo). * Não incluindo protocolos, que tipicamente existem apenas quando há aulas práticas, o que não ocorre em todos os casos (ver tabela 4.3).
Na globalidade, vê-se que se salientaram em mais subcategorias de análise os casos C, E, G e I.